Começa hoje no Rio de Janeiro "II Festival de Economia Solidária"
Agosto 11, 2011 0:00 - no comments yetFonte: Rosemary Gomes
Começa hoje, dia 11 de agosto, e vai até amanhã, o "II Festival de Economia Solidária". O festival, organizado pelo Projeto Rio Ecosol - Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário (SEDES) da cidade do Rio de Janeiro, reunirá empreendimentos de economia solidária dos complexos do Alemão e de Manguinhos, da Cidade de Deus e do Santa Marta.
IBASE celebra seus 30 anos
Agosto 9, 2011 0:00 - no comments yetFonte: www.ibase.br
Para comemorar o seu 30o. aniversário, o Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) organizou um mês de atividades públicas. Entre 9 de agosto e 8 de setembro a Caixa Cultural receberá o evento "Ibase 30".
Entre as ações propostas estão a exposição "Betinho e o Ibase", um ciclo de conferências com convidados que irão debater cidadania e outros temas e uma mostra de filmes sobre reflexões políticas. A entrada é franca. As senhas começarão a ser distribuídas na bilheteria duas horas antes de cada conferência e de cada filme.
Programação completa no site www.ibase.br/pt/2011/08/ibase-comemora-seus-30-anos/
Linhas políticas da formação do/no MST é tema do último dia da formação
Agosto 6, 2011 0:00 - no comments yetPor Secretaria Executiva do FBES
No último dia (05/08) da Oficina Nacional de Formação Política e Economia Solidária, Maria Goreti, da Coordenação da Escola, foi a facilitadora, trazendo as bases sobre a formação política do MST
Para o MST educação popular é formação política, e a política é entendida como tudo que move a vida do indivíduo na sociedade, por isso sua importância para o processo de formação de consciência.
O MST é fruto de um processo histórico, de lutas contra o latifúndio, até desembocar no surgimento de diversas organizações. E compreendem o sentido da luta pela terra como dependente também da mudança na educação, sem educação não existe reforma agrária.
"Palavras chaves como democracia, participação, direitos humanos foram apropriadas pelas elites e temos que recuperá-las no conteúdo transformador que elas são, segundo Florestan Fernandes. Estas palavras não se completam no sistema capitalista, assim como a economia solidária. A formação política tem que desvendar o significado destas palavras e da realidade, se perguntar o que está além das aparências, quais são os processos." Colocou Goreti.
Para o MST a educação é para transformar a sociedade injusta. Segundo Goreti "Nós não queremos migalhas, nem uma sociedade mais justa, porque hoje a sociedade não é justa, apenas com lutas se conquistam os direitos sociais."
A importância de interpretamos corretamente o momento que vivemos é para definir as linhas corretas de construção do futuro. Não somos determinados apenas por nós mesmos, mas por um processo histórico.
Novamente o tema do Estado foi debatido, segundo Goreti: "Não tem como juntar movimento social com estado, é uma contradição. Os objetivos são diferentes, porque o estado é do capital, um sistema que impõe independente do bom funcionário que esteja discutindo conosco." Além disso, complementou: "A formação política tem que estar relacionada internacionalmente, e tem que ser pensado na totalidade da organização", por exemplo, o MST tem Brigadas Internacionalistas em diversos países da America Latina e África.
Outro tema discutido no dia foi a Rede de Educadores nas regiões e construção do PPP (projeto político pedagógico). Cada região deu seus encaminhamentos e como farão as atividades até o segundo módulo desta Oficina Nacional de Formação, previsto para 17 a 21 de outubro deste ano.
Por fim, um bonito momento de encerramento marcou o final desta primeira etapa, com um grande agradecimento a toda a acolhida da Escola dos Trabalhadores.
Em breve será disponibilizado no site do Cfes Nacional o relatório completo da formação: www.cirandas.org/cfes-nacional
40 empreendimentos de economia solidária de Minas Gerais se capacitam para utilizar o Cirandas
Agosto 5, 2011 0:00 - no comments yetFonte: Moradia e Cidadania MG (http://moradiaecidadaniamg.blogspot.com/2011/08/formacao-para-economia-solidaria-rmbh.html)
Teve início no dia 03 de agosto a formação de 40 empreendimentos de economia solidária da RMBH para utilizar o Cirandas
Esta ação é um desdobramento do Projeto Implementação de Estratégia de Formação em Economia Solidária realizado pelo FBES, Ibase e CFES, com o patrocínio do Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania. As formações deste projeto aconteceram entre os meses de março e abril de 2011 em todas as regiões do país. Em Minas Gerais participaram quatro pessoas que após capacitarem os 40 empreendimentos serão Pontos de Apoio Cirandas no estado.
Em parceria com a Ong Moradia e Cidadania, o Ponto de Apoio Cirandas prevê uma a formação com uma carga horária total de 08 horas. Seu objetivo é, além de divulgar o site do Cirandas, apresentar as ferramentas e possibilidades de utilização do sistema. São trabalhados dois momentos principais: a inscrição e configuração do perfil pessoal de cada participante e a ativação do site do empreendimento com todas as suas ferramentas. No atendimento virtual os participantes, além de esclarecerem dúvidas, colocam em prática o que aprenderam.
As turmas foram organizadas com os representantes dos grupos, entre os grupos que participaram das capacitações encontramos desde pessoas que nunca acessaram internet, até representantes de grupos que possuem site, blog e participam de redes sociais.
A Ong Moradia e Cidadania ofereceu a infra-estrutura física e o Laboratório Digital Linux para a realização desta capacitação.
