Prefeitura de São Paulo e Ministério do Trabalho firmam acordo para projetos de economia solidária
11 de Abril de 2014, 10:48 - sem comentários aindaFonte: http://www.cooperativismo.org.br/cooperativismo/noticias/noticia.asp?id=25258
A Prefeitura e o Ministério do Trabalho firmaram acordo para projetos relacionados à economia solidária na cidade de São Paulo. O investimento do Governo Federal será de R$ 13 milhões. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (8) pelo ministro Manoel Dias, ao lado da prefeita em exercício Nádia Campeão, durante o encerramento da Conferência Municipal de Economia Solidária, na sede da Prefeitura, no Centro.
O investimento é dividido em três convênios distintos: o primeiro, firmado com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social (Smads) no valor de R$ 5 milhões com contrapartida de R$ 500 mil, tem o objetivo de promover o empoderamento da população em situação de rua, dentro do Programa Nacional Juventude Viva. Outro investimento, assinado com a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), visa promover a inclusão socioeconômica de 1,4 mil catadores de material reciclável, com mais R$ 5 milhões e também contrapartida de R$ 500 mil. O terceiro convênio (R$ 2 milhões), firmado com o Instituto Integra, que atuará na cidade, tem como foco promover uma rede de cooperativas sociais de saúde mental.
"Esses são recursos que levam a organizar a sociedade civil, dando a ela consciência política para que ela faça a opção e o rumo que ela quer dar ao seu País. O Ministério do Trabalho já investiu na cidade em torno de R$ 65 milhões somente em 2013 e ainda há mais recursos disponíveis para que a gente continue nesse caminho", afirmou o ministro Manoel Dias.
A Conferência Municipal de Economia Solidária aconteceu durante todo o dia, reunindo mais de 100 representantes de movimentos sociais ligados à população em situação de rua, catadores de materiais reciclável, cooperativas e o setor de saúde. Foram discutidas propostas relacionadas ao tema para que as experiências sejam levadas para 3a. Conferência Nacional de Economia Solidária (Conaes), que acontecerá entre 26 e 29 de novembro, em Brasília. Um dos principais pleitos dos conferencistas em âmbito municipal é a criação de uma política municipal integrada e específica para a economia solidária.
"Fazer o encerramento dessa conferência aqui na sede da Prefeitura é também uma forma de mostrar para vocês que, daqui em diante, vamos nos alinhar para eliminar qualquer tipo de obstáculo e dificuldades que possa haver entre a administração e o segmento que se dedica ao desenvolvimento de políticas públicas à economia solidária", disse a prefeita em exercício, Nádia Campeão. Ela lembrou que somente no ano passado foram realizadas nove conferências municipais de assuntos diversos e novos conselhos municipais foram criados, como os da Cidade, Participativo Municipal e Transportes.
"A liberdade e a igualdade só se conseguem em um âmbito e ambiente de solidariedade e de autonomia financeira. Por isso, vamos trabalhar essa parceria com o Governo Federal nessa linha de concretização do direito a solidariedade e de autonomia financeira dessas pessoas da juventude e população em situação de rua para que conquistem a autonomia financeira", disse a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Luciana Temer.
O secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, destacou projetos voltados para os catadores contidos no Plano Municipal de Resíduos Sólidos, como a contratação de 22 cooperativas de catadores conveniadas para fazer a triagem e vender os materiais. Atualmente, apenas 1,8% das 11 mil toneladas de resíduos são recicladas por dia e o plano prevê passar para 10%. "Vamos fazer um trabalho para cadastrar os catadores avulsos, que são muitos, fazendo a coleta na cidade e que muitas vezes são explorados e a sociedade não tem um olhar para eles", disse.
Catadores
A Prefeitura de São Paulo abrirá espaço para que catadores de materiais recicláveis e comerciantes ambulantes tenham espaço e possam atuar durante a Copa do Mundo de 2014. As cooperativas de catadores cadastradas farão o recolhimento de todo o material reciclável nos cinco pontos de exibição pública dos jogos, que reunirão 90 mil pessoas, além da Fifa Fan Fest, que acontecerá no Vale do Anhangabaú e prevê 40 mil espectadores. O município ainda negocia para que os catadores atuem também na Arena Corinthians, que receberá o jogo de abertura do evento no dia 12 de junho e outras cinco partidas.
