UFRB e parceiros inovam em sínteses de compostos químicos no tratamento da ansiedade
29 de Julho de 2024, 18:17 - sem comentários ainda
Pesquisadores do Grupo de Materiais Fotônicos (GMF), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), e das Universidades Estadual Vale do Acaraú (UVA), da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Estadual do Ceará (UECE) e Estadual de Santa Cruz (UESC) desenvolveram uma nova abordagem para o tratamento da ansiedade, um problema de saúde mental crescente no Brasil e no mundo.
A equipe de pesquisa é composta pelos professores e pesquisadores Jorge Fernando Silva de Menezes, líder do Grupo de Materiais Fotônicos, do Centro de Formação de Professores (CFP/UFRB), do Campus Amargosa; Hélcio Silva dos Santos, da UVA; Aluísio Marques da Fonseca, da Unilab; Emmanuel Silva Marinho, Maria Kueirislene Amâncio Ferreira e Jane Eire Silva Alencar de Menezes, da UECE; e o mestrando Andrei Marcelino Sá Pires Silva, da UESC.
Denominada "Obtenção dos complexos de coordenação de Európio (Eu³⁺) e Térbio (Tb³⁺) combinados com ligantes β-dicetonatos, sulfóxidos, fármacos e naftoquinonas com finalidade ansiolítica", a invenção foi patenteada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Entre as exigências para registro de patente estão novidade, inventividade e aplicação industrial.
“O aumento significativo no uso de ansiolíticos no Brasil destacou a necessidade de novas abordagens terapêuticas. A demanda por novos tratamentos é urgente”, explica o professor e pesquisador da UFRB, Jorge Menezes. Somente no país, especialmente após a pandemia de COVID-19, a ansiedade tem afetado de crianças a idosos, com o consumo de medicamentos ansiolíticos registrando aumento de 10% entre 2019 e 2022, de acordo com o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos. Em busca de alternativa aos medicamentos convencionais, a pesquisa focou em compostos químicos inovadores, como os elementos terras raras, que até agora não foram amplamente explorados para esse fim.
Os cientistas começaram a pesquisa com simulações computacionais para prever como os compostos poderiam interagir com proteínas associadas à ansiedade. Esses modelos teóricos foram seguidos por experimentos práticos, incluindo a síntese dos compostos e testes em modelo animal, como o peixe Zebrafish (Danio rerio), que é amplamente utilizado em pesquisas sobre toxicidade e comportamento.
As etapas envolvidas iniciam-se na produção de nove materiais: [Eu(LAP)3.2H2O], [Tb(BTFA)3.2H2O], [Tb(ACAC)3.3H2O], [Eu(DBM)3.2H2O], [Eu(DBM)3.2PTSO], [Eu(TTA)3.(AMX)], [Eu(DBM)3.(LAP)], [Eu(TTA)3.(AMX)2], [Eu(BTFA)3.(AMX)] e [Tb(BTFA)3.(AMX)]. "Depois, todos os materiais foram caracterizados para determinação da estrutura e propriedades físico-químicas, para as quais lançamos mão de uma série de técnicas, como espectroscopia de infravermelho, análise elementar, espectroscopia de fotoluminescência, absorção eletrônica e outras", explicou Jorge Menezes.
"Então, caracterizados os materiais, seguimos com o planejamento e execução da avaliação da eficácia farmacológica, que ocorreram em duas etapas principais: estudo in silico, que compreende a modelagem molecular a partir de um estudo por método teórico de simulação computacional; e estudo in vivo, validado pelo método usando a espécie Zebrafish (Danio rerio)", detalhou o pesquisador da UFRB.
Para o professor e pesquisador Aluísio Marques (Unilab), "essa etapa foi validada em comparação com referência positiva. No caso, os complexos que foram sintetizados apresentaram efeitos muito similares ao medicamento Diazepam no tratamento da ansiedade, tanto no estudo in vivo como in silico". Aluísio Marques destaca o pioneirismo do professor Jorge Menezes, "que sempre realizou síntese com complexos com európio e me apresentou a estrutura de alguns de seus complexos".
