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Oficinas de Fundos Solidários e Bancos Comunitários

July 30, 2015 1:28 , von Boletim Finanças Solidárias - 0no comments yet | Es folgt noch niemand diesem Artikel.
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Dando seguimento às atividades do dia D das finanças solidárias foram realizadas oficinas sobre Bancos Comunitários de Desenvolvimento e Fundos Solidários.

Na oficina de bancos comunitários, o tema central foi a apresentação da plataforma eletrônica de meios de pagamento – e-dinheiro, ferramenta que está sendo utilizado pela Rede Brasileira de Bancos Comunitários.

O aplicativo foi projetado para funcionar em qualquer telefone celular, tendo ou não acesso à internet, sem restrição de operadora. Basta se cadastrar via rede celular, selecionar os contatos para enviar ou receber dinheiro, e começar a operar imediatamente. Além de transferir valores, outra função do aplicativo é servir como meio de pagamento em estabelecimentos conveniados e entre fornecedores de produtos ou serviços. A plataforma do e-dinheiro vem sendo incorporada à estratégia dos bancos comunitários como uma Moeda Social Eletrônica e o debate girou em torno da função da moeda social e as potencialidades de uma moeda eletrônica, que amplia o alcance do banco comunitário, trazendo mais benefícios para a comunidade onde está localizado o banco comunitário.

Ainda foi discutido sobre a importância de alguns aspectos da metodologia dos bancos comunitários, como o mapeamento da produção e do consumo para identificar o potencial do território, analisando onde o banco pode contribuir para desenvolver esse potencial articulando e orientando.

Vale ainda destacar que o e-dinheiro circulou durante a feira de Santa Maria, coordenado pelo Instituto Palmas. Alguns números sobre a utilização do e-dinheiro chamam a atenção: foram 185 pessoas que utilizaram o aplicativo e fizeram compras na Feira, consumindo em 47 empreendimentos em um total de 1.439 operações realizadas e movimentando um valor de R$ 17.489,00 (dezessete mil quatrocentos e oitenta e nove reais). Para mais informações sobre o e-dinheiro e sobre a circulação da moeda eletrônica na feira pode-se acessar http://www.institutobancopalmas.org.

Já na oficina dos fundos solidários organizado pelas entidades Camp, Cáritas Brasileira, Grupo Esquel, Fundação Vitória Régia e CEA houve um momento de apresentação sobre os conceitos básicos sobre fundos solidários (definido como uma metodologia de gestão e democratização do acesso a recursos monetários e não monetários).

Em seguida a oficina se desenvolveu como um compartilhar experiências. Entre os presentes podemos destacar a Fundação Luterana, entidade de apoio e fomento (fundo de fomento) criada em 2000 e que apoia pequenos projetos de até R$ 15 mil (não reembolsável). A partir de um diagnóstico de que um dos principais problemas era a comercialização, foi criada uma rede de comércio justo e solidário para fomentar os empreendimentos que já acessam o programa de pequenos projetos. Outro fundo presente foi o fundo solidário Bom Viver, de São Leopoldo, que se criou depois de um evento beneficente onde fizeram uma arrecadação para iniciar o fundo. Pretendem formalizar-se enquanto associação e então começar a repassar o dinheiro para os membros.

Também estava presente fundo do Cariri paraibano, que não possuíam nenhum tipo de organização coletiva até a chegada da Articulação do Semiárido (ASA). A partir da necessidade de articular as comunidades para receber o projeto de cisternas, surgiu a associação e o início da articulação coletiva na região.

Também compartilhou sua experiência o fundo UVA, de Tangará da Serra, Mato Grosso, um dos ganhadores do prêmio BNDES de boas práticas em Economia Solidária. Falaram da criação do fundo em 2012 com seis empreendimentos. Depois de estruturados ajudaram a criar outros fundos, como no assentamento Antônio Conselheiro. Podemos citar ainda a participação do Centro de Agricultura Alternativa de Turmalina, em Minas Gerais, onde trabalham com os temas: Acesso e gestão da água, produção agroecológica, comercialização, empoderamento da mulher. Realizam diversas feiras na região e a necessidade de apoio financeiro e técnico que os empreendimentos precisam são fornecidos pelo fundo. O fundo já conta com R$ 300 mil e atende 5 municípios. Acessam o fundo feirantes associados, normalmente individuais ou familiares.


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