Curso do CFEs em Minas Gerais Promove Chá com Prosa Com Indígenas
29 de Setembro de 2015, 13:45 - sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.Esta última semana o IMS promoveu vários eventos em Minas Gerais, dentre eles:
De 23 a 25 de setembro foi realizado o Curso Estadual de Economia Solidária,Desenvolvimento Sustentável Solidário e Superação da Pobreza. Esta é uma ação que faz parte do plano de trabalho do Projeto Rede Centro de Formação e Assessoria Técnica em Economia Solidaria da Região Sudeste, uma parceria da UBEE – União Brasileira de Educação e Ensino com a SENAES – Secretaria Nacional de Economia Solidaria do Governo Federal. Estes cursos dão continuidade a estratégia do CFEs para a formação dos Educadores em Economia Solidária na Região Sudeste, a agenda construída foi: em Minas Gerais (23 a 25/09), no Rio de Janeiro(25 a 27/09), em São Paulo (02 a 04/10) e no Espírito Santo (29 a 31/10). Em Minas Gerais, o curso teve como foco a estrutura do sistema capitalista e seus impactos na vida nas pessoas, com a presença de alguns movimentos sociais. Uma análise de conjuntura no formato de diálogos foi a proposta para o debate contemplando as temáticas da “Marcha Mundial das Mulheres”, “Brigadas Populares”, “Economia Solidária e Levante da Juventude”.
Dia 24 de setembro foi realizado o Chá com Prosa com o tema “(Des)envolvimento Sustentável Territorial e Comunidades Indígenas, no Museu Marista que faz parte do CEM (Centro de Estudos Maristas), comemorando a 9ª Primavera dos Museus com a temática indígena. A mesa contou a participação de Hilário Correa Franco, Xacriabá de São João das Missões, do Norte de MG; Antônio Eduardo,Coordenador do CIMI – Conselho Indigenista Missionário da Região Leste,Neila Batista, representando a SEDESE -Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social do Governo do Estado de MG; Agnez Saraiva da Fundação João Pinheiro e Roberto Pataxo do Vale do Rio Doce, sob a coordenação de Roseny de Almeida do IMS – Instituto Marista de Solidariedade.
Após a abertura por Roseny de Almeida (IMS) e Rogério Amaro (CEM), deu-se início à roda de conversa.
As lideranças indígenas colocaram uma situação de extrema dificuldade para a vida e os territórios indígenas. Atualmente, a demarcação e a permanência nos territórios das populações tradicionais estão fortemente ameaçadas pelo ataque dos interesses das empresas mineradoras e do agronegócio. Mesmo em áreas hoje demarcadas, as comunidades ainda não conseguiram estabelecer-se de maneira equilibrada, e as aldeias tem feito um grande esforço na recuperação de áreas degradadas, na reintrodução de espécies vegetais e animais, em territórios retomados. Para este propósito, as comunidades indígenas estão realizando diferentes projetos como banco de sementes, resgate de sementes naturais e nativas, estimulando o uso de recursos do território. Os Pataxós denunciam que a maior parte de seu território não está demarcado, o que tem gerado uma situação de profunda tensão e violência, com latifundiários grileiros.
“A força da cultura indígena está na sua diversidade”, esclarece o representante do CIMI,“são cerca de 300 povos, 200 línguas, dando ao Brasil o 1° lugar em diversidade humana do planeta”, porém esta diversidade ainda tem sido sistematicamente ameaçada com a forte resistência de setores das elites financeiras, que tratam os territórios tradicionais, como territórios de acumulação de riqueza, reforça.
Durante o Chá com Prosa foi servido lanche á base de frutos do cerrado, tais como: bolo coco macaúba com inhame, arepa de jatobá com ricota apimentada e guacamole, torta salgada de jatobá com legumes, bolo gelado de jatobá com cacau. Estes alimentos foram servidos pelo grupo Raízes do Campo, de Jaboticatubas/MG, empreendimento solidário participante do Projeto Rede ComSol – Rede Brasileira de Comercialização Solidária.
Logo após o evento, foi realizada uma visita ao novo espaço do “Terra Viva”, participante também do Projeto Rede ComSol – Rede Brasileira de Comercialização Solidária, na Pampulha. Durante o Chá com Prosa os indígenas puderam vender seus artesanatos para os participantes. Outro ponto de comercialização ocorreu no Pátio do Colégio, onde os alunos puderam adquirir os artesanatos e conversar com os Índios Pataxós.
Dia 23 pela manhã e a tarde foi realizado o “Recreio Cultural” no Colégio Dom Silvério com os alunos do Maristinha, Com a presença de 3 índios Pataxós da Aldeia Geru Tucumã e Açucena/MG, Roberto Brás dos Santos, Erick Brás Santos e Kainan Brás da Conceição que contaram como vivem, falaram sobre a cultura do seu povo e dançaram com os alunos, além de trazer artesanatos feitos na sua Aldeia. Foi um dia muito proveitoso e interessante para os alunos que puderam ter contato de perto com a Cultura Indígena Brasileira.
O IMS agradece a parceria para a realização destes eventos com o Colégio Dom Silvério e com o Centro de Estudos Marista de Minas Gerais.



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