Aller au contenu
Show basket Hide basket
Retour à Notícias
Plein écran Suggérer un article

Pesquisas da UFRB com Terras Raras aliam sustentabilidade e inovação tecnológica

September 2, 2025 21:15 , par UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0Pas de commentaire | No one following this article yet.
Viewed 46 times

Recentemente, o termo “terras raras” ganhou projeção nacional ao ocupar espaço nas editorias políticas e econômicas. O crescente interesse nas reservas brasileiras desses elementos, fundamentais para tecnologias de ponta, reacende debates sobre soberania, desenvolvimento industrial e inovação científica. Nesse contexto, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) se destaca ao desenvolver pesquisas que conectam sustentabilidade e alta tecnologia, utilizando terras raras como o európio (Eu³⁺) para criar materiais luminescentes inovadores.

Apesar do nome terras raras, esses elementos não são escassos. Na verdade, trata-se de um conjunto de 17 elementos químicos, com propriedades únicas que os tornam essenciais para várias tecnologias avançadas, como LEDs, lasers e células solares. Segundo o professor Jorge Fernando, pesquisador e coordenador do Grupo de Materiais Fotônicos da UFRB, “esses elementos, embora chamados de ‘raros’, não são escassos, mas a sua separação é complexa, cara e ambientalmente impactante. Eles ocorrem associados e exigem processos químicos sofisticados para a purificação”.

No Brasil, apesar de possuir grandes reservas dessas substâncias, a exploração ainda é tímida frente ao potencial nacional. A Bahia, especialmente, destaca-se pela presença de jazidas em regiões como Jequié, Ubaíra e Jiquiriçá, com minerais ricos em lantanídeos, como cério (Ce), lantânio (La) e neodímio (Nd), essenciais para tecnologias de alta precisão.

Considerando o potencial de exploração desses elementos, o Grupo de Materiais Fotônicos da UFRB realiza estudos sobre terras raras em duas frentes principais: a criação de nanoceluloses dopadas com complexos luminescentes e a produção de filmes finos para aplicações ópticas.

“Estamos em uma fase avançada de desenvolvimento. Já conseguimos obter sistemas híbridos nos quais a matriz de celulose atua como suporte para os íons luminescentes. Esses materiais têm sido testados tanto em laboratório quanto em aplicações reais para sensores e embalagens inteligentes”, explica Fernando.

Estudantes bolsistas de iniciação científica Danilo Santos, Emilly Santos e Bruna Pereira com o professor Jorge Fernando. Foto: Arquivo pessoal.

Filmes finos luminescentes

Os filmes finos luminescentes são  camadas nanométricas/micrométricas aplicadas sobre substratos e produzidos por técnicas de baixo custo como dip-coating (imersão) e spin-coating (rotação). Eles são utilizados em dispositivos ópticos, podendo ser aplicados em   LEDs, sensores de segurança, lasers de estado sólido, telas e dispositivos anticópia. “Vemos potencial em áreas como energia solar (células luminescentes fotovoltaicas), bioimagens médicas e marcadores ambientais inteligentes, especialmente se integrados com materiais sustentáveis como a nanocelulose”, acrescenta o coordenador.

Nanoceluloses dopadas com íons európio (Eu³⁺)

A nanocelulose é um material extraído de fibras vegetais, como pinus, sisal ou resíduos agrícolas. Com dimensões nanométricas, ela apresenta alta resistência mecânica, transparência, leveza e biodegradabilidade. Quando dopada com íons európio, por meio de complexos organometálicos ou ancoragem direta, transforma-se em um material luminescente vermelho de alta intensidade.

O európio (Eu³⁺) é um dos elementos mais eficientes para luminescência, com emissão pura e seletiva — o que o torna ideal para aplicações ópticas e mais eficaz que metais de transição tradicionais.

As possibilidades de aplicação incluem sensores ambientais, dispositivos ópticos, marcadores de segurança, bioimagem médica e células solares luminescentes, sempre com foco na sustentabilidade. “Elas permitem criar embalagens ativas, capazes de indicar a deterioração de alimentos ou medicamentos em tempo real, aumentando a segurança do consumidor e reduzindo desperdícios”, complementa Fernando.

Sustentabilidade e inovação

De acordo com o pesquisador da UFRB, os estudos sobre as terras raras desenvolvidos na instituição são relevantes, especialmente, para a formação de recursos humanos qualificados, capazes de atuar em toda a cadeia produtiva — da extração ao desenvolvimento de dispositivos — e para a geração de inovação científica e tecnológica, pois transforma pesquisa básica em aplicações com alto valor agregado. Nesse sentido, para ele, a Universidade pode assumir papel central nas pesquisas sobre esses elementos possibilitando que o Brasil agregue valor a esses recursos naturais. “O Brasil precisa deixar de ser apenas exportador de matéria-prima e passar a desenvolver tecnologia de ponta com o que tem no seu próprio território”, defende.


Source : https://www.ufrb.edu.br/portal/noticias/7713-pesquisas-da-ufrb-com-terras-raras-aliam-sustentabilidade-e-inovacao-tecnologica

0Pas de commentaire

    Poster un commentaire

    Les champs sont obligatoires.

    Si vous vous êtes déjà enregistré(e) comme utilisateur, vous pouvez vous connecter pour être reconnu(e) automatiquement.

    Annuler

    UFRB

    Brazil

    Posts do blog