<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Projeto Ilha Rendada</title><link>http://cirandas.org/projetoilharendada</link><description>Conteúdo do(a) Projeto Ilha Rendada publicado no CIRANDAS</description><item><title>Rendeiras representam Brasil em Mostra Internacional de Peniche</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://ilharendada.org.br/wp-content/uploads/2015/08/Marilda-Todescat-rendeiras-Maria-dos-Passos-da-Luz-e-Nerivalda-e-Joana-Stelzer.jpg" alt="" width="501" height="319"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As rendeiras Maria dos Passos da Luz e Nerivalda de Sousa Duarte, junto com as coordenadoras do &lt;strong&gt;Projeto Ilha Rendada&lt;/strong&gt; Joana Stelzer e Marilda Todescat, participaram na última semana da &lt;a href="http://www.cm-peniche.pt/News/newsdetail.aspx?news=2b3c9175-1fbc-49ae-883d-8364fbf1c30b"&gt;&lt;strong&gt;Mostra Internacional de Renda de Bilro de Peniche&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, em Portugal. &lt;a href="http://ilharendada.org.br/?p=748"&gt;O evento aconteceu entre os dias 23 e 26 de julho&lt;/a&gt; e o grupo representou o Brasil em uma tenda conjunta com a &lt;strong&gt;Casa do Açores de Santa Catarina&lt;/strong&gt;. O encontro contou com rendeiras do mundo todo e foi uma importante oportunidade de trocar experiências e lançar novos olhares sobre a técnica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maria dos Passos e Nerivalda foram sorteadas entre as rendeiras que fazem parte do projeto para participar do evento em Portugal. As catarinenses puderam interagir com o público e com outras rendeiras, apesar do obstáculo da língua. Assim como na &lt;a href="http://ilharendada.org.br/?p=323"&gt;&lt;strong&gt;Mostra de Encaixe de Camarinhas&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, a renda da Ilha de Santa Catarina chamou atenção pelo uso de linhas de diversas cores. “O Brasil carrega em sua identidade o colorido, as pessoas logo identificam”, explica a coordenadora Stelzer sobre o reconhecimento da arte brasileira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mostra contou com 28 delegações de cerca de 24 países. As tendas ficavam em uma praça da cidade de Peniche, o que proporcionou grande interação com o público. Além da exposição e venda de produtos, aconteceram &lt;strong&gt;shows de fado&lt;/strong&gt; (estilo musical português) e desfiles de &lt;strong&gt;moda&lt;/strong&gt;. Também foram oferecidas oficinas de diversos temas, que iam desde o design até a história da renda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Europa, a renda é vista principalmente em aplicações, seja em sapatos, roupas ou artigos para casa. É possível encontrar variações da técnica entre os países, com diferenças no uso de material. “Foi uma participação positiva, mostramos nosso produto”, afirma Joana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As rendeiras irão dividir a experiência da viagem a Portugal e tudo que viram por lá em uma &lt;strong&gt;conferência&lt;/strong&gt;, que em breve terá data divulgada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jornalista Bruna Andrade&lt;br&gt;&lt;a href="mailto:brunaandrade.jor"&gt;brunaandrade.jor@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br&gt;(48) 96717299&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 10 Aug 2015 15:43:30 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/projetoilharendada/blog/rendeiras-representam-brasil-em-mostra-internacional-de-peniche</link><guid>http://cirandas.org/projetoilharendada/blog/rendeiras-representam-brasil-em-mostra-internacional-de-peniche</guid></item><item><title>Projeto Ilha Rendada impulsiona o comércio artesanal e leva rendeiras para mostra internacional</title><description>&lt;p&gt;A renda de bilro é o artesanato mais tradicional de Florianópolis. A cultura da renda veio com os primeiros imigrantes para Ilha de Santa Catarina e perpetua-se até os dias de hoje. Mas o número de mulheres que domina os bilros vem diminuindo e a atividade encontra dificuldade para gerar rentabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi pensando nas rendeiras e em preservar esta tradição que a Fundação de Pesquisas Socioeconômicas (FEPESE) propôs o Projeto Ilha Rendada. A iniciativa tem como objetivo qualificar rendeiras, suas filhas e netas para o empreendedorismo e promoção do comércio justo de renda de bilro, alcançando 125 famílias em três gerações: 65 mães rendeiras, 40 filhas e 20 netas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As aulas são oferecidas gratuitamente em quatro pólos: Ponta das Canas, Sambaqui, Pântano do Sul e na Lagoa da Conceição. O conteúdo ensinado vai de comércio exterior à informática. O que se espera é aprimorar o conhecimento dessas mulheres para que elas possam ampliar o comércio da renda de bilro e melhorar o lucro das vendas, visto que o artesanato tem sofrido uma grande desvalorização ao longo dos anos. “Temos aprendido muitas coisas: como fazer para exportar, como empreender, desenvolver novos trabalhos. Assim podemos expandimos nosso comércio da