UFRB divulga período para confirmação de matrícula de novos estudantes em 2019.1
March 11, 2019 19:56 - Pas de commentaire
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), convoca os candidatos ingressantes para efetivarem a confirmação da matrícula nos cursos de graduação da instituição. Esta etapa ocorre no período de 12 a 18 de março, conforme previsto no Calendário Acadêmico.
O prazo é valido para os candidatos convocados nos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Lista de Espera, Cadastro Seletivo, Vagas Remanescentes, Indígenas Aldeados ou Moradores das Comunidades Remanescentes dos Quilombos, com ingresso em 2019.1.
A confirmação corresponde à retirada do comprovante de inscrição em componentes curriculares do primeiro semestre do curso e confirmação do vínculo com a instituição e será realizada, exclusivamente de modo presencial, pelo candidato no Núcleo de Gestão Técnico Acadêmico (NUGTEAC) do Centro de Ensino do curso de ingresso. É necessário apresentar documento de identificação com foto.
Esta etapa poderá ser realizada por procurador, desde que legalmente constituído por meio de documento de procuração, conforme modelo disponibilizado no site do Prosel, e documento de identificação com foto (original e cópia). Caso a confirmação de matrícula seja realizada pelos pais, irmãos ou cônjuges dos convocados, não será obrigatória a apresentação da procuração.
O candidato que realizou a pré-matrícula junto à Superintendência de Regulação e Registros Acadêmicos (SURRAC), e não comparecer ao Núcleo de Gestão Técnico Acadêmico do Centro de Ensino do curso correspondente, no período estipulado para a confirmação, não terá sua matrícula efetivada, perdendo automaticamente o direito à vaga.
O início do primeiro semestre de 2019 será no dia 25 de março.
Mais informações: www.ufrb.edu.br/prosel.
UFRB divulga resultado do processo seletivo para cursos de Educação do Campo 2019
March 11, 2019 19:54 - Pas de commentaire
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), torna público o resultado do processo seletivo especial destinado ao preenchimento de vagas nos cursos de graduação na Educação do Campo. Foram ofertadas 190 vagas em quatro cursos com ingresso em 2019.
Os candidatos convocados devem realizar a pré-matrícula no dia 22 de março, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 16h30, junto à Superintendência de Regulação e Registros Acadêmicos (SURRAC), no prédio da Reitoria, no Campus Cruz das Almas. Para esta etapa, o candidato convocado deve apresentar, além dos documentos que são comuns a todos, os documentos exigidos de acordo com a sua modalidade de vaga.
Os candidatos convocados para ocupar as vagas reservadas deverão, obrigatoriamente, comparecer à verificação étnico-racial e/ou aferição do laudo médico e/ou da renda familiar, também no dia 22 de março, no prédio da Reitoria, em Cruz das Almas.
A segunda etapa refere-se à confirmação de matrícula, que deve ser realizada nos dias 25 e 26 de março, e consiste na retirada do comprovante de inscrição em componentes curriculares do semestre e confirmação do vínculo junto ao Núcleo de Gestão Técnico Acadêmico do Centro de Ensino no qual o ingressante realizará o curso. O candidato que não comparecer a quaisquer das etapas não terá sua matrícula efetivada, perdendo automaticamente o direito à vaga.
Uma segunda chamada poderá ser realizada no dia 26 de março, condicionada à existência de vagas não preenchidas. Os convocados nesta etapa realizam a pré-matrícula no dia 02 de abril, junto à SURRAC.
O ingresso para os cursos de Ciências Agrárias, Licenciatura em Ciências da Natureza e Licenciatura em Matemática será no semestre 2019.1. Já para o curso de Tecnologia em Alimentos, o início das aulas será no semestre 2019.2.
Confira o Resultado Educampo 2019 – Edital PROGRAD 045/2018.
Acompanhe o processo seletivo em www.ufrb.edu.br/prosel.
