<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Mulheres da Economia Solidária</title><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria</link><description>Conteúdo do(a) Mulheres da Economia Solidária publicado no CIRANDAS</description><item><title>Economia Solidária como alternativa e crítica ao capitalismo</title><description>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estamos vivendo um momento crucial da humanidade, onde construímos um sistema de valores e crenças, baseado na opressão, na guerra e na tirania, tanto entre os seres humanos quanto entre estes e todos os demais seres que habitam o planeta terra. Temos chamado este sistema de capitalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Compreendendo um pouco melhor, vamos a força das palavras: &lt;strong&gt;capitalismo é&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;um substantivo masculino.&lt;/strong&gt; A palavra &lt;a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Capital"&gt;capital&lt;/a&gt; vem do &lt;a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Latim"&gt;&lt;strong&gt;latim&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; capitale&lt;/strong&gt;, derivado de &lt;strong&gt;capitalis &lt;/strong&gt;(com o sentido de "&lt;strong&gt;principal, primeiro, chefe&lt;/strong&gt;"), e vem do &lt;a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Proto-indo-europeu"&gt;&lt;strong&gt;proto-indo-europeu&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; kaput &lt;/strong&gt;significando &lt;strong&gt;"cabeça”.&lt;/strong&gt; Este, nomeia um sistema socioeconômico tendo como base a legitimação da apropriação privada de tudo que é considera &lt;em&gt;bens&lt;/em&gt; e a irrestrita liberdade do comércio e da indústria, seu principal objetivo é a acumulação de riquezas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Neste sistema, a centralidade está na posse individual do “cabeça”, do chefe, numa visão claramente patriarcal, hierárquica opressora. Este visualiza todo o seu entorno, como possíveis &lt;strong&gt;&lt;em&gt;bens, coisas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que podem ser apropriadas para a promoção da maximização do lucro, nesse sentido, faz parte do sistema se relacionar com o planeta (seres humanos, bichos, rios, solo, montanhas, plantas ou o próprio planeta) como coisas, mercadorias que devem ser racionalmente negociadas no mercado, gerando cada vez mais lucro e acumulação.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este sistema valoriza e promove a competição, a disputa, a luta, as hierarquias opressoras, o mando, o autoritarismo, a obediência cega ao chefe, ao poder, a apropriação de recursos, a destruição, a morte e o medo e portanto a guerra, pois estes são parte estruturante do próprio sistema e de onde ele se alimenta.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O capitalismo gera seres humanos, medíocres, medrosos, covardes e infantilizados, limita o pensamento crítico e libertário, impõe a opressão as mulheres, as crianças, as artes e a literatura.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em contraponto, entendemos que&lt;strong&gt; Economia&lt;/strong&gt; é um &lt;strong&gt;substantivo&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;feminino&lt;/strong&gt;, o elemento “eco” vem do grego oikos e significa “casa, lar, domicílio, meio ambiente”. Na sua origem, portanto, &lt;strong&gt;economia&lt;/strong&gt; é a arte &lt;strong&gt;de&lt;/strong&gt; bem administrar a casa + &lt;strong&gt;Solidária&lt;/strong&gt; que é por sua vez um &lt;strong&gt;adjetivo, também feminino&lt;/strong&gt;, vem do Francês SOLIDAIRE, “interdependente, completo, inteiro” e do Latim SOLIDUS, “firme, inteira, completa” que acrescenta, qualifica o substantivo Economia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Então, &lt;strong&gt;Economia Solidária&lt;/strong&gt; se constitui por princípios e práticas fundadas em relações interdependentes, sólidas e altivas de colaboração, trocas e partilhas, apoiadas em um princípio matrilinear, onde as relações entre os seres humanos deve ser fundamentalmente horizontais, fundadas no reconhecimento da outra pessoa como parte de mim e do todo. Estas práticas por sua vez são inspiradas por valores culturais que colocam o cuidado com a casa comum, portanto com a vida em todas as suas dimensões, expressões e formas e a promoção da felicidade da pessoa humana e suas coletividades, como sujeitos e finalidade da atividade econômica, cultural e política.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Economia Solidária busca bases diferentes e antagônicas ao capitalismo, não se baseia na acumulação, mas no cuidado com o planeta e todos os seres que nele habitam, na perpetuação das condições para gerar vida e isto requer a tomada de consciência, criatividade e responsabilidade dos indivíduos e a solidariedade entre os cidadãos e cidadãs, que se reconhecem como parte e não comerciantes da natureza e que com ela e entre ela está em total conexão e interdependência.