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UFRB lança Prêmio Xica Manicongo para organizações lideradas por mulheres travestis e trans negras

19 de Novembro de 2025, 19:55 , por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) anuncia o lançamento do I Prêmio Nacional Xica Manicongo. A iniciativa tem como objetivo valorizar, reconhecer e dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por organizações sociais lideradas por mulheres travestis e trans negras no combate ao racismo, à transfobia e na promoção de direitos, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e plural.

Ao todo, serão contempladas 16 organizações sociais lideradas por mulheres travestis e trans negras, que receberão a premiação em dinheiro. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, exclusivamente, por meio de Formulário Eletrônico, no período de 23 de novembro de 2025 até às 23h59 de 14 de dezembro de 2025.

Os critérios e condições de participação estão detalhados no Edital nº 13/2025 - Edital Xica Manicongo - Resgate, Alianças e Reparações para Mulheres Trans e Travestis Negras: I Prêmio Nacional Xica Manicongo.

As categorias e valores da premiação são:

Categoria Qte Valor líquido (R$) Valor bruto unitário (R$) Valor bruto total (R$)
a. Nacional - Organizações Sociais lideradas por Mulheres Travestis e Trans Negras com ações e articulações em mais de um estado da federação. 1 260.000,00 371.428,57 371.428,57
b. Regional - Organizações Sociais lideradas por Mulheres Travestis e Trans Negras com incidência predominante em um estado ou distrito federal. 5 25.000,00 35.714,29 178.571,45

c. Municipal - Organizações Sociais lideradas por Mulheres Travestis e Trans Negras com ações voltadas a um município ou território específico.

10 13.825,00 19.750,00

197.500,00

Total 16  -  - 747.500,02

O prêmio é promovido pela UFRB por intermédio do Observatório Diversifica: Inclusão e Diversidade na Educação e da Fundação Escola Politécnica da Bahia (FEP), em parceria com a Diretoria de Articulação Interfederativa da Secretaria de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SENAPIR) do Ministério da Igualdade Racial (MIR).

Quem foi Xica Manicongo

Xica Manicongo é reconhecida como a primeira travesti não-indígena registrada no Brasil. Vinda do Congo como pessoa escravizada no século XVI e levada para Salvador (BA), tornou-se símbolo de resistência ao desafiar as normas de gênero impostas à época. Perseguida por se recusar a usar vestimentas masculinas e acusada de homossexualidade e heresia, teve seu nome reabilitado como Xica, em respeito à sua identidade de gênero.

Confira o Edital.

Acompanhe as etapas da premiação na página do Diversifica.


Fonte: https://www.ufrb.edu.br/portal/noticias/7792-ufrb-lanca-premio-xica-manicongo-para-organizacoes-lideradas-por-mulheres-travestis-e-trans-negras

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