UFRB inscreve estudantes para seleção de 91 vagas de monitoria no CETEC
March 1, 2019 15:33 - Pas de commentaire
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) abre processo seletivo para monitoria remunerada e voluntária de alunos de graduação do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC), para o semestre letivo 2019.1. São oferecidas doze vagas para monitoria remunerada; e setenta e nove para monitoria voluntária.
O período de inscrições dos candidatos continua até o próximo dia 15. O candidato deverá fazer uma inscrição para cada componente curricular de seu interesse, preenchendo o formulário específico.
Somente se submeterão ao processo seletivo os candidatos que tiverem sua inscrição aprovada pelo comitê de monitoria, que deve acontecer em 22 de março. O processo seletivo prossegue com a realização da prova de conhecimentos básicos sobre a componente curricular pleiteada; Entrevista; e Análise do Histórico Escolar.
A carga horária do monitor remunerado será de doze horas semanais; e a do monitor voluntário será de oito horas semanais, distribuídas de acordo com a disponibilidade de horário do aluno, obedecendo a programação elaborada pelo professor orientador, contida no Plano de Trabalho.
Objetivos
O objetivo do Programa de Monitoria da UFRB é de dar oportunidade aos graduandos de ter iniciação na atividade de docência, despertando o interesse pela carreira docente; auxiliar os professores orientadores no desenvolvimento e aperfeiçoamento das atividades didático-pedagógicas; auxiliar complementarmente na adoção da interdisciplinaridade na UFRB como princípio epistemológico e permitir ao aluno a ampliação do seu conhecimento na área em que está envolvido.
Edital Interno N° 02/2019 - CETEC.
UFRB abre processo seletivo para monitoria de inclusão e acessibilidade
February 28, 2019 21:37 - Pas de commentaire
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) abre processo seletivo para monitoria de inclusão e acessibilidade, para estudantes de graduação que desejem atuar nessas áreas, nos campi de Amargosa, Cachoeira, Cruz das Almas, Feira de Santana, Santo Amaro e Santo Antônio de Jesus, a partir do semestre 2019.1. Serão selecionados treze monitores bolsistas; e vinte e dois monitores voluntários.
Os estudantes selecionados como monitores devem fazer o acompanhamento a estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, superdotação/altas habilidades e outras necessidades educacionais específicas, em conformidade com as iniciativas institucionais voltadas às ações afirmativas e ao acompanhamento estudantil.
As inscrições do processo seletivo acontecem no período de 11 até às 23h59min do dia 20 de março, horário da Bahia, exclusivamente pela internet, no endereço http://formulario.ufrb.edu.br/index.php/642179/lang-pt-BR.
Entre os critérios para inscrição, o candidato deve ser aluno regulamente matriculado e ter frequentado curso de graduação a partir do segundo semestre na UFRB; apresentar desempenho acadêmico satisfatório, qual seja, possuir aprovação em, no mínimo, 60% dos créditos matriculados na UFRB no semestre anterior à solicitação da bolsa; ter disponibilidade de tempo para atender as atividades programadas, conforme declarado no ato da inscrição; e não exercer outra atividade formal remunerada.
Bolsas
Para isso, os monitores selecionados receberão bolsa de monitoria, paga mensalmente, durante o período de um semestre letivo, podendo ser renovada por mais três semestres, de acordo com o interesse e necessidades identificadas pelo Núcleo de Políticas de Inclusão (NUPI), ligada à Pró-Reitoria de Graduação da UFRB.
O estudante selecionado exercerá suas atividades em dez ou vinte horas semanais, conforme a necessidade do Centro de Ensino e a disponibilidade indicada pelo monitor.
Cada monitor bolsista receberá quatro bolsas por período acadêmico. A bolsa de monitoria com carga horária semanal de dez horas é R$ 250,00(duzentos e cinqüenta reais), que vão receber em quatro parcelas. Os Monitores Bolsistas com carga horária semanal de vinte horas receberão 04 parcelas de R$ 500,00 (quinhentos reais).