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Economia Solidária, se coloca também propulsora de um (des)envolvimento endógeno, vindo a partir das necessidades das comunidades humanas, no diálogo franco e direto, onde a definição do que produzir, vem a partir das necessidades reais também do planeta e todas as criaturas, onde a produção, a distribuição, as finanças e o consumo são ações responsáveis e contextualizadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas, é importante ficar alerta, a força militante e propositiva da economia solidária, não pode se bastar em si mesma, não pode ficar somente no mundo das ideias, em fundamentalismos, tristes e rancorosos, que se envenenam com a disputa pequena, cada vez mais adoecidos em grupos fechados de militontos&lt;a href="#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;, onde pessoas fracas e débeis se encontram somente para criar intriga,  apontar defeitos uns dos outros, para reclamar e se lamentar, debatendo ardorosamente para saber quem é do dono da razão, ou quem são os donos da economia solidária, numa ação antropofágica se consumem a si mesmos, afastam quem poderia chegar, somar e enriquecer o debate. &lt;strong&gt;Afirmo: isto não é economia solidária&lt;/strong&gt;, não promove o bem viver e na verdade serve ao projeto Capitalista.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É preciso ter coragem para ir além, romper o lugar comum, o que já está dado, se tornar pratica e práxis. Ser espaço gerador de felicidade, beleza, leveza, esperança, lugar da ética, da estética, da poética e também da patética.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Economia Solidária não se forma com pessoas dependentes, frágeis e débeis. Mas, com mulheres e homens, jovens e velhos, crianças e adolescentes,  de todas as raças e credos, conscientes do seu papel no mundo, seres políticos, que estrategicamente se colocam, se questionam, se auto organizam, não esperam por projetos ou políticas externas aos seus coletivos, tem a coragem de olhar de frente e respeitam e tentam compreender suas diferenças e conflitos fazendo destas sua força, recriam reinventam as  maneiras e significados do trabalho, dos produtos e serviços gerados, da vida comunitária, constroem comunidades autônomas e altivas,  determinadas e propositivas para todos os campos da ação humana, baseados nos princípios do cuidado e da vida plena.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Economia Solidária, neste momento histórico, considero como um fronte de resistência, um possível contraponto, frente as imposições do sistema capitalista, que tenta cada vez mais ferozmente transformar tudo em mercadoria, até mesmo a mercantilização das relações, a ameaça de destruição do planeta em mais de 23 diferentes formas simultâneas. A economia solidária deverá estar de mãos dadas e em sintonia com outros movimentos sociais, apontando a necessidade urgente de um outro paradigma não capitalista, que promova uma sociedade cuidadora e saudável.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Portanto, a própria existência e a necessidade de uma economia do cuidado, vem do fato que a economia capitalista não atende, não preenche as necessidades da vida, dos sujeitos e do planeta ao contrario coloca este em risco. A Economia Solidária, necessariamente vai mais além da crítica, pois traz seu bojo, no seu amago, uma proposta de reflexão, ação, reflexão.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Muitas iniciativas, que nos fazem saborear a sociedade dos nossos sonhos, já estão em prática, baseadas em uma nova lógica, distante do modelo capitalista, são organizações comunitárias em ecovilas, ocupações urbanas, produção agroecológica, biodinâmica, permacultura, feiras orgânicas, lojas solidárias, fundos rotativos, bancos comunitários com moeda social, redes e cadeias produtivas. Nestes espaços se busca o exercício de uma democracia direta e não representativa, muito além de uma categoria produtiva. Esta perspectiva está gerando, novas concepções e formas da escola, de espiritualidade, de relação com o tempo, com o trabalho, e até mesmo redefinindo as reais necessidades humanas e apontando para novas forma de se fazer política voltadas a valores éticos e responsáveis e uma economia da vida verdadeira.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nascemos para sermos cuidados e cuidadores, e podemos enquanto seres em evolução aprender cada vez mais a dimensão do verbo AMAR. Não somente como um sentimento melancólico, mas como um verbo regular, transitivo direto. Enquanto verbo exige ação. Não tão somente contemplação, ou falsa passividade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desta maneira a Economia Solidária se transforma não somente numa crítica, mas verdadeiramente uma antítese do capitalismo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;“Economia é todo dia e a nossa vida não é mercadoria”&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Ver texto do Frei Betto - Dez Conselhos para os Militantes de Esquerda. http://www.revolucoes.org.br/v1/sites/default/files/dez_conselhos_para_os_militantes_de_esquerda.pdf&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 12 Jun 2017 13:29:15 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../economia-solidaria-como-alternativa-e-critica-ao-capitalismo</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../economia-solidaria-como-alternativa-e-critica-ao-capitalismo</guid></item><item><title>Colocando os homens na roda</title><description>&lt;p&gt;Queridas mulheres,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paz e bem!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje tive a felicidade em deparar com um artigo da Tica Moreno. 
