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Nota de falecimento: Deusdete Oliveira

21 de Fevereiro de 2013, 0:00 , por Desconhecido - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A família do IMS (Instituto Marista de Solidariedade), juntamente com todo o movimento de Economia Solidária do Brasil, Pastoral da Juventude e Movimentos da Agricultura Familiar, se consterna com o falecimento de Deusdete Oliveira (42), ocorrido ontem (20) em Goiânia (GO), em decorrência de problemas cardíacos que enfrentava.

Natural de Iporá (GO), Deusdete traçou sua caminhada pelos rumos da justiça social, dos direitos humanos e pela luta por bandeiras como a a juventude, a educação popular, a economia solidária e o desenvolvimento rural. Conhecido entre todos pelo espírito motivador, sempre estava à frente de grandes momentos dos movimentos sociais, onde motivava, conduzia místicas e reflexões.

Deusdete está sendo velado em Iporá e será sepultado na mesma cidade às 18h. Que a Boa Mãe o acolha em seus braços e derrame bênçãos sobre sua família.

Abaixo, deixamos uma simples homenagem a nosso querido amigo. A exemplo dele, que sempre tinha consigo uma história, um poema para contar, nos despedimos usando das palavras de Carlos Drummond de Andrade. Siga em paz companheiro e continue olhando por nós que damos continuidade a nossas lutas!

A um ausente

 Tenho razão de sentir saudade,
 tenho razão de te acusar.
 Houve um pacto implícito que rompeste
 e sem te despedires foste embora.
 Detonaste o pacto.
 Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
 de viver e explorar os rumos de obscuridade
 sem prazo sem consulta sem provocação
 até o limite das folhas caídas na hora de cair.

 Antecipaste a hora.
 Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
 Que poderias ter feito de mais grave
 do que o ato sem continuação, o ato em si,
 o ato que não ousamos nem sabemos ousar
 porque depois dele não há nada?

 Tenho razão para sentir saudade de ti,
 de nossa convivência em falas camaradas,
 simples apertar de mãos, nem isso, voz
 modulando sílabas conhecidas e banais
 que eram sempre certeza e segurança.

 Sim, tenho saudades.
 Sim, acuso-te porque fizeste
 o não previsto nas leis da amizade e da natureza
 nem nos deixaste sequer o direito de indagar
 porque o fizeste, porque te foste.

Fonte: http://sites.marista.edu.br/ims/2013/02/21/nota-de-falecimento-deusdete-oliveira/

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