UFRB promove leilão de gados de corte e leiteiro no Campus Cruz das Almas
marzo 15, 2019 16:15 - no comments yet
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) vai fazer o primeiro leilão do ano, de bovinos de corte e de bovinos leiteiros. Serão ofertados 81 animais, um em cada lote.
Os animais estarão em exposição para conhecimento dos interessados nos próximos dias 01 e 02 de abril, das 08h às 12h e das 14h às 16h.
O leilão, sétima edição desde que começou a ofertar animais ao mercado em 2009, acontecerá no próximo dia 03 de abril, das 8h às 12h, na Fazenda Experimental do Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB), em Cruz das Almas.
Segundo o engenheiro agrônomo Erivaldo de Jesus da Silva, Coordenador Técnico da Fazenda Experimental, o leilão dará oportunidade para a participação de todos os criadores que assim o desejar, porque será por lote individual.
Entre os diferenciais dos animais, o coordenador técnico explica que esses bovinos estão com padrão de raça própria da UFRB, que existe há pelo menos 50 anos em termos de qualidade, atestada pelos compradores anteriores, com o rápido ganho de peso.
Outro diferencial apresentado por Erivaldo, é que o preço inicial de lance do animal, é calculado em cerca de 85% do valor da arrouba do boi pela tabela da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aqüicultura (SEAGRI), da Bahia.
Os arrematantes deverão efetuar o pagamento do lote à vista, por meio da GRU (Guia de Recolhimento da União). Após o pagamento, é que o comprador retira o animal.
Corte e leite
Através de leilão, a UFRB oferece 42 (quarenta e dois) bovinos de corte e 39 (trinta e nove) bovinos leiteiros, a serem ofertados em 81 (oitenta e um) lotes.
Para fazer este leilão, desde setembro do ano passado, a Fazenda Experimental fez o processo de levantamento do rebanho, avaliação e seleção dos animais compatíveis e pesquisa de preço em mercado, explicou Erivaldo.
http://www.ufrb.edu.br/fazendaexperimental
UFRB inscreve para seleção de doze tutores à distância para o curso de Matemática
marzo 14, 2019 15:47 - no comments yet
A Superintendência de Educação Aberta e a Distância (SEAD) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) abre inscrição para interessados no processo de seleção de Tutor a Distância, em caráter temporário e na condição de bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), para atuar no Curso de Licenciatura em Matemática do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC), em Cruz das Almas.
Para a Tutoria a Distância, serão disponibilizadas doze vagas, considerando as áreas de Matemática (seis vagas), Educação (quatro vagas), Física (uma vaga) e Libras (uma vaga).
As inscrições acontecem no período de 15 a 18 de março próximo, exclusivamente, no endereço eletrônico http://www.ufrb.edu.br/ead
O candidato deve preencher e submeter o Formulário de Inscrição On-line; anexar junto ao Formulário de Inscrição On-line o seu Currículo Lattes e cópias do RG e CPF e do diploma do último curso de titulação, devem estar no formato “PDF”; e informar o link (endereço eletrônico) do seu currículo na Plataforma Lattes.
O resultado final do processo seletivo acontece no próximo dia 22 de março.
Os tutores selecionados, convocados e em exercício farão jus a uma bolsa da UAB/CAPES, atualmente no valor de R$ 765,00 (setecentos e sessenta e cinco reais), pelo período de atuação definido pela coordenação do curso. As bolsas serão pagas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), diretamente em conta corrente do Tutor.
Sem vínculo
O Processo Seletivo não gera qualquer vínculo empregatício com a SEAD/UFRB, seja ele de natureza estatutária ou celetista, sendo de caráter temporário na qualidade de bolsista no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB)/CAPES e podendo ser rompido a qualquer tempo.
Obrigações
O Tutor deverá cumprir vinte horas semanais de atividades, realizadas presencialmente e/ou a distância junto à coordenação do curso ou em um dos Polos de Educação a Distância da UAB em que o curso será ofertado.
