<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Osni José</title><link>http://cirandas.org/osni.js</link><description>Conteúdo do(a) Osni José publicado no CIRANDAS</description><item><title>3º Seminário de Políticas Públicas de Juventudes</title><description>#&lt;Proc:0x00006551fd228b20@/app/app/models/event.rb:110&gt;</description><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 15:37:52 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/osni.js/formacao/3o-seminario-de-politicas-publicas-de-juventudes</link><guid>http://cirandas.org/osni.js/formacao/3o-seminario-de-politicas-publicas-de-juventudes</guid></item><item><title>1964: Relembrar é resistir</title><description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nesta  data, 31 de março de 2011, o Estudantenet relembra os principais  momentos do movimento estudantil, 47 anos depois do estado de exceção  vivido pelo Brasil através da instauração do regime militar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="http://www.une.org.br/home3/politica/politica_-_2010/img/foto_honestino_praca_jpg_jpg.jpg" border="0" height="267" alt="" width="323" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;31 de março de 2011. Neste dia, o golpe  militar que derrubou João Goulart e resultou em uma ditadura militar que  se estendeu por duas décadas completa 47 anos. Tropas do Exército, em  Minas Gerais e São Paulo, deflagraram o movimento que levou o então  presidente a deixar o país e conduziram Carlos Castelo Branco ao  comando. Quando se aproxima à data, muitos movimentos sociais lembram  com pesar este capítulo da história brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;Este ano, no entanto, o assunto trouxe à  tona polêmicas consideráveis. Sem referência direta à decisão do  Exército de retirar a "comemoração" de 1964 de seu calendário oficial,  clubes militares, no dia 24 de março, emitiram nota saudando o golpe que  apeou Jango do poder. Jair Bolsonaro (PP-RJ), deputado federal, em uma  entrevista recente, também avaliou que seus "gurus" na política são  todos os presidentes da Ditadura Militar e defendeu a vitalidade do  regime. Para esses, os anos de chumbo, que se configuraram em supressão  de direitos e garantias fundamentais, cassação de mandatos, torturas,  prisão arbitrarias, desaparecimentos e mortes mereceriam o perdão da  história. Contudo, todos esses atos devem, ao contrário, ser revistos e  analisados com frieza e crítica para nunca mais se repetirem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;O regime militar, que se estendeu  oficialmente até 1985, com a posse de Tancredo Neves em uma eleição  indireta no Congresso Nacional, exilou os principais líderes da oposição  e diversos artistas populares; aposentou professores de universidades;  torturou e matou presos políticos; fechou sindicatos e perseguiu os  movimentos estudantis. A resistência a esses feitos reuniu brasileiros  com origens e histórias de vidas bastante distintas, mas que  compartilharam ideias e tinham em comum um projeto de nação  inviabilizado com a democracia interrompida. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;&lt;strong&gt;Os anos obscuros começam: sede da UNE em chamas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O período que antecedeu o golpe foi conhecido como um grande momento de efervescência política e cultural dos &lt;img src="http://www.une.org.br/home3/politica/politica_-_2010/img/ditadura8_jpg.jpg" border="0" height="280" align="left" alt="" width="200" /&gt;estudantes.  Estavam em voga as reformas de base proposta por João Goulart, o  primeiro presidente a visitar a sede da UNE. Ferreira Gullar, Vinicius  de Morais, entre tantos outros, agitavam o cenário cultural com as  produções do Centro Popular de Cultura (CPC).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;Mas toda essa esperança traduzida nas  músicas, festivais, teatro e poesia foi soterrada por um golpe militar.  Uma entidade como a UNE, cuja existência estava intrinsecamente ligada à  luta pela democracia, sofria com a incompatibilidade de gênios. Tanto  que, iniciado o golpe, uma das primeiras atitudes foi incendiar a sede  da UNE, revelando a arbitrariedade que tomaria conta do Brasil. Anos  depois, já na década de 80, no apagar das luzes do regime, o antigo  prédio foi demolido pelo Governo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;O escritor Arthur Poerner, talvez o maior  conhecedor da história do movimento estudantil brasileiro, contou para o  Estudantenet o momento que avistou o prédio em chamas. Na época,  Poerner era redator do diário “Correio da Manhã” que, no dia 31 de  março, ainda não sabia qual seria o rumo do Brasil e das notícias. Na  manhã no dia 1º de abril, coincidentemente o dia da mentira, deparou-se  com a contraposição de imagens. "Saí de Copacabana e estava me dirigindo  à redação. Os prédios luxuosos comemoravam o golpe, havia flores e  velas. No caminho, em contrapartida, passei pelo prédio da UNE, em  chamas. Foi um panorama lamentável", afirmou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;No livro "Memórias Estudantis", de Maria  Paula Araujo, o então presidente da UNE, José Serra, relembra toda  situação. "Foi muito difícil, porque uma coisa é você prever, fazer a  análise: dois e dois são quatro. Outra coisa é você viver aquilo, você  tem de alargar o corpo, não é achar que no fundo aquilo não vai  acontecer. Quando aconteceu, parecia um pesadelo, na primeira noite que  eu dormi, quando eu acordei, juro, eu pensei que tivesse sonhado! Não  aconteceu, não aconteceu foi um sonho ruim... nunca tive essa sensação  na vida tão forte quanto nesse caso."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;A primeira mulher diretora da UNE, Maria  de Nazaré Pedrosa, também recorda o momento no livro: "Aí quando eu  olhei estava começando a entrar em chamas a Praia do Flamengo 132. O  MAC, os grandes cabeças da reação, do que havia de mais reacionário no  Brasil, tinham tanto ódio daquela célula ali, o que representava aquele  prédio."