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DF: Banco comunitário da Estrutural é força motriz de desenvolvimento local

26 de Fevereiro de 2013, 0:00 , por Desconhecido - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Há quase um ano a Estrutural, a 25ª Região Administrativa do Distrito Federal, dava início a um momento peculiar em sua história: a inauguração do Banco Estrutural, o primeiro banco comunitário do Distrito Federal. Atualmente com nove anos de reconhecimento pelo governo do DF, a Estrutural avança sobre a sua história e se consolida com projetos e ações que promovem os direitos humanos, a dignidade, a justiça social e promoção de renda. A trajetória das famílias que ali residem é um caminho de lutas, que foi desde o direito de permanecer, de morar e agora de se desenvolver. O Banco Estrutural chega nessa última fase de lutas, na qual a distribuição de renda e acesso à produção é foco das ações que são implementadas na cidade.

O Banco comunitário é composto por um Conselho Gestor com a participação de vinte moradores da Estrutural, logo abaixo desse Conselho está um Comitê Gestor formado por seis moradores e um integrante da Entidade Gestora, no caso, o Movimento de Educação e Cultura da Estrutural, o Mece. A gestão é feita por meio de uma reunião mensal do Conselho Gestor e por reuniões pontuais do Comitê toda vez que é necessária ser feita alguma análise cadastral.

Nos seus nove meses de funcionamento, o Banco Estrutural já realizou 36 empréstimos no valor de R$ 6.200,00, nas linhas de crédito habitacional, produtivo e de consumo. Segundo gestores do projeto, foi aprovado, recentemente, um projeto junto ao Fundo Nacional de Solidariedade, gerido pelo Cáritas Brasileira, que irá compor o fundo do Banco Estrutural. O fundo também é composto por doações e ações promovidas pelo Banco como feiras solidárias.

Os juros do Banco são baixos, apenas o suficiente para manter o Banco em funcionamento. Para conseguir crédito, a trajetória de vida do morador é essencial. Para a os representantes da comunidade, que aprovam o crédito, é mais importante o vínculo com a comunidade, ser um vizinho que contribui para a melhor qualidade de vida de todos. Ser um bom pagador não é o mais importante, visto que o Banco tem por objetivo ser uma ferramenta de inclusão principalmente para aqueles que estão à margem do sistema financeiro tradicional.

Segundo Deuzani Noleto, participante do Conselho Gestor do Banco Estrutural, foi formada uma rede de bancos comunitários do Centro-Oeste, que já teve sua primeira reunião realizada. Em meados de março o Banco Estrutural e outros bancos comunitários do DF participarão do Encontro Internacional de Bancos Comunitários, que ocorrerá em Fortaleza, CE.

 

 


Fonte: http://sites.marista.edu.br/ims/2013/02/26/df-banco-comunitario-da-estrutural-e-forca-motriz-de-desenvolvimento-local/

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