Gehe zum Inhalt

Warenkorb

Warenkorb leeren
Einkauf beenden
Gesamt:
Warenkorb anzeigen Warenkorb verstecken
Vollbild Einen Artikel vorschlagen

Notícias da Economia Solidária na região

January 13, 2009 0:00 , von Unbekannt - | Es folgt noch niemand diesem Artikel.
Fonte: site do FBES (www.fbes.org.br)

Muito além do real: Brasil conta com outras 104 moedas

June 16, 2014 5:08, von Unbekannt - 0no comments yet

Fonte: http://www.em.com.br

Image

Às vésperas do 20o. aniversário do real, implantado em 1o. de julho de 1994 com missão de pôr fim à galopante inflação da época, boa parte dos brasileiros não sabe que o país conta com outras 104 moedas reconhecidas pelo Banco Central. Trata-se das chamadas moedas sociais, que circulam em regiões limitadas com objetivo de fomentar a economia de áreas carentes. Em Minas Gerais, há três delas: vereda, que ajuda a movimentar o comércio na pacata cidade de Chapada Gaúcha, no Norte do estado; lisa, implantada em 25 bairros carentes de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri; e esmeralda, que impulsiona o varejo de Melo Viana, o maior distrito de Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte.

A economia gerada pelas moedas sociais é o tema da série de reportagens "Muito além do real", que o Em.com publica a partir de hoje. A primeira moeda social do Brasil surgiu no Conjunto Palmeiras, uma área carente em Fortaleza (CE), em 1998, e foi batizada com o nome de Palmas. Dez anos depois, o dinheiro alternativo ao Real já somavam 51 espécies. Atualmente são 104 - aumento de mais de 100% nos últimos seis anos. As moedas sociais, na prática, são implantadas em áreas em que a ausência de agências bancárias prejudica a economia local, pois as pessoas precisam se deslocar a outras regiões para sacar dinheiro e, geralmente, gastam por lá boa parte do Real.

O papel das cédulas sociais é justamente estimular os consumidores a gastarem o dinheiro perto de casa, fomentando a economia local. Para que o dinheiro alternativo seja criado, porém, a comunidade precisa se organizar e montar um banco comunitário, o qual irá abastecer a população com cédulas emprestadas por meio de linhas de crédito sem juro ou com percentual bem abaixo do praticado no mercado.

Já os comerciantes, como estratégia de estimular os moradores a comprarem na vizinhança, concedem descontos - geralmente de até 10% - a quem consumir produtos com a moeda social. De posse do dinheiro alternativo, os lojistas trocam as cédulas no banco comunitário pelo valor correspondente em reais. É esse ciclo que ajuda a movimentar o comércio em regiões carentes: a compra de produtos e serviços por meio das moedas sociais evita que o dinheiro seja gasto em outras localidades, abrindo vagas de trabalho e melhorando o poder aquisitivo das famílias nas áreas menos abastadas.

O sucesso das moedas inspirou o governo federal a criar, em 2005, a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e levou os vários defensores da economia solidária a criarem, naquele mesmo ano, a Rede Brasileira de Bancos Comunitários. Um dos responsáveis pela entidade é o cearense João Joaquim de Melo Neto Segundo, o criador da Palmas. "Devemos chegar ao fim de 2014 com 150 moedas sociais", informou.

Ele ajudou na implantação das três moedas sociais em Minas. "Em 2013, (o dinheiro alternativo) movimentou o correspondente a R$ 600 mil", comemora João Joaquim. A cifra pode até parecer pequena, mas serviu como mola para impulsionar a economia de muitos bairros, aglomerados, distritos, quilombos e cidades de pequeno porte. É o que ocorreu com o açougue dos irmãos Marcos Antônio e Marcos Roberto Costa, em Melo Viana, distrito de Esmeraldas que conta com 23 bairros, onde circula a esmeralda, implantada no fim de 2012 e com cédulas de 0,50, 1, 2, 5 e 10.

"Nossas vendas subiram cerca de 20%", calculou Marcos Antônio. "Dependendo do valor da compra, concedemos descontos de até 5%", complementou Marcos Roberto. O responsável pelo banco comunitário de lá, João Lopes do Nascimento, explica que a instituição oferece linha de crédito de até 50 esmeraldas às pessoas físicas: "O valor pode ser pago, sem juros, em até duas vezes". Dona Janielle Carina dos Santos, por exemplo, pegou 20 veredas emprestadas para comprar a merenda que a filha levou para a escola. "Eu estava sem dinheiro e como aqui não há agência bancária, não precisei ir a outro lugar para sacar dinheiro", explica.

