<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Instituto Paulo Freire</title><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire</link><description>Conteúdo do(a) Instituto Paulo Freire publicado no CIRANDAS</description><item><title>Paulo Freire recebe o Título de Patrono da Educação Paulistana</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Patrono.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Cerimônica acontece dia 9 de outubro de 2018, na PUC-SP. Confira!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt; 0&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Patrono.jpg" alt="Patrono"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;0&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Na próxima terça-feira, (9/10), às 19h, acontece a cerimônia de entrega do Título de Patrono da Educação do Município de São Paulo a Paulo Freire, que será recebido pelos familiares do educador no Auditório 239 da PUC-SP. A iniciativa é do Vereador Toninho Vespoli (PSOL), autor da lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Paulo Freire é um dos intelectuais brasileiros mais respeitados em todo mundo. Foi criador da teoria de aprendizagem conhecida como “Método Paulo Freire”, que revolucionou a educação no País. Seu pensamento continua atual, é uma referência mundial em educação. Sua valorização da educação crítica como prática da liberdade se torna cada vez mais necessária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Convidados(as) confirmados:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Professora Nita Freire&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Lisete Arelaro (professora de educação da USP)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Moacir Gadotti (Instituto Paulo Freire)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Alexandre Schneider (Secretário Municipal de Educação)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Daniel Cara (Coordenador Nacional da Campanha pelo Direito à Educação)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Ana Saul (Coordenadora da Cátedra de Paulo Freire da PUC)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Luiza Erundina (deputada federal pelo PSOL e ex-prefeita de SP)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Toninho Vespoli (vereador e autor do título)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Lutgardes Freire (filho de Paulo Freire)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Maria de Fátima Costa Freire (filha de Paulo Freire)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Mário Sérgio Cortella (filósofo)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- Antônio Donato (vereador e coautor do título)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     A PUC- SP fica na Rua Monte Alegre, 984 - Perdizes, São Paulo - SP - 05014-901.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.paulofreire.org/#PauloFreireSempre"&gt;#PauloFreireSempre&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 23 Oct 2018 17:33:03 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/paulo-freire-recebe-o-titulo-de-patrono-da-educacao-paulistana</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/paulo-freire-recebe-o-titulo-de-patrono-da-educacao-paulistana</guid></item><item><title>Projetos inovadores na área de Educação recebem Prêmio Paulo Freire</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/CapaPPF2018.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A 13ª edição do Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal foi realizada em 17 de setembro, na Câmara Municipal de São Paulo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;table align="center"&gt;

&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/noticias/Capturar2.JPG" alt="Capturar2" width="500" height="319"&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td align="center"&gt;&lt;span&gt; Premiados de 2018 no Prêmio Paulo Freire.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;

&lt;/table&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Jota Abreu - Da Redação (Câmara Municipal de São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Matéria publicada originalmente em: &lt;a href="http://www.saopaulo.sp.leg.br/blog/projetos-inovadores-na-area-de-educacao-recebem-premio-paulo-freire/"&gt;http://www.saopaulo.sp.leg.br/blog/projetos-inovadores-na-area-de-educacao-recebem-premio-paulo-freire/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Educadores da Rede Municipal, que desenvolvem projetos inovadores, foram premiados durante a cerimônia da 13ª edição do Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal na Câmara Municipal de São Paulo, nessa segunda feira (17/9).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Doze projetos receberam prêmios em quatro categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II/Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. 81 projetos foram avaliados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“A primeira vertente avaliada são as concepções do mestre Paulo Freire. Ele falava que a leitura do mundo precede a leitura das palavras. Então temos um olhar dentro dessa concepção, com vários itens avaliados. Vários projetos são bons, mas alguns nos ganharam dentro de alguns detalhes na concepção freireana”, disse a representante da Comissão Julgadora do Prêmio Patrícia Pimenta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O filho mais novo de Paulo Freire, o sociólogo Lutgardes Costa Freire, disse que “a cada vez que participo dessas cerimônias, fico muito contente, porque significa que a chama do meu pai, de todo seu pensamento e pedagogia, não está apagada. As pessoas continuam falando de sua obra e da importância da escola”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Sessão foi presidida pelo vereador Toninho Vespoli (PSOL). Ele considera que a premiação, deste ano, tem um significado especial. “ Foi aprovado aqui na Câmara um Projeto de Lei que declara Paulo Freire patrono da educação do município de São Paulo, como já era considerado no Brasil. Há um debate sobre autonomia do professor no processo de ensino-aprendizagem. E neste contexto, ainda há os que defendem retirar o nome de Paulo Freire como patrono da Educação, mesmo ele sendo reconhecido internacionalmente como um dos maiores educadores que já existiu”,  analisou o vereador.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto “Diretor e Diretora de Escola por um Dia”, da EMEI Nelson Mandela, do bairro do Limão, ficou em primeiro lugar na categoria Educação Infantil. Segundo a diretora da unidade, Cibele Araújo Racy Maria, há reuniões com pais de alunos e funcionários e outra com alunos, onde são avaliadas as ações e apresentadas sugestões para uma melhor gestão escolar. “É uma forma rápida, inteligente, interessante e lúdica de uma gestão democrática. Estou há 14 anos na escola e é mais uma  oportunidade de oxigenar as ideias com pessoas que tem percepções diferentes. Com a colaboração de todo mundo a escola melhora a qualidade”, contou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na categoria Ensino Fundamental I, o primeiro lugar ficou para o projeto “Futuro Doador”, desenvolvido na EMEF Professora Wanny Salgado Rocha, da Vila União. A iniciativa tratou da conscientização para a importância da doação de sangue. Houve palestras, panfletagem e os alunos foram mobilizados para encontrar doadores numa ação concreta. “Os próprios alunos fizeram a divulgação com os pais e conseguiram mais de 20 doadores”, disse a professora Patrícia Lopes Silva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro lugar da categoria Ensino Fundamental II/Ensino Médio foi para “O Migrante Mora em Minha Casa”, da EMEF Infante Dom Henrique, no bairro do Canindé. O professor Cesar Luís Sampaio participou da formação “Migração como direito humano: rompendo o vínculo com o trabalho escravo”, uma parceria da ONG Repórter Brasil com a Secretaria Municipal de Educação, e o conhecimento adquirido ajudou na concepção do projeto. “Nossa escola tem 20% de alunos migrantes. Em São Paulo, todos nós somos migrantes de alguma maneira, seja daqui ou de outro país. Então fizemos essa sensibilização, falamos sobre os estigmas que os migrantes sofrem e trouxemos a discussão sobre trabalho escravo até descobrir que havia situações assim no próprio bairro”, detalhou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já o projeto “Vozes poéticas: a identidade periférica no CIEJA”, do CIEJA Professor Francisco Hernani Alverne Facundo Leite, no Jardim Consórcio, foi o vencedor da categoria Educação de Jovens e Adultos, com a intenção de despertar o talento de escritores e leitores com enfoque especial na poesia. “Nosso projeto vem ao encontro de Paulo Freire porque trata das vozes poéticas de jovens, adultos, senhoras, senhores e alunos com deficiência. Esses saraus aconteceram de forma muito bonita, desde o ano passado, e dá voz a essas pessoas, que nem sempre acham que podem participar, mas que no processo descobrem que são protagonistas”, explicou a diretora Sulene Borges Rosa Medeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Prêmio Paulo Freire de Qualidade do Ensino Municipal é entregue anualmente desde 1998. Ele homenageia a vida e o trabalho do educador, pedagogo e filósofo brasileiro Paulo Freire. O objetivo é estimular e valorizar as iniciativas que, pautadas na busca de alternativas e na criatividade, estejam alinhadas a uma política educacional comprometida com a melhoria do processo de ensino-aprendizagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;LISTA DOS PREMIADOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Categoria 1 – Educação Infantil&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 1º Lugar – Projeto “Diretor e diretora de escola por um dia”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsável: Diretora Cibele Araujo Racy Maria EMEI Nelson Mandela&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 2º lugar – Projeto Desconstruindo o mito do “lápis cor de pele”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsável: Professora Solange Alves Bueno Rolemberg Vicente EMEI Eduardo Carlos Pereira&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 3º lugar – Projeto “Família… início de nossa história”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsáveis: Professoras Claudineia da Silva Souza e Janaina Pereira da Silva, e Diretora Ana Rita da Cunha Melo CEI Chácara Bela Vista I&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Categoria 2 – Ensino Fundamental I&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 1º Lugar – Projeto “Futuro doador”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsável: Professora Patrícia Lopes Silva&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;EMEF Professora Wanny Salgado Rocha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 2º lugar – Projeto “Patrulheiros do Futuro – Educação ambiental para a formação de cidadãos críticos e conscientes, em defesa dos animais e do planeta”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsáveis: Professoras Daniele Pereira Rodrigues do Prado, Ludimilla de Paiva Pinto, Márcia Nascimento Ferreira do Rio e Nadia Machado Daenekas de Souza EMEF Ulysses da Sylveira Guimarães&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 3º lugar – Projeto “Reciclar: ação para a sustentabilidade”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsáveis: Professores Rita de Cássia Frias, Debora Rodrigues de Oliveira Antolino, Marcos Medeiros Dantas e Selma Regina Machado EMEBS Helen Keller&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Categoria 3 – Ensino Fundamental II e Médio&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 1º Lugar – Projeto “O migrante mora em minha casa”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsáveis: Professores Cesar Luís Sampaio e Rosely Honório Marchetti EMEF Infante Dom Henrique&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 2º lugar – Projeto “Spot radiofônico – vozes que encantam, comemoram e representam!”