Aluísio explica que seu papel foi fazer "algumas simulações computacionais por meio de docking e dinâmica molecular, usando como alvo as proteínas responsáveis pela replicação do fungo Candida auris, do vírus Sars Cov-2, e dos efeitos da ansiedade, o qual nos rendeu dois artigos científicos".
O grupo de pesquisadores pensou em abordar também, em paralelo, estudo in vivo, com a expertise dos pesquisadores Jane Eire Silva Alencar de Menezes e Hélcio Silva dos Santos, sobre a ansiedade, do qual eles possuem o modelo. "Deste modo, os resultados do estudo in vivo bateram com os estudos teóricos", descreveu Aluísio Marques.
Segundo Jorge Menezes, os novos compostos produzidos, caracterizados e testados em ensaios in silico e in vivo apresentam atividade ansiolítica acentuada em comparação com o padrão utilizado nos ensaios, o que coloca a descoberta em uma fase testes de viabilidade para uso, uma vez que, já atestada a atividade farmacológica pretendida, o próximo passo é viabilizar o uso.
Jorge Menezes afirma que o ponto mais importante da descoberta é o desenvolvimento de uma nova classe de fármacos, que sai das variantes de compostos benzodiazepínicos que são convencionalmente utilizados como ansiolíticos. Os novos materiais oferecem uma alternativa viável química e economicamente para o desenvolvimento de fármacos, gerando novas possibilidades de atuação e combate dos transtornos de ansiedade por vias até então pouco exploradas. "Pensando no uso terapêutico, a pesquisa usando complexos tem o objetivo de garantir a atividade farmacológica enquanto reduz os níveis de citotoxicidade inerente destes metais e dos ligantes aos quais estão combinados, gerando materiais robustos, quimicamente estáveis e eficazes", destaca o pesquisador da UFRB.
Nesse sentido, Aluísio Marques explica que a descoberta de novos fármacos é um processo complexo e multidisciplinar que envolve várias etapas, desde a identificação de alvos biológicos até a aprovação clínica e comercialização do medicamento. "Portanto, é colaborativo, envolvendo cientistas de diversas áreas, como Química, Biologia, Farmacologia e Medicina", afirma Aluísio. Para ele, "além disso, é uma área de intensa inovação tecnológica, com avanços em biotecnologia, inteligência artificial e análise de dados, contribuindo para acelerar a descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos". Aluísio Marques destaca que a descoberta dos pesquisadores obteve um efeito inédito no uso de complexos inorgânicos com európio no tratamento da ansiedade, apesar de existirem relatos de seu uso em outros problemas de saúde".
Resultados e potencial
Além dos testes mostrarem que os novos compostos podem ser tão eficazes quanto ansiolíticos já comercializados, também apontam novas possibilidades no desenvolvimento de fármacos. Desse modo, Jorge Menezes pontua que embora os ansiolíticos possuam úteis efeitos medicinais, "podem causar efeitos indesejáveis como a dependência química, a pesquisa visa um novo caminho no tratamento de doenças relacionadas à ansiedade e, pela característica intrínseca dos materiais produzidos, diversas possibilidades no estudo e compreensão da atividade ansiolítica que possam minimizar/diminuir tal efeito".
Os pesquisadores destacam que, apesar dos resultados promissores, a descoberta ainda está em fase de testes e necessita de validações adicionais antes de uma possível aplicação clínica. “Nos próximos passos, vamos otimizar os processos de síntese e buscar parcerias com a indústria farmacêutica para continuar o desenvolvimento desses novos fármacos”, afirma Jorge Menezes.
Sobre o processo de registro de novo medicamento, Aluísio Marques elucida: "como só realizamos o depósito da patente, há a necessidade de parcerias nas indústrias farmacêuticas a fim de que os demais processos de desenvolvimento de novos fármacos sejam realizados até que este se torne um medicamento".
