<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a)  Rede de educadores em ecosol de alagoas</title><link>http://cirandas.org/rede-de-educadores-em-ecosol-de-alagoas</link><description>Conteúdo do(a)  Rede de educadores em ecosol de alagoas publicado no CIRANDAS</description><item><title>A morte de Kadafi</title><description>&lt;div class="tabs"&gt; &lt;/div&gt;
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&lt;div class="submitted"&gt;qui, 2011-10-27 14:50 — Michelle&lt;/div&gt;
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&lt;li class="vocab-term"&gt;&lt;a href="/category/tipo-de-p%C3%A1gina/an%C3%A1lise" title=""&gt;Análise&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
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&lt;p class="western"&gt;O desrespeito e agressão à soberania dos povos são constantes na política externa dos EUA&lt;/p&gt;
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&lt;p class="western" style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;27/10/2011&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p class="western"&gt;&lt;em&gt;Editorial edição 452 do Brasil de Fato&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Após 8 meses enfrentando os intensos bombardeios promovidos pelas tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o presidente da Líbia Muamar Kadafi foi preso e assassinado no dia 20 de outubro. O acontecimento é o ápice da trama feita pela França, Inglaterra e Estado Unidos para se apoderar das reservas petrolíferas em condições ainda mais favoráveis, lucrar com a indústria bélica, sempre acionada nas crises econômicas do capitalismo, e vislumbrar exorbitantes lucros com a reconstrução do país que eles destruíram.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Como homem e estadista, escreveu o jornalista lusitano Miguel Urbano no dia do seu assassinato, Muamar Kadafi foi uma personalidade complexa, cuja vida refletiu suas contradições. O seu governo, de 42 anos de existência, intercalou períodos de prosperidades socioeconômicas e de identidade com o pan-arabismo com um governo autocrático e, nas duas ultimas décadas, preocupado em abrir a economia e ser bem recebido pelas potências capitalistas do ocidente. De vilão, promotor do terrorismo mundial, assim retratado pela mídia burguesa até os anos de 1990, passou a ser fotografado de braços dados com os principais chefes de Estados do ocidente. Tornou-se um aliado importante na luta contra o terrorismo e, principalmente, contra a migração africana ao continente europeu.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;A guerra liderada pela Otan para derrubá-lo do poder o obrigou a retornar às origens do seu governo, traído pelos aliados do ocidente. Com o tempo o povo líbio, livre das versões editadas pela mídia sediada nos países imperialistas, saberá situar na história o real significado do seu governo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Mas, além do que foi o governo Kadafi , os acontecimentos que iniciaram em fevereiro e culminaram com o assassinato de um chefe de Estado que causou um jubiloso suspiro da Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, frente às câmeras de televisão, outros fatos merecem atenção.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Mais uma vez a ONU virou um joguete nas mãos das potências capitalistas. As primeiras mobilizações populares, na Líbia, surgiram em 15 de fevereiro. Um mês depois, em 17 de março, a ONU deu autorização para os países aliados à Otan intervirem e tomar todas as medidas necessárias para proteger a população civil. Foi a senha para que a Otan iniciasse o genocídio, bombardeando as principais cidades do país. Pode agora a ONU atestar, olhando para os escombros causados pelos bombardeios aéreos, que os milhares de mortos não eram civis? E, se ficar comprovado que a Otan extrapolou a autorização que recebeu, a ONU terá disposição e capacidade para julgar e puni-la? Na Síria, segundo a própria ONU, mais de 3 mil pessoas foram mortas pelo governo ditatorial daquele país. Em nenhum momento a ONU sinalizou adotar a mesma medida que foi fundamental para derrubar Kadafi . Continuar repetindo que seu objetivo era proteger os civis é um exercício de hipocrisia ou pensar que a população mundial é completamente desprovida de inteligência.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Tentar caracterizar essa agressão imperialista nos marcos das lutas populares que caracterizam a Primavera Árabe é outro acinte à inteligência humana. As revoltas populares que derrubaram os governos ditatoriais da Tunísia e do Egito, e que se espalharam por todo o Oriente Médio e norte da África, se caracterizaram por manifestações massivas e que primaram pela resistência pacífica. A Otan aproveitou-se das diferenças e conflitos existentes entre as etnias líbias para dar um caráter popular à sua ofensiva contra Kadafi . Os rebeldes antikadafistas mais pareciam personagens saídos do filme Mad Max, como escreveu o jornal britânico Daily Mail. Eram soldados e mercenários contratados, treinados e armados pela Otan. Hoje, fortemente armados. Esse contingente de mercenários será combustível para que o conflito, a violência, os assassinatos e o medo junto à população continuem existindo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Agora, frente à reação da opinião pública mundial, a ONU pede que sejam investigadas as circunstâncias em que ocorreu o assassinato do presidente líbio. O governo provisório, o Conselho Nacional de Transição (CNT), afirma que fará a investigação. Há dúvidas se foi mesmo um assassinato, depois de estar preso, desarmado e imobilizado? Falta então encontrar os responsáveis. Para ambos, ONU e CNT, é necessário apenas um espelho e visitar Londres, Paris e Washington para encontrar os que estão com as mãos sujas de sangue do povo líbio.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;Dois dias antes do assassinato, em Trípoli, Hillary Clinton disse aos estudantes líbios que esperava que Kadafi fosse logo preso ou morto. Ou seria o desejo de vê-lo preso e morto? Foi assim com o ex-aliado, agente da CIA Manuel Noriega, presidente do Panamá deposto e mantido preso incomunicável nos EUA desde 1990. Saddan Hussein, serviçal dos EUA nas guerras contra os curdos e o Irã, foi deposto da presidência do Iraque, julgado por funcionários estadunidenses, sem direito a defesa e enforcado de forma vil. Agora, foi a vez de Kadafi . Assim, não faltam exemplos recentes que atendem os desejos da atual Secretária de Estado dos Estados Unidos.&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;O desrespeito e agressão à soberania dos povos é são constantes na política externa dos EUA. Julgam-se a maior democracia do planeta porque a cada cinco anos trocam a bunda que senta na cadeira presidencial. No entanto, todos acabam declarando e perpetuando guerras para imporem seus interesses ao mundo. Que se envergonhem os que concederam o Prêmio Nobel da Paz aos que promovem genocídios. Certamente no futuro ficarão aprisionados em seus países, como é hoje o caso de Henry Kissinger, Nobel da Paz em 1973, temeroso de ser preso se vistar alguns países da Europa e da América do Sul.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Thu, 27 Oct 2011 20:17:49 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/rede-de-educadores-em-ecosol-de-alagoas/blog/a-morte-de-kadafi</link><guid>http://cirandas.org/rede-de-educadores-em-ecosol-de-alagoas/blog/a-morte-de-kadafi</guid></item></channel></rss>