As datas e horários do exercício da tutoria serão acordados diretamente com a coordenação do curso e conforme as necessidades da UFRB.
O Tutor que atuar junto à coordenação do curso deverá ter disponibilidade para se deslocar, eventualmente, inclusive aos finais de semana, com diárias e passagens custeadas pela instituição aos Polos de Educação a Distância da UAB em que o respectivo curso será ofertado, para realização de atividades com os alunos e aplicação de avaliações presenciais.
É de inteira responsabilidade do candidato, acompanhar as publicações relativas a este Processo Seletivo, bem como conhecer as normas complementares.
Acompanhe outras informações http://www.ufrb.edu.br/ead
Contato por e-mail: cgtutoria@sead.ufrb.edu.br
UFRB divulga seleção para tutores dos grupos PET SocioAmbientais e Afirmação
marzo 13, 2019 22:03 - no comments yet
A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por meio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), torna público o Edital Nº 008/2019 para seleção dos tutores do Programa de Educação Tutorial (PET) para: o grupo “PET SocioAmbientais” – Campus Cruz das Almas: CCAAB, CETEC -, e, o grupo “PET Afirmação: acesso e permanência de jovens de comunidades negras rurais no ensino superior” – Campus Amargosa: CFP.
A seleção destina-se ao preenchimento de duas vagas, sendo uma para cada grupo. As inscrições estarão abertas no período de 25 a 29 de março, até às 16:30min. Os interessados devem comparecer ao Núcleo de Gestão do Programa de Educação Tutorial (NUGPET), Pró-Reitora de Graduação, com a entrega da Ficha de Inscrição (Anexo I do Edital) e documentação exigida em envelope lacrado.
São requisitos para ser tutor PET: regime de tempo integral e dedicação exclusiva na UFRB; ter título de doutor; não acumular qualquer outro tipo de bolsa; comprovar atuação efetiva em cursos e atividades da graduação por três anos anteriores à solicitação ou à avaliação; comprovar atividades de pesquisa e de extensão por três anos anteriores à solicitação ou à avaliação; ministrar aulas e estar lotado Centro de Ensino ao qual o grupo PET está vinculado. O candidato deve dedicar carga horária mínima de dez horas semanais para orientação dos integrantes discentes do grupo PET, sem prejuízo das demais atividades previstas em sua instituição. O candidato aprovado exercerá a função de tutor por até seis anos consecutivos.
O processo seletivo será realizado por uma comissão de seleção e constará das seguintes fases: homologação das inscrições, avaliação do Currículo Lattes, avaliação Carta de Intenções do candidato e entrevista.
O professor tutor de grupo PET receberá mensalmente bolsa de tutoria de valor equivalente ao praticado na política federal de concessão de bolsas de doutorado, atualmente no valor de R$ 2.200,00.
Sobre o programa - O PET constitui-se em programa de educação tutorial desenvolvido em grupos organizados a partir de cursos de graduação das instituições de ensino superior do País, orientados pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
Confira o Edital Nº 008/2019.
Mais informações: www.ufrb.edu.br/pet.
Caderno Sisterhood discute os impactos do genocídio na população negra
marzo 13, 2019 15:20 - no comments yet
O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), lança o terceiro volume do Caderno Sisterhood, que discute, em suas 197 páginas, a intolerância e o preconceito nas mais diversas esferas da sociedade contra a população negra, manifestada pelo crescente número de mortes e pelo desrespeito aos direitos que proporcionariam melhores condições sociais de vida.
Essa edição traz como temática “O Genocídio negro: impactos na saúde das mulheres, juventude, comunidades tradicionais e comunidade LGBT”. O genocídio é o extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso.
Embora considerado um Estado Democrático, as pesquisas apontam que a população negra, no Brasil, tem seus direitos negligenciados na saúde, educação, segurança pública e que isso tem reflexos nas estatísticas de mortes. Não é casualidade que, no país, o número de jovens negros e negras assassinados seja três vezes maior do que o de jovens brancos.