“A descoberta oferece uma alternativa inovadora aos ansiolíticos convencionais e pode mudar a forma como tratamos o transtorno de ansiedade no futuro”, afirma Jorge Menezes. A próxima etapa, segundo ele, é "atrair investidores que possam subsidiar a continuidade da pesquisa, que é pioneira envolvendo tais sistemas químicos".
GMF
O Grupo de Materiais Fotônicos (GMF), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Campus Amargosa, foi criado em 2010, pelo professor Jorge Fernando Silva de Menezes, líder do grupo de pesquisa. É registrado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e certificado pela IES. Os trabalhos realizados no grupo envolvem a colaboração de pesquisadores do Brasil e do exterior.
Todos as pesquisas são feitas com a participação de estudantes da UFRB/CFP principalmente nas modalidades Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), com bolsas de órgãos de fomento tais como CNPq, FAPESB e a própria UFRB.
O GMF tem produzido materiais com uma diversidade de aplicações, nos últimos 14 anos. Nessa trajetória, muitos estudantes de graduação puderam, sob orientação do professor e líder do grupo de pesquisa, desenvolver estudos com materiais do tipo complexos de coordenação com os elementos terras raras, que incluem escândio (Sc), ítrio (Y) e os elementos da série dos lantanídeos (La-Lu), notadamente európio (Eu) e térbio (Tb).
Os elementos terras raras, que recebem esse nome pela dificuldade nos processos de separação e não necessariamente pela escassez, estão envolvidos em relevantes questões geopolíticas pela sua relevância no mercado de dispositivos optoeletrônicos, cerâmicas, catalisadores, craqueamento de petróleo, dispositivos magnéticos e indústria metalúrgica. Os compostos de coordenação com tais metais são amplamente utilizados em uma série de aplicações relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, pelas propriedades únicas que esses elementos possuem.
Nos anos recentes, Jorge Fernando tem direcionado o esforço na produção de materiais a partir de fármacos e moléculas bioativas, com fim de projetar complexos com capacidade farmacológica de interesse da indústria farmacêutica e, principalmente, para contribuir com a sociedade.
Assim nasceu o projeto que culminou na patente, onde nove materiais foram sintetizados, caracterizados físico - quimicamente e, em parceria com pesquisadores das universidades cearenses (UVA, UECE e Unilab), entre eles, o mestrando oriundo da GMF Andrei Marcelino Sá Pires Silva, da UESC, que seguem em um incessante esforço na pesquisa em farmacologia e compostos bioativos, os complexos foram testados quanto à atividade farmacológica, mais especificamente quanto à atividade ansiolítica, que gerou promissores resultados.
Mais sobre o GMF.
UFRB completa 19 anos de compromisso com educação pública e de qualidade
26 de Julho de 2024, 19:40 - sem comentários ainda
Quando foi criada em 29 de julho de 2005, por desmembramento da Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) já nascia com a missão de ser referência em educação pública, gratuita e de qualidade na região do Recôncavo baiano e em todo o país. Em 2024, ao completar 19 anos, a UFRB reafirma esse compromisso, que é demonstrado por meio de políticas de acesso e permanência, ampliação de oferta de vagas, criação de novos cursos, além de índices respeitáveis nos quesitos de reconhecimento de ensino de graduação e de pós-graduação e ações de pesquisa, cultura e extensão.
Presente em sete cidades do Recôncavo, Portal do Sertão e Vale do Jiquiriçá, a UFRB possui 7 Centros de Ensino: Centro de Formação de Professores (CFP), em Amargosa; Centro de Artes, Humanidades e Letras CAHL, em Cachoeira e São Félix; Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB) e Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC), em Cruz das Almas; Centro de Ciências da Saúde (CCS), em Santo Antônio de Jesus; Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), em Feira de Santana; e Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), em Santo Amaro da Purificação. Neles, já foram formados(as) 14362 profissionais.