Histórico do capitalismo levantou importantes reflexões no quarto dia da Oficina
Agosto 5, 2011 0:00 - no comments yetPor Secretaria Executiva do FBES

No quarto dia (04/08) da Oficina Nacional o tema do histórico do capitalismo e das lutas sociais foram os foco dos debates, facilitado pelo educador da Escola Nacional Florestan Fernandes Francisco de Pádua.
A atividade se iniciou com sua apresentação: "O capitalismo inicia com a expulsão dos camponeses do campo, concentração nas cidades, mas encerra seu próprio fim, porque conecta as pessoas. Um homem não faz a revolução sozinho, atos unidos é que podem mudar com a consciência de classe."
"No capitalismo temos a liberdade perante a lei, sensação de ser livre quanto mais somos dependentes da mercadoria. O estado tem um papel regulador nisso, enquanto máquina de manuteção e reprodução da desigualdade, com a justiça legitimando a moral capitalista, e a desigualdade social." Neste sentido, colocou-se a questão, até onde podemos ir junto ao estado?
O MST compreende a emancipação como é uma forma de organização social aonde não hajam desigualdades, e a luta imediata não diminui a desigualdade, mostra o conhecimento da desigualdade, os melhorias imediatas não podem se sobrepor a luta maior de mudança da sociedade para o socialismo.
O amor real é de classe
Quem ama luta
Quem luta ama
Os debates sobre o tema ocorreram em grupos, com questões fundamentais para serem refletidas pelo movimento de economia solidária:
1.O conflito ou a luta de classe que acontece atualmente tem sido uma luta aberta ou dissimulada?
2.Qual a alternativa para a classe trabalhadora hoje?
3.O que temos feito até hoje tem dado alternativa para a classe trabalhadora ou são apenas formas paliativas que não alteram a estrutura do capitalismo?
4.Aonde temos que gastar as energias revolucionárias da classe?
Nas reflexões os debates levantaram uma diversidade e complexidade de questões, dentre elas: a falsa sensação de bem estar com o consumo, o crédito, os benefícios sociais que mascaram o conflito social e de classes e dentro disso, não se deixar cooptar por políticas públicas temporárias que freiam a luta; os conflitos entre a teoria que não representam a prática cotidiana; a necessidade de manter sentimento de indignação, denúncia e resistência para continuar na luta; o desafio da autonomia política do movimento e do FBES; dificuldade de participação do mundo rural; se unir enquanto classe trabalhadora e unificar o projeto através da articulação dos movimentos populares nacionais e internacionais; a ecosol não pode ser cooptada pelo capitalismo, tem que ser alternativa e não complementação, e para isso precisa intensificar a formação política de base.
Outras questões foram levantadas, como: quais mecanismos de participação para fortalecer o FBES? Qual nosso método para formar nossos militantes? que cultura cultivar? Há perspectiva junto aos partidos? O EES estão conscientes de que são os protagonistas para transformar o sistema?
Nas contribuições do MST foram colocadas o conceito de movimento social como aquele com um projeto que olha para frente, com projeto político, que tenha organização, que se reconheça e organize sua luta. A análise sobre o estado tem que se manter crítica, assim como a mudanças dentro da perspectiva dos partidos políticos, que hoje se focam mais na disputa eleitoral, sem expressar um projeto político.
Ao final do dia, um simbólico casamento entre o MST e a economia solidária foi momento de descontração e representação da união de forças.
Nos momentos culturais, o cordelista presente Edigar contribuiu com um cordel sobre o dia anterior da Oficina:
Vo fala in pureza Puxando pela inspiração Dizendo o que qui aconteceu Onte numa reunião Cum tanta muié bunita Falando pro povão
Bicho besta é o matuto Eu tava no mei daquele povo sabido Vendo eles falar Um negócio bem cumprido Eu como num sabia nada Fiquei só de ovido
Uma tá de políiia púbrica Muitos começaro discusar Tinha uma pessoá lá do sítio Otos era da capitá Uns intendia alguma coisa Otos num quisero falar
Uma muié falava pro medonho Ota começava cantá Uma falava de rede Eu pensava que era de deita Oto falava de conomia E eu só fazia iscutá
Vei uns home importante Muito bem studado Falava umas estranha Eu nunca tinha escutado Vi quando uma moça se spoletô Parecendo um leão infezado
Eita muierada braba As que vi onte aqui Uma tá de pimenta Parecia um boi no giqui Quando tá muito brabo Queremos se scapulir
Uma tá de Catarine Viro uma fera valente Spoleto-se também Katiucia pula lá na frente Das Alagoa grito Neno Assanhado que só um jumento
Jaqueline mostrava um pape Com alguma coisa escrita Rosana botava a mão na cara Tatiana baixa a vista Lidia oiava prum lado e outro E os home baixando a crista
Dizem que japonês Tem os oi apertado Mas onte vi uma tá de Keiko Com os zoi arregaldado E Tide no canto da parede Ficava bem de bico fechado
Ontem o povo tava brabo Com o qui foi falado Os homi sabido Ficaro mei maguado Mai o povo resistiu Pro num ter concordado
Querendo apaziguá Penha aparece sem demora Pedindo disculpa aos homi Mai o povo sem demora Asseguro sua fala E os cara foro imbora
Gente peço desculpa a todos Por está brincando É uma forma de discontrair E continuarmos caminhando Fazendo essa economia Que aos poucos esta chegando Pois é através dos debates Que vamos nos apropriando E fortalecendo este movimento Que um grande espaço esta conquistando
(Edigar, o abençoado)



