Campanha quem são os proprietários do Brasil?
18 de Outubro de 2012, 0:00 - sem comentários ainda<p style="text-indent: 0; margin-bottom: 7px; font-style: italic; text-align: left;">Fonte:Daniel Tygel (<<a href="mailto:dtygel@gmail.com">dtygel@gmail.com</a>>)</p> <img title="Image" src="http://www.fbes.org.br/images/stories/foruns_estaduais/rj/Quem_sao_os_proprietarios_do_Brasil.jpg" border="0" align="left" height="240" hspace="6" alt="Image" width="300" /> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">A partir da questão: <i>Quem manda no capitalismo brasileiro?</i>, o Instituto Mais Democracia e o EITA realizam no dia 25 de outubro de 2012, uma campanha de mobilização, com o objetivo de debater como as grandes empresas/bancos interferem na vida pública, a ser realizado no Circo Voador, a partir das 20h, também com show de El Efecto e Mundo Livre S/A. Abaixo o Manifesto.</p> <h3 class="subtitulo">Quem realmente se beneficia dos recursos públicos?</h3> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Ao fazermos estas perguntas mostramos que não estamos satisfeitos com os limites atuais da política tradicional, das decisões que os governos tomam em nossos nomes.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Se você quer saber as respostas, é porque também não está satisfeito com a formalidade e a superficialidade que caracterizam as políticas públicas e os gastos oficiais.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;"><b>Você também quer Mais controle social sobre o poder econômico.</b></p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;"><b>Você também quer Mais justiça social e ambiental.</b></p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;"><b>Você também quer, enfim, Mais Democracia!</b></p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">E o primeiro passo para alcançar tais conquistas é reconhecer que a democracia no atual sistema político nunca será suficiente se o poder econômico continuar concentrado em poucas mãos, contrariar o interesse da maioria da sociedade e passar por cima dos nossos direitos.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Queremos que a democracia e o sentido republicano que precisa orientar nossas relações sociais alcancem o "andar de cima". É lá onde se realizam os grandes negócios com o dinheiro e com o direito público. Onde as decisões mais importantes para a nossa sociedade, por enquanto, ainda são tomadas.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">O Instituto Mais Democracia foi criado em 2011 para servir de instrumento de pesquisa e de mobilizaçã o da sociedade para, juntos, apontarmos sobre quem realmente manda no Brasil e procurarmos os caminhos para superar esse limite ao exercício da democracia e da república.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">No dia 25 de outubro de 2012, lançaremos uma grande campanha de mobilização, com o objetivo de debater como as grandes empresas/bancos interferem na vida pública, ou seja, na vida de cada um de nós.</p> <h3 class="subtitulo">Como faremos?</h3> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Nossa primeira grande pesquisa, feita justamente para investigar as participações acionárias dos maiores conglomerados econômicos do País, objetiva revelar como eles se conectam e se relacionam entre si e com diferentes instâncias do Estado brasileiro. E, por consequência, como e quando tomam decisões que nos impactam o dia a dia.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Nossos objetivos são:</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Revelar quem são os maiores proprietários do país. Não se trata de listar as maiores empresas em faturamento, mas sim de nomear e fazer um ranking dos controladores destas empresas.</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Expor o relacionamento do Estado brasileiro em aliança com estes proprietários privados, através das estatais e principalmente o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e paraestatais, como fundos de pensão - através de participações societárias, financiamentos e presença em conselhos de administração das empresas controladas.</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Mostrar como estes maiores proprietários financiaram as campanhas nas últimas eleições e qual o retorno que obtiveram, seja em termos do aumento do seu lucro líquido, seja no faturamento graças à contratações públicas.</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Mapear as violações de direitos (principalmente direitos humanos), os passivos sociais e ambientais gerados pelos "proprietários do país". Confrontaremos tais informações com os relatórios de responsabilidade socioambiental das empresas controladas e divulgaremos para a sociedade a farsa por trás de supostas ações de "responsabilidade social".</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Mais do que as informações que serão disseminadas, o importante nesta campanha é chamar a atenção para a necessidade do controle social sobre o poder econômico para desconstruir o atual consenso social criado em torno da necessidade de sempre crescer economicamente, sem considerar os direitos humanos e os custos sociais e ambientais dessa opção, além de insistir na concentração da renda nas mãos de poucos.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Produto desse consenso social de "crescimentismo", aquele que concentra a renda passa a ser visto como benfeitor gerador das riquezas, que precisa de todas as facilidades e garantias para o seu negócio. E, com isso, a pobreza e as violações de direitos se repetem e se perpetuam no atual modelo de desenvolvimento econômico do país.