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Paisagem Sonora 2025 celebra Alberto Pitta e a força das estéticas afro-brasileiras

3 de Dezembro de 2025, 16:30 , por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Salvador receberá, entre os dias 5 e 7 de dezembro, a sétima edição do Festival Paisagem Sonora, iniciativa da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) que se consolida como política de cultura, memória e formação. As atividades, todas gratuitas, acontecerão na Casa Rosa, no Rio Vermelho, e no Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, reunindo debates, lançamentos editoriais, exposições e apresentações artísticas. 

Em 2025, o evento terá como tema “Organizações da Resistência” e prestará homenagem ao artista plástico, carnavalesco e fundador do Cortejo Afro, Alberto Pitta. O artista participará da abertura oficial com uma exposição dedicada à sua trajetória e integrará a mesa “Reconfiguração do Carnaval Negro”, ao lado de Afrocidade, Rogério Oliveira e Giba Gonçalves. A homenagem também incluirá o lançamento do livro Alberto Pitta: FúnFún DúDú, fruto de pesquisa desenvolvida pelo programa ao longo do ano.

Criado na UFRB, o Paisagem Sonora articula ensino, pesquisa e extensão e já ocorreu em Santo Amaro e Cachoeira em edições anteriores. Para o pró-reitor de Extensão e Cultura e curador do festival, Danillo Barata, a iniciativa reforça o compromisso da universidade com a democratização do acesso à cultura e com a valorização das matrizes afro-brasileiras do Recôncavo.

“Os principais resultados são a formação qualificada de estudantes e docentes, a produção de livros e registros audiovisuais, o fortalecimento de redes com escolas, terreiros e coletivos, a dinamização da economia criativa e o aumento da visibilidade institucional dentro e fora da Bahia”, afirma.

Com mais de quatro décadas de atuação, Alberto Pitta é referência nacional por vestir blocos afros como Ilê Aiyê, Olodum, Filhos de Gandhy e o Cortejo Afro. Sua linguagem visual, marcada pelas vivências no candomblé e pela herança familiar, transformou o tecido em território simbólico e educativo. “Quando você chega nesse lugar da universidade, da academia te ver e ver importância no seu trabalho, fazer esse reconhecimento, óbvio que a gente fica feliz com isso. O Paisagem Sonora tem importância enorme nesse diálogo entre a academia e os artistas do nosso povo”, destaca Pitta.

A programação do festival incluirá seminários sobre políticas de equidade, criação musical, educação antirracista, memória e afrofuturismo, com participação de Zara Figueiredo, Arto Lindsay, Alê Siqueira, Nancy Viegas, Afrocidade, Anelis Assumpção e Lazzo Matumbi. Serão lançadas obras do Selo Editorial Anjo Negro, como Mateus Aleluia – Nações do Candomblé, Bembé do Mercado e o box dos Cadernos de Educação do Ilê Aiyê.

No Ilê Axé Opô Afonjá, também haverá o lançamento de livro e documentário em homenagem aos 100 anos de Mãe Stella de Oxóssi.

A programação artística reunirá apresentações do Cortejo Afro com Arto Lindsay, Afrocidade, Filhos de Gandhy, Attoxxá, Márcia Castro, Ilê Aiyê e Lazzo Matumbi, que convidará Anelis Assumpção para o encerramento. Performances de DJs, VJs e alabês completarão o circuito.

O Festival Paisagem Sonora 2025 será realizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFRB, com apoio da SECADI/MEC, Fundação Cultural Palmares e Ministério da Cultura, reafirmando a universidade como polo de criação e difusão das estéticas afro-brasileiras.

 Saiba mais em: https://festivalpaisagemsonora.org/programacao/


Fonte: https://www.ufrb.edu.br/portal/noticias/7804-paisagem-sonora-2025-celebra-alberto-pitta-e-a-forca-das-esteticas-afro-brasileiras

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