renda”, conta a aluna rendeira Elita Ramos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tradição da renda de bilro é herança dos portugueses, que colonizaram regiões da capital catarinense como o Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa. Junto com a pesca, no princípio da história local, a renda contribuía no orçamento das famílias. Mas partir da década de 1980, as rendeiras começam a ver seu trabalho definhar com a concorrência dos produtos industrializados, sofrendo um declínio nas vendas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos fatores motivadores do Ilha Rendada está no fato de que a atual geração de filhas dessas rendeiras não está mais seguindo a tradição familiar que vem desde o século XVII. Essa descontinuidade se deve ao fato de baixo valor financeiro gerado no comércio da renda. As mães ensinam às filhas a arte de fazer renda, mas estas optam por outra atividade remunerada que dê um retorno maior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Joana Stelzer, professora da Universidade Federal de Santa Catarina, explica que o projeto, que começou em 2014 e vai até o fim do ano, pretende dar a essas artesãs uma perspectiva nova de marketing, qualidade, empreendedorismo e exportação. “Como coordenadora do Ilha Rendada e professora de universidade pública, é gratificante usar o meu conhecimento para ajudar comunidades diretamente. Ver que a renda está acabando, tomar como responsabilidade inserir as rendeiras no comércio, tanto local quanto internacional, para manter essa tradição secular é uma das melhores coisas que já fiz como docente”, afirma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As novas tendências da renda&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além de mostrar como tornar a atividade mais rentável, o Projeto Ilha Rendada busca oferecer às rendeiras a oportunidade de troca de experiências com outras artesãs e de inovar em sua arte. Uma vivência importante neste sentido foi a recente viagem à &lt;a href="http://www.camarinas.net/mostra/ca/web/notic.php?idc=1"&gt;XXV Mostra de Encaixe de Camarinhas&lt;/a&gt;, na Espanha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto representou o Brasil no evento internacional sobre renda de bilro, entre os dias 1º e 5 de abril. Participaram rendeiras Elita Ramos, da Lagoa da Conceição, e Maria de Glória Soares, do Sambaqui. Acompanham o grupo as professoras coordenadoras do projeto Marilda Todescat e Joana Stelzer, e a pesquisadora e diretora Administrativa da Casa do Açores da Ilha de Santa Catarina, parceira do projeto, Mena Wendhausen.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além de expor a arte brasileira, as catarinenses puderam criar novas percepções do que é possível produzir com a renda de bilro e as tendências de vestuário na Europa. “Vimos como é a renda nos outros países. A tradição é praticamente igual a nossa, mas aqui costumamos fazer peças inteiras de renda, enquanto lá costumam ser só apliques”, conta a rendeira Elita. “Pudemos perceber que a renda está sendo usada na moda como um glamour a mais em roupas já elegantes. É o detalhe que dá um ar exclusivo a peça”, destaca Joana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra diferença apontada foi a diferença das linhas. “Usamos fios mais grossos e nossos bilros são mais pesados. Na Europa, usam linhas mais finas, então os bilros precisam ser menores e mais leves para não quebrá-las”, explica Maria de Glória.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mostra teve mais de 40 estandes e 20 mil visitantes. Além da exposição e venda de produtos feitos com renda de bilro, aconteceram desfiles de moda ao longo do evento. Países como França, Portugal, Alemanha, Itália, Suíça, Estônia, Rússia e Polônia participaram. Mas a renda brasileira se destacava. “Éramos o único país com peças coloridas, é uma coisa que chama atenção. Todos os outros fazem renda com linha branca e bege”, relata a coordenadora Joana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Relato da Experiência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um encontro será realizado no dia 28 de maio para que as rendeiras Elita Ramos e Maria de Glória Soares contem como foi a experiência de participar da Mostra de Encaixe de Camarinhas. Todas as rendeiras do projeto e imprensa estão convidadas. O evento será realizado no auditório do CCE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.facebook.com/ilharendada"&gt;https://www.facebook.com/ilharendada&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://ilharendada.org.br/"&gt;http://ilharendada.org.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;projetorendeiras@gmail.com&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 06 May 2015 20:13:12 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/projetoilharendada/blog/projeto-ilha-rendada-impulsiona-o-comercio-artesanal-e-leva-rendeiras-para-mostra-internacional</link><guid>http://cirandas.org/projetoilharendada/blog/projeto-ilha-rendada-impulsiona-o-comercio-artesanal-e-leva-rendeiras-para-mostra-internacional</guid></item></channel></rss>