Ir al contenido
Mostrar carrito de compra Ocultar carrito de compra
Regresar a Blog das Mini-bibliotecas de Caldas
Pantalla completa Sugerir un artículo

O Homem nas Mãos

abril 2, 2014 17:33 , por Desconocido - 0no comments yet | No one following this article yet.
Viewed 13 times
                                                                               Orígenes Lessa
Sim, realmente eu matei. Era a prova de amor: a suprema prova que exigira de mim. Eu dera-lhe um carro. Não gostara. Dera-lhe um apartamento. Apenas o aceitou. Dei-lhe um iate. Não se convenceu. Já me atirara a seus pés, muitas vezes, sem êxito algum. E antes de me ajoelhar e antes do automóvel, do apartamento e do iate, já lançara mão de todos os recursos ao alcance de um apaixonado em pleno delírio. Nada a comovera. Só acreditaria, só aceitaria um grande, um infinito. um amor sobre-humano. Assim julgava eu o meu amor. Ela não se convencia. porém. E eu sofria e escrevia poemas e chorava ao luar. Era a inatingível. Ofereci-lhe a minha vida. Recusou. Jurei que me mataria em seguida, se ela cedesse. Ela sorriu. "Pede-me o impossível", dizia eu. E ela sorria. Para os grandes amores não existe o impossível. Estava. toda inteira, nessa minha proposta, a prova definitiva de inexistência do amor em meu coração. E eu continuava me multiplicando em humildade e entregas desvairadas.
Um dia, olhei para a minha vida. Estava arruinado. Nada mais tinha de meu. Se ela quisesse um automóvel novo. um iate mais recente, um apartamento maior, já não os poderia dar. Meu desespero foi, então, sem nome. Perdera a última esperança. Mas conservava ainda a capacidade de argumentar, estranho poder de raciocinar friamente. Atirei-me de novo a seus pés. Se não era o dinheiro, se não eram tributos materiais de amor o que esperava, mas a prova apenas de um grande amor, a prova ali estava, na minha miséria. Que exigia agora? Que podia esperar?
— Enriqueça de novo.
E dentro em pouco — somente eu, ninguém mais, pode falar do que é capaz um grande amor — estava rico outra vez. Novo automóvel? Dela. Viagem à volta do mundo? Teve. Joias? Colares? Todo dia. Festas? Jantares? Boates? Uma eu construí exclusivamente para ela e seus amigos. Três semanas depois, entediada, me dizia:
— Pode fechar a boate.
E eu fechei.
Abri e fechei em vão. Como em vão fora tudo. Era tédio e ceticismo. Certa noite, alucinado, eu a levava de automóvel por uma estrada maravilhosa.
— Você quer a lua?
Ela sorriu.
— Não. Mate aquele homem.
.............................................................................................
Complete o texto nos comentários, imaginando um final para a história.
E você verá, na próxima 4a. feira, como o autor o concluiu.

.............................................................................................
                                                                                    Por Adele
                                                                            
Origen: http://caldasminibibliotecas.blogspot.com/2014/04/o-homem-nas-maos.html

0no comments yet

    Publicar un comentario

    Los campos son obligatorios.

    Si eres un usario registrado, puedes iniciar sesión y automáticamente ser reconocido.

    Cancelar