Alunos da UFRB criam animação acessível em Libras sobre o novo coronavírus
June 9, 2020 0:31 - no comments yetAlunos do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas e Ciências da Saúde (CECULT) e do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) criaram uma animação acessível em Libras com informações sobre a pandemia do coronavírus. O vídeo é uma iniciativa do Projeto de Extensão Farol (Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Surdos na Perspectiva Sócio-Antropológica), coordenado pelo professor Anderson Siqueira e com atuação em diversos campi da Universidade. Segundo Anderson, há uma escassez de informações acessíveis à comunidade surda a respeito da doença, inclusive dos órgãos públicos de saúde."No momento atual de pandemia, informações podem literalmente salvar vidas”, explica o professor.
A iniciativa objetiva apresentar informações visuais de fácil assimilação e que possam circular tanto entre surdos que utilizam a linguagem brasileira de sinais quanto entre aqueles que não a dominam. “Tivemos a ideia de trabalhar com o cinema de animação, que é uma linguagem predominantemente visual”, ressalta Anderson. A partir dessa ideia, o docente formou parceria com a professora do CECULT, Ludmila Carvalho, para produzir a animação. Discentes dos cursos de Licenciatura em Artes e do Bacharelado Interdisciplinar em Cultura, Linguagens e Tecnologias foram envolvidos na produção. “O interessante é que, antes da pandemia, eu estava justamente trabalhando com os discentes sobre a linguagem da animação em stop-motion. Então a atividade, além de prestar um serviço público de fundamental importância, ainda teve um caráter formativo para todos os participantes”, conta a professora Ludmila.
Todo o processo foi elaborado de forma remota e colaborativa, com reuniões virtuais de planejamento e execução. "Os alunos fizeram tudo a partir de suas casas: da concepção da ideia ao roteiro, a criação das ilustrações, a filmagem quadro a quadro, até a montagem e pós-produção. Cada um contribuindo em uma parte do processo, que contou ainda com a consultoria de uma pessoa surda e de uma pessoa da área da saúde. O fato de termos obtido esse resultado em condições de trabalho longe do ideal é uma conquista”, conclui a professora.
Confira:
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Grupo Farol • Libras UFRB (@farolufrb) em 4 de Jun, 2020 às 3:15 PDT
UFRB disponibiliza e-books gratuitos com temas sobre a pandemia do coronavírus
June 5, 2020 7:28 - no comments yet
A Comissão Local de Enfrentamento da CoVid-19 do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) divulga o e-book “Estratégias para profissionais de saúde manejarem a ansiedade dos usuários dos serviços de saúde na pandemia”. A obra, no formato e-book, objetiva ajudar os profissionais de saúde no enfrentamento à pandemia, e apresenta discussões sobre medo, ansiedade, e estratégias práticas de intervenção.
A iniciativa partiu do Serviço de Psicologia que adaptou textos da professora Jeane Sakya Campos Tavares e do estudante de medicina, Carlos Antônio Assis de Jesus Filho. A publicações está disponível para leitura online e download gratuito na página do CCS.
"Educação em Tempos de Covid19" – O livro "Educação em Tempos de Covid-19: reflexões e narrativas de pais e professores", lançado pela Editora Dialética e Realidade, tem a contribuição do professor Eniel do Espírito Santo (CECULT) da UFRB. O docente escreveu em coautoria com a professora Sara Dias-Trindade (Universidade de Coimbra) o capítulo 19 denominado: "Educação a distância e educação remota emergencial: convergências e divergências".
Segundo Eniel, a obra é uma resposta imediata às transformações ocorridas num breve espaço de tempo, que alterou o status quo da atuação educacional de professores e pais. “O capítulo apresenta os principais fundamentos da educação a distância (EaD), correlacionando-os com a educação ou ensino remoto emergencial, mesmo considerando-se as limitações de se construir uma narrativa concomitante a sua construção", afirmou.
O livro encontra-se disponível para download gratuitamente.

Pesquisadores da UFRB desenvolvem aplicativo para monitorar coronavírus
June 3, 2020 7:31 - no comments yetPesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em colaboração com a Universidade de Stellenbosch (África do Sul), desenvolveram o aplicativo ContraCovid. A tecnologia auxilia pessoas com suspeita ou diagnóstico da COVID-19 a monitorar o progresso dos seus sintomas ao longo dos dias.