Os artigos publicados tratam de “Mortes praticadas pela Polícia Militar da Bahia: uma revisão de literatura”; “Autoavaliação negativa de saúde em mulheres negras e brancas associada às características sociodemográficas no Brasil”; “Juventude negra no Brasil: para uma desconstrução de um corpo marginal e descartável”; “A questão racial no discurso de guerra às drogas”; “Violência institucional contra a mulher negra em situação de abortamento”; “Feminicídio no Brasil e os impactos do racismo: Uma Revisão da Literatura”; “Mulheres apenadas no conjunto penal feminino: a função ressocializadora na prevenção da reincidência”; “Pertencimento Étnico e a Formação da Identidade do Homem Quilombola: Diante da Paternidade na Comunidade de Barra do Brumado Rio de Contas Bahia”; “Estudo sistemático sobre a prevalência/incidência de doenças hipertensivas específicas da gravidez (DHEG), segundo raça/cor no Brasil (2010-2015)” e “O Genocídio do povo negro no Brasil de Abdias do Nascimento ao Mapa da Violência”.
A terceira edição do Caderno Sisterhood tem, também, relatos de experiências, poesias e resenhas.
O Caderno Sisterhood, com periodicidade semestral, tem como compromisso incentivar e divulgar artigos científicos, resenhas, relatos de experiências, entrevistas e outras modalidades de produção que tenham como escopo a saúde da população negra e suas interfaces.
NEGRAS
O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Raça e Saúde (NEGRAS) é um grupo de estudo e pesquisa de natureza interdisciplinar que se propõe a discutir o processo saúde-adoecimento-cuidado, nas perspectivas de gênero e de raça.
O grupo tem por objetivo promover estudos, pesquisas e intervenções que possibilitem a reflexão sobre a situação de saúde de grupamentos e coletividades, considerando as dimensões raciais e de gênero.
No Brasil, o racismo permeia as relações, interfere na mobilidade social e dá suporte à manutenção das desigualdades. A luta da sociedade civil, através de diversas organizações, intituladas como "Movimento Negro" provocou a resposta do governo através de algumas ações como a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR, a promulgação da Lei 10639, que inclui a história e cultura afro-brasileira nos currículos do ensino fundamental e médio, e em 2009, a promulgação da Política Nacional de Saúde da População Negra pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de responder às demandas específicas de saúde desse grupo populacional.
Apesar de todos os esforços, o racismo continua sendo uma mazela da sociedade brasileira e o racismo institucional é uma das vertentes mais fortes da ideologia racista, pois está localizado e se manifesta através de ações discriminatórias e na oferta de serviços de má qualidade por parte das instituições governamentais e não governamentais, particularmente, a determinados grupos sociais por conta do seu pertencimento étnico racial, ou por sua orientação religiosa, sexual, de gênero, geração, entre outros.
O grupo entende que para que o Brasil se torne uma nação mais justa e humana, livre de iniquidades e respeitando a diversidade característica de sua formação, se faz necessária uma mudança de comportamento ou de atitude, que é precedida pela mudança de valores e concepções. Neste sentido, não basta a criação de leis e políticas. É preciso garantir que estas se tornem efetivas e sejam incorporadas ao cotidiano da vida social. Para tal, o debate sobre equidade em saúde, nas perspectivas racial e de gênero deve estar presente em todos os níveis da sociedade.
A universidade, nesse contexto, possui uma grande responsabilidade, na medida em que é formadora não só de profissionais, mas de cidadãos com o compromisso de melhoria das condições sociais de vida. Portanto, a formação de um grupo de estudo e pesquisa sobre saúde, na perspectiva racial e de gênero é um ponto de partida para a assunção deste compromisso.
A publicação está disponível em: https://www2.ufrb.edu.br/cadernosisterhood/edicao-atual
E-mail: negras.ufrb@gmail.com.br
EDUFRB publica livro Ser Baiano na Medida do Recôncavo, do professor Diniz
marzo 12, 2019 21:50 - no comments yet
O que é ser baiano? E baiano na medida do Recôncavo?
