Oficina TIC Economia Solidária 2011 ensina informática básica e Cirandas aos EES
February 27, 2012 0:00 - Pas de commentaireFonte: Mônica Coelho (monica.coelho@petrobras.com.br)
Em dezembro passado encerramos a edição da Oficina TIC Economia Solidária 2011, experiência realizada no Rio de Janeiro, capital. Tratou-se de um curso de informática básica para membros de empreendimentos de economia solidária atendidos pelo NEATES-RJ (Núcleo Estadual de Assistência Técnica a Empreendimentos Solidários).
Trabalhadores da gerência de tecnologia da informação e telecomunicação (TIC) da Petrobras foram os instrutores e monitores do curso. A oficina é uma das ações do comitê de voluntariado da TIC que objetiva o engajamento dos trabalhadores no tema da inclusão digital. As ações fazem parte do Programa de Voluntariado Corporativo da Petrobras.
Resultados
O curso atendeu 16 alunos de 14 empreendimentos, forneceu certificados e doou computadores. Dos 16 alunos, 14 conseguiram a quantidade mínima de presenças (70%) e receberam certificado. Foram 10 encontros de 4h, somando 40h, durante os meses de setembro, outubro e novembro. As aulas eram realizadas uma vez por semana, a pedido dos alunos, que tem dificuldade de estar presentes mais de uma vez por semana. Eles são de diversos pontos da região metropolitana do Rio de Janeiro: capital, Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita e Pedra de Guaratiba. Os alunos aprenderam editor de texto, planilha eletrônica, a utilização de correio eletrônico e internet, além da parte social e econômica do Cirandas.net. Todos os 8 empreendimentos que tinham código de ativação foram ativados no Cirandas.net. Os demais foram orientados sobre o processo. Foram feitas doações para todos os empreendimentos e também para os bancos comunitários de Saracuruna e Preventório e para o quiosque de Economia Solidária de Copacabana.
Avaliação
Pesquisas feitas com os instrutores e alunos apontaram satisfação em participar do curso. Todos os instrutores respondentes disseram que participariam novamente da ação. Além disso, disseram ter conseguido desenvolver competências tais como: trabalho em equipe; iniciativa; criatividade e inovação; aprendizado e compartilhamento do conhecimento; lidar com a diversidade e capacidade de cooperar. Os gerentes, responsáveis por autorizar os trabalhadores (as atividades são realizadas no horário comercial), também tem se mostrado satisfeitos com as ações nas pesquisas. O comitê de voluntariado da TIC realizada outras ações de inclusão digital, sempre com a autorização dos gerentes. A totalidade dos gerentes respondentes tem dito que autorizaria novamente a participação e que a produtividade não foi afetada ou que até aumentou. O retorno dos alunos, por sua vez, também foi bastante positivo. Eles disseram considerar o tema de suma importância e elogiaram muito a dedicação, paciência e atenção dos instrutores. Apesar do bom retorno de todos os envolvidos, foram levantados alguns problemas a serem tratados para a edição de 2012: turma desnivelada; carga horária pequena; ritmo um pouco acelerado e algumas questões com o material didático.