O candidato deve acompanhar o processo seletivo e as eventuais alterações que sejam realizadas e informadas por meio do endereço eletrônico do Núcleo de Políticas de Inclusão: www.ufrb.edu.br/nupi.
Edital 07/2019-Monitoria de inclusão e acessibilidade.
“As universidades cumprem um papel estratégico no desenvolvimento do País"
February 28, 2019 16:58 - Pas de commentaire
Neste ano, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) completa 30 anos de fundação. O presidente da Andifes, reitor Reinaldo Centoducatte (UFES) tratar de temáticas atuais, e demandadas pela imprensa nacional, nesta entrevista ao site da instituição.
Às vésperas de completar 30 anos, a Andifes tem cumprido o papel que motivou sua fundação?
RC – Creio que efetivamente sim. A entidade, fundada em 1989, tem realizado um papel importante na criação de um ambiente de interação entre as universidades federais, o que se torna muito saudável e produtivo. A Andifes também consolidou uma postura de interlocução com a comunidade universitária e seus segmentos, com a sociedade, e com o poder público em suas diferentes instâncias, notadamente o governo federal. Devemos uma homenagem aos reitores que tiveram a visão estratégica de criação da Andifes.
Ao longo de três décadas, a Andifes foi protagonista ou auxiliou muitas políticas públicas visando a ampliação e a qualidade do Ensino Superior público e gratuito no Brasil. O que o senhor pode destacar de conquistas desse período?
RC – A trajetória de 30 anos da Andifes demonstra o acerto de sua fundação, bem como as suas atribuições, que objetivam, fundamentalmente, o desenvolvimento do ensino superior público de qualidade. Foram muitos os momentos em que a entidade contribuiu para o fortalecimento da educação superior pública no Brasil. Eu destacaria, por exemplo, as ações que desencadearam, no começo dos anos 2000, a expansão e a modernização do ensino superior público no país, inclusive com a criação de novas universidades federais e a interiorização da educação superior pública brasileira. Produzimos estudos técnicos, elaboramos diagnósticos sobre as diferentes realidades regionais, trabalhamos na definição de investimentos e apontamos para a necessidade de novas políticas públicas que oferecessem sustentação ao projeto que veio transformar o cenário da educação superior no País. Posso mencionar, em outro exemplo, as ações objetivando a inclusão social nas universidades públicas. Para isto, estabelecemos amplos debates, envolvendo a comunidade universitária no âmbito do sistema federal de ensino superior, e construímos diálogos com a sociedade brasileira a fim de concretizarmos a democratização do acesso à universidade pública, o que também foi um movimento muito transformador.
Presidente da Andifes, Reinaldo Centoducatte (UFES).
Como a Andifes se relaciona com o Congresso Nacional?
RC – A Andifes mantém diálogo frequente com os parlamentares que compõem a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, se somando à atuação de cada universidade com as bancadas estaduais. Participamos de reuniões das comissões, não raro somos convidados a compor mesas de debates e audiências públicas sobre temáticas da educação, do ensino público, da ciência e tecnologia, entre outros. Ao longo desses 30 anos, a Andifes participou da elaboração de importantes políticas públicas, a exemplo da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), do Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb), dos Planos Nacionais de Educação (PNE), em 2001 e 2014, e das Leis Orçamentárias Anuais, que participamos da elaboração desde 1995.
A Andifes nasceu no mesmo período em que foi instituída nossa Constituição Federal. Assim como a Carta Magna, é uma defensora da democracia. O senhor acha que os princípios democráticos expressos no texto têm sido cumpridos?