que teve a felicidade em abordar uma questão crucial, na vida das mulheres e super atual com a aproximação dos grandes eventos que o Brasil sediará.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;peço licença para a Tica e reproduzo o texto. Vamos ao debate?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;=========&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A naturalização da prostituição reforça um modelo em que a sexualidade feminina se constrói em função do desejo masculino&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;06/02/2013&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tica Moreno&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A conversa era sobre o aluguel em São Paulo. O rapaz gente boa, que estava passeando por aqui, ficou chocado com o preço. Só que a conversa não seguiu pelos rumos da especulação imobiliária… “Já vem com as meninas?” [caras e bocas de perplexidade] E ele repete: “É, as acompanhantes…” A gente tinha entendido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele expressou ali uma visão de muitos homens, acostumados em ter e tratar as mulheres como seres à disposição para satisfação das suas necessidades. E que têm um preço [uma mercadoria, a gente costuma dizer por aqui]. A lógica deste comentário é a mesma desse: “Como é que bota na selva amazônica centenas de homens sem mulher? Era preciso ter bordéis nos canteiros de obras”. (Paulinho da Força Sindical/&lt;span class="caps"&gt;PDT&lt;/span&gt;, no contexto da greve dos trabalhadores da usina de Jirau e Santo Antônio, em 2011).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ana de Miguel propõe que a prostituição não seja definida apenas pela troca de sexo por dinheiro, mas sim como “uma prática através da qual é garantido aos homens o acesso grupal e regrado ao corpo das mulheres”. É acessível, ainda que mediado pelo dinheiro, e regulado, porque não é natural nem espontâneo, mas envolto em uma série de normas conhecidas e respeitadas, desde a localização das mulheres até a negociação do preço para determinado “serviço”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temos ouvido muito por aí que algumas feministas são moralistas e conservadoras, porque questionam a prostituição. Além de colocar a gente lado a lado com setores religiosos (justamente os que costumam dizer que o feminismo é um mal para a sociedade, porque questionamos esse modelo de família e sexualidade e defendemos o prazer e a liberdade), ainda nos chamam de equivocadas…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“O outro equívoco desse feminismo socialista é que ele advoga pela autonomia da mulher sobre o seu corpo, e aí quer tutelar o corpo da mulher dizendo que ela não tem o direito de prestar um serviço sexual com o seu corpo”. (Jean Wyllys)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Juro que gostaria de ver esse empenho de mais deputados na defesa do direito ao aborto, mas esse é assunto pra outra hora…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, só queria dizer que a forma como setores pró-regulamentação da prostituição têm tratado setores do feminismo que questionam a prostituição é, no mínimo, desrespeitosa e não contribui em nada para o debate. Vemos uma desqualificação de um longo processo de lutas das mulheres por liberdade, igualdade e autonomia e que nada tem a ver com conservadorismo. As feministas defendem o direito das mulheres de viverem livremente sua sexualidade, com autonomia do desejo, questionando a heteronormatividade e a violência. Mas nós negamos a falsa liberdade, oferecida pelo mercado, que se encerra unicamente na ideia de não ter impedimentos para alguma ação “econômica”. Esta ideia está na base da banalização da sexualidade, tornando-a mais um produto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pra mim, conservadora é uma visão de liberdade sexual que se baseia na satisfação dos desejos dos homens e que oculta/inibe/oprime o desejo das mulheres. Somos frequentemente bombardeadas com essa visão, seja com as dicas da Nova sobre como enlouquecer seu homem na cama, ou com o mainstream da pornografia. Enquanto isso… Na pesquisa da Fundação Perseu Abramo as mulheres brasileiras declaram que “na maior parte das vezes” quando tiveram relação sexual sentiram “muito prazer”, isso 42% das mulheres. Outras 42% dizem que acharam “gostoso”. A soma das que na maior parte das vezes tiveram relação “por obrigação”, “não sentiram nada” ou avaliam “que foi um sofrimento” foi 9%. 9% é muita gente. E “gostoso” é um chocolate.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sexualidade é um componente fundamental na opressão das mulheres. Não dá pra ignorar as experiências das mulheres na sexualidade e simplesmente afirmar que exercer a prostituição é uma forma de vivenciar sua liberdade sexual. Ou dá, mas daí então tem que afirmar que se trata da liberdade sexual dos homens, e que essa liberdade tem um preço e se encontra no mercado. A naturalização da prostituição reforça um modelo em que a sexualidade feminina se constrói em função do desejo masculino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“El hecho de que los varones busquen y encuentren placer sexual en personas que obviamente no les desean en absoluto es, sin duda, una importante materia de reflexión sobre el abismo que se abre bajo la aparente igualdad y reciprocidad en las expectativas y vivencias sobre la sexualidad entre las y los jóvenes” (Ana de Miguel).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A dicotomia estabelecida entre santas e putas parece ser substituída por uma nova normatização que impõe que todas as mulheres se enquadrem no estereótipo de uma mulher livre nos termos do modelo de sexualidade tradicional masculino. Ana de Miguel afirma que, neste debate, a pergunta não deve ser se há pessoas dispostas a se prostituir, mas sim, “por que a maior parte das pessoas destinadas ao mercado da prostituição são mulheres?”, ou ainda “como é possível que os homens obtenham prazer de pessoas que se encontram em uma situação explícita de inferioridade?”