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13 de Janeiro de 2009, 0:00 , por Desconhecido - | 1 pessoa seguindo este artigo.
Notícias publicadas no portal oficial da UFRB e clonadas nessa comunidade.

Herbário da UFRB lança cartilha sobre prática da herborização para educação básica

3 de Dezembro de 2025, 17:43, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

O Herbário do Recôncavo da Bahia (HURB), vinculado à Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), acaba de lançar a cartilha “Entre a herborização e a confecção de exsicatas: uma cartilha para a educação básica”. A publicação, disponível em acesso aberto, apresenta de forma simples e acessível o processo de herborização e a produção de exsicatas, aproximando estudantes e professores da educação básica do universo da botânica.

A obra é assinada por Lucas Fagundes, egresso da Licenciatura em Biologia e atualmente mestrando do Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais (PPG-RGV), e pela professora Lidyanne Aona, curadora do Herbário HURB. A cartilha nasceu a partir do Trabalho de Conclusão de Curso de Fagundes e reúne também experiências acumuladas em projetos de extensão e atividades desenvolvidas no herbário, especialmente no âmbito do projeto “Herbário HURB para todas as idades”, apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC).

A iniciativa surgiu da necessidade de tornar o ensino de botânica mais significativo e conectado à realidade escolar. Segundo os autores, muitas vezes as plantas são percebidas apenas como pano de fundo, e não como organismos complexos que integram o cotidiano dos estudantes. A publicação busca combater essa “impercepção botânica”, incentivando o olhar atento, a curiosidade e a compreensão da importância da flora. “Muitas vezes, passamos por árvores, flores e ervas sem realmente enxergá-las. Foi pensando nisso que estruturamos este material: como uma ponte entre a teoria e a vivência, o livro e o campo, o olhar e o toque.”, disse Fagundes.

A cartilha apresenta orientações práticas sobre coleta, prensagem, secagem e montagem de plantas, além de reflexões pedagógicas e sugestões de atividades que podem ser aplicadas em escolas com diferentes recursos. As exsicatas, amostras de plantas secas montadas em cartolina com informações sobre a coleta, são apresentadas como ferramentas acessíveis, de baixo custo e extremamente valiosas para o ensino científico.

Linguagem acessível e uso pedagógico

Um dos desafios da obra foi traduzir técnicas científicas de herbário para uma linguagem adequada ao público escolar. Esse equilíbrio resultou em um material didático visualmente claro, que articula teoria, prática e recomendações pedagógicas. Para estudantes, a cartilha oferece um passo a passo das vivências; para professores, orientações ampliadas para uso em sala de aula e no campo.

Para Lucas Fagundes, produzir a cartilha significou unir vivência prática, pesquisa e extensão com o desejo de transformar a relação dos estudantes com o mundo vegetal. “Escrever esta cartilha foi um exercício de partilha e de reencontro com a essência da botânica. A proposta nasceu da vontade de aproximar a educação básica da prática científica, mostrando que o estudo das plantas pode ser simples, acessível e profundamente transformador”, afirma.

“Cada etapa descrita na obra, da coleta à montagem das exsicatas, é mais do que uma prática técnica, é um convite à curiosidade, à observação atenta e ao respeito pela diversidade viva. Que esta cartilha seja um ponto de partida para diálogos, descobertas e afetos”, completa o estudante.

Para a professora Lidyanne Aona, o material reforça o papel dos herbários como espaços educativos e potentes para a popularização da ciência. Ela destaca que a proposta se diferencia de outros materiais de herborização já existentes por ser direcionada especificamente à educação básica, estimulando a criação de coleções botânicas escolares, contribuindo para o letramento científico e para a formação de uma consciência voltada à conservação ambiental desde as séries iniciais.

O livro foi publicado pela Editora e-Publicar e está disponível para download gratuito.



Paisagem Sonora 2025 celebra Alberto Pitta e a força das estéticas afro-brasileiras

3 de Dezembro de 2025, 16:30, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

Salvador receberá, entre os dias 5 e 7 de dezembro, a sétima edição do Festival Paisagem Sonora, iniciativa da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) que se consolida como política de cultura, memória e formação. As atividades, todas gratuitas, acontecerão na Casa Rosa, no Rio Vermelho, e no Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, reunindo debates, lançamentos editoriais, exposições e apresentações artísticas. 