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Esta campanha pretende engajar a sociedade, tanto nas redes sociais, como nas ruas. Esta não é uma missão para apenas uma organização e tampouco tem prazo definido. Queremos provocar, int ervir e interagir, envolvendo as populações diretamente atingidas por grandes projetos econômicos, que ficam extremamente vulneráveis aos abusos do poder econômico.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Como campanha permanente do Instituto Mais Democracia, suas ações e resultados serão construídos de forma solidária e criativa no contexto de sua realização, e sempre seguindo nossos valores fundamentais:</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Ética e transparência</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Participação social</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Autonomia, independência e autogestão</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Vinculação com as lutas sociais e comunitárias</p> <p style="text-indent: 0; margin: 0 0 7px 40px; line-height: 115%; text-align: left;">* Pensamento crítico e autocrítica ..Respeito e valorização da diversidade e das diferenças</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Queremos contar, prioritariamente, com o "espírito jovem", de todos os segmentos sociais, independente da idade, e sim pela capacidade que têm de se indignar, de se encantar, de acreditar e de lutar pela mudança. Sem isso, sabemos que uma tarefa como a aqui proposta não será possível.</p> <p style="text-indent: 25px; margin: 0 15px 7px 5px; padding: 0; text-align: justify;">Por isso, convocamos todos os que desejam e acreditam que podemos e devemos lutar por MAIS DEMOCRACIA, a comparecer no dia 25 de outubro ao seminário e ato público que acontecerá em um local no Centro do Rio de Janeiro, ainda a ser definido. </p>
Edital de seleção para entrevistadores/as para o Mapeamento da Economia Solidária no Rio de Janeiro
8 de Outubro de 2012, 0:00 - sem comentários aindaFonte: UFSJ (www.ufsj.br)
A Universidade Federal de São João del Rei - UFSJ, através do projeto Mapeamento da Economia Solidária da Região Sudeste promove seleção de 10 entrevistadores/as para atuar na pesquisa MAPEAMENTO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA DA REGIÃO SUDESTE na Comissão Técnica Estadual do rio de Janeiro. As inscrições até 10 de outubro.
Acesse o edital: http://e.eita.org.br/maprj
Escola DIEESE abre processo seletivo 2013
4 de Outubro de 2012, 0:00 - sem comentários aindaFonte: DIEESE (www.dieese.org.br)
A Escola DIEESE abre o processo seletivo para o curso superior para o Bacharelad em Ciências do Trabalho. As inscrições vão de 03 de outubro a 12 de novembro. As etapas do processo seletivo estão abaixo:
Primeira etapa: 25/11/2012, das 14h às 18h
* Prova de conhecimentos gerais com questões de múltipla escolha para verificar conhecimentos de Ensino Médio, de acordo com o artigo 44 da Lei no. 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases);
* Redação
Segunda etapa: 03 a 08/12/2012 e 10 a 15/12/2012
* Entrevista baseada no memorial do candidato e na redação elaborada na primeira fase
As inscrições poderão ser feitas no portal da Escola Dieese ou pessoalmente na sede: Rua Aurora, 957 (bairro Santa Ifigênia, em São Paulo, SP), de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.
Acesse o cartaz através: http://e.eita.org.br/escola
Minas Gerais constrói video durante a Plenária Estadual
2 de Outubro de 2012, 0:00 - sem comentários aindaFonte: Por Secretaria do FBES
Os participantes da Plenária Estadual de Minas Gerais, construíram um vídeo através da leitura da Carta Política a Sociedade. zzPara acesso a carta completa acesse: http://e.eita.org.br/cartamg (versão pdf) ou através do site http://cirandas.org/fbes/economia-solidaria-no-brasil/carta-da-v-plenaria-estadual-de-economia-solidaria-de-minas-gerais
Assista o vídeo abaixo:
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O carrocentrismo na mira da crítica industrial
17 de Setembro de 2012, 0:00 - sem comentários aindaFonte: Folha de São Paulo (www.folha.com.br)
14/09/2012 - 06h55
Por Ricardo Abramovay
A condenação do automóvel individual como forma predominante de transporte nas grandes cidades é cada vez mais ampla, incisiva e bem fundamentada. E o mais interessante é que essas críticas começam a tomar corpo no interior da própria indústria.Nos países desenvolvidos, o automóvel é frequentemente comparado ao tabaco, em função de seus efeitos danosos sobre a vida urbana.
É verdade que, em muitos casos, a indústria automobilística empenha-se no uso mais eficiente de energia e de materiais. Mas isso não impede Bill Ford, bisneto do fundador da companhia que leva seu nome, de fazer a constatação fundamental: uma vida urbana melhor é incompatível com o horizonte de que cada família possua dois carros. A Ford tem um plano de mobilidade em três etapas (para um período que vai além de 2025) cujas bases estão, simultaneamente, nos ganhos de eficiência que as tecnologias da informação trarão ao automóvel e, ao mesmo tempo, na perda do poder que ele tem hoje na matriz mundial dos transportes.
A partir de 2025, segundo a empresa, a paisagem dos transportes será outra, com pedestres, bicicletas, veículos individuais e transportes coletivos conectados em rede, com base em poderosos dispositivos digitais.