Dona Cleonice Ferreira, de 46, também é outra moradora do Melo Viana que sempre recorre às notas de esmeraldas. "Compro botijão de gás com as cédulas, pois o comerciante concede um desconto de 10%. É um percentual bom, né. O botijão, que custa R$ 52, é vendido a R$ 47 esmeraldas. E ainda ganho um prazo para pagar ao banco comunitário". A instituição a que ela se refere foi fundada depois de muitos encontros entre moradores e comerciantes. "Começamos o processo de mobilização em 2010. Em 2011, fizemos vários encontros. Em novembro de 2012, inauguramos o banco comunitário e lançamos a moeda", recorda João Lopes, acrescentando que o nome esmeralda é uma homenagem à cidade.

Image

Aliás, o que não faltou foi inspiração para os nomes das 104 moedas sociais que circulam no Brasil, como a arco-íris, que circula em bairros de Rio Branco (AC); a tinharé, em Cairu (BA), a sabiá, em Choró (CE); a lisa, em Teófilo Otoni (MG); e a vereda, em Chapada Gaúcha (MG). Essas últimas duas são o tema da reportagem de amanhã. Quem tiver curiosidade em conhecer o nome de outras moedas sociais no país pode acessar o http://www.institutobancopalmas.org/rede-brasileira-de-bancos-comunitarios/.

PALAVRA DE ESPECIALISTA

Virene Roxo Matesco, professora de MBA em Economia da FGV/Faculdade IBS

"A moeda plena, como o real e o dólar, precisa exercer três funções: meio de troca, padrão de referência e reserva de valor. Já as moedas sociais têm finalidade apenas como meio de troca. Elas circulam numa área limitada, sendo uma espécie de convenção entre os moradores. Elas também sofrem com a inflação, pois a âncora delas, no caso do Brasil, é o real. O aumento (de 104%) no número de moedas sociais pode ser entendido, de forma geral, porque a política do Banco Central, no primeiro mandato do ex-presidente Lula, foi estimular o consumo. Depois dessa primeira 'onda', que requer aumento de renda real acima da inflação e crédito farto, a economia desacelerou. O crédito farto reduziu e a inadimplência cresceu. As pessoas se endividaram e passaram a recorrer às moedas sociais, porque o crédito delas não têm juros ou tem juros baixo. Essas pessoas pagam o crédito (nos bancos comunitários) porque sabem que a própria comunidade (moeda social) é a última instância delas. Se elas não forem leais com a comunidade, as portas se fecham.



Rio define como será plano de apoio à economia solidária

June 11, 2014 13:03, von Unbekannt - 0no comments yet

Fonte: http://www.cafedasquatro.com.br

Apesar de ser uma forma de ocupação antiga, o conceito de economia solidária é relativamente novo, e somente agora estão aparecendo esforços mais concentrados dos gestores públicos para impulsionar esse tipo de prática. No Rio é representada por categorias como pescadores, artesãos, catadores de papel e agricultores.

"É algo que ainda está engatinhando no Brasil, mas desde o ano passado trabalhamos a questão de forma mais profissional. O Conselho Estadual de Economia Solidária, por exemplo, é uma lei estadual de 2008, mas ele só foi regulamentado e instituído em setembro do ano passado", diz Romay.

O secretário diz que exatamente pela falta de políticas públicas sobre o tema, ainda é difícil mapear o universo dos grupos que atuam com economia solidária no Rio. De acordo com um levantamento da Secretaria Nacional de Economia Solidária feito em 2007, havia 617 empreendimentos registrados no estado, contribuindo para o sustento de 160 mil pessoas em 92 municípios.

Coordenadora da associação de costureiras Artesãs da Maré, Clarice Cavalcanti foi uma das pioneiras no assunto no Rio, tendo iniciado o trabalho em 1998. O grupo produz e vende roupas e acessórios.

Ela comemora o avanço das discussões, mas pede um empenho mais perene dos governos. "Lutamos muito para poder mostrar nossos produtos em feiras, mas com uma canetada o prefeito pode derrubar isso. Queremos que seja uma política de Estado", reivindica.