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;&lt;strong&gt;Edson Luiz e o difícil 1968&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;As passeatas e organizações estudantis se tornaram ainda mais reprimidas e os estudantes, assim como artistas e &lt;img src="http://www.une.org.br/home3/politica/politica_-_2010/img/ditadura7_jpg.jpg" border="0" height="200" align="left" alt="" width="286" /&gt;intelectuais  de esquerda, sentiram-se motivados a agir contra a opressão e  violência. Em 1968, a primeira grande manifestação foi em decorrência da  morte do estudante Edson Luís no restaurante Calabouço pelos militares.  Seu corpo foi velado durante toda a madrugada, recebendo personalidades  políticas e populares da época, e o cortejo até o cemitério São João  Batista reuniu milhares de pessoas, sendo comparável com o cortejo de  Getúlio Vargas. Mais tarde, esta pauta desencadeou outras jornadas e  derivou a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, cuja mobilização  resultou em ameaça ao regime, que respondeu com o acirramento da  repressão materializado no Ato Institucional n. 5. (AI-5)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;Também neste ano, os estudantes foram  definitivamente reprimidos no 30º Congresso da UNE, marcado para ocorrer  em Ibiúna, São Paulo.  Policiais e membros do DOPS fortemente armados  entraram sem dó, dando tiros para o alto. Todos presos, inclusive o  presidente da UNE, Luis Travassos. Aquele congresso seria marcado por  uma forte disputa entre o ex-deputado federal José Dirceu, que era  ligado ao grupo que defendia a luta armada, e o estudante Jean Marc Von  Der Weid, da Ação Popular (AP), indicado por Travassos. Com a prisão de  todos, a eleição acabou não acontecendo, mas o Congresso, que para  eleger o presidente ocorre posteriormente através de Congressos  estaduais entre novembro de 1968 e abril de 69, empossando Jean Marc, se  desenrola no presídio, após o episódio de Ibiúna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;&lt;strong&gt;Relembrar é resistir&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Após 1968, uma série de outros fatos marcaram o percurso da ditadura no Brasil.  Honestino Guimarães, estudante e &lt;img src="http://www.une.org.br/home3/politica/politica_-_2010/img/ditadura1_jpg.jpg" border="0" height="200" align="left" alt="" width="282" /&gt;ex-presidente  da UNE, desaparecido em 1973, também teve sua história registrada nos  anos de chumbo. Foi ele quem segurou a entidade no período mais difícil  do regime de exceção, após a instauração do AI-5. A sua representativida  é tão grande que a UNE inaugurou recentemente um painel de 18 metros de  comprimento e 6 de altura, montado em frente à sede,monde se impõe uma  foto deste grande lider estudantil. A invasão da PUC em 1977, que reunia  estudantes para o III Encontro Nacional dos Estudantes (ENE), cujo  objetivo era tentar reorganizar a UNE, também foi outro terrível  acontecimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;A volta da UNE como entidade legal só  aconteceu em 29 de maio 1979, em Salvador (BA). As lutas já haviam sido  retomadas em 1975, ano em que houve greves em São Paulo, Minas Gerais,  Bahia, Pernambuco e Brasília, encontros de estudantes e reconstrução dos  diretórios centrais de estudantes (DCE's) em todo o país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;Dez mil pessoas marcaram presença no  Congresso de Reconstrução da UNE, no Centro de Convenções, gritando "a  UNE somos nós, nossa força e nossa voz". Estava novamente de pé a  entidade. Durante o congresso foram lidas moções enviadas por entidades,  sindicatos, organizações populares e por vários presos políticos que  ainda pagavam pena por terem defendido liberdade, democracia e melhores  dias para o povo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;A seguir, grandiosas lutas se travaram e  milhares de pessoas foram às ruas junto com o povo exigir Anistia Ampla  Geral e Irrestrita, embalados pelo Hino composto por Aldir Blanc e João  Bosco que cantava "Meu Brasil, que sonha com a volta do irmão do Henfil,  de tanta gente que partiu...sob o choro de marias e clarisses".  Conquistada a Anistia, continuaram  nas ruas reivindicando Eleições  Diretas (Diretas Já!) e Assembléia Constituinte. Foi um período  memorável imortalizado na voz de Milton Nascimento, que festejou:  "Renova-se a Esperança, nova aurora a cada dia, e há que se cuidar do  broto pra que a vida nos dê flor e fruto."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;Por isso, a UNE defende hoje o trabalho  da Comissão da Anistia, do Ministério da Justiça, que tem descortinado  um passado ainda obscuro de nossa história e avançado nas políticas de  reparação às vítimas. O Movimento Estudantil lutou intensamente durante o  regime militar, e contabiliza inúmeras vítimas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="materia_texto"&gt;Vale ressaltar que a entidade só  conseguiu recuperar sua casa no dia 1º de fevereiro de 2007, após  manifestação histórica pelas ruas da capital carioca, quando milhares de  jovens de todas as regiões do país chegaram ao local, derrubaram o  portão e armaram um acampamento por alguns meses. O acampamento recebeu a  visita de personalidades da política, cultura e outros conhecidos e  anônimos que declararam apoio à campanha “UNE de volta para casa”.  Posteriormente, os estudantes conseguiram reaver a posse do terreno na  justiça e depois a aprovação do projeto de lei que responsabiliza o  Estado pela reconstituição da sua sede.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 01 Apr 2011 15:10:15 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/osni.js/formacao/1964-relembrar-e-resistir</link><guid>http://cirandas.org/osni.js/formacao/1964-relembrar-e-resistir</guid></item></channel></rss>