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Colocar os homens no debate é importante para sair de um discurso que faz parecer que as mulheres são o motivo pelo qual existe a prostituição no mundo. Além disso, contribui para visibilizar que as prostitutas não existem no vazio, mas sim na relação com uma outra pessoa. Neste caso, em uma relação inserida em uma sociedade marcada pela desigualdade e opressão das mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“De mais a mais, todos somos mercadoria numa sociedade capitalista, todos nós vendemos a nossa força de trabalho, utilizamos o nosso corpo para empreender e executar esse trabalho…” (Jean Wyllys)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao afirmar que “seguiremos em marcha até que todas sejamos livres”, a Marcha Mundial das Mulheres se posiciona em um campo que questiona profundamente as desigualdades do sistema capitalista, patriarcal e racista. Propõe um horizonte no qual haja a real superação da divisão sexual do trabalho, o fim da violência contra as mulheres e em que prevaleça a autonomia das mulheres, em relações de liberdade que só podem se realizar, para todas as mulheres, com a igualdade. Esta perspectiva é, portanto, radicalmente distinta do individualismo liberal que defende a liberdade de cada mulher para fazer o que quiser com seu corpo, mas que não é capaz de identificar que, no atual modelo, a liberdade não caracteriza a vida da maioria das mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde essa perspectiva, também questionamos a visão, dita de esquerda, que reduz o debate com a naturalização da prostituição como algo que sempre existiu, invocando um fatalismo que rebaixa o debate político e não questiona as relações patriarcais, ou seja, os privilégios masculinos que estão em jogo com a manutenção deste modelo opressor de sexualidade. Este raciocínio é contraditório com toda a história da esquerda que persegue a utopia de superar o capitalismo e construir um mundo de igualdade, tarefa que é tão difícil quanto a construção da igualdade e liberdade das mulheres, mas que lutamos pra realizar, ao pretender “mudar o mundo e mudar a vida das mulheres em um só movimento”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a proximidade da Copa do Mundo, está colocado o desafio de posicionar este debate não apenas a partir da constatação de que, por ser um período com muitos turistas homens, haverá uma demanda maior pela prostituição. Este é um fato, mas, muitas vezes, é justamente o argumento para se regulamentar a prostituição, para que se realize em espaços seguros (para os homens?). Assim, novamente o debate é reduzido. Um dos caminhos para enfrentar o debate da Copa do Mundo é o de visibilizar os circuitos estabelecidos da prostituição, de modo a explicitar que o funcionamento do turismo no Brasil tem a prostituição como um pressuposto e uma base de movimentação de bilhões de reais. Legitimar esta prática, sem questionar o papel dos homens, do capital e do Estado, é uma armadilha cuja consequência é o reforço da opressão das mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já estamos acostumadas com “mal amadas”, “histéricas”, “feminazis”, etc… Então, nos tachar de “conservadoras” e “moralistas” é colocar mais um rótulo que nega os acúmulos das lutas feministas que garantiram conquistas para as mulheres. Mas se quiser fazer o debate inteiro sobre o que nos move enquanto feministas em movimento, como a liberdade e a igualdade, estamos aí. E, se quiser enfrentar os privilégios masculinos nesse mundo machista, então somos companheir@s.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
	&lt;li&gt;Tica Moreno é militante da Marcha Mundial das Mulheres em São Paulo.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;</description><pubDate>Thu, 07 Feb 2013 18:38:09 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../colocando-os-homens-na-roda</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../colocando-os-homens-na-roda</guid></item><item><title>Livro: O que é Feminismo - Introdução</title><description>&lt;p class="post-title entry-title"&gt;Queridas todas,&lt;/p&gt;
&lt;p class="post-title entry-title"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="post-title entry-title"&gt;Segue abaixo uma apresentaçãod e um livro, ja velhinho (85), mas que traz uma introdução ao feminismo. Eu gosto dele e acho uma boa leitura para iniciar a conversa com grupos pequenos.&lt;/p&gt;
&lt;p class="post-title entry-title"&gt;Segue abaixo a apresentação do mesmo...&lt;/p&gt;
&lt;p class="post-title entry-title"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="post-title entry-title"&gt;Shirlei&lt;/p&gt;
&lt;p class="post-title entry-title"&gt;==================================&lt;/p&gt;
&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;O QUE É FEMINISMO - Introdução&lt;/h3&gt;
&lt;div class="post-header"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif;"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" align="center" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Branca Moreira Alves&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" align="center" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Jacqueline Pitanguy&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" align="center" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; text-align: center;"&gt;Editora brasiliense, 1985&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;strong&gt;&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;È difícil estabelecer uma definição precisa do que seja feminismo, pois este termo traduz todo um processo que tem raízes no passado, que se constrói no cotidiano, e que não tem um ponto predeterminado de chegada. Como todo processo de transformação, contém contradições, avanços, recuos, medos e alegrias.&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;O feminismo ressurge num momento histórico em que outros movimentos de libertação denunciam a existência de formas de opressão que não se limitam ao econômico. Saindo de seu isolamento, rompendo seu silêncio, movimentos negros, de minorias étnicas, ecologistas, homossexuais, se organizam em torno de sua especificidade e se completam na busca da superação das desigualdades sociais. Esta complementação não implica em uma fusão de tais movimentos, que mantêm a sua autonomia e suas formas próprias de organização. Entretanto, não são movimentos desvinculados entre si, pois as fontes da discriminação não são isoladas. Existem, nesse sentido, conexões significativas entre tais movimentos, que se somam na busca de uma nova sociedade.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;Ao afirmar que o sexo é político, pois contém também ele relações de poder, o feminismo rompe com os modelos políticos tradicionais, que atribuem uma neutralidade ao espaço individual e que definem como política unicamente a esfera pública, “objetiva”. Desta forma, o discurso feminista, ao apontar para o caráter também subjetivo da opressão, e para os aspectos emocionais da consciência, revela os laços existentes entre as relações interpessoais e a organização política pública.