No ensino, a UFRB dispõe de 63 cursos de graduação, entre licenciaturas, bacharelados e tecnológicos, presenciais e a distância, além de 24 stricto sensu e sete cursos lato sensu. Na graduação, alguns cursos obtiveram conceito máximo em recentes avaliações feitas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação(MEC), a exemplo de Engenharia de Materiais, do CETENS; Tecnólogo de Políticas e Gestão Cultural e Tecnológico em Artes do Espetáculo, do CECULT; e Psicologia, do CCS. Já a Instituição, obteve conceito 4 pela avaliação do INEP, que considera e avalia dimensões como infraestrutura, corpo docente, projeto pedagógico, desempenho do estudante, entre outros fatores.
Além do desempenho nas avaliações externas, a qualidade do ensino da UFRB também pode ser constatada pelas premiações e destaques em eventos nacionais e internacionais recebidos por estudantes e servidores(as), como o inédito prêmio no 46º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (INTERCOM) e o reconhecimento do professor Guilherme Fernandes como liderança emergente no mesmo evento; a monografia da estudante de Engenharia de Produção Andressa Clara premiada no maior evento nacional da área; a menção honrosa, pela Sociedade Brasileira de Física, recebida pela professora do curso de Física Rogelma Ferreira; e a escolha dos(as) professores(as) Felipe Andrade Torres, André Luiz Carvalho Ottoni e Andrea Rebouças Rocha como vencedores de premiação acadêmica da UFBA, entre outros.
Na pesquisa, professores(as) da UFRB também são destaque. No último ano, aumentou o número deles(as) no ranking de pesquisadores mais influentes internacionalmente. Projetos institucionais também foram selecionados para serem executados fora do país, como a pesquisa do professor Kléber Amâncio sobre a obra de de Arthur Timótheo da Costa; o “Projeto Imagens do Atlântico Sul e do Índico: experiências estéticas oceânicas", contemplado no Programa PROBRAL Brasil - Alemanha, da CAPES, e a pesquisa da doutoranda Geovana Paim para testar método de estimativa da evapotranspiração, realizada em uma universidade alemã
Outro indicador da qualidade institucional é a internacionalização. Por isso, a UFRB vem buscando ampliar a parceria com instituições estrangeiras, como a Universidade Rovuma (UNIROVUMA), de Moçambique, e promovendo a participação de servidores e estudantes em eventos internacionais.
A promoção de discussões e realização de ações sobre importantes pautas sociais também está na agenda da UFRB para tornar a Instituição um espaço cada vez mais sustentável, inclusivo, com uma cultura antirracista, que reconhece os saberes populares de figuras ilustres da comunidade e seguro, especialmente após a aprovação da política de enfrentamento aos assedios e discriminações.
Ser um espaço gratuito e público, porém, vai além das condições de acesso: implica em oferecer meios para que estudantes consigam permanecer na Universidade. Por isso, a Instituição tem cada vez mais se preocupado em ampliar a oferta de vagas e os valores de bolsas em programas de auxílios e permanência, reajustados recentemente.
A preocupação em ser público também significa buscar aproximação com a comunidade e, na UFRB, isso se dá por diversas frentes: seja por meio de projetos e ações de extensão, fortemente inseridos nos currículos da graduação, com propostas extensionistas selecionadas em editais de fomento —“Escola Quilombo”, SPBC vai às Escolas”, Segundo Tempo e “Musicais da Rádio Educadora FM” são alguns exemplos; seja pelas parcerias firmadas; ou ainda, pela promoção de eventos já consolidados como o Fórum de Licenciaturas, Fórum Pró-Igualdade Racial e Inclusão Social do Recôncavo e Reunião Anual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Recôncavo da Bahia (RECONCITEC) ou de ações de prestação de serviço público e culturais, como ocorreu no Festival de Maragogipinho ou na Feira Literária de Cruz das Almas. O fortalecimento e valorização da cultura do estado, aliás, é um ponto importante da agenda institucional. Em abril de 2024, a UFRB aprovou o Plano de Cultura da UFRB, o primeiro universitário da Bahia, um importante marco em sua história.
