4º DIA = 05/05 – Embalse el Yeso e Termas del Plomo.
Antes das 8h, horário marcado pela Jorge Excursiones, já estávamos na Plaza Itália para subir o Cajón del Maipo. Jorge é um chileno “muy simpático e carismático”. O grupo consistiu de 16 pessoas, dentre brasileiros, um polonês, dois chilenos e um espanhol, mais 3 guias, incluindo o Jorge. Eu e Carmen fomos com o amigo do Jorge em um jeep com tração, o que no percurso foi uma grande sorte. Fizemos uma parada estratégica em San José del Maipo para as últimas compras e para uma bebida quente, pois saí do hotel sem tomar café, porque ainda não havia no buffet. A viagem foi longa, quase 3 horas para chegar ao ponto final e depois caminharmos. O caminho era estreito, entre montanha com pedras soltas e precipício. Mas a paisagem nos enchia os olhos e nos distraía, fazendo-nos apenas curtir o passeio maravilhoso até Termas del Plomo, cerca de 3900 m acima do nível do mar. A represa de Embalse El Yeso, de cor turquesa, que abastece toda a cidade de Santiago compõe uma das paisagens mais lindas que já vi na vida, com o azul da água contrastando com o branco das montanhas. O frio estava intenso, apesar do sol. Foi difícil deixar aquela vista para trás, mas tínhamos de continuar o caminho. Depois de certa altura, o caminho estava coberto por uma camada de neve e o carro tinha de ser valente, até determinado ponto, quando o deixamos à beira de um riacho, depois de atravessá-lo, e continuamos a pé, subindo a montanha através da neve. Aventura pura. Cansaço, suor, protetor solar, luva, casacos pesados, meias, tombos na neve, caminhada sobre precipícios e Termas del Plomo. Uma pequena cascata e um lago de água quente, com fumaça visível. Estonteante. Havia uma família se banhando (um casal e um menino que mais ou menos 4 anos) que encontramos no caminho, dois rapazes fazendo piquenique com churrasco e vinho e depois chegou outra família que no próprio carro, comia petiscos e bebia espumante. Formas de lazer em pleno domingo chileno. Banhamo-nos na água “caliente”, oriunda dos vários vulcões da Cordilheira, mas quando saímos ficou bem frio. Comemos nosso lanche, nos agasalhamos novamente e rumamos mais para cima com o grupo. Paramos para vislumbrar o visual e depois voltamos, já com o sol querendo se esconder. Na descida da montanha, a saudade foi batendo, vontade de começar tudo de novo, voltar e ficar naquele paraíso silencioso, inóspito, misterioso e tão belo. Paramos novamente em San José del Maipo para comer empanadas e demoramos mais do que o planejado. Já eram quase 22h quando chegamos à Plaza de Armas e voltamos de táxi para o hotel, totalmente revigoradas. Jantamos no restaurante próximo ao hotel, o italiano Picola, muito agradável e de preço justo.

Represa de Yeso
A caminho das Termas del Plomo
Textos: Denise Constantino
Fotos: Carmen Amazonas
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