O aplicativo é parte do projeto denominado "ContraCovid - Tecnologias para monitoramento da COVID-19", que investiga técnicas de processamento de sinais e inteligência artificial para desenvolver um método de baixo custo para detecção e monitoramento da COVID-19 através da análise automática de sintomas, particularmente a tosse e a dificuldade respiratória.
O estudo é conduzido pela UFRB, sob a coordenação do professor Igor Miranda, e conta com a participação do professor João Carlos Bittencourt, e dos estudantes Rafael Melo, Gabriel Oliveira, Taylane Oliveira, Breno Prazeres, todos do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC). Também participa da pesquisa Thomas Niesler, professor titular da Universidade de Stellenbosch (África do Sul).
A pesquisa foi autorizada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde do Brasil para condução de experimentos com seres humanos. "Estamos começando uma fase importante que é a coleta de dados para validação dos métodos propostos. A coleta será realizada de duas formas: com dispositivo específico em pacientes hospitalizados e através do aplicativo que criamos para pacientes em auto-isolamento. Com base nos resultados preliminares da pesquisa, o aplicativo também permite que o usuário acompanhe a evolução dos seus sintomas ao longo dos dias", explica o professor Igor Miranda.
Monitoramento - A ferramenta pretende auxiliar pessoas com suspeita ou diagnóstico da COVID-19 a monitorar o progresso dos seus sintomas ao longo dos dias. Os usuários do aplicativo gratuito dispõem de informações detalhadas sobre o histórico dos seus sintomas para fornecer à equipe médica, se for o caso.
Ao se cadastrar e durante a permanência dos sintomas, são coletados duas vezes ao dia os dados demográficos básicos, o histórico médico, a localização, a frequência respiratória, e a ocorrência de tosse. Segundo os pesquisadores, após o usuário colocar o celular na barriga por 10 minutos, o aplicativo é capaz de coletar informações sobre sua tosse e frequência respiratória por meio de inteligência artificial e processamento de sinais.
Além de exibir o histórico dos sintomas, o aplicativo informa a probabilidade desses sintomas serem da COVID-19. Os idealizadores ressaltam que não se trata de um diagnóstico, mas apontam que a ferramenta contribui na avaliação de forma objetiva. Os dados dos usuários são armazenados com privacidade em um banco de dados que visa desenvolver sistemas automáticos de acompanhamento de pacientes com a COVID-19.
Saiba mais sobre o projeto no site www.ContraCovid.org.
Pesquisador da UFRB é selecionado em edital do Instituto Serrapilheira
June 3, 2020 6:32 - no comments yetO Instituto Serrapilheira anunciou os 23 jovens pesquisadores selecionados pela 3ª chamada pública de apoio à ciência. Igor Miranda, docente do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), foi um dos contemplados com o projeto “Supersensores minimalistas: algoritmos e arquiteturas de hardware para arranjos de sensores de 1 bit”.
Os contemplados receberão até R$ 100 mil, cada, para investir em seus projetos nas áreas de ciências naturais, ciência da computação e matemática. Como parte da rede do instituto, eles também terão acesso a treinamentos, eventos de integração e iniciativas de colaboração, pautados pelos valores da ciência aberta e diversidade na ciência.
"Vejo uma grande importância nesse resultado por conta do compromisso do Serrapilheira em elevar a produção científica brasileira para um patamar de excelência. Nesse momento da história que a ciência e as universidades estão sofrendo uma injusta desvalorização, isso indica a seriedade e a qualidade do trabalho desenvolvido na UFRB", avalia o professor Igor Miranda.
Os cientistas serão reavaliados após um ano. A partir daí, até três terão o apoio renovado e receberão até R$ 700 mil – com bônus de R$ 300 mil destinados à integração e formação de pessoas de grupos sub-representados na ciência – para investir em suas pesquisas por três anos.
“O processo seletivo foi especialmente desafiador diante da pandemia de Covid-19”, afirma a diretora de Ciência do Serrapilheira, Cristina Caldas. “Poder apoiar jovens cientistas em um momento especialmente difícil como esse nos traz um novo ânimo”, completa Caldas. “Como a ciência ganhou mais atenção na pandemia, torcemos para que esse investimento na pesquisa brasileira possa representar uma certa esperança para as pessoas.”
Saiba mais na página do Serrapilheira.