RC – É uma feliz coincidência esse simbolismo que aproxima a fundação da Andifes em 1989 à Constituição Federal de 1988, porque são momentos que nos remete ao resgate da democracia no Brasil. Logo, a Andifes nasce naquela atmosfera democrática. Entendo que a jovem democracia brasileira precisa ser aperfeiçoada a partir das transformações que ocorrem na sociedade e das novas demandas políticas e sociais que se apresentam. Creio que os princípios democráticos devem sempre ser respeitados para que possamos alcançar a condição de sociedade desenvolvida sob todos os aspectos.
Como a Andifes está lidando com o novo contexto político?
RC – Buscamos atuar com o protagonismo que a sociedade espera do conjunto das universidades federais brasileiras. Ainda durante o processo eleitoral recente, a entidade intensificou os debates no âmbito das instituições federais de ensino superior, e na própria Andifes, apontando para as questões relacionadas à educação, especialmente, e também para os principais aspectos políticos do país. Passadas as eleições, continuaremos a atuar de forma propositiva e dialógica.
Existe risco contra a democracia?
RC – As complexidades presentes nas sociedades modernas, mesmo as mais desenvolvidas e maduras, revelam que os processos democráticos possuem diferentes momentos históricos. Cabe à sociedade e suas instituições defender a democracia, permanentemente. As universidades federais são comprometidas com a Constituição Federal e com os direitos humanos.
Existe alguma interferência ou limitação na liberdade de cátedra?
RC – A liberdade de cátedra é uma conquista civilizatória. O conhecimento, o saber, e que se desenvolve e se produz por meio da educação, especialmente na universidade, se dá pela pluralidade de ideias, de concepções, que se materializam no processo de ensino e aprendizagem. É uma conquista da sociedade. O próprio Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre o tema, quando deliberou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.580, em novembro do ano passado. A Andifes, inclusive, participou da discussão na condição de amicus curiae.
A mídia tem noticiado possíveis mudanças ideológicas para as universidades federais. O que ocorre de fato?
RC – A universidade federal não tem uma ideologia e não há, portanto, o que ser mudado. O que há na universidade é uma enorme pluralidade de ideias, que é a sua maior riqueza. A autonomia universitária é um pressuposto constitucional, e a sua defesa incondicional é questão de princípio para a Andifes.
Como está sendo o relacionamento da Andifes com o novo Governo, nesse início de mandato?
RC – Assim como em governos anteriores, a Andifes tem dialogado com o atual. Já nos reunimos com o ministro da Educação, com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e com as direções de organismos como Capes e Finep, e pretendemos continuar nesta direção, sempre na defesa da educação pública. As universidades têm compromisso com o ensino público, gratuito e com a qualidade, têm programas estruturantes em andamento, e a Andifes tem propostas para a educação. Essa tem sido nossa agenda nessa interlocução.
A mídia tem especulado em torno das nomeações dos reitores. Como são feitos os processos de escolha do reitor?
RC – A escolha dos dirigentes das universidades federais por parte da comunidade universitária segue à legislação, é democrática, legítima, porque expressa a vontade de professores, servidores, técnicos e estudantes. O rito processual posterior à escolha ocorre por meio de lista tríplice, e a expectativa da comunidade acadêmica e da sociedade é que a decisão seja respeitada. A Andifes tem se posicionado firmemente pelo respeito à escolha democrática nas instituições de ensino.
Qual a expectativa sobre a nomeação dos nomes das listas tríplices?
RC – Houve respeito em relação à nomeação do reitor José Daniel Diniz Melo, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), escolhido pela comunidade universitária da sua instituição de ensino. Nossa expectativa é que este seja o posicionamento do governo em todos os processos. Ainda estão pendentes as nomeações dos reitores das universidades federais do Triângulo Mineiro (UFTM), da Integração Latino-Americana (Unila), do Cariri (UFCa) e de Viçosa (UFV).
Há alguns dias, o MEC anunciou uma parceria com o Ministério da Justiça para investigar possíveis irregularidades em programas ligados ao Ensino Superior. Como a Andifes recebeu essa notícia?