Em 2025, o evento terá como tema “Organizações da Resistência” e prestará homenagem ao artista plástico, carnavalesco e fundador do Cortejo Afro, Alberto Pitta. O artista participará da abertura oficial com uma exposição dedicada à sua trajetória e integrará a mesa “Reconfiguração do Carnaval Negro”, ao lado de Afrocidade, Rogério Oliveira e Giba Gonçalves. A homenagem também incluirá o lançamento do livro Alberto Pitta: FúnFún DúDú, fruto de pesquisa desenvolvida pelo programa ao longo do ano.

Criado na UFRB, o Paisagem Sonora articula ensino, pesquisa e extensão e já ocorreu em Santo Amaro e Cachoeira em edições anteriores. Para o pró-reitor de Extensão e Cultura e curador do festival, Danillo Barata, a iniciativa reforça o compromisso da universidade com a democratização do acesso à cultura e com a valorização das matrizes afro-brasileiras do Recôncavo.

“Os principais resultados são a formação qualificada de estudantes e docentes, a produção de livros e registros audiovisuais, o fortalecimento de redes com escolas, terreiros e coletivos, a dinamização da economia criativa e o aumento da visibilidade institucional dentro e fora da Bahia”, afirma.

Com mais de quatro décadas de atuação, Alberto Pitta é referência nacional por vestir blocos afros como Ilê Aiyê, Olodum, Filhos de Gandhy e o Cortejo Afro. Sua linguagem visual, marcada pelas vivências no candomblé e pela herança familiar, transformou o tecido em território simbólico e educativo. “Quando você chega nesse lugar da universidade, da academia te ver e ver importância no seu trabalho, fazer esse reconhecimento, óbvio que a gente fica feliz com isso. O Paisagem Sonora tem importância enorme nesse diálogo entre a academia e os artistas do nosso povo”, destaca Pitta.

A programação do festival incluirá seminários sobre políticas de equidade, criação musical, educação antirracista, memória e afrofuturismo, com participação de Zara Figueiredo, Arto Lindsay, Alê Siqueira, Nancy Viegas, Afrocidade, Anelis Assumpção e Lazzo Matumbi. Serão lançadas obras do Selo Editorial Anjo Negro, como Mateus Aleluia – Nações do Candomblé, Bembé do Mercado e o box dos Cadernos de Educação do Ilê Aiyê.

No Ilê Axé Opô Afonjá, também haverá o lançamento de livro e documentário em homenagem aos 100 anos de Mãe Stella de Oxóssi.

A programação artística reunirá apresentações do Cortejo Afro com Arto Lindsay, Afrocidade, Filhos de Gandhy, Attoxxá, Márcia Castro, Ilê Aiyê e Lazzo Matumbi, que convidará Anelis Assumpção para o encerramento. Performances de DJs, VJs e alabês completarão o circuito.

O Festival Paisagem Sonora 2025 será realizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFRB, com apoio da SECADI/MEC, Fundação Cultural Palmares e Ministério da Cultura, reafirmando a universidade como polo de criação e difusão das estéticas afro-brasileiras.

 Saiba mais em: https://festivalpaisagemsonora.org/programacao/



Projeto da UFRB amplia horizontes e aproxima estudantes da educação básica da universidade

2 de Dezembro de 2025, 20:05, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

Uma experiência única de contato direto com a vida acadêmica. Esse é o objetivo do projeto Caminhos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que já recebeu 1.652 estudantes de 21 cidades em apenas dois anos de atividade. A iniciativa permite que escolas agendem visitas guiadas à universidade, proporcionando aos alunos a oportunidade de conhecer laboratórios, museus e outros espaços de pesquisa. Entre os locais mais visitados estão o Hospital Veterinário, o Herbário HURB, o Laboratório de Zoologia e o Laboratório de Química.

