Aller au contenu
Show basket Hide basket
Retour à Notícias
Plein écran Suggérer un article

UFRB e UESC depositam patente e avançam na fabricação de filmes biodegradáveis luminescentes

January 27, 2026 16:47 , par UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0Pas de commentaire | No one following this article yet.
Viewed 20 times

A necessidade de desenvolver materiais sustentáveis capazes de substituir derivados petroquímicos sem abrir mão de desempenho tecnológico levou os pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) ao registro de uma nova patente voltada ao desenvolvimento de filmes biodegradáveis luminescentes produzidos a partir de nanofibrilas de celulose. 

O pedido, protocolado sob o número BR 10 2026 001341 2, foi depositado em 20 de janeiro de 2026 e reforça o compromisso das instituições com a inovação, a sustentabilidade e a proteção da propriedade intelectual.

Intitulada “Composição de nanofibrilas de celulose com complexo luminescente e seu uso na fabricação de filmes biodegradáveis”, a patente foi desenvolvida pelo Grupo de Materiais Fotônicos (GMF), sediado no Centro de Formação de Professores (CFP) da UFRB, sob a coordenação do professor Jorge Fernando Silva de Menezes, em parceria com o Laboratório de Biotransformação e Biocatálise Orgânica (LaBioCat) da UESC, liderado pelo pesquisador Marcelo Franco.

A colaboração entre os grupos teve início há mais de três anos e, desde então, vem combinando expertises complementares que já resultaram em avanços científicos consistentes, culminando no desenvolvimento e registro da patente. No âmbito deste trabalho, o GMF sintetizou todo o material luminescente e realizou a caracterização fotoluminescente. Já o LaBioCat produziu os nanofilmes à base de nanofibrilas de celulose, a incorporação do complexo luminescente e as caracterizações físico-químicas, que comprovaram o desempenho e viabilidade da tecnologia desenvolvida.

pesquisadores Professor Jorge Menenzes (UFRB) e professor Marcelo Franco (UESC).

A combinação da nanocelulose, um polímero natural, renovável e amplamente disponível, com o complexo de európio, elemento conhecido por suas propriedades ópticas, viabilizou a produção dos filmes luminescentes, apresentando-se como uma alternativa sustentável aos materiais derivados de fontes petroquímicas. De acordo com o professor Marcelo Franco, essa possibilidade abre caminho para aplicações tecnológicas de grande relevância, o que justificou o registro da patente.

A tecnologia tem potencial de aplicação em setores como as indústrias de alimentos, química e eletroeletrônica. Entre as possíveis aplicações estão embalagens inteligentes, sistemas de autenticação e antifalsificação, além de dispositivos emissores de luz e sensores ópticos, ampliando o uso de biomateriais funcionais em diferentes áreas industriais.

Para o professor Jorge Menezes, o novo depósito reafirma o compromisso da UFRB com a ciência orientada à inovação, além de fortalecer o papel do grupo de pesquisa na produção de soluções sustentáveis e nas parcerias interinstitucionais. “Essa patente consolida a estratégia do GMF de unir materiais renováveis a propriedades ópticas avançadas, transformando o conhecimento científico em soluções tecnológicas alinhadas às demandas atuais por sustentabilidade e inovação”, afirma.

Com esse registro, a UFRB alcança a quarta patente vinculada às atividades do GMF. As anteriores envolvem o desenvolvimento de marcadores luminescentes para detectar adulteração de combustíveis (2022), fármacos com atividade ansiolítica (2024) e um equipamento do tipo dip coater para produção de filmes (2025). O grupo está registrado junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) há 16 anos e desenvolve pesquisas na área de química de terras raras, com foco em luminescência e bioinorgânica.

patente

Solução tecnológica de base sustentável

A nova patente descreve uma composição tecnológica de base sustentável formada por nanofibrilas de celulose obtidas a partir de polpas kraft de eucalipto ou pinus, associadas a um complexo luminescente de európio. Os filmes gerados a partir dessa composição podem ser produzidos com ou sem a adição de plastificantes, como o sorbitol, o que amplia a versatilidade e as possibilidades de aplicação do material.

As nanofibrilas são obtidas por meio de processos mecânicos de cisalhamento já consolidados em escala industrial, assegurando uniformidade, estabilidade e viabilidade econômica. De acordo com os pesquisadores, a interação entre a celulose e o complexo luminescente favorece a dispersão do material, aumenta sua estabilidade térmica e estrutural e preserva a emissão luminosa característica do európio. O resultado é um material fotônico eficiente, biodegradável e renovável, com desempenho superior a soluções convencionais.


Source : https://www.ufrb.edu.br/portal/noticias/7836-ufrb-e-uesc-depositam-patente-e-avancam-na-fabricacao-de-filmes-biodegradaveis-luminescentes

0Pas de commentaire

    Poster un commentaire

    Les champs sont obligatoires.

    Si vous vous êtes déjà enregistré(e) comme utilisateur, vous pouvez vous connecter pour être reconnu(e) automatiquement.

    Annuler

    UFRB

    Brazil

    Posts do blog