RC – Recebemos sem preocupação. Mais do que qualquer outro órgão público, as universidades são cotidianamente avaliadas e auditadas por suas atividades-meio pelos diversos órgãos de controle do Estado (MPU, CGU, AGU, PGF e TCU) e por suas atividades-fim por entidades como Capes, INEP e CNPq, atestando sempre a excelência dos nossos trabalhos. Nós acreditamos que esses órgãos sempre foram criteriosos no cumprimento da sua missão constitucional. O sistema ainda está continuamente sob olhar de entidades que representam os docentes, técnicos administrativos e estudantes, além de tomar suas decisões sempre em colegiados, a exemplo dos Conselhos Universitários, e manter absoluta disponibilidade de informações para a mídia.
E quanto à questão orçamentária? A Andifes tem divulgado há algum tempo que o orçamento de custeio e investimento das universidades caiu muito desde 2014. Como está a previsão para 2019?
RC – A questão orçamentária, as despesas de custeio e os investimentos, é complexa porque existem as especificidades de cada instituição, e porque se trata de recursos para diferentes finalidades. E, de fato, os recursos para o ensino superior público precisam ser elevados, porque se trata de uma área crucial para o país e é uma obrigação do Estado, de acordo com a Constituição, e as universidades públicas são um patrimônio da sociedade brasileira. Na realidade, entre 2012 e 13 os indicadores já sinalizavam que o país enfrentaria uma crise econômica que comprometeria as políticas públicas e os investimentos sociais. E, realmente, a crise veio com todos os seus efeitos nocivos. A LOA define o orçamento geral das universidades federais para 2019, incluindo despesas com pessoal, de aproximadamente R$ 35 bilhões. Em 2018, foi da ordem de R$ 33 bilhões, o que mantém os padrões orçamentários das universidades nos mesmos patamares. Ou seja, ainda não temos perspectivas otimistas para este ano. Mesmo neste cenário, a excelência da gestão das universidades tem respondido positivamente, permitindo que a produção acadêmica seja elevada e que a qualidade do ensino não seja rebaixada.
A Emenda Constitucional 95 é um complicador?
RC – Sim. A Emenda Constitucional 95, com o chamado teto de gastos, criada no governo Temer, complicou ainda mais o cenário, porque impacta fortemente a qualidade dos serviços públicos, congelando por 20 anos as despesas primárias do orçamento público, e que impede ou reduz o crescimento real das despesas de custeio e investimentos. Ao limitar os gastos sociais, o ensino superior público é diretamente atingido e perde as condições de crescer e mesmo de manter suas atividades básicas e sua infraestrutura.
Como as universidades estão vivenciando esse momento?
RC – Como disse anteriormente, a resposta para essas dificuldades é a qualidade da gestão de cada instituição de ensino, é o planejamento das ações e projeções de cenários, é o equilíbrio financeiro a partir de ajustes de custos, sobretudo dos processos operacionais. Entretanto, as universidades não podem ficar estagnadas pela carência de recursos e passar a sobreviver sempre na emergência. As universidades precisam e, em cumprimento ao Plano Nacional de Educação (PNE), querem crescer, atualizar seus equipamentos, produzir novas dinâmicas acadêmicas, modernizar seus processos tecnológicos, cuidar das pessoas e de suas instalações físicas, para que a atividade-fim – ensino, pesquisa e extensão – atenda plenamente ao que deseja a sociedade.
As doações, a exemplo dos fundos patrimoniais, poderiam ser uma alternativa plausível? Como isso se daria na prática?