O projeto surgiu quando as servidoras Miriam Ferreira, Alana Magalhães e Barbara Silva perceberam professores da rede básica de ensino circulando pelos corredores da Universidade sem orientação. Com isso, elas começaram a esboçar o Caminhos UFRB, que busca aproximar estudantes dos ensinos Fundamental e Médio da realidade universitária. “Alunos que participaram do projeto no ano passado já estão hoje matriculados na universidade. O projeto despertou o interesse deles pela UFRB”, conta Barbara Silva, coordenadora da iniciativa.

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No dia 26 de novembro, um grupo de 40 estudantes do Colégio Estadual Antonio dos Santos Paim, de Oliveira dos Campinhos, em Santo Amaro, participou de uma visita guiada. Para Beatriz Evangelista, aluna do Ensino Médio, a experiência foi transformadora: “Foi uma experiência nova, que eu nunca tinha vivido. Estar aqui na universidade me ajudou a pensar sobre a minha futura profissão”, disse.

A professora Teresa Cristina Rebouças, que acompanhou o grupo, conta que sempre procura projetos que aproximem os alunos da universidade e destaca que o projeto Caminhos UFRB faz com que os alunos se familiarizem com a pesquisa e conheçam as políticas de permanência. “Conhecemos as dificuldades de estudantes da zona rural, que muitas vezes não têm perspectiva. Eles precisam entender que a universidade é possível e é deles”, afirma.

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Sobre o projeto

Lançado em agosto de 2023 pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC) e executado pelo Núcleo de Educação e Ações Comunitárias, o Caminhos UFRB tem como objetivo incentivar estudantes da educação básica a conhecerem e se prepararem para ingressar na universidade, mostrando que a UFRB é uma oportunidade acessível, gratuita e de qualidade para dar continuidade aos estudos.

As visitas podem ser agendadas por meio de formulário online, com pelo menos oito dias de antecedência, e acontecem de segunda a quarta-feira, nos turnos matutino (8h30 às 12h) e vespertino (13h30 às 17h).



UFRB conquista mais de R$ 1,3 milhão em fomento do CNPq para oito projetos de pesquisa

2 de Dezembro de 2025, 18:41, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) aprovou oito projetos de pesquisa na Chamada Universal CNPq/MCTI/FNDCT Nº 44/2024, assegurando um investimento superior a R$ 1,3 milhão para o desenvolvimento científico na instituição. Os recursos, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), fortalecem grupos emergentes e consolidados em diversas áreas do conhecimento, ampliando o impacto da pesquisa realizada pela universidade.

Na Faixa A, destinada a grupos emergentes formados por pelo menos três doutores, foram aprovadas cinco propostas. Entre elas, destaca-se o projeto do professor Adielson Ramos de Cristo, do Centro de Formação de Professores (CFP), que foi recomendado com quase a nota máxima (9,9) e receberá R$ 150.120,00, contribuindo para o fortalecimento de estudos na área de Linguística. Intitulada “Instrumentos linguísticos e políticas públicas na institucionalização da(s) língua(s) e das ideias linguísticas no Brasil”, a proposta é derivada do pós-doutorado do professor e se insere no programa de pesquisa sobre os processos de institucionalização das línguas no país.

O projeto reúne uma equipe de pesquisadores do CFP, incluindo os professores Ayane Nazarela, Charles Lary, Diogo Oliveira, Emmanuelle Félix e Fabíola Barbosa, além de servidores técnicos e intérpretes de Libras, e conta ainda com a colaboração de especialistas de diversas instituições brasileiras e estrangeiras, compondo uma ampla rede de pesquisa vinculada ao Programa de História das Ideias Linguísticas da UNICAMP e a parceiros franceses, como Laboratoire Histoire des Théories Linguistiques (HTL), a Université de Paris Cité e a Université de la Sorbonne Nouvelle. Essa articulação consolida a presença da UFRB no cenário nacional e internacional e oferece oportunidades de qualificação aos discentes. “O projeto será uma excelente oportunidade de formação dos estudantes junto a uma equipe de pesquisa experiente e com potencial importante para intercâmbio no país e no exterior”, afirma o professor Adielson.

Na Zootecnia, o professor Alexandre Moraes Pinheiro teve aprovado o projeto “Caroço da farinha de mandioca na nutrição de frangos de corte: uma alternativa sustentável para o desempenho, saúde intestinal e imunológica”, que receberá financiamento de R$ 185.000,00. A proposta é coordenada por ele e composta por outros pesquisadores do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB), os professores Ana Lúcia Almeida Santana, Ana Elisa Del’Arco Vinhas Costa e Jerônimo Ávito Gonçalves de Brito. 

