Projeto CFES/SE chega ao fim com mais de 3 mil pessoas participantes
25 de Agosto de 2012, 0:00 - sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Em outubro o IMS (Instituto Marista de Solidariedade) encerra mais um de seus projetos: o Centro de Formação em Economia Solidária da Região Sudeste (CFES/SE). A ideia nasceu em 2007 e sua implantação e execução em 2009. O centro de formação de formadores em Economia Solidária para a Região Sudeste era uma nova experiência para a Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN), da qual o IMS faz parte. “Consideramos a ideia desafiadora, inovadora e interessante. Pensa a formação/educação a partir da Economia Solidária era um bom desafio para fortalecer nossas práticas educativas Maristas pautadas na educação popular e na construção coletiva”, afirmou, em depoimento, a Superintendente Socioeducacional da PMBCN, Dilma Alves Rodrigues.
Ao longo dos últimos anos diversas atividades formativas foram executadas. A para celebrar esta trajetória de encontros e construções coletivas, entre os dias 20 e 22 de julho, aproximadamente 120 educadores e educandos do CFES participaram de um seminário, em Belo Horizonte (MG), que promoveu um espaço de socialização dos aprendizados do Projeto ao longo de seus quatro anos de implantação e execução. O seminário, além de concluir os quatro anos de trajetória, lançou seis publicações: Almanaque – Práticas Educativas em Economia Solidária: Tecendo os Fios de Nosso Projeto Político-Pedagógico, publicado pela editora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – EDIPURS; Sistematizar Experiências é Outra História!!!, uma história em quadrinhos sobre a importância da sistematização; o documentário-relatório Caminhos para o Saber, que coletou depoimentos de diversos atores do projeto; e quatro cartilhas, correspondentes a cada estado da Região: Autogestão em Rede (São Paulo), Passos Trilhados no Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Resgatando Histórias e Construindo Memórias (Espírito Santo) e Desenvolvimento Local Sustentável e Solidário (Minas Gerais). Em breve será lançado, também, um relatório consolidado com os resultados do projeto.
Ao todo, foram mais de três mil pessoas formadas pelo CFES desde 2009, sendo a maioria mulheres. Desse processo participaram diversas organizações dos quatro estados da Região, sempre contribuindo com a educação numa perspectiva popular. Essa escolha pela educação popular, na concepção de Paulo Freire, visou a formação de sujeitos com conhecimento e consciência cidadã, utilizando o saber de cada um, para ensinar e aprender. “A Educação Popular, para o IMS, é uma meta. Ela dialoga, estreitamente, com a Economia Solidária e, ambas, acreditam que os processos educativos são feitos pelos sujeitos que dele participam. Por isso a alegria e a crença de ter trabalhado por essa ótica. Acredito que se não fosse assim não teríamos bons resultados”, afirmou a coordenadora do IMS, Shirlei Silva.
Os dados preliminares do projeto envolvem algumas estatísticas que, segundo os organizadores, desenha a cara que a formação teve na região Sudeste. Das mais de três mil pessoas que participaram de 148 ações diretas do projeto, 75% eram mulheres e a maioria dos participantes estava na faixa etária de 50 a 59 anos. Cerca de 40% se declararam brancos, 31,6% pardos, 22,7% negros, 0,6% indígenas, 1,8% amarelos e, desse todo, 10% declarou ser oriundo de alguma comunidade tradicional (quilombolas, indígenas, ribeirinhos, pescadores, etc). Quanto ao perfil de produção no qual estão inseridos mais da metade, 53%, se declararam artesãos e 21% agricultores familiares. Quanto a participação social, 55,8% participam de algum tipo de fórum de economia solidária em seu estado e/ou município.
Na avalição do IMS, enquanto entidade executora e a frente do mutirão do CFES Sudeste, foi conveniente o projeto nos seus quatro anos de execução. “Contribuímos para uma política nacional de formação em Economia Solidária: uma metodologia sendo testada e um Projeto Político Pedagógico construído. Entregamos para a sociedade, governo e empreendimentos de economia solidária uma proposta sobre formação em Economia Solidária construída por um grande mutirão. Cumprimos nosso dever. Poderia ser melhor? Sempre. Mas já estamos felizes com esses resultados. Fica o desafio para que a formação em economia solidária seja incorporada aos processos educacionais de nosso País e não apenas em programas e projetos”, avaliou a coordenadora do IMS.
Como uma unidade social Marista, o IMS ressaltou a criação de parcerias com instituições locais dos quatro estados do Sudeste, ressaltando a soma de forças num objetivo comum. “É importante ressaltar as parcerias que se estabeleceram. Foram 26 instituições que ajudaram a pensar e o processo, algumas saíram, durante a caminhada, e outras se incorporaram. Fica esse potencial: a parceria é e sempre será fundamental”, afirmou Shirlei Silva. Questionada sobre a continuidade do projeto, a coordenadora não demonstra dúvidas da força que esses trabalhos tiveram pelo País. “Como membro da coordenação executiva do FBES [Fórum Brasileiro de Economia Solidária], acreditamos, sim, que esse processo deverá continuar. Talvez com outra instituição proponente, com outro modelo. Mas a formação em Economia Solidária está dada em nosso País e não há mais volta, somente avanço”, finalizou Shirlei.
Para fazer o download das publicações do projeto CFES/SE clique nas imagens abaixo:







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