RC – As contribuições particulares, para além das obrigações do Estado, direcionadas ao desenvolvimento da educação, da ciência, da tecnologia e da inovação é um bom mecanismo em uma sociedade que quer ter qualidade de vida para todos, e é importante para o País que busca crescer socialmente, economicamente, culturalmente, ambientalmente. Existe uma legislação recente que abre a possibilidade e regulamenta as doações para as universidades públicas, ou para projetos específicos das instituições de ensino. O que não pode ocorrer é que as doações venham a substituir a obrigatoriedade do Estado de assegurar o direito de todos à educação. A doação monetária, de equipamentos ou materiais deve ser um instrumento adicional, como ocorre no mundo inteiro, a exemplo dos fundos patrimoniais ligados a Harvard, Yale, Princeton e Stanford. Ainda não existe a cultura entre as elites econômicas no Brasil da doação ou patrocínios às universidades.
Desde o final de 2018, a Andifes está promovendo campanhas nacionais em defesa da universidade federal pública, gratuita e de qualidade. O que tem motivado essas ações?
RC – Sempre fizemos campanhas de apresentação da universidade pública, gratuita e de qualidade. O que diferencia essa campanha das anteriores é que as universidades estão atuando conjuntamente, com temáticas comuns a todo o sistema, desenvolvendo as peças em nossas próprias mídias, mostrando a elevada produção acadêmica das universidades federais, o nosso compromisso com a educação de qualidade, e nossa significativa produção de ciência e tecnologia, reafirmando que as universidades federais constituem um patrimônio do povo brasileiro.
Existe uma imensa diversidade e complexidade entre as universidades federais de todo o Brasil. Quais são os ideais que as unem e quais são as principais características do sistema?
RC – As especificidades regionais são naturais em um País com as dimensões do Brasil, e elas devem ser preservadas, inclusive aquelas dentro de cada região, já que cada universidade tem uma história e uma vocação independentemente de estar no mesmo estado, por exemplo. Temos universidades centenárias e outras com poucos anos de trajetória. E cada qual possui a sua história, sua organização, os seus quadros de docentes e técnicos, e estão inseridas no contexto de suas respectivas regiões. O que une são as questões gerais como a missão das instituições de oferecer formação acadêmica e promover a cidadania, e o tripé que sustenta as universidades públicas: o ensino, a pesquisa e a extensão. A partir dessa compreensão, e com a interação necessária, construímos a unidade de ação para que possamos crescer e oferecer serviços de qualidade à população.
Como o senhor avalia que seria o Brasil sem as universidades federais?
RC – Impensável. Não há, no Brasil, um sistema de formação de recursos humanos, produção de conhecimento, desenvolvimento tecnológico, prestação de serviços à sociedade e promoção da cidadania comparável ao Sistema Público de Universidades Federais. E esse é também um diferencial bastante positivo do Brasil em relação a outros países.
E como seriam as universidades federais e o ensino superior se a Andifes não existisse?
RC – A Andifes tem a tarefa fundamental de agregar as instituições, respeitando as peculiaridades e as questões exclusivas, para desenvolver estratégias comuns que contemplem o conjunto das instituições. A Andifes organiza o sistema de universidades federais, portanto, dá dimensão nacional e, ao mesmo tempo, capilariza no território brasileiro as políticas públicas de ensino, pesquisa e extensão. Reconhece e confere protagonismo a todas as universidades federais, das mais recentes às mais tradicionais. Esse mesmo sistema interage com a educação básica e auxilia, de maneira fundamental, a saúde pública, além de ser responsável pela maior parte da ciência, tecnologia e inovação realizada no Brasil. Logo, a Andifes cumpre um papel estratégico no desenvolvimento do País. Sem a Andifes não teríamos um sistema simultaneamente coordenado, respeitando e fortalecendo a autonomia de cada universidade.
O que a Andifes projeta para o futuro?
RC – São muitos os desafios do ponto de vista econômico e político. Mas estamos sempre motivados para enfrentar as dificuldades. Nós, reitores, temos mandatos, somos passageiros. Temos a clareza de que as universidades federais são instituições permanentes e, portanto, prosseguimos fomentando o diálogo e apresentando proposições que atendam a educação superior pública, sempre em sintonia com os anseios da sociedade brasileira.
Fonte: Andifes.