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;Conscientizando do fato de que as relações interpessoais contêm também um componente de poder e de hierarquia (homens versus mulheres, pais versus filhos, brancos versus negros, patrões versus operários, hetero versus homossexuais, etc.), o feminismo procurou, em sua prática enquanto movimento, superar as formas de organização tradicionais, permeadas pela assimetria e pelo autoritarismo. Assim, o movimento feminista não se organiza de uma forma centralizada, e recusa uma disciplina única, imposta a todas as militantes. Caracteriza-se pela auto-organização das mulheres em suas múltiplas frentes, assim como em grupos pequenos, onde se expressam as vivências próprias de cada mulher e onde se fortalece a solidariedade. Os pontos de vista e as iniciativas são válidos não porque se originem de uma ordenação central, detentora de um “monopólio da verdade”, mas porque são fruto da prática, do conhecimento e da experiência específica e comum das mulheres.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;Isto não significa que o feminismo não tenha uma organização. Esta se manifesta nos grupos feministas que se mobilizam em torno da promoção de cursos, debates, pesquisas, campanhas, na formação de centros, editoras, clínicas de saúde, SOS, Casas da Mulher, manifestações culturais e as múltiplas outras formas de expressão e prática do movimento. Entretanto, o feminismo não é apenas o movimento organizado, publicamente visível. Revela-se também na esfera doméstica, no trabalho, em todas as esferas em que mulheres buscam recriar as relações interpessoais sob um prisma onde o feminino não seja o menos, o desvalorizado.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;O feminismo busca repensar e recriar a identidade de sexo sob uma ótica em que o indivíduo, seja ele homem ou mulher, não tenha que adaptar-se a modelos hierarquizados, e onde as qualidades “femininas” ou “masculinas” sejam atributos do ser humano em sua globalidade. Que a afetividade, a emoção, a ternura possam aflorar sem constrangimentos nos homens e serem vivenciadas, nas mulheres, como atributos não desvalorizados. Que as diferenças entre os sexos não se traduzam em relações de poder que permeiam a vida de homens e mulheres em todas as suas dimensões: no trabalho, na participação política, na esfera familiar, etc...&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;Para a realização desta proposta não existem respostas prontas, acabadas. Estas se constroem na reflexão e na prática deste movimento recente e vivo, cujos rumos se orientam a partir da experiência coletiva que se acumula a cada momento.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;Neste trabalho procurou-se, em simples pinceladas, recuperar a presença da mulher na história, traçando-se um esboço de sua condição e de suas lutas, pouco estudadas pelas ciências sociais. De fato, a mulher tem sido uma parte silenciosa da memória social, ausente dos manuais escolares e dos registros históricos. Neste esboço, à procura de um passado silenciado, abordou-se a condição da mulher na Grécia e em Roma, na Gália e na Germânia, na Idade Média e no Renascimento.&lt;/div&gt;
&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'Trebuchet MS',sans-serif; line-height: 150%; margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;
&lt;span&gt;                   &lt;/span&gt;Buscou-se também registrar as primeiras vozes femininas de insurreição, assim como o sufragismo e as formas contemporâneas de organização do feminismo, suas reivindicações e seus objetivos.&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Sep 2012 11:22:50 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../livro-o-que-e-feminismo-introducao</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../livro-o-que-e-feminismo-introducao</guid></item><item><title>CONVERGÊNCIAS PARA UM MUNDO SEM VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES</title><description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: center; line-height: 115%;"&gt;Queridas este texto foi disponibilizado pela Graciete. É um bom documento e podemos dialogar sobre ele.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: center; line-height: 115%;"&gt;Shirlei&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: center; line-height: 115%;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: center; line-height: 115%;"&gt;&lt;strong style=""&gt;&lt;span style=""&gt;CONVERGÊNCIAS PARA UM MUNDO SEM VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Há milhares de anos vivemos em uma sociedade em que os homens exercem poder sobre as mulheres, o que define relações de desigualdade e opressão. Esse poder masculino, que chamamos de patriarcal, não é algo natural, ou que sempre foi assim, mas foi construído e tem como base uma forma específica de divisão do trabalho articulada a uma construção de valores, de símbolos e representações do masculino como superior ao feminino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma das expressões mais duras dessas relações de poder é a violência que as mulheres sofrem pelo fato de serem mulheres, exercida pelos homens. Esta violência é um instrumento de dominação dos homens sobre as mulheres e parte do princípio de que as mulheres são consideradas coisas e objetos de posse dos homens. Sendo instrumento de dominação, todas as mulheres são possíveis vítimas e têm a violência presente em suas vidas, como realidade, ameaça ou como possibilidade constante. Seja na sexualidade marcada pela violência (real ou possibilidade de estupro), como nas humilhações, xingamentos, piadas agressivas, enfim. É um domínio exercido através do medo, do constrangimento, da agressão verbal e da agressão física, individualmente ou como grupo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma das grandes mudanças trazidas pela luta das mulheres e pelo feminismo foi a denúncia dessa violência e a construção de uma visão de que isso não é algo do mundo privado e que deve ser discutida. O feminismo mostrou que ela é fruto de uma injustiça, fere a dignidade das mulheres e que deve ser denunciada e punida como um crime. Dessa forma, deixou de ser considerada natural e parte do destino das mulheres e passou a ser compreendida como resultado das relações de poder dos homens sobre as mulheres. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Embora ainda nem todas as formas de violência tenham o mesmo reconhecimento, muitas expressões da violência continuam sendo consideradas algo natural e parte do destino das mulheres, em particular as formas de violência psicológica e um processo cotidiano de controle e cerceamento da liberdade das mulheres.