O coordenador celebrou a conquista como um passo essencial para a continuidade das investigações e para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, reforçando o reconhecimento nacional das pesquisas da UFRB. “Essa aprovação fortalece a credibilidade do trabalho realizado pelos pesquisadores e pela Universidade, reforçando o papel social da academia. Isso garante que o conhecimento produzido seja acessível, relevante e capaz de gerar transformações positivas na sociedade”, destaca Pinheiro.

Também foram contemplados projetos das professoras Daniele Pereira Canedo, na área de Administração (R$ 140.744,00), e Pollyane Santos de Sousa, na área de Educação (R$ 140.400,00), além do professor Jean Paulo dos Santos Carvalho, da Engenharia Aeroespacial, cujo projeto “Velas Solares: uma solução para detritos espaciais e missões a asteroides” receberá R$ 105.473,06. O pesquisador ressalta que o financiamento permitirá a continuidade dos estudos sobre tecnologias alternativas inovadoras e sustentáveis de propulsão espacial, bem como a participação do grupo em congressos, a publicação em periódicos indexados, a oferta de bolsas de Iniciação Científica e de Apoio Técnico à Pesquisa e a ampliação das ações de divulgação científica no Observatório Antares e no Museu Parque do Saber.

Fortalecimento de grupos consolidados

Na Faixa B, voltada para grupos consolidados com pelo menos cinco doutores de duas instituições diferentes, três projetos da UFRB foram aprovados. A professora Lys Maria Vinhaes Dantas coordena o estudo “Processos de planejamento educacional em redes municipais: estudo de múltiplos casos na Bahia e no Rio de Janeiro”, que receberá R$ 208.154,00 e envolve pesquisadores da UFRB, UFBA e UNIRIO. Além da coordenadora, compõem a equipe pela UFRB as professoras Doraliza Monteiro, do Centro de Artes, Humanidades e Letras, e Rosineide Mubarack, do CCAAB.

A pesquisa investigará como secretarias municipais desenvolvem seus processos de planejamento educacional, especialmente em um contexto de transições políticas e de revisão do Plano Nacional de Educação, contribuindo para a compreensão de práticas que variam conforme os contextos locais.Como explica a professora Lys, a pesquisa será realizada por meio de análise documental, entrevistas, análise de conteúdo e levantamento dos panoramas educacionais de cada município parceiro. “A aprovação do projeto fortalecerá o Laboratório de Gestão Pública da UFRB e criará novas oportunidades de bolsas de iniciação científica para os estudantes”, avalia a docente.

Outro destaque foi o projeto TEORISC Study, coordenado pelo professor Nuno Damácio de Carvalho Félix, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), com financiamento de R$ 209.900,00. O estudo propõe a avaliação da eficácia de um programa inovador de cuidado liderado por enfermeiros(as), utilizando o software e-TEORISC, tecnologia desenvolvida na UFRB com base na Teoria do Cuidado no Contexto de Risco Cardiovascular (TEORISC). O projeto será realizado em seis centros de pesquisa em diferentes regiões do país e envolverá territórios com vulnerabilidades sociais e de saúde.

“Este projeto reforça o papel da universidade pública como agente de transformação social. Mostra que é possível produzir ciência rigorosa, inovadora e alinhada às demandas reais do SUS. Além de contribuir para a redução das doenças cardiovasculares, a proposta fortalece o protagonismo da enfermagem, fomenta a formação de estudantes e projeta a UFRB como referência nacional no desenvolvimento de tecnologias em saúde.”, destaca o professor Nuno.

Também foi aprovado na Chamada Universal do CNPq o projeto da professora Regiane Miranda de Oliveira Nakagawa, da área de Comunicação, que receberá R$ 207.928,00, fortalecendo a atuação da UFRB nesta área. Como sinalizam, os projetos contemplados reforçam o protagonismo da instituição no cenário nacional e ampliam as oportunidades de formação, pesquisa e impacto social no Recôncavo da Bahia e em todo o país.