Parceiros Essa ação, que uniu pessoas de realidades tão diferentes, que trabalham de forma tão diferente, sob modelos econômicos tão distintos, acabou formando uma ciranda de aprendizado, solidariedade e cooperação. Acontece que essa ciranda não é só dos alunos e instrutores não! Os parceiros, foram fundamentais! O relacionamento entre os parceiros, que se deu com amizade, cooperação e respeito, também foi essencial para que tudo corresse bem. O comitê de voluntariado da TIC, por meio de Programa de Voluntariado da Petrobras, além de disponibilizar os instrutores, forneceu também lanche, transporte, pendrive e material didático. Além disso, disponibilizou trabalhadores para preparar e catalogar as máquinas que foram doadas. Foi um episódio muito interessante, pois não havia líder nem coordenador. Os trabalhadores se auto-organizaram para realizar a tarefa, que foi cumprida com muita eficiência. O NEATES, implementado pelo CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável), foi o responsável pela seleção de alunos e articulação com os emprendimentos. O colégio Graham Bell, que é uma cooperativa de professores, elaborou o material didático, cedeu o laboratório de informática e suporte às máquinas. A doação de computadores foi feita pelo escritório de advocacia TRENCH ROSSI E WATANABE, que funciona no Centro do Rio de Janeiro. O processo foi intermediado pelo grupo PC VIDA, que atua com resíduos eletrônicos e doação de máquinas usadas. Tivemos ainda parceiros na capacitação dos instrutores: para metodologia de inclusão digital, contamos com o LIpE - Laboratório de Informática para Educação da UFRJ; no tema Economia Solidária, com a IEES (Incubadora de Empreendimentos de Economia Solidária) da UFF e no Cirandas.net, com a CEDAC. Para completar essa rede de parcerias, tivemos a participação do Daniel Tygel, ex-secretário executivo do FBES e do Alan Tygel, que nos ajudaram dando suporte no Cirandas.net. É por todo esse resultado - cuja melhor parte é intangível - que vamos repetir a dose em 2012. Estamos prevendo uma edição em dois módulos: um módulo de informática básica para alunos com nenhum ou quase nenhum conhecimento em informática e no 2o. semestre, um módulo mais avançado, com planilha e o Cirandas.net. Esperamos poder escrever outro artigo nesse espaço, comemorando novamente. Para concluir, reproduzimos aqui a fala do nosso colega Antony Devalle, um dos coordenadores do comitê de voluntariado da TIC, que participou da entrega dos certificados. Ele enfatizou que, por mais importante que seja o avanço da economia solidária em empreendimentos de pequeno porte e em setores como o artesanato, a agricultura, reciclagem e afins, é necessário lutar para que os empreendimentos de grande porte e, de modo mais amplo, os setores mais estratégicos passem a fazer parte da economia solidária, para que o movimento ganhe força e se torne, de fato, uma alternativa real à economia hegemônica.
Coordenação do comitê de Voluntariado da TIC
Outras iniciativas do Comitê de Voluntariado da TIC da Petrobras envolvendo o Cirandas:
* Oficina Cirandas em 2010 - http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5555&Itemid=62
* Oficina Cirandas a distância (em andamento) http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6602&Itemid=62
Oficina TIC Economia Solidária 2011 ensina informática básica e Cirandas aos empreendimentos
February 27, 2012 0:00 - Pas de commentaireFonte: Mônica Coelho (monica.coelho@petrobras.com.br)
Em dezembro passado encerramos a edição da Oficina TIC Economia Solidária 2011, experiência realizada no Rio de Janeiro, capital. Tratou-se de um curso de informática básica para membros de empreendimentos de economia solidária atendidos pelo NEATES-RJ (Núcleo Estadual de Assistência Técnica a Empreendimentos Solidários).
Trabalhadores da gerência de tecnologia da informação e telecomunicação (TIC) da Petrobras foram os instrutores e monitores do curso. A oficina é uma das ações do comitê de voluntariado da TIC que objetiva o engajamento dos trabalhadores no tema da inclusão digital. As ações fazem parte do Programa de Voluntariado Corporativo da Petrobras.
