<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) marcio sousa</title><link>http://cirandas.org/marcionin</link><description>Conteúdo do(a) marcio sousa publicado no CIRANDAS</description><item><title>Oficinas Ciranda</title><description>#&lt;Proc:0x00006551ef95d7f0@/app/app/models/event.rb:110&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Mar 2011 15:57:24 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/marcionin/blog/oficinas-ciranda</link><guid>http://cirandas.org/marcionin/blog/oficinas-ciranda</guid></item><item><title>O mito do agronegócio empresarial </title><description>&lt;p&gt;O setor no Mato Grosso do Sul concentra muita terra, gera pouco  emprego e desperdiça recurso público. Confira mais uma análise da CPT MS  sobre a produção e as transformações da agropecuária no estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Comissão Pastoral da Terra-Regional Mato Grosso do Sul (CPT/MS), em  mais uma análise que resgata o estudo da doutora Rosemeire Aparecida de  Almeida, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS),  apresenta a análise comparativa das transformações na agropecuária entre  a região Leste do MS e Norte Central Paranaense. A pesquisa teve como  referência os censos agropecuários do IBGE de 1995/96 e 2006. A primeira  parte da matéria resgatou que, comparativamente, os pequenos  estabelecimentos tiveram mais eficiência produtiva que as grandes  unidades de produção. Nesta parte fica demonstrada que, comparando os  dados de posse e uso da terra entre as duas regiões, a concentração  fundiária na região Leste bloqueia a geração de trabalho, renda e  riqueza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A segunda metodologia da pesquisa, que é a comparação das amostras  regionais, evidencia uma estrutura fundiária menos concentrada no Paraná  e, portanto, a divisão mais equânime da terra. Por outro lado, estes  dados confrontados com os dados da produção (área colhida, volume da  produção e valor da produção), explicitam a relação destes modelos de  estrutura fundiária com o uso da terra. Um dos apontamentos fundamentais  é que a desconcentração fundiária e, portanto, a pequena unidade tem  papel preponderante na pujante produção agropecuária da região do Norte  Central paranaense.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Posse e propriedade de terra&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Na região Leste os dados do IBGE revelam que os estabelecimentos de  até menos de 50 ha (6.023) ocupam 1,55% da área total, por outro lado na  região do Norte Central o número de estabelecimentos de até menos 50 ha  (45.724) ocupa 21,81% da área total. Já os estabelecimentos acima de  1000 ha representam 14,24% na região Leste do MS, detendo 73,45% da  área. No Norte Central do PR são 0,25% ocupando 13,5% da área.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Uso da terra&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A pesquisa destaca que apesar do rebanho bovino da região Leste de  Mato Grosso ser mais de quatro vezes superior em relação à região Norte  Central paranaense, a quantidade produzida de leite é superior nesta  última, situação a indicar a finalidade distinta da produção pecuária.  Sendo que, esta distinção se materializa em classes de área e uma  simetria permanece, qual seja: nas duas regiões é a pequena unidade quem  responde pela maior produção de leite. Na região Leste, 42,68% do leite  produzido provém dos estabelecimentos de menos de 100 ha e 76,93%, na  região Norte Central.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Geração de Emprego&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Nos dados acerca do pessoal ocupado, a realidade diverge no tocante  ao desempenho dos extratos abaixo de 50 ha, situação que guarda estreita  relação com o modelo da estrutura fundiária de cada região estudada.  Assim, na região Leste, que tem uma estrutura fundiária extremamente  concentrada, os estabelecimentos com menos de 50 ha, que detém apenas  1,55% da área, vão ocupar 31,29% do pessoal, enquanto que os  estabelecimentos acima de 1000 hectares, que possuem 73,45% da área, vão  ocupar 33,02% da mão de obra. Já a região do Norte Central, que se  encontra mais fragmentada, as classes de área de menos de 50 hectares  ocupam 70,44% da mão de obra e as classes com mais de 1000 hectares tão  somente 3,65%. Realidade que reforça a premissa de que a terra  fracionada é sinônimo de geração de emprego.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em relação aos valores da produção, verifica-se que na região Leste  as classes de área de menos de 50 hectares foram responsáveis por 5,89%  do valor total produzido e a classe de área com mais de 1000 hectares  por 71,98%.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Valor da produção e financiamento&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Cruzando estes dados com o valor dos financiamentos obtidos  observa-se que a eficiência da pequena unidade é maior, pois a classe de  área de mais de 1000 hectares obteve financiamento de mais de 1 bilhão  de reais e gerou um valor de produção total de 524 milhões; a pequena  unidade de produção de menos de 50 ha acessou 2,4 milhões (0,21% do  valor total dos financiamentos obtidos) e gerou um valor de produção  total de 42,9 milhões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou seja, a classe de área de menos de 50 hectares multiplicou por  quase 20 o valor do financiamento e a grande dividiu por dois o valor do  financiamento. Portanto, a grande unidade de produção produziu metade  do valor que tomou de recursos públicos. Na região Norte Central a  classe de menos de 50 ha multiplicou por 10 o valor do financiamento,  enquanto que a classe acima de 1000 não chegou a multiplicar por cinco o  valor do financiamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando comparamos os valores totais da produção agropecuária entre as  duas regiões a diferença fica ainda mais gritante. O valor da produção  do Norte Central é de R$ 2.905.481.000,00 e da região Leste de apenas R$  728.201.000,00. Já os valores de financiamentos são da seguinte ordem:  R$ 445.201.000,00 no Norte Central e de R$ 1.154.191.000,00 na região  Leste. Considerando que a área total da região Leste é mais que três  vezes superior à região do Norte Central, podemos afirmar que a  concentração fundiária da região Leste bloqueia a geração de trabalho,  renda e riqueza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Informe da CPT, publicado pelo EcoDebate, 21/01/2011&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Mar 2011 15:40:17 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/marcionin/blog/o-mito-do-agronegocio-empresarial</link><guid>http://cirandas.org/marcionin/blog/o-mito-do-agronegocio-empresarial</guid></item></channel></rss>