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsáveis: Professores Carolina Lobrigato e Joines Gustavo Ruiz Garcia EMEF Altino Arantes&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 3º lugar – Projeto “Essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós: uma experiência de gestão democrática da escola pública”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsáveis: Diretora Priscila Damasceno Arce, Assistente de Direção Ana Cristina Santos, e Coordenadoras Pedagógicas Cristiane Menezes da Cunha e Eliana Soares de Lima Andrade EMEF Sebastião Francisco, o negro&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Categoria 4 – Educação de Jovens e Adultos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 1º Lugar – Projeto “Vozes poéticas: a identidade periférica no CIEJA”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsáveis: Diretora Sulene Borges Rosa Medeiros, Coordenadora Pedagógica Jacqueline Aparecida da Silva Aguiar, Professoras Dianna Melo da Silva e Renata Carolina Gibelli Messias CIEJA Professor Francisco Hernani Alverne Facundo Leite&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 2º lugar – Projeto “Mulheres de fibra, cada fio da história faz a fibra que nos forma!”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsável: Professora Gladis Cassapian Barbosa CIEJA Santana/Tucuruvi&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– 3º lugar – Projeto “Competências leitora e escritora na construção de projetos interdisciplinares / Jornal Mural e produção de filme”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsáveis: Professoras Aline Patrícia Avelino Ferraz e Monica Ivone dos Santos e Coordenadoras Pedagógicas Katia Aparecida Ferraz dos Santos e Lucy Carlota Rampim Teixeira CIEJA Professora Marlúcia Gonçalves de Abreu&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.paulofreire.org/#PauloFreireSempre"&gt;&lt;strong&gt;#PauloFreireSempre&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 23 Oct 2018 17:33:03 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/projetos-inovadores-na-area-de-educacao-recebem-premio-paulo-freire</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/projetos-inovadores-na-area-de-educacao-recebem-premio-paulo-freire</guid></item><item><title>Os 50 anos de 'Pedagogia do Oprimido', e o legado amoroso e libertador de Paulo Freire</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/CapaPOEntrevista.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Seu mais famoso livro trouxe uma nova visão para a perspectiva opressor e oprimido, e na relação entre professor e aluno.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Por Luciano Velleda, da RBA, publicado em 22/09/2018.&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;Matéria publicada originalmente em: &lt;a href="https://www.redebrasilatual.com.br/revistas/144/os-50-anos-de-pedagogia-do-oprimido-obra-prima-de-paulo-freire"&gt;https://www.redebrasilatual.com.br/revistas/144/os-50-anos-de-pedagogia-do-oprimido-obra-prima-de-paulo-freire&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;0&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;São Paulo – Paulo Freire estava no exílio no Chile, em 1968, trabalhando no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA), quando lançou &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;. O livro viria a ser a grande obra da vida do educador e pensador, traduzido para diversas línguas e revelando a gênese do pensamento freiriano ao esmiuçar as relações entre opressores e oprimidos e, a partir daí, sugerir a emancipação do indivíduo por meio do pensamento crítico e libertário. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Patrono da Educação Brasileira, doutor honoris causa por 27 universidades, seu trabalho é considerado "Patrimônio Documental da Humanidade" pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Para marcar a data do seu aniversário – Paulo Freire completaria 97 anos no último dia 19 de setembro – e celebrar os 50 anos de publicação da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, o Instituto Paulo Freire planejou a "Semana Paulo Freire", com vídeo-aulas de Moacir Gadotti, Mário Sérgio Cortella, Carlos Rodrigues Brandão, José Eustáquio Romão, Paulo Roberto Padilha, Ângela Biz Antunes, Francisca Pini, Sônia Couto e Sheila Ceccon. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;"A educação não resolve tudo, mas tudo passa pela educação. Ela tem muito a contribuir para uma sociedade mais justa, mais equânime, para um mundo mais sustentável, uma vida mais feliz. É isso que nós trabalhamos em todos os projetos que fazemos", afirma Paulo Roberto Padilha, diretor-pedagógico do Instituto Paulo Freire. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Nessa entrevista à RBA, Padilha fala sobre a influência de Paulo Freire na educação mundial, a importância e atualidade da sua obra para o Brasil conflagrado de 2018, faz ponderações sobre o processo de "demonização" do pensamento freiriano em certos setores da sociedade brasileira, e explica quais são os caminhos para manter vivo e atuante o seu legado.   &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Qual a importância do livro Pedagogia do Oprimido 50 anos depois do seu lançamento? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;É um livro emblemático, que estabelece as bases do pensamento do Paulo Freire na relação opressão e oprimido. Um livro que chegou a todo mundo rapidamente e que, nestes 50 anos, foi traduzido para inúmeras línguas. Ele traz uma nova visão de mundo, de relações humanas, sobretudo na perspectiva opressor e oprimido, e também na relação pedagógica entre professor e aluno. Traz a novidade da relação humanizada, para superar a desumanização de uma educação que ele chamou de "bancária'. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;O livro segue sendo atual para a realidade do Brasil e do mundo? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Nós que pesquisamos Paulo Freire e seu legado, não somos discípulos nem seguidores, puramente. Discípulo é aquele que segue cegamente. Nós não, a gente pesquisa a obra, e ao pesquisar a obra, a cada leitura, descobre e redescobre sua atualidade, mas não só para o momento presente. Ele é um guia e uma inspiração para a educação do futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Muitos dizem que o livro é muito crítico — e ele é um livro crítico —, mas no sentido amargo da palavra, mas não: ele diz que a relação com o oprimido é feita e construída por ele. E estimula fundamentos básicos para a vida humana, como o diálogo, a amorosidade, a humanização, a interatividade. São várias palavras que, na leitura desse livro, você vai percebendo como ele é atual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;O capítulo quatro do livro, que é um dos mais importantes, fala da teoria da ação antidialógica e da ação dialógica, mostra como essa dominação do opressor contra o oprimido acontece, por meio da tentativa de conquista permanente de um pelo outro, da divisão para manter a opressão, dividir para enfraquecer, da manipulação através dos meios de comunicação de massa, dessa invasão cultural permanente que é uma forma de penetrar na cultura do outro impondo sua lógica, sua visão de mundo, quase cancelando a visão do oprimido e sua própria cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Então, ele propõe, nos anos 60, algo que hoje, com a atual crise internacional e brasileira, a gente vê que é muito necessário nos dias atuais. Por isso que nos inspira, nos remete a perspectiva da ação dialógica, que exige a colaboração, a união com as pessoas, a organização coletiva, respeito a adversidade, assuntos que são tratados hoje, respeito às diferenças, às todas as etnias, todas religiosidades, sexualidades, faixas etárias. Então Paulo Freire é atual porque ele respeita a pessoa, a dignidade humana. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Paulo Freire é uma referência para muitos, mas também desperta críticas de outros tantos. A que se deve isso? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Ao contrário do que muitos dizem, ele jamais poderia ser um doutrinador, ou querer destruir a educação brasileira, como temos escutado em algumas mídias ou nas redes sociais, por gente que certamente desconhece Paulo Freire. Pelo contrário, ele era um humanista cristão, por conta da sua perspectiva de inclusão, de dignidade, em tentar fazer com que a educação não reproduzisse o que a sociedade tem feito historicamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Por isso que, depois de 50 anos, é um livro muito atual, prazeroso de ler, convida sempre a uma reflexão sobre o que acontece no mundo. E fala que antes de qualquer projeto humano, temos que ler a realidade, conhecer para depois intervir. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Como se chegou a essa espécie de "demonização" de sua obra e pessoa, vigente em alguns setores da sociedade? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Isto tem muito a ver com o que está acontecendo no país hoje. Vivemos num Estado de exceção, num Estado em que a liberdade de expressão ainda é permitida, mas com restrições, sobretudo nesse processo político de eleições, no acirramento de forças de direita e extrema-direita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Paulo Freire foi, enquanto cidadão, fundador do PT, e o PT foi demonizado nos últimos anos, a partir do golpe contra a presidenta Dilma, a prisão de Lula. Então há um contexto, com meios poderosos de comunicação de massa comprometidos com os opressores, comprometidos com a sociedade injusta. Eles constroem uma lógica e plantam o acirramento da intolerância. Então a intolerância acaba sendo, para eles, algo positivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;E diria mais, a população brasileira acabou não se educando politicamente, como nós gostaríamos. A própria escola foi abandonada, o analfabetismo de 11 milhões de brasileiros está inerte. De 7,2% da população em 2017, o Brasil continuou com 7% em 2018 – menos de 300 mil pessoas foram alfabetizadas em um ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;A lógica da cultura sendo destruída, abandonada. Todas as ações do atual governo são um conjunto de medidas que negam o direito e fragilizam ainda mais os 'esfarrapados do mundo', como diria Paulo Freire. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;O pensamento libertário de Paulo Freire incomoda o sistema dominante? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;É claro que quando você tem uma teoria super consistente e que coloca na mesa a situação concreta em que as pessoas vivem, de opressão, e incentiva que elas reflitam, pensem sobre sua vida, sua existência, sobre as relações humanas e de trabalho injustas, é claro que os poderosos e os opressores não querem que isso venha à tona.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Então acabam demonizando e estimulando inclusive a violência, a intolerância. Paulo Freire falava que o "conflito é necessário à educação", mas não é possível dialogar com quem é intolerante e não escuta. Só mesmo o processo de educação de médio e longo prazo seria capaz de reverter essa história. Claro que temos diante de nós o capitalismo, o neoliberalismo, as potências mundiais, o poder econômico, onde poucas corporações ditam as regras da política.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Então hoje os políticos também estão submetidos, rendidos e vendidos a essa lógica antidialógica que não contribui em nada para que figuras como Paulo Freire sejam valorizadas, como são no mundo inteiro. Mas aqui no Brasil, por conta dessa lógica reacionária, não interessa aos poderosos e a quem se alimenta da opressão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Como diria Paulo Freire, "a palavra abre a consciência", coloca em risco o status quo, as condições do presente, onde os benefícios são sempre para os mesmos. Então estamos num Estado de exceção que tem reflexos diretos na educação, mas nem assim a gente se sente vencido ou enfraquecido, porque a gente percebe a força e a capacidade da obra de Paulo Freire. Se diz que a crise gera oportunidade... Paulo Freire diria que a "crise gera gravidez", a gravidez de ideias, perspectivas e propostas. Então estamos muito desafiados hoje a buscar alternativas e soluções. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Depois de &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, Paulo Freire escreve &lt;em&gt;Pedagogia da Esperança&lt;/em&gt;. Como foi essa evolução em seu pensamento? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;As bases do seu pensamento estão no seu primeiro livro, que se chama Educação e Atualidade Brasileira, publicado em 1959. Então ele vem, reiteradamente, denunciando a existência de opressores e oprimidos; ele retoma depois de vinte anos as teses da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; e escreve a &lt;em&gt;Pedagogia da Esperança&lt;/em&gt;, faz críticas. Pega a questão da conscientização, muito valorizada na &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, e diz que só ela "não dá conta", que a conscientização precisa vir associada a "ação transformadora".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;A partir do momento em que eu acabo conquistando uma consciência crítica, parto da consciência crítica para uma consciência científica, mas não basta também, tem que ter uma consciência política e transformadora, transcendo essa análise objetiva da sociedade, e faço uma análise da cultura, da sensibilidade. Paulo Freire acreditava em Deus, um humanista cristão que era capaz de juntar numa mesma imagem Cristo e Lenin, essa junção complementar. Paulo Freire, em suas publicações posteriores, discute a ecologia, a sustentabilidade, questiona a destruição da natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Quais alternativas existem para, em 2018, tentar pôr em prática o pensamento freiriano? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Lembro de alguns neologismos que Paulo Freire criou, como "esperança sem espera", porque não basta ter esperança, tem que partir para a ação. Ou "paciência impaciente", que quer dizer que a sua paciência tem limite. Quando se trata da injustiça, da ofensa e degradação humana, nós temos que reagir, resistir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;E como alternativa de mudança desse contexto atual, nós no Instituto Paulo Freire e em várias partes do mundo, estamos resistindo bravamente, dando ênfase aos 50 anos da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; e, ao fazer isso, a gente também revive a história da educação crítica brasileira, da educação popular e cidadã.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Estamos lançando agora &lt;em&gt;Reiventando Freire&lt;/em&gt;, com 63 artigos de freirianos e freirianas do mundo, todos eles falando do que fazemos há 27 anos no Instituto, onde temos estimulado todas as instâncias e modalidades de educação a estudarem Paulo Freire e pesquisar a partir da sua obra. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Neste livro, o Mário Sérgio Cortella diz que "Paulo Freire não está morto, está sempre presente", nos inspirando no presente. O artigo do Cortela chama-se &lt;em&gt;Utopias e Esperanças&lt;/em&gt;, a utopia desse autor tão importante ser valorizado e respeitado no Brasil, não ser ofendido como tem sido, numa perspectiva violenta e intolerante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Falta então a gente conquistar mais universidades, tem muito pouca presença de Paulo Freire nas universidades, mas a gente tem nesses anos todos de trabalho alcançado muita gente pelo Brasil, muitos projetos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;br&gt;&lt;strong&gt;Como vai ser a Semana Paulo Freire? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;É uma semana em que a gente discute, por sete dias seguidos, o livro&lt;em&gt; Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; com Moacir Gadotti, Mário Sérgio Cortella, Carlos Rodrigues Brandão, José Eustáquio Romão e vários educadores do Instituto fortalecendo esse legado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;A gente comemora e aproveita pra mostrar para as pessoas que pouco conhecem Paulo Freire, que ele não era um cara rançoso, vingativo, muito pelo contrário, ele jamais seria, na sua perspectiva teórica e prática, um doutrinador, como vimos a imprensa noticiar. Paulo Freire fala de amorosidade, de felicidade, justiça, superação da opressão, fala de tolerância. Como alguém que fala de tolerância pode plantar a guerra? A gente quer a humanização dos homens, e as escolas ainda têm trabalhado na perspectiva da desumanização. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Paulo Freire fala, na &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, que o diálogo "não impõe", "não domestica", "não vive de slogans". E nós vivemos tempos de slogans que são facilmente repetidos, sem reflexão, sem consciência crítica. E a gente planta outra perspectiva, a da educação continuada, em que se educa a vida inteira, uma escola que não desvaloriza o estudante, pelo contrário, onde ele tenha o direito, ao contrário do que diz a "Escola sem Partido", a reforma do ensino médio, muito frágil na perspectiva curricular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Chamo isso de uma educação que parte da cultura da pessoa e permite que suas subjetividades estejam presentes no diálogo, e então a gente define o diálogo da cultura com a educação, da educação com a ciência, da ciência com a política. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Paulo Freire tem mais reconhecimento no exterior do que no Brasil? &lt;/strong&gt;&lt;br&gt;No livro &lt;em&gt;Reiventando Freire&lt;/em&gt;, Martin Carnoy escreve o artigo "Paulo Freire continua relevante para a educação dos Estados Unidos". Ele diz que até hoje, quando se fala em Paulo Freire nos Estados Unidos, num simpósio, num seminário, há muito interesse em participar, as pessoas ainda são ávidas em entender e conhecer o que ele escreveu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;A gente recebe no Brasil comitivas da África, da Europa, dos Estados Unidos, da Ásia, como Japão e China, até porque a &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; foi publicada nessas línguas todas. O Paulo Freire ainda é mais valorizado fora do Brasil do que no Brasil. Por essa razão, desde 1998 a gente realiza encontros internacionais, o primeiro foi em São Paulo, depois já passou por oito países, até chegar neste de agora, na Colômbia, o 11º Encontro Internacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;Participam, em média, nestes encontros, de 15 a 20 países, que desenvolvem trabalhos e pesquisas na educação. Esse evento na Colômbia tem o desejo de fortalecer lá o legado freiriano, que tem sido pouco trabalhado na América Latina, com exceção do Brasil. Temos sede no Chile, agora na Colômbia, na Argentina, temos pessoas associadas a nossa rede UniFreire, de mais de 100 países.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.paulofreire.org/#PauloFreireSempre"&gt;#PauloFreireSempre&lt;/a&gt;   &lt;a href="http://www.paulofreire.org/#InstitutoPauloFreire"&gt;#InstitutoPauloFreire&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 23 Oct 2018 17:33:02 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/os-50-anos-de-pedagogia-do-oprimido-e-o-legado-amoroso-e-libertador-de-paulo-freire</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/os-50-anos-de-pedagogia-do-oprimido-e-o-legado-amoroso-e-libertador-de-paulo-freire</guid></item><item><title>São Paulo celebra os 50 anos da "Pedagogia do Oprimido"</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/capa_50anos.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Homenagem ao educador Paulo Freire e à sua obra-prima, que chega ao seu cinquentenário atualíssima, acontece no dia 29 de agosto, na Câmara Municipal de São Paulo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/ped.jpg" alt="ped" width="400" height="310"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;0&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;     A obra-prima de Paulo Freire, escrita no exílio no Chile, em 1968, chega ao seu cinquentenário atualíssima. Ela teve e continua tendo um impacto mundial nos campos da educação, da política e da cultura. Pela enorme importância da obra freiriana, a Unesco considerou "Patrimônio Documental da Humanidade" o acervo de Paulo Freire e incluiu-o no programa "Memória do Mundo".