Resultados
O curso atendeu 16 alunos de 14 empreendimentos, forneceu certificados e doou computadores. Dos 16 alunos, 14 conseguiram a quantidade mínima de presenças (70%) e receberam certificado. Foram 10 encontros de 4h, somando 40h, durante os meses de setembro, outubro e novembro. As aulas eram realizadas uma vez por semana, a pedido dos alunos, que tem dificuldade de estar presentes mais de uma vez por semana. Eles são de diversos pontos da região metropolitana do Rio de Janeiro: capital, Duque de Caxias, Nilópolis, Mesquita e Pedra de Guaratiba. Os alunos aprenderam editor de texto, planilha eletrônica, a utilização de correio eletrônico e internet, além da parte social e econômica do Cirandas.net. Todos os 8 empreendimentos que tinham código de ativação foram ativados no Cirandas.net. Os demais foram orientados sobre o processo. Foram feitas doações para todos os empreendimentos e também para os bancos comunitários de Saracuruna e Preventório e para o quiosque de Economia Solidária de Copacabana. ||Avaliação
Pesquisas feitas com os instrutores e alunos apontaram satisfação em participar do curso. Todos os instrutores respondentes disseram que participariam novamente da ação. Além disso, disseram ter conseguido desenvolver competências tais como: trabalho em equipe; iniciativa; criatividade e inovação; aprendizado e compartilhamento do conhecimento; lidar com a diversidade e capacidade de cooperar. Os gerentes, responsáveis por autorizar os trabalhadores (as atividades são realizadas no horário comercial), também tem se mostrado satisfeitos com as ações nas pesquisas. O comitê de voluntariado da TIC realizada outras ações de inclusão digital, sempre com a autorização dos gerentes. A totalidade dos gerentes respondentes tem dito que autorizaria novamente a participação e que a produtividade não foi afetada ou que até aumentou. O retorno dos alunos, por sua vez, também foi bastante positivo. Eles disseram considerar o tema de suma importância e elogiaram muito a dedicação, paciência e atenção dos instrutores. Apesar do bom retorno de todos os envolvidos, foram levantados alguns problemas a serem tratados para a edição de 2012: turma desnivelada; carga horária pequena; ritmo um pouco acelerado e algumas questões com o material didático.
Parceiros Essa ação, que uniu pessoas de realidades tão diferentes, que trabalham de forma tão diferente, sob modelos econômicos tão distintos, acabou formando uma ciranda de aprendizado, solidariedade e cooperação. Acontece que essa ciranda não é só dos alunos e instrutores não! Os parceiros, foram fundamentais! O relacionamento entre os parceiros, que se deu com amizade, cooperação e respeito, também foi essencial para que tudo corresse bem. O comitê de voluntariado da TIC, por meio de Programa de Voluntariado da Petrobras, além de disponibilizar os instrutores, forneceu também lanche, transporte, pendrive e material didático. Além disso, disponibilizou trabalhadores para preparar e catalogar as máquinas que foram doadas. Foi um episódio muito interessante, pois não havia líder nem coordenador. Os trabalhadores se auto-organizaram para realizar a tarefa, que foi cumprida com muita eficiência. O NEATES, implementado pelo CIEDS (Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável), foi o responsável pela seleção de alunos e articulação com os emprendimentos. O colégio Graham Bell, que é uma cooperativa de professores, elaborou o material didático, cedeu o laboratório de informática e suporte às máquinas. A doação de computadores foi feita pelo escritório de advocacia TRENCH ROSSI E WATANABE, que funciona no Centro do Rio de Janeiro. O processo foi intermediado pelo grupo PC VIDA, que atua com resíduos eletrônicos e doação de máquinas usadas. Tivemos ainda parceiros na capacitação dos instrutores: para metodologia de inclusão digital, contamos com o LIpE - Laboratório de Informática para Educação da UFRJ; no tema Economia Solidária, com a IEES (Incubadora de Empreendimentos de Economia Solidária) da UFF e no Cirandas.net, com a CEDAC. Para completar essa rede de parcerias, tivemos a participação do Daniel Tygel, ex-secretário executivo do FBES e do Alan Tygel, que nos ajudaram dando suporte no Cirandas.net. É por todo esse resultado - cuja melhor parte é intangível - que vamos repetir a dose em 2012. Estamos prevendo uma edição em dois módulos: um módulo de informática básica para alunos com nenhum ou quase nenhum conhecimento em informática e no 2o. semestre, um módulo mais avançado, com planilha e o Cirandas.net. Esperamos poder escrever outro artigo nesse espaço, comemorando novamente. Para concluir, reproduzimos aqui a fala do nosso colega Antony Devalle, um dos coordenadores do comitê de voluntariado da TIC, que participou da entrega dos certificados. Ele enfatizou que, por mais importante que seja o avanço da economia solidária em empreendimentos de pequeno porte e em setores como o artesanato, a agricultura, reciclagem e afins, é necessário lutar para que os empreendimentos de grande porte e, de modo mais amplo, os setores mais estratégicos passem a fazer parte da economia solidária, para que o movimento ganhe força e se torne, de fato, uma alternativa real à economia hegemônica.
