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Não me derrube, seu moço, a seringueira… O seu leite me serve de sustento. Já estou velho; mas desde o nascimento Que esta árvore é minha companheira…
Olhe, é irmã daquela castanheira Cuja copa procura o firmamento… Ela também me dá alimento Que mata a fome da família inteira…
Ao dizer isto, emudeceu num canto Com a tristeza que uma saudade encerra. Foi tanta a dor e o sentimento tanto,
Quando feriu o tronco, a moto-serra, Que o seringueiro sucumbiu num pranto Tão orvalhado, que inundou a terra… (Mário Maia)
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