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Em geral se reconhece o espancamento, algumas modalidades de estupro, assassinatos, mas não ocorre o mesmo com a desqualificação cotidiana, o assédio, etc. É comum também uma forte crítica às mulheres que sofrem violência doméstica e não conseguem romper com a relação, com exceção de quando a mulher é extremamente vulnerável. Há ainda pouca compreensão de que as mulheres que sofrem violência estão em uma relação de opressão e que em geral a destruição da sua autoestima foi parte desse processo que justamente as deixam mais frágeis, vulneráveis e sem capacidade de reagir. Uma das modalidades utilizadas pelos homens violentos é justamente isolar a mulher, impedi-la de manter suas relações de amizade e com a família e, portanto deixando-a muito dependente do marido ou namorado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Embora seja em casa e com pessoas próximas que ocorra o maior número de casos de violência contra a mulher é importante ressaltar que ela também ocorre nas ruas, nas escolas, nos locais de trabalho, etc. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;No Brasil, a partir da ação do movimento de mulheres, a questão da violência se tornou um tema público e houve o crescimento das denúncias de violência o que muitas vezes pareceu que ela estava aumentando. A ação do movimento de mulheres mostrou que a certeza do silêncio das mulheres e impunidade eram dois dos principais mecanismos de manutenção da violência. Por isso o incentivo à auto-organização das mulheres e várias ações de solidariedade foram fundamentais para romper o silêncio e para se travar uma longa luta contra a impunidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;As políticas públicas propostas pelo movimento de mulheres iniciaram com as delegacias de mulheres para incentivar a denúncia. Nesse mesmo processo houve a luta pela construção de casas abrigos e centros de referência para que fossem espaços de acolhimento para as mulheres vítimas de violência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Como fruto dessa luta, em 2006 foi instituída a Lei Maria da Penha, que propõe um conjunto de ações para assistir as mulheres e punir ou coibir os agressores. No entanto, sua implantação ainda é muito inicial, bem como existem vários desafios para que o conjunto das mulheres, em particular as que vivem no campo, possam realmente ser assistidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Outro desafio é avançar na prevenção à violência, ou seja, impedindo que ela aconteça. Isso exige que a sociedade considere a violência sexista como algo inaceitável e também que as mulheres possam ter autonomia pessoal e econômica para superar as atuais relações baseadas no poder masculino. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;As mulheres agricultoras, em sua maioria, não têm autonomia para decidir o que plantar, como plantar e em que local da propriedade plantar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Muitas ainda são excluídas das suas heranças, pois a terra herdada pela mulher, mesmo que a lei defina outra coisa, muitas vezes é registrada em nome do marido. Muitas não têm autonomia para acessar crédito e outras políticas públicas. Existem denúncias de mulheres que começam a fazer plantios agroecológicos na propriedade e os maridos pulverizam agrotóxicos nas suas plantações para impedir o avanço da atividade geradora de renda. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;A assistência técnica às famílias também contribui para a manutenção desta relação de opressão das mulheres, quando desconsidera o trabalho desenvolvido por elas na propriedade, para além da casa e do seu arredor. São comuns os casos em que os/as técnicos/as só conversam com os homens, considerados chefes de família, para a definição dos projetos, mesmo agroecológicos. Ou os casos em que, para as mulheres, são realizadas apenas capacitações para a produção de doces, conservas, compotas, produtos de limpeza etc. Estas capacitações apenas reforçam o papel de subordinação das mulheres no âmbito doméstico, porque normalmente são desarticuladas de estratégias para a organização produtiva das mulheres e de construção da sua autonomia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;A violência contra as mulheres não é agroecológica, não é solidária, não é sustentável, não é justa.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Por isso é fundamental que as redes que estão organizando o Encontro Nacional de Diálogos e Convergências assumam a erradicação da violência contra as mulheres como parte do projeto de construção de um novo modelo de produção e consumo, que deve ter como um eixo fundamental a construção de novas relações humanas baseadas na igualdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 10.0pt; text-align: justify; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Texto elaborado por Nalu Faria com as contribuições de Sílvia Camurça, Liliam Telles e Beth Cardoso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Sep 2012 11:02:30 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../convergencias-para-um-mundo-sem-violencia-contra-as-mulheres</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../convergencias-para-um-mundo-sem-violencia-contra-as-mulheres</guid></item><item><title>Historico: I encontro do GT de gênero do fbes</title><description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queridas, este documento é parte da nossa história. Vamos seguindo e fazendo a nossa diferença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Shirlei&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/mulheres-da-economia-solidaria/i-encontro-do-gt-genero-do-fbes.pptx"&gt;I_Encontro_do_GT_Gênero_do_FBES.pptx&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Sep 2012 10:42:54 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../historico-i-encontro-do-gt-de-genero-do-fbes</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../historico-i-encontro-do-gt-de-genero-do-fbes</guid></item><item><title>I Encontro do GT de gênero do FBES</title><description>&lt;p&gt;&lt;img alt="" /&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Sep 2012 10:25:29 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../i-encontro-do-gt-de-genero-do-fbes</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../i-encontro-do-gt-de-genero-do-fbes</guid></item><item><title>MANIFESTO DOS MOVIMENTOS DE MULHERES PELO FIM DO FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO, DA VIOLENCIA CONTRA AS MULHERES, DO RACISMO, DA HOMOFOBIA e LESBOFOBIA.