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Somada à celebração dos 50 anos da &lt;em&gt;Pedagogia do oprimido&lt;/em&gt;, recentemente, em 29 de junho de 2018, Paulo Freire foi declarado "Patrono da Educação Paulistana". Os vereadores que elaboraram o PL que resultou nessa declaração, Toninho Véspoli e Antonio Donato, destacaram, no documento, as inúmeras contribuições de Paulo Freire como educador e pedagogo, considerado um dos intelectuais mais notáveis da pedagogia mundial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     A melhor maneira de comemorar os 50 anos da &lt;em&gt;Pedagogia do oprimido&lt;/em&gt; é utilizá-la como instrumento de luta nos dias que correm, quando uma onda neoconservadora ameaça o mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     O mandato do vereador Donato, o Instituto Paulo Freire e a Escola do Parlamento convidam a para a homenagem a Paulo Freire no dia 29 de agosto, na Câmara Municipal de São Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Programação &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- 14h às 15h30 - Acolhimento Cultural - Paulo Roberto Padilha e Lutgardes Costa Freire - Auditório Freitas Nobre&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- 15h30 às 17h30 - Círculos de Cultura - Paulo Freire na educação do município de São Paulo - Sonia Kruppa, João Wanderley Geraldi, Sonia Couto e Cileda dos Santos SantAnna Perrella&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- 18h às 19h - Exposição Projeto Memória - Instituto Paulo Freire - Fundação Banco do Brasil&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- 19h às 21h - Sessão Solene - 50 anos da Pedagogia do Oprimido - Antonio Donato, Humberto Dantas, José Eustáquio Romão, Ladislau Dowbor, Moacir Gadotti, Selma Rocha e Ana Maria Araújo Freire (Nita Freire)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- 21h - Lançamento do livro - &lt;em&gt;Reinventando Freire: a práxis do Instituto Paulo Freire&lt;/em&gt;, Moacir Gadotti e Martin Carnoy, orgs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Inspirados em dois momentos importantes da história da educação - 50 anos da &lt;em&gt;Pedagogia do oprimido&lt;/em&gt; e 100 anos da Reforma Universitária de Córdoba - este livro, &lt;em&gt;Reinventando Freire,&lt;/em&gt; revisita Paulo Freire a partir da práxis de uma instituição criada por ele e que, há 27 anos, continua reinventando seu legado e reafirmando a atualidade do seu pensamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;    Neste livro foram reunidos diferentes olhares que revelam a trajetória de uma instituição em permanente busca de uma práxis pedagógica emancipadora. O desejo de compartilhar a caminhada, apresentando experiências acumuladas ao longo desses anos, está acompanhado do desejo de ampliar a reflexão, de inspirar e ser inspirada por todos aqueles e aquelas que acreditam no papel da educação para a justiça social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Para &lt;strong&gt;adquirir&lt;/strong&gt; o livro, acesse &lt;a href="https://bit.ly/2Lu89cs"&gt;https://bit.ly/2Lu89cs&lt;/a&gt; e leve o exemplar no dia 29/08 para sessão de autógrafos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Câmara Municipal de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Viaduto Jacareí, nº 100 - República - São Paulo - SP.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 12 Sep 2018 20:31:14 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/sao-paulo-celebra-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/sao-paulo-celebra-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido</guid></item><item><title>“Reinventando Freire” é lançado para comemorar os 50 anos da “Pedagogia do Oprimido” e os 27 anos do Instituto Paulo Freire</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/capa_Lan%C3%A7amentoIPF_ReinventandoFreire_070818_28.JPG"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Publicação reúne artigos de 63 autores(as) que apontam caminhos para a educação do futuro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Lan%C3%A7amentoIPF_ReinventandoFreire_070818_52.JPG" alt="LançamentoIPF ReinventandoFreire 070818 52" width="500" height="375"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;     “Reinventando Freire: a práxis do Instituto Paulo Freire” é o nome do livro lançado pelo Instituto Paulo Freire e Lemann Center, na terça-feira (07/08), em São Paulo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     O livro traz artigos e depoimentos de 63 autores, sobre educação Freiriana, e comemora os 27 anos de existência do Instituto que leva o nome do seu fundador e um dos maiores educadores do século XX.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;    &lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Lan%C3%A7amentoIPF_ReinventandoFreire_070818_21.JPG" alt="LançamentoIPF ReinventandoFreire 070818 21" width="189" height="252"&gt;De acordo com Moacir Gadotti, um dos organizadores do livro, o trabalho é fruto de inúmeras reflexões e diálogos sobre a vida e o método de ensino implantado por Paulo Freire por meio da Educação Libertadora no contexto da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;. “Nós somos frutos de uma história e de opções de vida. Nossas experiências e inspirações têm que estar na revolução da educação, por meio de propostas que passam pela responsabilidade e comprometimento de políticas públicas, em produzir conhecimento a partir de vivências do povo mais sofrido”, afirma Gadotti.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Para Gadotti, nos 50 anos da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, a educação não só alfabetiza, mas principalmente, conscientiza o indivíduo na transformação da sociedade. “Nós temos que ter ousadia de construir uma nova mensagem de esperança para trabalharmos uma educação inclusiva, num momento delicado de transição do país. Temos que transformar a sociedade tornando-a mais justa e que a democracia seja acessível a todos”, conclui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     &lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Lan%C3%A7amentoIPF_ReinventandoFreire_070818_68.JPG" alt="LançamentoIPF ReinventandoFreire 070818 68" width="123" height="185"&gt;Já Martin Carnoy, o outro organizador do livro, salienta que a história de vida de Paulo Freire é fundamental para a educação no Brasil. “Recriar o debate sobre o método freiriano é celebrar Paulo Freire da melhor lembrança que temos sobre ele e sua dedicação na transformação da educação no País. A história pode e deve ser relevante, trazendo amplo desempenho com procedimento eficaz na redemocratização da educação”, infere Carnoy.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;    Para Carnoy, temos um grande compromisso pela frente. “A vida interfere na luta contra uma sociedade antidemocrática. Nós estamos no escuro, mas sabemos para onde ir. Sabemos que direção tomar. Temos que trabalhar a educação em sua amplitude, tornando-a libertadora e transformadora e não objeto de opressão e repressão do povo”, finaliza Carnoy.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     O livro pode ser adquirido pelo endereço eletrônico: &lt;a href="https://bit.ly/2Lu89cs"&gt;https://bit.ly/2Lu89cs&lt;/a&gt;&lt;a href="https://bit.ly/2Lu89cs."&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://bit.ly/2Lu89cs."&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;    &lt;span&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Lan%C3%A7amentoIPF_ReinventandoFreire_070818_265.jpg" alt="LançamentoIPF ReinventandoFreire 070818 265" width="311" height="175"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;iPF.Tv&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     O lançamento do livro foi realizado com transmissão ao vivo iPF.Tv, um novo canal no Youtube, criado para divulgar vídeos, séries, programas e cursos relacionados à vida e obra do Patrono da Educação Brasileira e do Instituto Paulo Freire.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;      Assista à iPF.Tv em: &lt;a href="https://www.youtube.com/c/iPFTv2018"&gt;https://www.youtube.com/c/iPFTv2018&lt;/a&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/c/iPFTv2018."&gt;.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 23 Oct 2018 17:33:03 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/reinventando-freire-e-lancado-para-comemorar-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido-e-os-27-anos-do-instituto-paulo-freire</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/reinventando-freire-e-lancado-para-comemorar-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido-e-os-27-anos-do-instituto-paulo-freire</guid></item><item><title>Lançamento do livro “Reinventando Freire”</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Site.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dia 7 de agosto, às 17h, no IPF. Participe! &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Chamada.jpg" alt="Chamada" width="500" height="500"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Dia 7 de agosto, às 17h, no Instituto Paulo Freire, acontece o lançamento do livro REINVENTANDO FREIRE: a práxis do Instituto Paulo Freire, num encontro entre autores(as) e público, ocasião em que também será lançada a iPF.Tv.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Os organizadores e coordenadores - Moacir Gadotti, Martin Carnoy, Angela Biz Antunes e Rebecca Tarlau - apresentarão o livro no Centro de Referência Paulo Freire. O ato se encerrará com um diálogo dos(as) autores com o público presente na sala 5.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     O Instituto Paulo Freire fica na Rua Cerro Corá, nº 550 - São Paulo (SP).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Para adquirir o livro, acesse: &lt;a href="https://bit.ly/2Lu89cs"&gt;https://bit.ly/2Lu89cs&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://bit.ly/2Lu89cs#InstitutoPauloFreire"&gt;#InstitutoPauloFreire &lt;/a&gt;  &lt;a href="http://www.paulofreire.org/#PauloFreireSempre"&gt;#PauloFreireSempre&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 12 Sep 2018 20:31:14 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/lancamento-do-livro-reinventando-freire</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/lancamento-do-livro-reinventando-freire</guid></item><item><title>Nasce mais um Instituto Paulo Freire</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/ipffran%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“Instituto bell hooks - Paulo Freire” é criado em Paris, na França.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/ipffran%C3%A7a.jpg" alt="ipffrança"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;o &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;   Nos dias 8 e 9 de junho, em Paris, na França, foi inaugurado o "Instituto bell hooks - Paulo Freire", durante o Colóquio sobre Pedagogias Emancipatórias, na perspectiva da obra de Paulo Freire.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     A inauguração contou com a presença de Cristina Heiniger, umas das filhas de Paulo Freire. Participaram do Colóquio cerca de 300 pessoas de diferentes países, entre eles Brasil, Colômbia, Argentina, México, Estados Unidos, Canadá, Suíça, Portugal e Argélia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     O nome do Instituto é uma homenagem a bell hooks; pseudônimo de Gloria Jean Watkins, escritora africana residente nos Estados Unidos, pedagoga, militante feminista, cuja obra tem por base a pedagogia crítica de Paulo Freire.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Segundo a professora de filosofia da Université Paris-Est Creteil e uma das responsáveis pelo "Instituto bell hooks – Paulo Freire", Irène Pereira, a instituição recém-criada tem como missão desenvolver pedagogias feministas e críticas buscando promover a justiça social e ambiental, por meio da construção de diálogos e intercambios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Seus principais objetivos são:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- divulgar as produções de pedagogias feministas e críticas, especialmente as obras de bell hooks e de Paulo Freire; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- elaborar uma teoria crítica em educação, apoiando-se nas reflexões filosóficas e em estudos empíricos em ciências sociais, buscando promover o desenvolvimento e a consciência social;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- implementar uma investigação – ação participativa e transformadora que busque analisar situações de desigualdades sociais e discriminações, assim como para transformar e gerar espaços de trabalho, de ensino e de formação mais inclusivos; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- desenvolver práticas pedagógicas feministas e críticas, buscando incentivar uma educação em direitos humanos, em democracia, pela luta contra discriminações e desigualdades sociais e pela consciência ecológica, dentro e fora da escola; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- construir e propor formações relacionadas a pedagogias críticas e feministas;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- desenvolver uma rede francófona com base em pedagogias feministas e críticas de diferentes regiões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.paulofreire.org/#PauloFreireSempre"&gt;#PauloFreireSempre&lt;/a&gt;   &lt;a href="http://www.paulofreire.org/#InstitutoPauloFreire"&gt;#InstitutoPauloFreire&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 12 Sep 2018 20:31:14 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/nasce-mais-um-instituto-paulo-freire</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/nasce-mais-um-instituto-paulo-freire</guid></item><item><title>Participantes do Virtual Educa Bahia 2018 lotam teatro para ouvir sobre o legado do educador Paulo Freire</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Capa_VirtuaEduca.