O comércio ambulante também atuará normalmente durante o período da Copa. Os comerciantes que possuem Termo de Permissão de Uso (TPU) continuarão atuando nos locais cadastrados, sem interferência durante o mês de evento. O município negocia com patrocinadores e com o comitê organizador para que um número de comerciantes seja selecionado para atuar também nas exibições públicas espalhadas pela cidade e na Fan Fest.
O anúncio foi feito pela prefeita em exercício e coordenadora da SPCopa, Nádia Campeão, em apresentação aos moradores da Subprefeitura do Itaim Paulista das ações e medidas tomadas para a Copa do Mundo. O evento foi realizado no Centro Educacional Unificado (CEU) Parque Veredas. "Muitas pessoas questionam sobre o que vai mudar para os ambulantes. Não vai mudar nada. Os trabalhadores com TPU poderão continuar a atuar nos seus lugares como sempre e, ainda, negociamos para selecionar um número para atuar no entorno dos locais de exibição pública. A mesma oportunidade será dada às cooperativas de catadores", afirmou.
Minas Gerais realiza Conferência Regional na Zona da Mata
9 de Abril de 2014, 10:32 - sem comentários aindaFonte: Enviado por Vinícius Monteiro Nascimento (viniguns@gmail.com)
A equipe da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFV e o Fórum Regional de Economia Popular Solidária da Zona da Mata Mineira realizam nos dias 5 e 6 de abril, na Universidade Federal de Viçosa, a "III Conferencia Regional de Economia Popular Solidária: Construindo um plano Nacional da Economia Solidária" para defesa e promoção do direito de produzir e viver de forma associativa e sustentável. Estiveram presentes gestores públicos da região, representantes de empreendimentos de nove municípios da Zona da Mata Mineira, sendo eles Viçosa, Cajuri, Juiz de Fora, Leopoldina, Guarani, Bias Fortes, Cataguases, Matias Barbosa e Ubá. O evento contou também com a presença do Pró-reitor de Extensão e Cultura da UFV, Gumercindo Souza Lima, e apoio das entidades Educação, Informação e Tecnologia para Autogestão (EITA), Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), Fórum Mineiro de Economia Popular Solidária (FMEPS) e da Cooperativas de Deficientes Físicos (COOPDEF).
As conferências públicas são momentos privilegiados de participação ativa da sociedade nos debates sobre temas e questões relevantes que dizem respeito às mesmas, oferecendo subsídios para a formulação e avaliação de políticas públicas. As conferências regionais darão subsidio para a conferência Estadual que por sua vez contribuirá na Conferência Nacional. A Conferência Nacional tem o objetivo, de realizar o balanço sobre os avanços, limites e desafios da Economia Solidária; de promover o debate sobre o processo de integração das ações de apoio à economia solidária fomentada pelos governantes e pela sociedade civil; de elaborar planos municipais, territoriais e estaduais de economia solidária e por fim elaborar um plano Nacional de Economia Solidária contendo visão de futuro, diagnóstico, eixos estratégicos de ação, programas e projetos estratégicos e modelo de gestão para o fortalecimento da Economia Solidária no país.
A III Conferência Regional teve como objetivos principais:
I - realizar um balanço sobre os avanços, limites e desafios da Economia Solidária considerando as deliberações das Conferências Nacionais de Economia Solidária; II - promover o debate sobre o processo de integração das ações de apoio a Economia Solidária fomentadas pelos governos e pela sociedade civil; III - elaborar planos municipais, territoriais e estaduais de Economia Solidária; e IV - elaborar um Plano Nacional de Economia Solidária contendo visão de futuro, diagnóstico, eixos estratégicos e modelo de gestão para o fortalecimento da Economia Solidária no país.
Publicado integrantes do Conselho Estadual do RJ
8 de Abril de 2014, 12:41 - sem comentários aindaDivulgado por forumecosolpetropolis@yahoo.com.br
Divulgado as/os conselheiras/os eleitas/os para o Conselho Estadual de Economia Solidária do Rio de Janeiro.
Acesse a publicação em: http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1869&Itemid=99999999
Debate sobre viabilidade e sensibilização de consumo responsável ocorre no Rio de Janeiro
5 de Abril de 2014, 13:44 - sem comentários aindaPor Secretaria Executiva do FBES
O que é a viabilidade no contexto dos Grupos de Consumo Responsável (GCR)? Quais as etapas para consumir um produto, seja ele com uso de intermediários ou diretamente do produtor/a? Qual o cálculo para formar o preço de venda de um produto? Estas e outras questões foram debatidas entre representantes de Grupos de Consumo do país nesta quinta, sexta-feira e sábado, na cidade do Rio de Janeiro.
