<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Maria Augusta</title><link>http://cirandas.org/rioambiental</link><description>Conteúdo do(a) Maria Augusta publicado no CIRANDAS</description><item><title>Reunião do Fórum Municipal Lixo e Cidadania do Rio de Janeiro</title><description>#&lt;Proc:0x00006551ecf0f660@/app/app/models/event.rb:110&gt;</description><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 16:05:16 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/rioambiental/blog/reuniao-do-forum-municipal-lixo-e-cidadania-do-rio-de-janeiro</link><guid>http://cirandas.org/rioambiental/blog/reuniao-do-forum-municipal-lixo-e-cidadania-do-rio-de-janeiro</guid></item><item><title>Reunião do Fórum da Baixada de Jacarepaguá</title><description>#&lt;Proc:0x00006551ee1c1e20@/app/app/models/event.rb:110&gt;</description><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 16:02:03 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/rioambiental/blog/reuniao-do-forum-da-baixada-de-jacarepagua</link><guid>http://cirandas.org/rioambiental/blog/reuniao-do-forum-da-baixada-de-jacarepagua</guid></item><item><title>Conscientização Ambiental</title><description>&lt;p&gt;&lt;img class="rg_hi" src="http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRmG5dvoovNO58lfRpmmn-zhjKQ1ic1lPBoL1eWEukAN8-qCB42" height="225" alt="" style="width: 225px; height: 225px;" width="225" /&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 15:33:36 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/rioambiental/blog/conscientizacao-ambiental</link><guid>http://cirandas.org/rioambiental/blog/conscientizacao-ambiental</guid></item><item><title>A Farra dos Sacos Plásticos</title><description>&lt;p&gt;&lt;a name="puloContent" class="sumir"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora.&lt;/h2&gt;
&lt;div class="sumir envieAmigo"&gt;&lt;img src="http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/artigos/midia/imagens/518.gif" alt="q" /&gt;            &lt;img src="/articles/0009/0861/preservacao-ambiental.jpg?1301683147" height="136" alt="Preservacao-ambiental" width="193" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="textoConteudo"&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resina sintética originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Complexo do Alemão, plásticos não biodegradáveis se juntam ao lixo nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água - retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis - e dificultam a compactação dos detritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de anti-ecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mau exemplo: lixão em SP recebe 250 toneladas por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista André Trigueiro é redator e apresentador do Jornal das Dez, da Globonews, desde 1996. Na Rádio Viva Rio AM (1180 kwz ), Trigueiro apresenta o programa Conexão Verde, de segunda a sexta. Nele, aborda temas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O jornalista é pós-graduado em Meio Ambiente pela MEB COPPE/UFRJ (2001).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;cite&gt;Por André Trigueiro&lt;/cite&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 15:30:07 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/rioambiental/blog/a-farra-dos-sacos-plasticos</link><guid>http://cirandas.org/rioambiental/blog/a-farra-dos-sacos-plasticos</guid></item></channel></rss>