</title><description>&lt;p&gt;&lt;span class="caps"&gt;MANIFESTO&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;DOS&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;MOVIMENTOS&lt;/span&gt; DE &lt;span class="caps"&gt;MULHERES&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;PELO&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;FIM&lt;/span&gt; DO &lt;span class="caps"&gt;FUNDAMENTALISMO&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;RELIGIOSO&lt;/span&gt;, DA &lt;span class="caps"&gt;VIOLENCIA&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;CONTRA&lt;/span&gt; AS &lt;span class="caps"&gt;MULHERES&lt;/span&gt;, DO &lt;span class="caps"&gt;RACISMO&lt;/span&gt;, DA &lt;span class="caps"&gt;HOMOFOBIA&lt;/span&gt; e &lt;span class="caps"&gt;LESBOFOBIA&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nós, dos movimentos de mulheres e feministas, e apoiador@s, considerando que:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1 &amp;#8211; O caso Noêmia Oliveira Silva, que sofreu agressões ao ser submetida a uma sessão de “exorcismo”, praticada contra sua vontade e em estado de inconsciência, por pastores e religiosos na cidade do Paranoá, no Distrito Federal, a pedidos do seu companheiro Wales Anderson de Souza Rodrigues, no dia 05 de agosto de 2012;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 &amp;#8211; A concepção preconceituosa e machista manifestada no caso Noêmia demonstra forte presença do ideário de algumas tradições religiosas que se colocam ainda nos dias atuais como detentoras dos “meios de salvação” das mulheres, revigorando a dominação patriarcal;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3 &amp;#8211; A lógica fundamentalista manifesta-se ainda em força política conservadora, que tenciona radicalmente as leis, para retrocessos relativos aos direitos das mulheres, da população &lt;span class="caps"&gt;LGBT&lt;/span&gt; e das religiões de matriz africana;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4 &amp;#8211; As expressões religiosas fundamentalistas influenciam os espaços de sociabilidade cotidiana da periferia brasileira, ocupando as escolas públicas, centros comunitários de lazer entre outros espaços, estigmatizando e oprimindo expressões da cultura popular, desqualificando a livre expressão de culto a e liberdade de consciência e de crença, estimulando preconceitos e práticas fundamentalistas,  machistas,  racistas, homofóbicas e lebosfóbicas;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Repudiamos as manifestações fundamentalistas religiosas praticadas no Caso Noêmia, pelo controle do corpo e dos direitos das mulheres, praticados por religiões majoritárias, pela criminalização à população &lt;span class="caps"&gt;LGBT&lt;/span&gt; e a todas as manifestações de violência e preconceitos por intolerância religiosa, e exigimos o respeito integral ao principio da Democracia e do Estado Laico, salvaguardado no art. 19, inciso I, da Constituição da República, de 1988.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 29 Aug 2012 09:52:20 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../manifesto-dos-movimentos-de-mulheres-pelo-fim-do-fundamentalismo-religioso-da-violencia-contra-as-mulheres-do-racismo-da-homofobia-e-lesbofobia.</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../manifesto-dos-movimentos-de-mulheres-pelo-fim-do-fundamentalismo-religioso-da-violencia-contra-as-mulheres-do-racismo-da-homofobia-e-lesbofobia.</guid></item><item><title>BA: aprovada lei que veta shows públicos com músicas machistas 27 de março de 2012 • 22h01 • atualizado às 22h05</title><description>&lt;p&gt;Caras mulheres,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reproduzo abaixo uma noticia fantastica. Vamos debater e fazer circular para que  a chamada Lei antibaixaria, seja para o Brasil todo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Valeu Luiza Maia&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Shirlei&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou nesta terça-feira um projeto que proíbe o governo do Estado de contratar bandas que tenham em seu repertório canções cujas letras veiculem &amp;#8220;atentados contra a dignidade da mulher&amp;#8221;. Caso sancionada, a chamada lei &amp;#8220;antibaixaria&amp;#8221;, proposta pela deputada estadual Luiza Maia (PT), criará regras diversas para coibir a ação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o texto, o contratante &amp;#8211; secretarias, órgãos e empresas públicas de qualquer natureza &amp;#8211; será obrigado a exibir no contrato uma cláusula que avisa que é proibido executar tais canções. Do outro lado, o artista será fiscalizado por esse contratante e deve excluir as faixas ofensivas do repertório. A ausência da cláusula dá ao contratante uma multa de R$ 10 mil. Já os músicos flagrados na ação irregular ficam sem receber 50% do cachê. O público também seria instado a denunciar eventuais descumprimentos da norma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A autora do projeto comemorou no Twitter a aprovação do texto. &amp;#8220;O nosso PL Antibaixaria acaba de ser aprovado. Vitória das mulheres e da democracia! Valeu, mulheres, valeu deputadas(os)! Só conquista quem luta!&amp;#8221;, publicou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto foi criado no ano passado e tramitou na Casa por nove meses de muitos debates e polêmica até que, na semana passada, chegou ao plenário. &amp;#8220;Se as bandas apresentam para o público coisas que chamam as mulheres de ordinárias, &amp;#8216;piriguetes&amp;#8217;, mandam ralar no chão, dizem que vão explodir um cabaré, fazer aluguel de mulheres, que lição a sociedade aprende? Nós temos o direito de viver em uma sociedade que não nos agrida&amp;#8221;, argumenta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Opositores políticos e artistas baianos questionam o projeto acusando a deputada de promover censura da música no Estado e também de perseguir e pregar a extinção do pagode, gênero que investe nas letras com conteúdo de duplo sentido. A petista afasta a ideia. &amp;#8220;A intenção não é mudar a música da Bahia. É contribuir para a discussão da violência contra a mulher, que é uma cultura que nós precisamos banir da sociedade. O que nós queremos é acabar com essa violência simbólica, que vai além da física. Se a violência simbólica contra os homossexuais e os negros é proibida, por que não a contra a mulher?&amp;#8221;, questiona.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na avaliação do cantor Luiz Caldas, a proliferação das canções de &amp;#8220;baixo nível&amp;#8221; ocorre devido à falta de educação com a qual o povo sofre e que não é resolvida pelo governo. &amp;#8220;Enquanto o Estado não der educação de qualidade para as pessoas, elas vão ficar o tempo inteiro ouvindo músicas de baixo calão. Se a educação melhorar, naturalmente as pessoas vão se afeiçoar a produtos culturais de maior qualidade, e quem faz músicas com este tipo de letra será rejeitado. É simples assim. Não adianta agora tentar apagar o fogo quando tudo já foi destruído e não tem mais jeito&amp;#8221;, afirma.