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13 de Janeiro de 2009, 0:00 , por Desconhecido - | 1 pessoa seguindo este artigo.
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Estudantes da UFRB expõem obras na Mostra Artística da Bienal da UNE 2025

6 de Fevereiro de 2025, 18:18, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia esteve presente na Mostra Artística da Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), considerada a maior mostra estudantil da América Latina. O evento, realizado entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, em Recife, Pernambuco, selecionou obras de estudantes de todo o país. Entre os(as) selecionados(as), cinco estudantes da UFRB tiveram oportunidade de expor seus trabalhos nas categorias Audiovisual, Fotografia e Artes Visuais.

Jamile Macedo Oliveira foi uma das selecionadas e levou sua obra "Exú me Deu Alegria", criada em 2024. A peça apresenta as diversas potencialidades do Orixá Exú, uma divindade Iorubana cultuada nas casas de Candomblé Ketu.  Apaixonada por artes desde a infância, Jamile iniciou seus primeiros trabalhos com foco em exposição e venda, mas sentiu a necessidade de aprimorar seus conhecimentos técnicos. Foi então que decidiu cursar a Licenciatura Interdisciplinar em Artes do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias (CECULT/UFRB). A exposição na Mostra Artística da Bienal da UNE foi a primeira oportunidade de Jamile expor seu trabalho em um evento nacional. 

"Exú me Deu Alegria" foi feita com pinturas acrílicas e elementos da pintura contemporânea, após um longo processo de criação que envolveu pesquisa sobre o orixá, além de estudo sobre técnicas de cores. “Com essa obra eu pretendo pensar as artes visuais por outra perspectiva e espero que as pessoas, especialmente as pessoas pretas, rompam com o racismo religioso e se vejam representadas pela potencialidade do Orixá Exú pois, Exú é caminho, Exú é alegria e sem Exú não existe comunicação”, explica Jamile.

Outro trabalho também selecionado para a Mostra foi  “Casa de vovó”, de autoria de Olívia Orlandi, estudante de Cinema e Audiovisual, do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL/UFRB).  Feita em modelagem 3D com ilustração digital, a obra representa a ancestralidade da autora, através da comida e memória. “Criei uma escultura representando uma garrafa de shoyu e dendê, coberta de adesivos, em um ambiente que remete a casa da minha avó”, descreve Olívia. 

Para a estudante, a participação na Bienal foi uma experiência motivadora para seguir com a carreira artística. “Foi uma experiência incrível, dei até entrevista para a Globo local! Sendo a minha primeira vez num evento como esse, me senti muito contente e motivou a continuar meu trabalho”, afirma Olívia.

Além de Jamile e Olívia, outros estudantes da UFRB também participaram da Mostra: Kelvin Jordan Bastos Pena, que expôs na categoria Fotografia, Isaías Santos Moura, com o trabalho “Brotando da terra”, e Breno da Silva Santos, que levou a obra audiovisual “Tempo de pipa”.

Saiba mais sobre a Bienal da UNE, edição 2025, acessando a página do evento. 



Pesquisadores(as) da UFRB utilizam supercomputador para avançar em estudos inovadores

4 de Fevereiro de 2025, 17:14, por UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0sem comentários ainda

Imagine um computador capaz de realizar  simulações e cálculos muito complexos, que exigem um grande poder de processamento. Agora, imagine usá-lo para acelerar o desenvolvimento de uma pesquisa. Esse supercomputador existe e está sendo usado por quatro pesquisadores(as) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) para avançarem em estudos que sem o acesso à supermáquina levarão mais tempo para chegarem ao resultado. 

O supercomputador Santos Dumont (SDumont) está localizado na sede do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ele atua como nó central (Tier-0) do Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho (SINAPAD). Isso significa que diferentes centros de pesquisa em diversas partes do país podem usá-lo remotamente. 

Para fazer parte da rede do supercomputador SDumont, os projetos da UFRB coordenados pelos(as) professores(as) Rogelma Maria da Silva Ferreira, Yuri Tavares dos Passos  e Jilvan Lemos de Melo, do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC), além de Fábio Santos Nascimento, do Centro de Formação de Professores (CFP), foram submetidos e aprovados em seleção promovida pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação (PPGCI/UFRB). Desde abril de 2024, as pesquisas vêm sendo feitas visando o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica. Cada uma delas, explora o potencial do supercomputador SDumont para atingir diferentes objetivos em áreas fundamentais como segurança hídrica, robótica e materiais nanomagnéticos.

Investigação de membranas para dessalinização da água

A escassez de água potável é um dos maiores desafios do nosso tempo. No projeto coordenado pela pesquisadora Rogelma Ferreira são realizadas simulações computacionais para analisar materiais com potencial de dessalinização. O objetivo é estudar a capacidade de membranas para filtragem em nanoescala e, assim, contribuir para a segurança hídrica.

Segundo Rogelma, o acesso ao supercomputador está permitindo simulações atomísticas com alta precisão, tornando os resultados mais compatíveis com experimentos práticos e proporcionando o avanço da pesquisa, pois permite “um maior detalhamento no cálculo de propriedades de sistemas realísticos", afirma a pesquisadora.

Algoritmos para enxames de robôs em trabalho colaborativo

O pesquisador Yuri Passos lidera um estudo sobre algoritmos para trabalho em equipe ad hoc no controle de tráfego de enxames de robôs. Esses sistemas compostos por dezenas ou centenas de robôs podem ser aplicados em tarefas como coleta de lixo ou colheita automatizada. O desafio é desenvolver algoritmos que permitam a integração eficiente de grupos diferentes dentro do enxame, reduzindo congestionamentos.

Yuri explica que, sem o supercomputador, as simulações demorariam muito. "Uma única simulação com trezentos robôs pode levar cerca de uma hora em um computador comum. Como precisamos repetir os testes diversas vezes, o uso do SDumont está nos ajudando a obter resultados mais rapidamente e a ampliar a quantidade de robôs testados", destaca.

O projeto envolve quatro estudantes de graduação, que estão tendo a oportunidade de aprender sobre computação de alto desempenho.

Simulações computacionais de sistemas nanomagnéticos

Outro projeto contemplado no edital estuda as propriedades magnéticas de sistemas constituídos por redes de partículas nanomagnéticas. O pesquisador Fábio Nascimento colabora com o Laboratório de Spintrônica da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que produz experimentalmente esses materiais.

Com o supercomputador, a equipe ampliou a escala das simulações, passando de 40 para 220 nanoilhas magnéticas analisadas. "Os resultados dessas simulações servem para prever propriedades dos materiais e guiar o desenvolvimento de amostras experimentais", explica Fábio. 

Confira a lista completa de projetos que usam o supercomputador e saiba mais sobre o SDumont em https://sdumont.lncc.br/projects_view.php?pg=projects&status=ongoing





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