Da mesma forma que a IBM abandonou a produção de computadores, mas se manteve líder em serviços de informação em rede, a indústria automobilística vai ter que se reinventar.
Foi a mensagem do encontro promovido pela "Audi Urban Future Summit" (Audi) em 2010, no qual personalidades importantes da sociologia mundial como Saskia Sassen e Richard Sennet contribuíram para que fossem colocadas questões decisivas: será que as empresas automobilísticas de hoje produzirão carros no futuro? Isso convém à ambição de melhorar a mobilidade nas grandes cidades?
É verdade que, até aqui, a maior parte do setor tem fechado os olhos a essas perguntas. Um executivo da Volkswagen, diante das cotas de emplacamento adotadas em grandes cidades chinesas, como reação à poluição e aos engarrafamentos no país, não hesitou em declarar que a empresa se dirigiria ao interior e que isso não prejudicaria a expansão de seus negócios. As perspectivas de ganho por parte da indústria são tão grandes que entre cidades sustentáveis e ampliação na frota de automóveis a opção das montadoras deixa, infelizmente, pouca margem a dúvidas.
É muito importante, neste sentido, o documento recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), fruto do excelente estudo levado adiante pela equipe liderada por Sérgio Magalhães, arquiteto, urbanista, professor da FAU/UFRJ e ex-secretário de Habitação do Estado do Rio de Janeiro.
Na apresentação do trabalho, Robson Braga Andrade, presidente da entidade, afirma: "As cidades brasileiras estão parando". Os ambientes urbanos são cada vez mais importantes na inovação, no emprego e em uma vida social mais rica e diversificada e, no entanto, as cidades, apesar de seu extraordinário dinamismo, são incapazes de oferecer horizontes promissores à maior parte dos que nelas habitam.
Na raiz do estrangulamento urbano está a maneira como se formou, no Brasil, o vínculo entre habitação e transportes. Em vez de concentrar o crescimento urbano ao longo dos equipamentos de transportes sobre trilhos, predominantes na primeira metade do século 20, as cidades brasileiras adotaram um caminho duplamente perverso.
Por um lado, promoveram formas de ocupação do espaço habitacional que aprofundou o abismo entre periferias, desprovidas de serviços públicos, com baixa densidade populacional e onde é precária a própria presença do Estado e áreas centrais com força econômica, para as quais é preciso deslocar-se diariamente num esforço extremamente penoso e que consome tempo imenso.
Por outro lado, submeteram-se ao império do transporte motorizado e sobre pneus, capaz de chegar justamente a essas áreas distantes, mas desprovidas das infraestruturas elementares de uma vida urbana civilizada.
De todas as habitações construídas no país, 80% não contaram com qualquer tipo de financiamento formal ou assistência pública. O problema desta autoconstrução, como bem coloca o documento da CNI, é que "a família produz o domicílio, mas só o coletivo produz infraestruturas".
Mesmo que a renda dessas famílias tenha, recentemente aumentado, elas seguem, em sua maioria, distantes dos bens públicos e dos equipamentos coletivos sem os quais dificilmente se pode falar em cidadania. Saneamento precário, transportes de baixa qualidade, dificuldades crescentes com relação à segurança em áreas distantes dos grandes centros, estas são algumas das marcas decisivas das periferias brasileiras.
A elas acrescentam-se os congestionamentos, que comprometem não só a mobilidade dos que têm carros, mas, sobretudo, a dos que dependem desses transportes coletivos de baixa qualidade. Como os congestionamentos são cada vez maiores e atingem número crescente de cidades (e não só as metrópoles), cria-se imensa pressão para que as autoridades resolvam o problema do trânsito, abrindo novas vias que, em pouco tempo, acabam tão intransitáveis quanto aquelas às quais elas tinham, originalmente, a intenção de imprimir maior fluidez.
Transportes coletivos de alta qualidade, financiamento a habitações populares e, ao mesmo tempo, contenção do espalhamento geográfico das cidades, são os três vetores fundamentais para um ambiente urbano capaz de propiciar desenvolvimento a seus habitantes.
Apesar da profundidade do diagnóstico e da criatividade das propostas para enfrentar os problemas urbanos brasileiros, o texto da CNI deixa de levantar justamente a questão central que Bill Ford e os participantes do evento da Audi discutem: continuar aumentando a produção de automóveis individuais, será isso coerente com a inversão das prioridades do planejamento urbano em direção a transportes coletivos de alta qualidade?
O documento faz propostas interessantes à atuação do poder público para ampliar a mobilidade. Mas não é admissível que, diante de constatações tão ricas e bem fundamentadas, as atividades das montadoras sigam de vento em popa, com vasto apoio governamental, como se elas nada tivessem a ver com o colapso das cidades que o estudo de sua representante maior, a CNI, denuncia.
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RICARDO ABRAMOVAY, professor titular da FEA e do IRI/USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, é autor de "Muito Além da Economia Verde", ed. Planeta Sustentável.
twitter: @abramovay
e-mail: abramov@usp.br