Coordenação do comitê de Voluntariado da TIC
Outras iniciativas do Comitê de Voluntariado da TIC da Petrobras envolvendo o Cirandas:
* Oficina Cirandas em 2010 - http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5555&Itemid=62
* Oficina Cirandas a distância (em andamento) http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6602&Itemid=62
Seminário Tecnologia Social e Economia Solidária: construindo a ponte
February 24, 2012 0:00 - Pas de commentaireFonte: Lais Fraga (laisfraga@gmail.com)
Construir a ponte, no sentido de elaborar políticas públicas, é essencial para produzir o suporte cognitivo - a Tecnologia Social - necessário para tornar sustentável no plano econômico, social, cultural e ambiental, a Economia Solidária. Usando uma analogia que, embora equivocada, é útil, vamos entender o pilar Tecnologia Social como aquele que "oferece" o conhecimento tecnocientífico necessário para consolidar outro - o da Economia Solidária. E, este, como o que "demanda" desse conhecimento.
Coerentemente com os objetivos do Grupo de Análise de Políticas de Inovação (GAPI), o Seminário visa desenhar políticas relativas às áreas de Educação e de C&T para fortalecer esses dois pilares. Isto é, para fomentar atividades de ensino e pesquisa em Tecnologia Social em instituições públicas e no âmbito dos empreendimentos solidários - pilar Economia Solidária - que realizam atividades de produção de bens e serviços que a demandam.
Encontro Nacional de Pesquisadores em Gestão Social aborda economia solidária
February 23, 2012 0:00 - Pas de commentairePor Amanda Fraga (amandafraga_@hotmail.com)
É com grande alegria que convidamos todos a participar do VI ENAPEGS- Encontro Nacional de Pesquisadores em Gestão Social, que ocorrerá na PUC São Paulo, nos dias 21, 22 e 23 de maio próximo.
O evento destina-se a interessados em formas de gestão dialogadas, mobilizadoras e inclusivas. O termo "gestão social" refere-se a ideia de que não e apenas a questão da eficiência que importa, mas os impactos da gestão nas pessoas, na sociedade e no ambiente em geral. É uma grande oportunidade de encontrar pesquisadores, estudiosos e profissionais com experiencias em sustentabilidade nas organizações, gestão de empreendimentos cooperativos e solidários, movimentos sociais, gestão e politicas publicas, inovação social entre outros temas.
Acesse http://www.pucsp.br/enapegs
A data Limite para submissões de trabalhos, relatos de práticas e pesquisas é até 4 de março.
Os trabalhos serão divididos em 6 eixos temáticos, quais sejam:
1) Economia Solidária e Cooperativismo
2) Gestão Social, Políticas Públicas e Território
3) Movimentos Sociais na Construção da Democracia
4) Ensino, Pesquisa e Extensão em Gestão Social
5) Sustentabilidade, Mercado e Sociedade
6) Inovações e Tecnologias Sociais
Os melhores artigos do congresso e de cada Eixo temático serão encaminhados para fast track em diversas revistas.
Este ano, a organização esta sendo feita por uma parceria entre PUCSP, RGS, EACH-USP e a FEI.
Mais informações: enapegs2012@pucsp.br
Economia Verde x Economia Solidária
February 8, 2012 0:00 - Pas de commentairePor Lívia Duarte
"Rumo à Rio+20: Por uma outra economia"
Em 2001, o dicionário Houaiss não dava nenhuma notícia do que poderia ser "economia verde" - ao contrário da economia de escala, de guerra, de mercado, de palitos, dirigida, doméstica e muitas outras. Ainda agora, passados 10 anos, o conceito não pode ser compreendido com a clareza dos dicionários.
