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Chá com Prosa debate a Educação Nutricional e Políticas de Soberania Alimentar

12 de Agosto de 2014, 16:59 , por Desconhecido - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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O Chá com Prosa deste mês traz o tema sobre Educação Nutricional e Políticas de Soberania Alimentar e para falar um pouco sobre o que está na pauta atualmente vamos relembrar alguns pontos da história da educação alimentar e nutricional no Brasil e os seus avanços.

A história de a educação alimentar e nutricional no Brasil tem estreito vínculo com as políticas de alimentação e nutrição que são praticadas hoje.

De 1940 a 1960, a educação alimentar e nutricional eram campanhas de introdução de novos alimentos e práticas educativas que se tornaram um dos pilares das políticas de alimentação e nutrição do período. E a ignorância era fator determinante da fome e da desnutrição na população de baixa renda, a quem se destinavam as ações educativas. Assim, o desenvolvimento de instrumentos adequados, que ensinassem essas pessoas a  comer, corrigindo os hábitos errados nessas populações tornou-se o foco de educação centrada na mudança do comportamento alimentar.

A partir de meados de 1970, o conceito de alimentação-educação conhecido começou a ceder espaço para o conceito alimentação-renda, fruto das novas políticas de alimentação e nutrição que reconheceu  que a maior dificuldade era a baixa renda como principal obstáculo para se ter  uma alimentação saudável.  O baixo valor nutricional dos alimentos considerados acessíveis a essa classe social começou a ser combatido  e as politicas reformuladas, assim foi possível dar um novo norte para a educação nutricional baseada em estratégias de suplementação alimentar.

Nos idos de 1980, colocou-se uma importante contribuição para a discussão sobre as novas perspectivas da educação alimentar e nutricional, com a educação nutricional crítica. Ou seja, somente a educação alimentar e nutricional era insuficiente para  em promover alterações em práticas alimentares de forma isolada. Dentro deste contexto era preciso que a educação nutricional assumisse o compromisso político de colocar a técnica e a  ciência  a serviço do fortalecimento das classes populares em sua luta contra a exploração que gera a fome e a desnutrição.  Isso foi realizado com a incidência da educação nutricional crítica dentro dos conteúdos da disciplina de educação nutricional principalmente nos currículos para formação dos profissionais, fortalecendo a discussão sobre a fome e a desnutrição e a relação desses fenômenos com o modelo de organização capitalista, em detrimento do enfoque biológico e técnico, como também dos métodos e técnicas educativas. Desta maneira colocando em debate o problema da fome e não apenas abordagens sobre a desnutrição, a educação alimentar passa a explorar não somente as práticas alimentares, mas também, a tarefa de esclarecer a população sobre os seus direitos como cidadãos.

Nos anos 90, toda essa discussão sobre Segurança Alimentar, garantia de direitos, foi ampliado para o cenário internacional, estabelecendo a alimentação como um direito humano. As concepções de segurança alimentar têm sido muito mais abrangentes do que as ações de combate à fome e à desnutrição, como também têm impactado a formulação das políticas públicas em alimentação e nutrição no país.

É nesse cenário que surgem as práticas alimentares saudáveis integradas aos cuidados com a saúde. No entanto, as reflexões sobre suas possibilidades e limites, como também o modo como ela é concebida, ainda carecem de aprofundamento sobre o tema.

Segundo a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional – LOSAN (Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006), por Segurança Alimentar e Nutricional – SAN entende-se a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que seja ambiental, culturais, econômica e socialmente sustentável.

Sobre o Chá com Prosa

 O Chá com Prosa: Direitos Humanos em Pauta é uma iniciativa do Instituto Marista de Solidariedade (IMS) e do Instituto Marista de Assistência Social (IMAS) que mensalmente reúnem lideranças sociais para juntos aprofundarem o conhecimento e iluminar melhor as práticas e lutas pelos Direitos Humanos. Uma temática é debatida mensalmente criando uma rede de reflexão, aproximando diversos atores por meio do diálogo. A prosa acontece no formato de roda de conversa, possibilitando diálogos interativos entre os participantes. O objetivo do Chá com Prosa é contribuir para fomentar redes de troca de saberes e fazeres, ajudando a consolidar a cultura dos Direitos Humanos.

Realização: Instituto Marista de Solidariedade (IMS) e Instituto Marista de Assistência Social (IMAS)

Local: CONIC – SDS Bloco F, nº 27, Conjunto Baracat, salas 112/115

Data de Realização: quinta-feira, dia 21 de Agosto de 2014

Horário: 15 às 17h

Venha prosear e somar conosco!

 


Fonte: http://marista.edu.br/ims/2014/08/12/cha-com-prosa-debate-a-educacao-nutricional-e-politicas-de-soberania-alimentar/

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