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 28 Mar 2012 16:16:47 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../ba-aprovada-lei-que-veta-shows-publicos-com-musicas-machistas-27-de-marco-de-2012-%E2%80%A2-22h01-%E2%80%A2-atualizado-as-22h05</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../ba-aprovada-lei-que-veta-shows-publicos-com-musicas-machistas-27-de-marco-de-2012-%E2%80%A2-22h01-%E2%80%A2-atualizado-as-22h05</guid></item><item><title>DINÂMICA PARA ESTUDO: " TRÊS CAFÉS DA MANHÃ DIFERENTES"</title><description>&lt;p&gt;OBJETIVO:Sentir vivencialmente o problema social, especialmente a &lt;strong&gt;fome&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;exclusão&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quantidades de pessoas: Grupos com mais de 20 participantes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Material necessário: Para um terço do grupo deve-se preparar um café da manhã completo(com frutas, suco, frios), para outro terço, um café da manhã normal e para o outro terço um café da manhã fraco e em quantidade que não seja suficiente para todos. Havendo mais de três mesas, somente uma deverá ter o café da manhã completo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Descrição da dinâmica: Antes dos participantes do curso chegarem para o café da manhã, prepara-se as mesas com o café da manhã completo, o café da manhã normal e o café da manhã em pouca quantidade( inclusive faltando talheres, guardanapos, etc). Deve haver alguém previamente acertado para ser o "conciliador" nas mesas onde vai faltar comida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando as pessoas chegarem para tomar o café da manhã, podem sentar onde quiserem. Normalmente as pessoas não se dão conta do que estar acontecendo até que os "marginalizados" querem ir até a cozinha para pedir o que falta. o "conciliador" deve oferecer para ir até lá e ao regressar procura acalmar as pessoas sem resolver o problema da fome.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É bom que alguém grave ou anote discretamente o que está se passando.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Logo no primeiro momento de trabalho após o café da manhã, analisa-se:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;1. O que aconteceu?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;2. Como as pessoas se sentiram?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;3. O que disseram?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;4. Qual a relação disso com o que acontece no dia a dia?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O observador que fez as anotações deve intervir quando constatar que coisas se passaram de um jeito diferente do que está sendo dito.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na sequência, o coordenador faz uma reflexão sobre o tema, chamando atenção para a necessidade das pessoas se comprometerem diante da injustiça social.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fonte:www.jura emprosa e verso.com.br&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 27 Dec 2011 22:07:03 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../dinamica-para-estudo-tres-cafes-da-manha-diferentes</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../dinamica-para-estudo-tres-cafes-da-manha-diferentes</guid></item><item><title>DINÂMICA: "Auxílio Mútuo"</title><description>&lt;p&gt;OBJETIVO: Para reflexão da importância do próximo em nossa vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Material: Pirulito para cada participante, e os seguintes comandos: todos devem segurar o pirulito com a mão direita, com o braço estendido. Não pode ser dobrado, apenas levado para a direita ou esquerda, mas sem dobrá-lo. A mão esquerda fica livre. Primeiro solicita-se que desembrulhem o pirulito, já na posição correta(braço estendido, segurando o pirulito e de pé, em círculo). Para isso, pode-se utilizar a mão esquerda. O mediador da dinâmica recolhe os papeis e em seguida, dá a seguinte orientação: sem sair do lugar em que estão todos devem chupar o pirulito! Aguardar até que alguém tenha a iniciativa de imaginar como executar esta tarefa, que só há uma oferecer o pirulito para a pessoa ao lado! Assim automaticamente, os demais irão oferecer e todos poderão chupar o pirulito. Encerra-se a dinâmica, cada um pode sentar e continuar chupando se quiser, o pirulito que lhe foi oferecido. Enquanto isso o mediador da dinâmica lê a seguinte reflexão:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;CÉU E INFERNO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus convidou um Rabino para conhecer o céu e o inferno. Ao abrirem a porta do inferno, viram uma sala em cujo centro havia um calderão onde conzinhava uma suculenta sopa. Em volta dela, estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cada uma delas segurava uma colher de cabo tão comprido que lhe permitia alcançar o calderão, mas não suas próprias bocas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O sofrimento era imenso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em seguida, Deus levou o rabino para conhecer o céu.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo calderão, as pessoas em volta, as colheres de cabo comprido.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A diferença é que todos estavam saciados.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-" Eu não compreendo"- disse o Rabino.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-"Por quê aqui as pessoas estão felizes, enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual"?.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deus sorriu e respondeu:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;-"Você não percebeu? É porque eles aprenderam a dar comida uns aos outros".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Obs: Ao termino da leitura. Abre-se a discussão que tem como fundamento maior dar abertura sobre a reflexão de quanto precisamos do outro para chegar a algum objetivo e de que é ajudando ao outro que seremos ajudados.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fonte: Mensagens e Poemas.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 20 Dec 2011 11:44:25 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../dinamica-auxilio-mutuo</link><guid>http://cirandas.org/mulheres-da-economia-solidaria/vive-dentro-de-mim-a-mulher..../dinamica-auxilio-mutuo</guid></item></channel></rss>