Programa de extensão da UFRB completa 16 anos unindo educação popular e tecelagem
25 de Julho de 2024, 21:31 - sem comentários ainda
O programa de extensão Tecelendo, que une educação popular e tecelagem, completa 16 anos de atuação em Amargosa. Ao longo dos anos, a iniciativa cresceu e se consolidou agregando ações de pesquisa e ensino, além de abranger diversas áreas do conhecimento. A ação de extensão do Centro de Formação de Professores (CFP) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) já atendeu 7 mil pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos.
A formação de educadores na perspectiva da educação popular é o foco central do Tecelendo. A partir disso, o programa desenvolve diversas ações e projetos em diálogo com a comunidade, adaptando-se às demandas locais. Andreia Barbosa dos Santos, professora do CFP e coordenadora do programa, explica: "começamos com a alfabetização e ela vai dando um caminho pra gente entrar nas comunidades. Às vezes, chegamos a uma comunidade onde a necessidade não é a alfabetização de adultos, mas percebemos algo da educação popular que está latente ali. Então, a gente acolhe o que vem”.
Professora Andreia Barbosa dos Santos, coordenadora do Tecelendo.
Claiane Santana, estudante de Pedagogia e filha de agricultores familiares da comunidade de Tamanduá, é um exemplo do impacto do programa. Aos 15 anos, Claiane e sua família começaram a participar de uma feira promovida em parceria com o Tecelendo. Hoje, como estudante universitária, ela se considera uma educadora popular e segue atuando no programa, agora como bolsista do Programa Pibex.
"Quando cheguei à Universidade como estudante, eu já sabia quem era e o que queria. Já tinha vivenciado experiências aqui e conhecido pessoas. Eu já fazia parte da UFRB através da extensão. Hoje, quero incentivar minha comunidade a continuar estudando e valorizando nossa cultura, o que é produzido na comunidade, nossas origens", compartilha Claiane.
Além da extensão universitária, o Tecelendo abrange o ensino, a partir do estágio de graduação, e a pesquisa acadêmica, com estudos que surgem das práticas e desafios encontrados no programa. "Quando enfrentamos limites em nossas ações, a pesquisa se torna essencial para produzir novos conhecimentos e continuar avançando", explica Andreia, destacando o processo metodológico da educação popular: ação - reflexão - ação.
Carmen Isabel Gatto, consultora da Unesco a serviço do Ministério da Educação, visitou o Tecelendo nos dias 23 e 24 de julho. Após avaliar a oferta de alfabetização de jovens, adultos e idosos na região Nordeste, ela destacou a integração entre trabalho, educação e cultura promovida pelo programa. "Essa iniciativa é promissora e traz uma importante contribuição para as políticas públicas, ao unir esses três pilares", afirmou.
Carmen Isabel Gatto, consultora da Unesco.
No programa de extensão, a tecelagem não apenas faz parte do processo de formação de educadores e de alfabetização, mas também contribui para a geração de renda de grupos produtivos. Todos os participantes do programa aprendem a tecer. “O Tecelendo convida as pessoas para, a partir do que elas sabem, se unirem à tecelagem, e ali desenvolverem um processo de leitura e escrita. E aí a gente vai fazendo o movimento de escrever de várias formas. Se eu escrevo dentro de um tear, eu escrevo num papel, eu escrevo uma obra de arte”.
No processo de formação de educadores populares, a partir do tear, das letras e das demandas apresentadas pelas comunidades, o Tecelendo também enfatiza a importância do exercício da cidadania. O programa incentiva a participação dos educadores populares em espaços de decisões coletivas, como conselhos e associações, promovendo o diálogo entre a sociedade civil e o poder público.
UFRB divulga edital do Cadastro Seletivo 2024.2; inscrições acontecem até 31 de julho
25 de Julho de 2024, 21:30 - sem comentários ainda
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), divulga edital do Cadastro Seletivo para preenchimento de vagas não preenchidas no Sisu e na Lista de Espera 2024.2, para os cursos de graduação da instituição.
São ofertadas 244 vagas, em 14 cursos de graduação, distribuídos nos campi de Amargosa, Cachoeira, Cruz das Almas e Feira de Santana.