Estudantes da UFRB se destacam em seleção da Academia LED | Jornalismo Globo na Universidade

1 de Dezembro de 2025, 16:53, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

Onze estudantes do curso de Comunicação Social- Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foram aprovados na primeira fase do 2º Edital da Academia LED | Jornalismo Globo na Universidade- etapa Nordeste. Entre os 246 selecionados, 92 são do estado da Bahia. 

A iniciativa, realizada pelo Movimento LED —  parceria entre a Globo e a Fundação Roberto Marinho, — busca incentivar estudantes de jornalismo e da área de comunicação a produzirem pautas inovadoras. Nesta edição, a Academia LED | Jornalismo Globo na Universidade traz como tema “Inovação nas cidades: onde o Nordeste se reinventa” com a proposta de estimular a produção de reportagens que valorizem o trabalho coletivo, a inteligência local, soluções criativas e a transformação social.

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Para a estudante Bárbara Jamile, o resultado é motivo de orgulho, além de ser um estímulo para seguir produzindo dentro da universidade. “A gente vê que o que estamos produzindo aqui está dando frutos, então sinto que é uma vitória coletiva”, afirma. Seu trabalho “Traduzindo o invisível: a comunicação transformando a pesquisa científica em conhecimento acessível" é fruto da disciplina de Comunicação, Ciência e Tecnologia. Ela ressalta que através do jornalismo científico viu a oportunidade de discutir e democratizar conhecimentos produzidos nos centros de ensino. 

As pautas dos estudantes da UFRB se destacam pela diversidade de temas e pela conexão com o território. A estudante  Isabella Venâncio, por exemplo,  transformou uma paixão de infância em proposta de jornalismo ao abordar  o reggae como motor de inovação, identidade e resistência no Recôncavo Baiano. Em "Remanescentes do Paraguaçu: O Reggae que reinventa o Recôncavo Baiano", a estudante mostra como o gênero musical é dispositivo de reinvenção urbana, cultural e social.

Já a proposta de Artur Gomes é voltada para a preservação de memória, cultura e religiosidade. Em sua pauta, “Ilha de Caboclo”, o jornalista em formação tem como objetivo relacionar a importância das comunidades indígenas nas batalhas pela independência de Itaparica e o culto aos Caboclos nos Terreiros de Candomblé do território.

Confira a relação de aprovados e seus respectivos trabalhos:

  • Artur Gomes - Ilha de Caboclo
  • Bárbara Jamille - Traduzindo o invisível: a comunicação transformando a pesquisa científica em conhecimento acessível; 
  • Isabella Venâncio - Remanescentes do Paraguaçu: O Reggae que reinventa o Recôncavo Baiana;
  • Kailane Rodrigues - Moedas sociais: ferramentas para o desenvolvimento de territórios da região nordeste;
  • Lhayna Ribeiro - A redescoberta do brincar como caminho para o fortalecimento da identidade afro brasileira nas comunidades quilombolas do recôncavo da Bahia;
  • Maiana Cruz - Desenvolvimento científico protagonizado por estudantes da rede pública;
  • Núbia de Jesus - No Nordeste tem solidariedade;
  • Samara Rivera - A reinvenção social promovida pelas filarmônicas do Recôncavo Baiano, com foco na Sociedade Filarmônica União Sanfelixta;
  • Taila Ferreira - Narrar para existir: o impacto da comunicação negra e periférica na transformação do jornalismo brasileiro; e
  • Vitória Araújo - Valorização da cultura nordestina e os impactos no desenvolvimento econômico a partir da atuação do Instituto Cultural Sertão Vivo em Paripiranga/BA.

Próximas fases 

O 2º Edital da Academia LED | Jornalismo Globo na Universidade seguirá para mais três etapas. Os dez vencedores serão anunciados em 15 de dezembro e receberão R$10.000,00 para produzirem suas matérias e participarão de uma imersão de uma semana na redação da Globo e mais três dias em uma afiliada local. Os conteúdos desenvolvidos serão publicados em plataformas do canal de comunicação.  

A divulgação de todas as fases da Academia LED ― Jornalismo Globo na Universidade será feita no site movimentoled.com.br.



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