Para responder a esse processo de formação de identidade, o jornalista, professor e pesquisador José Péricles Diniz, estudou o jornalismo regional, especificamente a localidade de Cachoeira, por seu pioneirismo e intensa produção jornalística, sobretudo a partir do Século XIX e até a primeira metade do Século XX, atrás de respostas.
Desse estudo, nasceu a tese de seu doutoramento em Cultura e Sociedade, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o livro físico e digital Ser baiano na medida do recôncavo, publicado e reproduzido pela Editora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (EDUFRB). O livro físico custa R$ 30,00 (trinta reais) e está disponível na sede da EDUFRB, em espaço localizado na Biblioteca Central, Campus Cruz das Almas.
Diniz também é autor do livro O Jornal na Escola, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). O livro é parte integrante e importante de sua dissertação de mestrado em Educação, pela UFBA.
Para este Ser baiano na medida do recôncavo, contendo 252 páginas, Diniz iniciou o levantamento de informações pelo ano de 1823 – quando surgiu o primeiro jornal impresso em uma localidade do interior da Bahia, O Independente Constitucional, da cidade de Cachoeira – até pelo menos o encerramento do ciclo da cana-de-açúcar, entre o final do Século XIX e a primeira metade do século passado. Estudou as páginas de 28 periódicos de diferentes matrizes ideológicas.
O objetivo foi levantar, na trajetória destes periódicos, as principais influências à construção simbólica que permeia aquilo que está escrito, inspirando e orientando a formação da identidade baiana e, principalmente, do Recôncavo.
Diniz reconhece que “para analisar a produção discursiva da imprensa não se deve, portanto, deixar de considerar a sua condição institucional de poder, o seu lugar de fala”.
Com o recorte espacial dos periódicos cachoeiranos, no período de 1832 até 1946, Diniz buscou identificar e levantar na trajetória dos veículos da imprensa periódica regional as influências mais significativas na formação da identidade sociocultural do Recôncavo da Bahia, buscando estabelecer como foi articulado historicamente o discurso predominante, em suas dimensões política e ideológica, bem como demonstrar como essa imprensa efetivamente participa desse processo de produção de representações e de sentidos.
“Nos periódicos impressos é possível encontrar os temas e problemas mais caros e urgentes para dado período histórico”, destaca Diniz, que exerceu as funções de revisor (1985), repórter (1985 a 1991), chefe da Sucursal Recôncavo (1991 a 2003), chefe da Sucursal Metropolitana (2003 a 2004), editor e repórter especial (2004 a 2005) do jornal A Tarde.
Ao selecionar e classificar para análise uma mostra significativa daquilo que foi veiculado na imprensa em relação à criação, legitimação e reforço de representações sociais, atribuição de valores ou cristalização de estereótipos, é possível compreender como foram configurados e articulados ideologicamente os discursos destinados à formação da identidade regional.
Diniz aponta que a própria imprensa é de importância sociocultural inquestionável para o desenvolvimento daquilo que o organismo midiático nacional convencionou chamar de baianidade, bem como seus arquétipos tão difundidos pelo turismo e através de produtos como a música, a literatura, o humor e até mesmo a chamada crítica social veiculada através dos artigos e editoriais desta mesma imprensa.
Para ele, é preciso propor e defender a tese de que o discurso jornalístico é, efetivamente, um instrumento tão eficaz e influente quanto às tradições, as práticas culturais e formais de ensino na formação de valores e no estabelecimento de noções como cidadania, urbanidade, progresso ou nacionalismo.
Traços culturais
Estudando o período histórico destacado, o autor, diz que “aqui, as palavras-chave para decifrar as motivações que alimentam tão efusivas mágoas contra o próprio local de nascimento estão enumeradas entre aquilo que a Bahia não pouparia ou respeitaria, principalmente nome, posição e reputação”.