Apoio é necessário

Coordenadora da associação de costureiras Artesãs da Maré, que produz roupas e acessórios, Clarice Cavalcanti afirma que vai reivindicar a inclusão de dois pontos fundamentais no Plano Estadual de Economia Solidária: o acesso ao crédito e a criação de locais para a exposição e venda de produtos.

Uma das ideias do grupo é instituir um fundo para financiar a produção de associações e cooperativas. "Se eu precisar de material para fazer vestidos e vender em uma feira, posso usar o dinheiro do fundo, que terá retornado após o evento, deixando o crédito para outro trabalhador que precise", explica ela.

Ela afirma que outra dificuldade a ser superada é encontrar um ponto físico para comercializar a produção. "Queremos ter um local de vendas, como existe em outros estados. Precisamos de garantia, pois não queremos vender na rua e ter que correr da fiscalização", afirma Clarice.

Apesar dos gargalos, ela avalia que o setor de economia solidária está cada vez mais estruturado. A criação de um conselho estadual foi um grande avanço. "Todas as categorias são organizadas em conselhos, como os médicos e os engenheiros. Agora estamos lá dentro lutando por um marco jurídico, uma legislação específica para a geração de emprego e renda", defende.



FBES realiza reuniões das Macrorregionais Sudeste e Norte

June 10, 2014 12:41, von Unbekannt - 0no comments yet

Fonte: Secretaria-Executiva do FBES

Image

O FBES realizou dois encontros no final de maio e início de junho. Um encontro em Vitória (ES) com a participação de 19 pessoas e outro em Macapá (AP) com participação de 17 pessoas, todos da Coordenação Nacional do FBES.

O objetivo principal do processo é construir as estruturas macrorregionais, conforme deliberação da V Plenária Nacional de Economia Solidária. Além disso, os eventos também debateram a atuação e participação dos fóruns na construção da III CONAES.



FBES realiza reunião da Macrorregional Sudeste

June 10, 2014 12:41, von Unbekannt - 0no comments yet

Fonte: Secretaria-Executiva do FBES

Image

O FBES realizou seu encontro em Vitória (ES) e teve a participação de 19 pessoas da Coordenação Nacional.

O objetivo principal do processo é construir a estrutura macrorregional, conforme deliberação da V Plenária Nacional de Economia Solidária. Além disso, o evento também debateu a atuação e participação dos fóruns na construção da III CONAES.



Rio promove a III Conferência Estadual de Economia Solidária

June 10, 2014 8:41, von Unbekannt - 0no comments yet

Fonte: http://www.agenciario.com/

Image

A Secretaria de Estado de Trabalho e Renda do Estado do Rio - SETRAB - através da Superintendência de Ocupação Renda e Crédito com apoio do Conselho Estadual de Economia Solidária e do Fórum Estadual de Economia Solidária, estará promovendo nesses dias 10 e 11 de junho a III Conferência Estadual de Economia Solidária no Estado do Rio de Janeiro no Salão de Eventos do Hotel Royal Tulip - antigo Hotel Intercontinental (Avenida Aquarela Brasil no. 75, São Conrado - Rio de Janeiro - RJ). A Conferência terá como foco a construção de um Plano Estadual de Economia Solidária. A Abertura da Conferência será nesta dia 10, às 10 horas.

Economia solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza (economia) centrada na valorização do ser humano e não do capital. Tem base associativista e cooperativista, e é voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços de modo autogerido, tendo como finalidade a reprodução ampliada da vida. Preconiza o entendimento do trabalho como um meio de libertação humana dentro de um processo de democratização econômica, criando uma alternativa à dimensão alienante e assalariada das relações do trabalho capitalista.

Além disso, a Economia Solidária possui uma finalidade multidimensional, isto é, envolve a dimensão social, econômica, política, ecológica e cultural. Isto porque, além da visão econômica de geração de trabalho e renda, as experiências de Economia Solidária se projetam no espaço público, no qual estão inseridas, tendo como perspectiva a construção de um ambiente socialmente justo e sustentável; vale ressaltar: a Economia Solidária não se confunde com o chamado "Terceiro Setor" que substitui o Estado nas suas obrigações legais e inibe a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores, enquanto sujeitos protagonistas de direitos. A Economia Solidária reafirma, assim, a emergência de atores sociais, ou seja, a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores como sujeitos históricos.



Kategorien

Comunicação, Organização do movimento, Região Sudeste