UM MOVIMENTO E NÃO UM PRODUTO DE NEGOCIAÇÃO
June 25, 2015 18:55 - Pas de commentaireUM MOVIMENTO E NÃO UM PRODUTO DE NEGOCIAÇÃO:
Penso que não podemos aceitar que pessoa do Prof. Singer e a SENAES sejam pautadas pelo processo em especulação em curso nos bastidores do governo, do contrario isso representa um retrocesso a toda trajetória de lutas e conquistas do conjunto movimento. Tudo que temos e conquistamos até hoje foi fruto de um processo histórico construído coletivamente por meio das plenárias, debate nos empreendimentos, nas redes, nas conferencias, nos nossos fóruns locais e no FBES, partir de amplos diálogos com o conjunto de seguimentos que compõem esse movimento em todo Brasil, e não acredito que uma indicação partidária qualquer terá a capacidade de representar as perspectivas de conquistas pautadas pelo conjunto desses atores. Tenho o entendimento de que se houver necessidade de mudanças na composição ou até mesmo na estrutura da SENAES essa pauta deveria emergir das discussões de base, e os primeiros atores e que deveriam está protagonizando essas discussões deveriam se os empreendimentos juntamente com os seguimentos que estão nas ações de apoio para a construção deste processo, pois essa é a base que fundamenta a nossa existência, defendemos e promovemos como um dos nossos principais princípios a AUTOGESTÃO e sem ela não há sentido de existência da Economia Solidária. Aqui não tem lugar para a cultura patronal, não podemos aceitar imposições, subalternação ou outras formas que na pratica deslegitime as teses que com tanta luta defendemos, pois foi na intensa defesa desta outra economia possível, que conseguimos chegar onde estamos, e isso ainda é muito pouco para o quanto precisamos e queremos avançar enquanto ECONOMIA SOLIDÁRIA no Brasil... Não consigo encontrar uma justificativa plausível para uma eventual intervenção externa neste processo, que a duras penas estamos avançando, nem mesmo diante da necessidade de garantir a famigerada governabilidade, pois entendo que estamos pra além de acordos políticos partidários, não consigo enxergar a proposta de política pública de economia solidária como um produto de negociação partidária. Essa política tem como base as pautas do movimento e precisamos agir como tal, sendo os protagonistas, buscar a convergências, se alguns dos nossos membros estão na zona de conforto, então precisamos acordar já, nos mobilizar, aquecer o debate, primeiramente no sentido de ficarmos coletivamente bem atentos, com clareza do que se apresenta no cenário atual da política brasileira, e ao processo de interferência dele na SENAES, e caso de sinalizações que colidam com os nossos objetivos. "Como militante" deste movimento entendo que precisamos está prontos para pautarmos estratégias de enfrentamento, mostrando nossa cara, nossa força, usando nossas ferramentas populares, criando e socializando alternativas, tecnologias sociais para defender nada mais nada menos do que aquilo que historicamente defendemos “o protagonismo do movimento no processo” a partir fóruns locais, e é claro, representado pela coordenação nacional do FBES, para isso será necessário o amplo apoio das varias organizações que tem incidência e atuam junto ao movimento, partindo deste entendimento, vejo a necessidade de que a Secretaria Executiva do FBES inicie a coordenação de um dialogo necessário com o conjunto de nossa militância social no Brasil, deforma estratégica, para que numa eventual necessidade, juntos encontramos as melhores saídas, com o propósito de se manter a integridade da SENAES e nossa autonomia enquanto movimento no dialogo para continuidade e fortalecimento das ações governamentais de Economia Solidária no Brasil.
Ass. Ronald Seixas - Banco Comunitário ARUAK - Manaus - Amazonas