Afinal, quem os tem são aqueles detentores de algo sobre o qual possa cair a inveja e a intriga dos tais guerrilheiros, aqueles covardes que maldizem, especulam e dilaceram justamente por não terem família (no sentido de berço, de procedência, herança), não terem poder (cargo público, ascensão, hierarquia) e não terem o respeito (celebridade, glória, honra) dos seus pares.
Por fim, cabe a consideração de que tal herança – de que as coisas na Bahia são diferentes, em geral piores, embora também melhores que a dos outros, quando conveniente – permanece arraigada, legitimada e reproduzida insistentemente pela estrutura midiática até hoje.
Tal qual as queixas de lideranças empresariais, políticas, intelectuais e artísticas contra uma certa ingratidão da Bahia para com os seus expoentes. Além desta tendência em ser ingrata para com os seus filhos ilustres, a ótica de grande parte dos redatores cachoeiranos do Século XIX também acusa a Bahia de padecer de determinados problemas relacionados às vocações e aptidões naturais do seu povo.
O livro demonstra claramente como foram construídas, “através das páginas dos mais importantes periódicos cachoeiranos de um período bastante extenso que vai do ano de 1832 até 1946, arquétipos e estereótipos como do povo festivo, porém preguiçoso e carente de um líder, fruto de uma mestiçagem que inclui ainda a morena sedutora e o mulato pachola’.
Todos enredados em um rol de referências, estigmas e preconceitos que mais tarde seriam fartamente utilizados tanto pelas narrativas literárias e musicais – como os romances de Jorge Amado e os sucessos radiofônicos de Dorival Caymmi – quanto pelos personagens de humor, do cinema e da televisão, com a intenção de vender produtos, apelos turísticos ou mesmo manipulações de cunho político-populistas os mais diversos.
Como estas conclusões evidenciam, todos eles estão lá, o mulato pachola, a morena sedutora e o preto preguiçoso, estereotipados nas páginas da imprensa regional cachoeirana.
Para a identidade baiana, esses periódicos ajudaram a “demarcar e afirmar a medida do baiano enquanto povo indolente e mestiço, musical, hospitaleiro e festivo, embora ingrato e governado por ladrões” e relegando, ainda, a explorar um eventual potencial turístico ou em promover ou valorizar a identidade cultural ou o patrimônio musical, culinário, artístico nas páginas dos jornais daqueles anos.
“De fato, produzidas pelos redatores de jornais cachoeiranos desde as primeiras décadas do Século XIX, são recorrentes e eloquentes ideias de Bahia e de ser baiano. Ou seja, noções construídas e legitimadas de como deve ser e se comportar os indivíduos do Recôncavo, como sementes daquilo que mais tarde seria definido como baianidade”, define o autor.
Periódicos pesquisados
O autor selecionou os jornais de maior destaque, a partir de parâmetros como a periodicidade, formato e tiragem até a sua longevidade, o tempo em que esteve em circulação, abrangência, influência política ou algum detalhe curioso ou peculiar em sua trajetória.
O levantamento de tais características, complementado e enriquecido com testemunhos e relatos de época, certamente forneceu pistas seguras para balizar a efetiva abrangência e poder político de cada publicação. Desse recorte foram pesquisados O Recopilador Cachoeirense (1832), O Constitucional Cachoeirano (1837), O Paraguassu (1847), O Povo Cachoeirano (1849), O Argos Cachoeirano (1850), A Voz da Mocidade (1850), O Almotacé (1850), O Vinte e Cinco de Junho (1853), Jornal da Cachoeira (1855), O Progresso (1860), O Americano (1867), A Formiga (1869), A Grinalda (1869), A Ordem (1870), Sentinella da Liberdade (1870), Echo Popular (1874), A Verdade (1876), O Guarany (1877), O Futuro (1878), O Santelmo (1880), Diário da Cachoeira (1880), Echo do Povo (1881), A Imprensa (1884), O Brazil (1886), O Tempo (1887), O Republicano (1890), A Cachoeira (1896) e Pequeno Jornal (1912).
Leia essa e outras publicações em https://www1.ufrb.edu.br/editora/titulos-publicados.




