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Pesquisa da UFRB revela ataques aos movimentos negros da Bahia no regime militar

April 8, 2019 23:22 , von UFRB - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - 0no comments yet | Es folgt noch niemand diesem Artikel.
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Segundo a historiografia brasileira, a ditadura militar instaurada há 55 anos no Brasil espionou, perseguiu e minou a luta de movimentos sociais e raciais no Brasil na segunda metade da década de 1970 e início de 1980.

Pesquisas recentes e documentos encontrados revelam que o movimento negro se configurava um problema para o governo da época porque repudiava o regime, contestava a propaganda oficial de um país sem racismo e encampava a necessidade do restabelecimento da democracia.

A dissertação do professor Andersen Figueiredo, mestre pelo programa de História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), ganhou destaque na imprensa nacional por revelar o uso de “arapongas” pelo regime militar no processo de repressão aos negros.

1ª Marcha da Consciência Negra - Arquivo ZUMVI Fotográfico.1ª Marcha da Consciência Negra - Arquivo ZUMVI Fotográfico.

A pesquisa realizada por Andersen e orientada pelo docente Antonio Liberac com base nos ataques aos movimentos negros da Bahia e no regime militar aponta constante perseguição aos líderes dos movimentos. "Sempre que eles deixavam as reuniões, eram rotineiramente vigiados, seguidos pelos agentes da polícia. Foi um momento tenso para todos que militaram na década de 1970 e início de 1980", explica.

Segundo Andersen em depoimento ao UOL, as perseguições partiam de informações adquiridas pelo monitoramento oficial, seja com pessoas infiltradas, seja por fotografias ou mesmo acesso a conteúdo de encontros. "Uma das pautas era como o negro poderia se inserir na política para retomada da democracia. As reuniões eram clandestinas, podiam ocorrer em vários bairros, sem prévia convocação. Isso foi ganhando espaço, e não havia locais para esses militantes se reunirem por causa da perseguição da polícia à época. Os 'arapongas' iam para ver o que estava sendo discutido", afirma.

Em razão  do monitoramento dos movimentos, quem participava das reuniões sofria constantes abusos. "Além de perseguidos, muitos ativistas foram presos, outros perderam seus empregos por frequentar as reuniões do movimento negro. Também houve uma perseguição psicológica", lembra.

Confira a reportagem completa publicada pelo UOL sobre repressão aos negros no regime militar.


Quelle: http://www.ufrb.edu.br/portal/noticias/5458-pesquisa-da-ufrb-revela-ataques-aos-movimentos-negros-da-bahia-no-regime-militar

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