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Presidente de honra do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, falou, em especial, dos 50 anos do livro ‘Pedagogia do Oprimido’.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/noticias/Gadottieduca.jpg" alt="Gadottieduca"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;PUBLICADO NO JGB POR: REDAÇÃO 6 DE JUNHO DE 2018 - &lt;a href="http://www.jornalgrandebahia.com.br/2018/06/participantes-do-virtual-educa-bahia-2018-lotam-teatro-do-iceia-para-ouvir-sobre-o-legado-do-educador-paulo-freire/"&gt;http://www.jornalgrandebahia.com.br/2018/06/participantes-do-virtual-educa-bahia-2018-lotam-teatro-do-iceia-para-ouvir-sobre-o-legado-do-educador-paulo-freire/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.jornalgrandebahia.com.br/2018/06/participantes-do-virtual-educa-bahia-2018-lotam-teatro-do-iceia-para-ouvir-sobre-o-legado-do-educador-paulo-freire/"&gt;&lt;/a&gt;     O novo teatro do Centro Estadual de Educação Profissional, Formação e Eventos Isaías Alves (ICEIA) ficou lotado, nesta quarta-feira (06/06/2018), durante palestra do presidente de honra do Instituto Paulo Freire, Moacir Gadotti, que falou sobre o legado de Paulo Freire, em especial dos 50 anos do livro ‘Pedagogia do Oprimido’. A atividade faz parte da programação do XIX Encontro Internacional Virtual Educa – um dos maiores eventos mundiais sobre inovação e tecnologia aplicadas à Educação, que está acontecendo no CEIA, até esta sexta-feira (8).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     “O livro ‘Pedagogia do Oprimido’ é um marco na história mundial, protagonizado pelo maior educador do século XX e esse livro fantástico, profundo, que encanta e mobiliza, é um divisor de água entre uma pedagogia autoritária e uma pedagogia mais humanizada. A celebração dos 50 anos de lançamento está permitindo um ressurgimento dessa visão humanista de Paulo Freire de trabalhar com a liberdade do aluno, de incentivar o seu protagonismo”, afirmou Gadotti, ao falar sobre a apresentação no âmbito do Virtual Educa. “Estou encantado de estar aqui e ver esta efervescência política e pedagógica. A Bahia mostra o seu protagonismo na Educação com Walter Pinheiro à frente, que trouxe o Virtual Educa para o Estado”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;     O professor Gadotti também falou sobre os resultados da aplicação dos testes cognitivos da 10ª Etapa do Programa Todos pela Alfabetização (TOPA) que é aplicado pelo Instituto Paulo Freire. Na plateia, o operador de máquinas Francisco Bispo dos Santos, 56 anos, que acaba de concluir o curso no TOPA, assistia a tudo com satisfação. “Estou muito feliz de estar aqui. A experiência que tive com o TOPA foi uma oportunidade que Deus mandou e eu agarrei com vontade. Hoje, escrevo o meu nome, faço um bilhete, não erro mais o ônibus e dou conselho a todos em minha volta para fazer como eu”, diz. Ele fez parte de uma experiência exitosa promovida pelo TOPA, em um espaço da Escola Municipal Tenente Gustavo, na zona rural de Capelão, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, onde cerca de 40 pessoas entre 45 e 75 anos tiveram aulas do TOPA e desenvolveram uma horta orgânica em um espaço que estava ocioso na unidade escolar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Outra experiência exitosa do TOPA apresentada no Virtual Educa foi realizada em parceria com a Associação Artística Cultural Odeart, localizada no bairro do Cabula, em Salvador. O coordenador de arte e cultura da entidade, Adriano de Andrade, fala sobre o trabalho realizado na região, junto ao programa. “O TOPA foi importante para nos darmos conta do número expressivo que tínhamos de analfabetos no bairro. Foi um impacto grande perceber essa realidade e, graças ao nosso empenho, junto ao programa, formamos cinco turmas, com cerca de 60 alunos no total. O resultado foi visto na alegria dos alfabetizados que acabaram se mobilizando para multiplicar o trabalho na comunidade”.A atividade contou com a participação das Sambadeiras da Barragem de Santa Helena, da zona rural do município de Dias D´Ávila, se incumbiram da apresentação cultural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Sobre o TOPA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     O Programa Todos pela Alfabetização (TOPA) é desenvolvido pelo Estado em parceria com o Governo Federal e com apoio dos municípios e entidades sociais e sindicais. Com o TOPA, 1,5 milhão de jovens acima de 15 anos, adultos e idosos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, foram alfabetizados na Bahia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;Virtual Educa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     O XIX Encontro Internacional Virtual Educa é um dos maiores eventos mundiais sobre inovação e tecnologia aplicadas à Educação e será realizado pela primeira vez na Bahia. A programação também envolverá atividades no Porto de Salvador, onde acontecerá o Fórum Global sobre Educação e Inovação: Cooperação Sul-Sul, com a participação de representações de países da América Latina, Caribe e África.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Fri, 29 Jun 2018 21:56:59 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/participantes-do-virtual-educa-bahia-2018-lotam-teatro-para-ouvir-sobre-o-legado-do-educador-paulo-freire</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/participantes-do-virtual-educa-bahia-2018-lotam-teatro-para-ouvir-sobre-o-legado-do-educador-paulo-freire</guid></item><item><title>Para além da alfabetização: cultura do silêncio e os 50 anos da Pedagogia do Oprimido</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/manuscrito.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dentre as muitas razões para celebrar o cinquentenário de 1968 está a conclusão dos manuscritos do livro "Pedagogia do Oprimido" que Paulo Freire escreveu no exílio chileno.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;br&gt;Por Venício A. de Lima - Carta Maior - 27/05/2018 10:53 - &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Para-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido/4/40403"&gt;https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Para-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido/4/40403&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="data:image/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP///yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7" alt="C:\Users\janaina\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image002.jpg" width="320" height="1"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Venício A. de Lima&lt;/strong&gt;&lt;br&gt; Professor Emérito da UnB e Pesquisador Sênior do CERBRAS-UFMG&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Dentre as muitas razões para celebrar o cinquentenário de 1968 – “o ano que não terminou”, na feliz expressão de Zuenir Ventura – certamente está a conclusão dos manuscritos do livro &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; que Paulo Freire escreveu no exílio chileno e que viria a ser publicado pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1970, e só quatro anos depois no Brasil. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na carta-dedicatória que fez ao presentear o casal amigo Jacques Chonchol e Maria Edy Ferreira &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a1"&gt;1&lt;/a&gt; com os manuscritos, na primavera de 1968, Freire escreveu: “&lt;em&gt;queria que vocês recebessem estes manuscritos de um livro que pode não prestar, mas que encarna a profunda crença que tenho nos homens&lt;/em&gt;” &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a2"&gt;2&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Freire nunca imaginou que, 50 anos depois, o “&lt;em&gt;livro que poderia não prestar&lt;/em&gt;” estaria traduzido em mais de 30 idiomas (Araujo Freire 2006; p. 380), estaria em sua 65ª edição no Brasil e seria o único livro brasileiro a constar da lista dos 100 títulos mais indicados por professores nas bibliografias das universidades de língua inglesa (Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia) pesquisadas pelo projeto Open Syllabus (G1, 17/2/2016). &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, não poderia estar mais correto ao afirmar que o livro “&lt;em&gt;encarna a profunda crença que tenho nos homens&lt;/em&gt;”, pois esse certamente é o principal e mais universal fio condutor, não só da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, mas de toda a sua obra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao definir pedagogia do &lt;em&gt;oprimido&lt;/em&gt;, Freire afirma que é “aquela que tem de ser forjada &lt;em&gt;com&lt;/em&gt; ele e não &lt;em&gt;para&lt;/em&gt; ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade. Pedagogia que faça da opressão e de suas causas objeto da reflexão dos oprimidos, de que resultará o seu engajamento necessário na luta por sua libertação, em que esta pedagogia se fará e refará” (Freire, 2018, p. 43) ou ainda “é a pedagogia dos homens empenhando-se na luta por sua libertação” (idem, p. 55). Vale dizer: ter consciência da opressão não basta, não é suficiente. Como diz Freire: “reconhecerem-se limitados pela situação concreta de opressão (...) não significa ainda sua libertação (...) somente superam a contradição em que se acham quando o reconhecerem-se oprimidos os engaja na luta por libertar-se” (idem, pp. 48-49). &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desta forma, deslocar o foco da educação (ou da ação cultural) do educador para o educando e argumentar que “ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo” (ibidem, p. 96), parece ser a marca registrada do pensamento freireano. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Faço apenas esse registro sumário do que me parece ser a chave básica da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; e remeto o leitor ou a leitora interessadas também à &lt;em&gt;Pedagogia da Esperança – Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, que Freire escreveu 24 anos depois. Nela ele narra as circunstâncias e desafios, sobretudo no Brasil e no Chile, que o levaram a escrever a &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, além de responder a críticas e reafirmar posições. Ademais, não sendo pedagogo, pretendo salientar outro aspecto neste breve ensaio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma distorção recorrente&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Com o sugestivo título de “Os Múltiplos Paulo Freire”, texto da pedagoga equatoriana Rosa Maria Torres, publicado há quase 20 anos, lembrava que “seguidores e críticos frequentemente coincidiram em reduzir [Paulo Freire] a uma caricatura de si mesmo, enquadrando seu pensamento em uma única área (em geral, a alfabetização de adultos) e restringindo-o a uma série de clichês e mesmo a um método” (Torres, 2001, p. 232).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O próprio Freire, em diversas ocasiões, manifestou seu descontentamento com esse fato. Em entrevista pouco conhecida que concedeu à jornalista Maria do Rosário Caetano, ainda em 1982, apesar de reconhecer que alguns “críticos ou não, têm percebido [a] amplitude de visão que venho propondo”, ele lamentava que: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“&lt;em&gt;Durante muito tempo fui visto como um especialista em educação de adultos, um bom técnico, o autor de um método eficiente. Mas acho que desde meus primeiros estudos, mesmo com ingenuidade, já explicitava uma visão maior da alfabetização. E isto está presente na minha própria compreensão da alfabetização como um ato criador”. (...) E foi partindo desta compreensão crítica, que fui me desdobrando para compreender uma totalidade, para perceber a politicidade, a educabilidade do processo político. Se isto não está claro em meu primeiro livro, em Pedagogia do Oprimido esta percepção se faz bem presente. E se faz clara também na minha prática e na teoria da minha prática&lt;/em&gt;” (Caetano, 1982).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Decorridos todos esses anos, é intrigante que nos eventos sendo realizados para celebrar os 50 anos da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; – no Brasil e no exterior – praticamente só existam participantes pedagogos, educadores populares, filósofos da educação ou especialistas que, mesmo eventualmente oriundos de outros campos de estudo, trabalham com o pensamento de Paulo Freire da perspectiva da educação formal &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a3"&gt;3&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ocasião me parece propícia, portanto, para que esta distorção recorrente seja registrada em memória do pensamento de Freire.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para além da alfabetização&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora Freire tenha continuado a produzir ativamente depois de 1968 até a sua morte repentina em 1997 – ao longo, portanto, de quase 30 anos – &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; é certamente sua obra maior e talvez constitua o melhor exemplo do erro que se comete ao se distorcer e/ou se reduzir seu pensamento apenas a uma proposta de alfabetização de adultos.  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, embora &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; seja um livro, sobretudo, calcado nas circunstâncias históricas da América Latina da segunda metade da década de 60 do século passado &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a4"&gt;4&lt;/a&gt;, a obra preserva sua universalidade e sua atualidade exatamente porque abarca diferentes áreas do conhecimento e atrai estudiosos e profissionais que incluem desde teólogos e filósofos até médicos e terapeutas, passando, é claro, por pedagogos e estudiosos da comunicação social, como é meu caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No final da década de 70, ainda não eram muitos os estudos sobre o pensamento de Freire, mas começava a aparecer, sobretudo no exterior, dissertações e teses na filosofia, na sociologia, no serviço social, nos estudos de religião e na história &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a5"&gt;5&lt;/a&gt;. Creio ter sido um dos primeiros a pesquisar sua obra em busca de eventual contribuição ao campo da comunicação e da cultura (Lima, 2015a). Desde então, vale dizer, ao longo dos últimos 40 anos, continuo redescobrindo um Paulo Freire republicano, que vai muito além do criador de um método de alfabetização de adultos (Lima 2015b). &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestes tristes tempos neoliberais, quando se tenta substituir a soberania popular pela soberania do “mercado”, um bom exemplo da amplitude do pensamento freireano é a potencialidade analítica do conceito de &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; e do seu corolário, &lt;em&gt;políticas de silenciamento. &lt;/em&gt;Para Freire, a cultura do silêncio corresponde a um conjunto de representações e comportamentos ou de “formas de ser, pensar e expressar” que é consequência de uma estrutura de dominação secular na América Latina, espanhola e portuguesa, mas se manifesta também nos países considerados de Primeiro Mundo. Embora de forma desigual, ela condiciona tanto opressores como oprimidos. A &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; é uma dimensão da educação “bancária”, ambiente do tolhimento da voz e da ausência de comunicação, da incomunicabilidade. Caracteriza, portanto, a sociedade à qual se nega a comunicação e o diálogo e em seu lugar se oferecem comunicados (cf. Lima, 2017).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostaria, portanto, de celebrar os 50 anos da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; fazendo sua releitura na perspectiva da presença do seminal conceito de &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; e da busca de sua possível aplicação no tempo presente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;na Pedagogia do Oprimido&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de inúmeras passagens onde se vincula a condição de oprimido à ausência de voz e à impossibilidade de “dizer a palavra” (cf. [Freire, 2018] pp. 48, 50, 108, 113, 136 e 177), só há três referências explícitas ao conceito de &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De certa forma essa pouca presença é compreensível uma vez que a consolidação do conceito no pensamento de Freire ocorre paralelamente à escrita da Pedagogia do Oprimido (1968), no Chile, e sua explicitação mais detalhada vai surgir em texto posterior escrito quando Freire já estava professor convidado da Universidade de Harvard (1969), nos Estados Unidos &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a6"&gt;6&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Onde e em que circunstâncias aparece o conceito de &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(1) A primeira referência é quando Freire discute “a situação concreta de opressão e os opressores”, ainda no capítulo 1 (cf. [Freire, 2018], pp. 61-67) &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a7"&gt;7&lt;/a&gt;.  Ao tratar da “adesão e consequente passagem que fazem representantes do polo opressor ao polo dos oprimidos” (idem, p. 65) – aos quais tem cabido um papel fundamental na luta pela libertação – Freire argumenta que quando esta passagem ocorre, condicionados pela &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt;, na maioria das vezes, os “convertidos” &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a8"&gt;8&lt;/a&gt; trazem consigo preconceitos, deformações, desconfianças e uma profunda descrença na capacidade dos oprimidos de se tornarem sujeitos de sua própria História.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Revela-se aqui um aspecto sempre esquecido em relação à &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt;, isto é, o fato de que ela condiciona não só o comportamento dos oprimidos – que nela nascem imersos e nela são mantidos por uma estrutura social secular de submissão e por políticas de silenciamento –, mas condiciona também os opressores que, socializados na “cultura da dominação” (cf. idem, p. 57), internalizam a percepção de sua superioridade inata e da ignorância incontornável dos oprimidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para aqueles que estudam a mídia brasileira é impossível não evocar aqui o depoimento do professor Laurindo Leal Filho da USP, quando, junto a outros oito docentes convidados de diferentes cursos de jornalismo, visitavam a Rede Globo para conhecer o funcionamento do Jornal Nacional e instalações da empresa no Rio de Janeiro. O grupo tomou conhecimento perplexo e diante de indisfarçável mal-estar, que o editor-chefe do mais importante noticiário da TV brasileira usava como critério de seleção de notícias a referência ao personagem Homer Simpson, identificado com o telespectador padrão do Jornal Nacional. Descreve o professor Laurindo: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“&lt;em&gt;A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta (...). E sua primeira informação viria a se tornar referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático ‘bom-dia’, Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e o raciocínio lento. A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. ‘Essa o Homer não vai entender’, diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia&lt;/em&gt;” (Leal Filho, 2015).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por óbvio, não estamos tratando aqui de um “convertido”, mas o exemplo é emblemático do condicionamento que a &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; opera nos opressores e dos preconceitos, deformações, desconfianças e da profunda descrença que carregam em relação aos oprimidos. Desnecessário lembrar as consequências da adoção desse “modelo” de edição de notícias para a perpetuação de uma &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; no cotidiano de boa parte da população brasileira, telespectadores do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(2) A segunda referência à &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; aparece no Capítulo 2 quando Freire descreve as concepções “bancária” e problematizadora da educação. Aqui ele argumenta ser a &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; uma dimensão da educação “bancária” que ajuda a perpetuar a contradição educador-educandos impedindo que ela seja superada para que se façam ambos educadores e educandos (Freire, 2018, p. 82).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, o conceito de educação bancária se assemelha à “comunicação de massa” – oligopolizada, unidirecional e não-dialógica –, onde poucos falam e muitos escutam.  Freire diz que ela “se torna um ato de depositar, em que os educandos são os depositários e o educador, o depositante. Em lugar de comunicar-se, o educador faz ‘comunicados’ e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem”. E prossegue, “a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guarda-los e arquivá-los” (idem, pp. 80-81).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é assim que funciona a “comunicação de massa”, sobretudo em sistemas privados oligopolizados, sem pluralidade ou diversidade, onde uns poucos “sabem” e tem voz e muitos apenas escutam, se acomodam e são transformados em meros objetos? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é assim que funciona quando uns poucos grupos de mídia detém o poder de construir a agenda pública (escolher o conteúdo) e de controlar pela distorção, pela omissão ou pela saliência a formação da opinião chamada pública?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando discute a primeira das quatro características da teoria da ação antidialógica – a conquista – (idem, pp. 186-190) Freire argumenta que na ação da conquista “não (é) possível apresentar o mundo como problema, mas, pelo contrário, como algo dado, como algo estático, a que os homens se devem ajustar” (idem, p. 187). A necessária “aproximação” dos opressores aos oprimidos “não pode ser feita pela comunicação, se faz pelos ‘comunicados’, pelos ‘depósitos’ dos mitos indispensáveis à manutenção do status quo” (idem, p. 188). E quais seriam estes mitos? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Freire lista uma série, dentre eles o mito de que a ordem opressora é uma ordem de liberdade; de que esta ordem respeita os direitos da pessoa humana; de que todos, bastando não ser preguiçosos, podem chegar a ser empresários; de que o homem que vende, pelas ruas, gritando: ‘doce de banana e goiaba’ é um empresário tal qual o dono de uma grande fábrica; o mito do direito de todos à educação; o mito da igualdade de classe; do heroísmo das classes opressoras, de sua caridade, de sua generosidade; da falsa ajuda; o mito de que as elites dominadoras são as promotoras do povo; o mito de que a rebelião do povo é um pecado contra Deus; o mito da propriedade privada como fundamento do desenvolvimento da pessoa humana, o mito da operosidade dos opressores e o da preguiça e desonestidade dos oprimidos; o mito da inferioridade ‘ontológica’ destes e da superioridade daqueles (idem, pp. 188-189).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E como estes mitos são levados até os oprimidos? A resposta a esta pergunta é explicita:  &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“&lt;em&gt;Todos estes mitos e mais outros que o leitor poderá acrescentar, cuja introjeção pelas massas populares oprimidas é básica para a sua conquista, são levados a elas pela propaganda bem organizada, pelos slogans, cujos veículos são sempre os chamados ‘meios de comunicação com as massas’. Como se o depósito deste conteúdo alienante nelas fosse realmente comunicação”&lt;/em&gt;(idem, p. 189).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste sentido, pode-se afirmar que a &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; é uma dimensão da educação bancária não só pela atuação desta na estrutura formal de ensino, vale dizer, nas escolas mas, sobretudo, pela atuação capilar, insidiosa e cotidiana dos grupos oligopolistas de mídia, os grandes “educadores coletivos” que – operando como educadores bancários – são instrumento fundamental para a sua reprodução e manutenção. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Citando Simone de Beauvoir, Freire afirma: “o que pretendem os opressores ‘é transformar a mentalidade dos oprimidos e não a situação que os oprime’, e isto para que, melhor adaptando-os a esta situação, melhor os dominem” (idem, p.84).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(3) A terceira e última menção à &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; está no capítulo 4º quando Freire discute a necessidade de união dos oprimidos, como uma das características da teoria da ação dialógica (“Unir para a libertação”, [Freire, 2018], pp. 234-240).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reconhecendo que a união dos oprimidos implica também adquirir “consciência de classe”, Freire adverte, no entanto, que a “aderência” deles à realidade da opressão é tamanha que exige que a consciência de classe oprimida “passe, senão antes, pelo menos concomitantemente” pela consciência de homem (ou mulher) oprimido. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A referência histórica imediata de Freire nesta passagem são os camponeses latino-americanos com os quais trabalhou diretamente no Brasil e no Chile dos anos 60 do século passado. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste contexto, a &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; “que se gera na estrutura opressora, dentro da qual e sob cuja força condicionante (os oprimidos) vêm realizando sua experiência de ‘quase-coisas’”, é a responsável direta pela constituição dos oprimidos “aderidos à natureza e à figura do opressor”. Daí porque é necessário que se reconheçam como seres transformadores da realidade por meio de seu trabalho criador e descubram que, como homens, “já não podem continuar sendo ‘quase-coisas’ possuídas e, da consciência de si como homens oprimidos, (passarão) à consciência de classe oprimida” (idem, p. 238).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É interessante observar, como a aderência ao opressor por parte dos oprimidos ocorre e se reproduz também em espaços urbanos de pobreza em países do chamado Primeiro Mundo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Relatando a experiência de “invasão cultural” em uma região pobre de Nova Iorque, Freire comenta a “fuga da realidade” em relação à sua própria situação de opressão – que ofende e até ameaça –, por parte de participantes de um trabalho educativo problematizador. Aqui a &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; se disfarça em “cultura do êxito e do sucesso pessoal”. Descreve ele:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“&lt;em&gt;Ao problematizar uma situação codificada a um dos grupos das áreas pobres de Nova York (sic) que mostrava, na esquina de uma rua – a rua mesma em que se fazia a reunião –, uma grande quantidade de lixo, disse imediatamente um dos participantes: ‘Vejo uma rua da África ou da América Latina’. ‘E por que não de Nova York? (sic), perguntou a educadora. ‘Porque, afirmou, somos os Estados Unidos e aqui não pode haver isso” &lt;/em&gt;(idem, p. 212) &lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FPara-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido%2F4%2F40403#a9"&gt;9&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comenta, então, Freire: “Submetidos ao condicionamento de uma cultura do êxito e do sucesso pessoal, reconhecer-se numa situação objetiva desfavorável para uma consciência alienada é frear a própria possibilidade de êxito” (idem, p. 212).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Observações finais &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nossa releitura da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; revela como a &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt;: (1) opera de forma dual, embora diferenciada, condicionando tanto o opressor, como o oprimido; (2) constitui-se como uma dimensão da educação “bancária” que se assemelha aos meios de comunicação de massa – “educadores coletivos” –  fazedores de “comunicados” (e não comunicação) e “depósitos” de mitos indispensáveis à manutenção do status quo; e (3) opera tanto nos ambientes rurais dos camponeses-oprimidos do Terceiro Mundo, como nos ambientes da periferia urbana dos pobres-oprimidos do Primeiro Mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que se pretendeu celebrando os 50 anos da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;, não foi, por óbvio, diminuir a relevância extraordinária de Paulo Freire para os estudos pedagógicos e, especificamente, para a alfabetização de adultos. Ao contrário, como o próprio Freire reivindicava, trata-se de reiterar a amplitude de seu pensamento e de sua contribuição para outros campos do conhecimento, em particular, para os estudos da comunicação e da cultura. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Certamente existem ainda na &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; outros aspectos que podem ser explorados e compor um quadro conceitual que possibilite a articulação de um paradigma teórico para a &lt;strong&gt;comunicação libertadora&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;emancipatória&lt;/strong&gt;, da mesma forma que se articula e se pratica uma pedagogia libertadora freireana. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este é um desafio que continua em aberto e deveria estimular a todos e todas comprometidas com os princípios e valores que nortearam o pensamento e a prática de Paulo Freire ao longo de toda a sua vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nota sobre omissão e bibliografia na &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1-Nas edições brasileiras do &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; nunca se publicou – e nem a Editora Paz e Terra ofereceu qualquer explicação sobre o fato – um quadro comparativo entre as teorias da “ação revolucionária” e da “ação repressora” (figura abaixo) que, nos manuscritos originais, aparece como nota de rodapé na parte introdutória do capitulo 4º (p. IV, 15) e que corresponde à nota de rodapé número 98, na 65ª edição em português (Freire, 2018). &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O quadro foi publicado na 1ª. edição do livro em inglês (Freire, 1970), como parte da nota de rodapé número 10, do capitulo 4º, pp. 130-131.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://cartamaior.com/cmimagens/pf.jpg" alt="" width="704" height="396"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2-Ao discutir a constituição de “lideranças revolucionárias”, Freire cita, como exemplo, o padre colombiano Camilo Torres (1929-1966) e transcreve uma frase sobre ele escrita por “Germano Gusman”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos manuscritos originais não há referência à origem da frase (cf. IV, p. 56). Na 1ª. edição em inglês, a frase aparece como sendo do livro “Camilo – El Cura Guerrillero, Bogotá, 1967” (cf. [Freire, 1970], nota de rodapé número, 38, p. 162). Nas edições em português esta origem é mantida, acrescida do nome da editora: “Servicios Especiales de Prensa” (cf. [Freire, 2018], nota de rodapé número 121, p. 220).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, o livro de autoria do Monsenhor Gérman Guzman, publicado pelos Servicios Especiales de Prensa, Bogotá, em 1967, tem como título “Camilo: presencia y destino” e não “Camilo – El Cura Guerrillero”. Todavia, outro livro de Gérmam Guzman – “El Padre Camilo Torres: El hombre e sus obras” – foi publicado pela Siglo Veintiuno, México, em 1968 e esta segunda obra teve uma tradução para o francês, ainda em 1968 (Castermam, Paris), com o título “Camilo Torres, Le curé guérillero”. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já em 1977 saiu outro livro, este de Walter Joseph Broderick, publicado pela Editora Grijaldo, Barcelona, com o título “Camilo Torres, el cura guerrillero”. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De qual livro afinal terá saído a frase de Guzman citada por Freire?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3-Freire cita três vezes uma frase que aparece no famoso manifesto precursor da Teologia da Libertação, encabeçado por Dom Helder Câmara, “15 obispos hablan em prol del Tercer Mundo”, divulgado em 15 de agosto de 1967. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos manuscritos originais a frase é atribuída ao “bispo Franic Split” (p. IV, 26), “Dom Franic” (idem), “bispo Split” (p. IV, 28) e novamente “bispo Split” (p. IV, 90). Na 1ª. edição publicada em inglês (Freire, 1970), a identificação do bispo obedece aos manuscritos e aparece como “Bishop Franic Split” (p. 139) e “Bishop Split” (p. 141). Da mesma forma, nas edições em português (cf. Freire [2018], p. 193, nota de rodapé número 107, p. 195 e p. 251).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trata-se, na verdade, do Bispo Frank Franic, da cidade de Split, antiga Iugoslávia, desde 1991, Croácia. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;NOTAS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1 Jacques Chonchol, agrônomo chileno, foi presidente do Instituto de Desarrollo Agropecuário, INDAP, onde teve Freire como assessor, assim que este chegou exilado ao Chile. Depois foi ministro da Agricultura do governo Allende (1970-1972). Maria Edy Ferreira, sua esposa, socióloga brasileira, foi pesquisadora no Instituto de Capacitacion e Investigacion em Reforma Agrária, ICIRA, onde Freire também trabalhou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2 Agradeço à jornalista Janaína Abreu do Instituto Paulo Freire, que possibilitou meu acesso à versão digitalizada do &lt;em&gt;fac símile&lt;/em&gt; dos manuscritos da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3 Refiro-me à sessão “Radical Dreams and Transfomative Praxis: Celebrating 50 Years of Paulo Freire’s Pedagogy of the Oppressed”, realizada no Annual Meeting da American Educational Research Association (AERA), Nova Iorque, em 14 de abril pp.; ao Seminário “50 anos da Pedagogia do Oprimido: uma homenagem a Paulo Freire”, realizado na PUC-MG, em 2 de maio pp.; e ao “II Congresso Internacional Paulo Freire: O Legado Global”, realizado na UFMG entre 28 de abril e 1º de maio pp.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4 Ver o depoimento do próprio Freire no que ele chama de primeiro e segundo “momentos” da &lt;em&gt;Pedagogia da Esperança&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5 Organizei uma bibliografia anotada deste material até 1980 que aparece como Apêndice B de Lima, 2015a, pp. 165-180.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6 Em Lima (2017) faço uma arqueologia detalhada do conceito de &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; no pensamento de Freire.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7 Nas edições brasileiras (de 1974 e seguintes), Freire faz aqui, em nota de rodapé, a indicação para aprofundamento do tema no seu “Cultural Action for Freedom”, publicado originalmente pela Harvard Educational Review (maio/agosto de 1970) e depois no seu &lt;em&gt;Ação Cultural para Liberdade e outros escritos&lt;/em&gt; (Paz e Terra, 1976). Registro que na primeira publicação da &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt; pela The Seabury Press, N. Y., em 1970, estranhamente, são omitidas as três referências ao conceito de &lt;em&gt;cultura do silêncio&lt;/em&gt; que constam do texto original manuscrito (cf. [Freire, 1970], pp. 46, 59 e 175). &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;8 Recorro aqui à tradução literal da palavra “converts” utilizada na 1ª. edição publicada nos Estados Unidos (cf. [Freire, 1970], p. 46).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;9 Freire retoma o mesmo exemplo na &lt;em&gt;Pedagogia da Esperança&lt;/em&gt; e esclarece que o episódio aconteceu quando de sua primeira visita a Nova Iorque, em 1967. Os participantes do grupo eram negros e porto-riquenhos. A experiência serviu para comprovar a semelhança de comportamento entre oprimidos de contextos totalmente diferentes. Diz ele: “Vi e ouvi coisas em Nova York (sic) que eram ‘traduções’ não apenas linguísticas, naturalmente, mas sobretudo emocionais de muito do que ouvia no Brasil e mais recentemente estava ouvindo no Chile” (p. 55).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ARAÚJO FREIRE, Ana Maria. &lt;em&gt;Paulo Freire – Uma história de Vida&lt;/em&gt;. Indaiatuba, SP: Editora Villa das Letras; 2006.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;ARAÚJO FREIRE, Ana Maria (org.). &lt;em&gt;A Pedagogia da Libertação em Paulo Freire.&lt;/em&gt; São Paulo: Editora UNESP; 2001.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;CAETANO, Maria do Rosário. Entrevista com Paulo Freire: “&lt;em&gt;Mitificação, o fantasma que mete medo a Paulo Freire”&lt;/em&gt;. Correio Braziliense. 24 de outubro de 1982, p. 12.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FREIRE, Paulo. &lt;em&gt;Manuscritos de Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;. Fac símile digitalizado. São Paulo: Instituto Paulo Freire; 1968.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FREIRE, Paulo. &lt;em&gt;Pedagogy of the Oppressed&lt;/em&gt;. New York: The Seabury Press; 1970.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FREIRE, Paulo. &lt;em&gt;Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra. 65ª. edição. 2018.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FREIRE, Paulo. &lt;em&gt;Pedagogia da Esperança – Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra; 1992.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FREIRE, Paulo. &lt;em&gt;Ação Cultural para a Liberdade e outros escritos&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra; 1976.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;G1 (São Paulo). “Só um livro brasileiro entra no top 100 de universidades de língua inglesa”, 17/02/2016. Disponível em &lt;a href="http://g1.globo.com/educacao/noticia/2016/02/so-um-livro-brasileiro-entra-no-top-100-de-universidades-de-lingua-inglesa.html.%2017/02/2016"&gt;http://g1.globo.com/educacao/noticia/2016/02/so-um-livro-brasileiro-entra-no-top-100-de-universidades-de-lingua-inglesa.html. &lt;/a&gt;Acesso em 21/5/2018.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LIMA, Venício A. de. &lt;em&gt;Comunicação e Cultura: as ideias de Paulo Freire&lt;/em&gt;. Brasília/São Paulo: Editora UnB/Editora Fundação Perseu Abramo. 2015a; 2ª. edição revista. 1ª. reimpressão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LIMA, Venício A. de. &lt;em&gt;Cultura do Silêncio e Democracia no Brasil – Ensaios em defesa da liberdade de expressão&lt;/em&gt; (1980-2015). Brasília: Editora UnB; 2015b.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LIMA, Venício A. de. “Sobre a Cultura do Silêncio”. &lt;em&gt;Carta Maior&lt;/em&gt;. 12/12/2017. Disponível em&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia-e-Redes-Sociais/Sobre-a-cultura-do-silencio-1-/12/38974"&gt;https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia-e-Redes-Sociais/Sobre-a-cultura-do-silencio-1-/12/38974&lt;/a&gt; . Acesso em 25/5/2018.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;LEAL FILHO, Laurindo. “Um dia com William Bonner e nove mestres da USP”.  &lt;em&gt;Observatório da Imprensa&lt;/em&gt;, Edição nº 358 de 06/12/2005. Disponível em&lt;a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/feitos-desfeitas/laurindo_lalo_leal_filho/"&gt;http://observatoriodaimprensa.com.br/feitos-desfeitas/laurindo_lalo_leal_filho/&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Acesso em 21/5/2018&lt;strong&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;TORRES, Rosa Maria. “Os Múltiplos Paulo Freire” in Araújo Freire, Ana Maria (org.). &lt;em&gt;A Pedagogia da Libertação em Paulo Freire.&lt;/em&gt; São Paulo: Editora UNESP; 2001; pp. 231-242.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Fri, 29 Jun 2018 21:57:00 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/para-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/para-alem-da-alfabetizacao-cultura-do-silencio-e-os-50-anos-da-pedagogia-do-oprimido</guid></item><item><title>Semana Paulo Freire 2018</title><description>&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Semana_Paulo_Freire_site.jpg"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;No dia 2 de maio lembramos os 21 anos de memória e presença de Paulo Freire. Fica aqui nossa homenagem ao Patrono da Educação Brasileira.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/semana.jpg" alt="semana" width="422" height="309"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Durante toda a semana, de 30 de abril a 6 de maio de 2018, publicaremos algumas fotos da história de vida de Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     Acompanhe também nas Redes Sociais do Instituto Paulo Freire:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
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&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Semana_PF-01.jpg" alt="Semana PF 01" width="450" height="450"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SEMANA PAULO FREIRE&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Paulo Freire e Carlos Lyra: em experiência de alfabetização em Angicos (RN), 1963.&lt;br&gt;(Paulo Freire - 19/09/1921–02/05/1997)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Semana_PF-02.jpg" alt="Semana PF 02" width="450" height="450"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SEMANA PAULO FREIRE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Freire se encontra com Carlos Tunnerman (Ministro da Educação da Nicarágua) e Fernando Cardenal (Diretor da Cruzada Nacional de Alfabetização), na Nicarágua, em 1979.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/noticias/Semana_PF-03.jpg" alt="Semana PF 03" width="450" height="450"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SEMANA PAULO FREIRE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Freire, trinta anos depois, reencontra antigos educandas e educandos, em Angicos (RN), 1993.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/home/Semana_PF-04.jpg" alt="Semana PF 04" width="450" height="450"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SEMANA PAULO FREIRE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Freire com seu filho Lutgardes e o amigo Betinho com seu filho Daniel, no Canadá, 1978.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/noticias/Semana_PF-05.jpg" alt="Semana PF 05" width="450" height="450"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SEMANA PAULO FREIRE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Freire retorna do exílio. Aeroporto de Viracopos (SP), 07 de agosto de 1979. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/noticias/Semana_PF-07.jpg" alt="Semana PF 07" width="450" height="450"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SEMANA PAULO FREIRE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paulo Freire, quando foi secretário Municipal de Educação de São Paulo, na abertura do Congresso dos Alfabetizandos da Cidade de São Paulo, em 16 de dezembro de 1990.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.paulofreire.org/images/noticias/Semana_PF-08.jpg" alt="Semana PF 08" width="450" height="450"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SEMANA PAULO FREIRE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quase 3 mil pessoas ouviram Paulo Freire 30 anos depois da experiência em Angicos. Com Ana Maria do Vale Gomes, secretária Municipal de Educação, Natal (RN), agosto de 1993.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Wed, 23 May 2018 20:55:59 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/semana-paulo-freire-2018</link><guid>http://cirandas.org/instituto-paulo-freire/blog/semana-paulo-freire-2018</guid></item></channel></rss>