No entanto, já faz parte de documentos da ONU, acompanhados ou não da definição necessária aos conceitos que determinarão nosso jeito de viver. O documento "zero" da Rio+20 é um bom exemplo: o adjetivo "verde" acompanha o substantivo "economia" quase 40 vezes, em 20 páginas. No entanto, não achamos ali a definição para o novo conceito.
As possíveis definições constam em outras peças diplomáticas e no discurso de corporações e governos. E não parecem apontar para um modo de viver radicalmente diferente do atual, mas para o aprofundamento da forma de produção e consumo dominante no mundo, que gera desigualdades entre países e povos, além de múltiplas crises, como a ambiental.
Pablo Sólon, que foi embaixador da Bolívia na ONU, lembrou que no momento da convocatória, a Rio+20 deveria ter sido, fundamentalmente, um espaço de avaliação dos avanços de cumprimento da Agenda 21 (acordada na Eco 92) e, quem sabe, motivadora de seu fortalecimento.
A economia verde, no primeiro momento, era um tema em discussão. Algo secundário. Por pressões de diversos atores, especialmente países da União Europeia, se transformou em central - mesmo, segundo Sólon, não tendo aceitação unânime entre as nações.
Na opinião dele, a falta de definição do termo "economia verde" para a Rio+20 é um enorme risco. E não considera que estejamos falando apenas de um novo slogan: "Os entusiastas dizem que economia verde é tudo: separar o lixo, indústrias limpas, estar com Pachamama, vender créditos de carbono, tudo isso pode ser economia verde. E por isso não definir esta economia no documento. Se aceitamos isso, assinamos um cheque em branco", avalia o ex-embaixador, explicando que a Rio+20 não será o lugar de fechar tratados.
"O que querem é o mandato para formular a arquitetura institucional necessária a criar este mercado de bens intangíveis. Depois, o processo vai se dar praticamente sozinho", vaticina. E segue: "Se não temos uma posição categórica de repúdio à economia verde seremos cúmplices do lançamento de um dos maiores negócios de roubo da natureza que será lançado no Rio de Janeiro, em junho. É muito complicado porque há muitos interesses e um mercado multimilionário que não vai resolver nada, mas eles esperam, vai reverter as taxas decrescentes de lucro do sistema capitalista".
E foi em busca de uma "outra economia" que representantes de entidades e movimentos sociais "críticos à economia verde" se reuniram no seminário "Rumo à Rio+20: Por uma outra economia" *.
Além de expor alguns elementos que os fazem "críticos", concluíram que para encontrar um novo modo de viver não é preciso sair do zero. Como sintetizou Maria Emília Pacheco, da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), não faltam práticas à margem da hegemonia, além de conceitos em construção - o bem-viver, os bens-comuns, o decrescimento -; valores sendo reforçados, como a justiça ambiental; e lógicas que não se regem pela subordinação direta, como a economia do cuidado - para a qual apontam as feministas - e a economia da reciprocidade, seguida por comunidades tradicionais e camponesas ao redor do globo.
Também a insurgência de novos direitos, estes coletivos, em oposição aos mecanismos de propriedade privada ou intelectual, podem ser levados em conta, somados aos direitos dos agricultores, dos povos e da natureza (como já figura em duas constituições latino-americanas).
O desafio, portanto, estará em tornar visíveis práticas tão plurais quando um encontro mundial do tamanho da Rio+20 aponta, exclusivamente, para a velha economia que vivemos, agora pintada de verde.
* O seminário "Rumo à Rio+20: Por uma outra economia" for organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), ASPTA - Agricultura Familiar e Agroecologia; Fase - Solidariedade e Educação; FBSSAN - Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional; FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária e Núcleo Amigos da Terra Brasil e SOF - Sempreviva Organização Feminista.
* Texto [resumido] extraído do site www.fase.org.br.
Fonte: Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase)