A inscrição dos estudantes interessados deverá ser realizada durante o período de 26 a 31 julho, por meio do site do Prosel.
Poderão inscrever-se no processo seletivo os(as) candidatos(as) que realizaram, obrigatoriamente, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em uma das seguintes edições: 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023; e não tiveram obtido nota zero em qualquer uma das provas e/ou redação da respectiva edição.
A primeira chamada está prevista para o dia 02 de agosto. A convocação da 2ª chamada acontece em 05 de setembro.
Início das aulas
O início das aulas para o semestre 2024.2 está previsto para o dia 02 de setembro de 2024, de acordo com o Calendário Acadêmico.
Informe-se
Mais em: ufrb.edu.br/prosel.
Inscreva-se no canal do Prosel UFRB no Telegram e receba as novidades direto no seu celular.
Dúvidas na Central de Atendimento.
UFRB seleciona professores(as) e tutores(as) para Especialização em Gestão em Saúde EaD
25 de Julho de 2024, 21:01 - sem comentários ainda
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por meio da Superintendência de Educação Aberta e a Distância (SEAD), divulga a abertura de inscrições para seleção de professores(as) formadores(as); e de tutores(as) para atuarem na Especialização em Gestão em Saúde, modalidade a distância. São oferecidas doze vagas para professores(as) formadores(as) e seis vagas para tutores(as). As atividades dos(as) profissionais selecionados estão previstas para iniciarem em setembro de 2024.
A seleção interna de professores(as) formadores(as) e de tutores(as) a distância, é em caráter temporário e na condição de bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), para atuar no Curso de Especialização de Gestão em Saúde EaD, vinculado ao Centro de Ciências da Saúde (CCS).
As inscrições acontecem até o dia 03 de agosto, no endereço eletrônico ufrb.edu.br/ead.
Professores(as) formadores(as)
A participação no processo seletivo é restrita a docentes concursados(as) do quadro de professores do magistério superior da UFRB.
Os(As) candidatos(as) convocados(as) deverão ter disponibilidade de 20 (vinte) horas semanais para desenvolver as atividades a distância e na sede da SEAD da UFRB, em Cruz das Almas, sendo obrigatória o comparecimento na sede da SEAD com agendamento prévio para a gravação das videoaulas.
A bolsa a ser paga corresponde a Professor(a) Formador(a) I, no valor de R$ 1.850,00 concedido para atuação em atividades típicas de ensino, participantes de projetos de pesquisa e de desenvolvimento de metodologias de ensino na área de formação inicial e continuada de professores(as) de educação básica no âmbito do Sistema UAB, sendo exigida experiência de três anos no magistério superior; ou de Professor(a) Formador(a) II, no valor de R$ 1.550,00 concedido para atuação em atividades típicas de ensino, de desenvolvimento de projetos e de pesquisa, relacionadas aos cursos e programas implantados no âmbito do Sistema UAB, exigida formação mínima em nível superior e experiência de um ano no magistério superior.
Edital interno SEAD Nº 17/2024.
Dúvidas em e-mail: editais@sead.ufrb.edu.br.
Tutores(as)
Podem participar do processo seletivo de tutor(a) o(a) candidato(a) servidor(a) efetivo(a) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFRB; com graduação na área da saúde e especialização ou mestrado ou doutorado na área da saúde.
O(A) Tutor(a) a Distância deverá cumprir 20 horas semanais de atividades, realizadas online no Ambiente Virtual de Aprendizagem do curso, junto à coordenação do curso, vinculados à cursistas dos Polos de Educação a Distância da UAB em que o curso é ofertado.
O(A) tutor(a) receberá o valor de R$ 1.100,00, concedido para atuação em atividades típicas de ensino, participantes de projetos de pesquisa e de desenvolvimento de metodologias de ensino na área de formação inicial e continuada de professores de educação básica no âmbito do Sistema UAB, sendo exigida experiência de um ano no magistério básico ou superior.
Acompanhe as seleções em ufrb.edu.br/ead.
Dúvidas em: editais@sead.ufrb.edu.br