Em muitas das experiências dos GCR as parcerias para espaço de entrega e a militância para o trabalho de gestão dos coletivos encobrem alguns custos que não são desembolsados, mas existem no fluxo de atuação dos Grupos de Consumo. Tais custos merecem serem conhecidos para a adequada viabilidade e conhecimento da dimensão econômica e da gestão dos GCR.
O preço justo entra neste debate, sendo qualificado como uma busca a ser praticada num mercado injusto e desigual, aonde a plena realização da proposta é um desafio e uma imperfeição. Os princípios e valores de comunicação, transparência, justiça, democracia, entre outros, foram destacados para a prática do preço justo, além do respeito aos trabalhadores e ao meio ambiente este processo de produção, comercialização e consumo. A proposta de financiar a produção dos agricultores familiares e empreendimentos de economia solidária é uma proposta dos GCR que foge da lógica no mercado capitalista, com o desafio de levantar a prática do preço justo junto as políticas públicas, além da sensibilização e conscientização de mais consumidoras/es, tanto urbanas, quanto rurais para o consumo responsável.
Foi destacado que é fundamental realizar atividades formativas com as/es agricultoras/es familiares sobre a compreensão e composição de preço, para consciencização do valor e dos custos de produção e de vendas, facilitando o processo informativo e de autonomia da agricultura familiar e economia solidária.
Neste sentido, a sensibilização e conscientização de sair da lógica do ganha-perde, da concorrência e da exploração nas práticas comerciais e nos fluxos que ela envolve, é um requisito fundamental para expandir e ampliar a prática do consumo responsável, saindo de iniciativas de nicho de mercado e de pequenos grupos isolados. A estratégia da Rede de Grupos de Consumo Responsável é fundamental para isso, para articular, ampliar e fortalecer as iniciativas existentes.
Outro debate levantado foi relativo a formalização destas iniciativas, pois segundo a legislação vigente não é possível formalizar uma cooperativa que seja de consumidoras/es e de produtoras/es ao mesmo tempo. Por outro lado, foi colocado por alguns CGR que a não legalização é também uma forma de protesto perante a estrutura estatal e regulatória existente.
Além disso, a oficina também contou com a visita à separação de produtos perecíveis (verduras, frutas e legumes) e produtos beneficiados da agroecologia e da economia solidária de núcleos da Rede Ecológica e feiras o que permitiu a interação e o conhecimento da experiência na cidade do Rio de Janeiro, num processo rico de troca, mutirão, conhecimento e reforço da proposta.
OIT promove Academia sobre Economia Solidária
4 de Abril de 2014, 6:44 - sem comentários aindaDivulgado por Leandro Morais (lpmorais@gmail.com)
O Centro Internacional de Formação da OIT, com sede em Turim, Itália, está organizando em conjunto com CIRIEC, CESE, FACAMP, BNDES, SEBRAE,SENAES, UNISOL e FecomercioSP a terceira edição da: "Academia sobre a Economia Social e Solidária: para um desenvolvimento inclusivo e sustentável" que se realizará de 28 de julho a 1 de agosto de 2014 em Campinas, SP.
Data limite para inscrição é até 13 de junho de 2014
Este ano, a Academia irá centrar-se especialmente no valor acrescentado das Organizações da Economia Social e Solidária (OESS) em termos de inclusão e sustentabilidade, bem como no papel que a ESS pode desempenhar no debate da agenda de desenvolvimento do pós-2015. A Academia foi desenhada para responder às necessidades e interesses de diferentes participantes: profissionais e atores de entidades da Economia Social e Solidária assim como decisores políticos e parceiros sociais.
A participação na Academia inclui também uma fase de formação a distância articulada em cinco módulos sobre a ESS. O primeiro módulo introdutivo será disponibilizado gratuitamente a todos os interessados no tópico e na Academia. Para mais informações sobre o acesso à plataforma de aprendizagem a distância por favor contatar socialeconomy@itcilo.org
A Academia será realizada em Português, Espanhol e Inglês.
O custo da participação é de 1.500 Euros (inclui o pacote do evento, materiais de formação e seguro). As despesas de alojamento e alimentação, assim como de viagem, NÃO estão incluídas.
Está disponível um número limitado de bolsas parciais, até ao montante máximo de 1.000 Euros.
Para mais informações sobre a Academia, clique aqui: http://www.ilo.org/empent/Eventsandmeetings/WCMS_237666/lang--en/index.htm
Inscrições através do: http://intranetp.itcilo.org/STF/A957031/pt



