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January 13, 2009 0:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.

Chá Com Prosa Trouxe ao Debate Os Quatro Objetivos-chave do Ano Internacional da Agricultura Familiar

June 10, 2014 9:59, par Inconnu - 0Pas de commentaire

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No Chá com Prosa deste mês foram debatidos os quatro objetivos-chave do Ano Internacional da Agricultura Familiar instituído pela Assembleia Geral da ONU.

O evento que aconteceu no último dia 7 de Junho, dentro da programação do VIII Encontro e Feira dos Povos do Cerrado em Brasília, contou com a participação de representantes de vários segmentos da Sociedade Civil e o debate foi sobre os seguintes temas: Apoiar a formulação de políticas que promovam a agricultura familiar sustentável, incentivando os governos a estabelecerem o ambiente propício, Aumentar o conhecimento, a comunicação e conscientização pública, obter um melhor entendimento das necessidades, potencial e restrições da agricultura familiar, assegurar apoio técnico, criar sinergias para a sustentabilidade e falar sobre os desafios da nossa Agricultura familiar no Brasil. O público e palestrantes convidados fizeram importantes contribuições enriquecendo o debate como podemos ver a seguir:

 Marcelo Inácio de Souza e Silva – Representante da UNICAFES

O AIFA é um grande caso para se estudar o marketing social – e como surgiu a ideia do Ano da Agricultura Familiar? Surge das iniciativas dos países que mais produzem alimentos, como é o caso do Brasil e a proposta agora é transformar essa estratégia de Agricultura Familiar em estratégia de Combate á fome. “No Brasil existem hoje cerca de 50 milhões de pessoas que estão abaixo da linha da pobreza e passam fome. Como num país que é conhecido como o celeiro do mundo, pessoas passam fome, onde está o erro? Então é uma boa discussão sobre a Soberania Alimentar e da produção de alimentos. É onde entra a perspectiva do marketing social, em construir em um ano inteiro para que as pessoas possam falar sobre determinado assunto e possam pensar em políticas públicas e estratégias de combate e o que vem de todos os outros países… As Organizações Civis e os Governos estão mantendo essa pauta em discussão sobre a temática: Que país a gente quer?  Que país e que agricultura que a gente quer? Uma agricultura que produz para fora e devasta toda a terra e produza uma só coisa ou a gente quer uma Agricultura que garanta soberania alimentar para os povos? Esse debate é o que está posto!”

Alessandra Lunas – Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG

“Não é um ano de comemoração, é um ano de luta” assim Alessandra abriu a sua fala sobre o Ano Internacional da Agricultura familiar. “Nasce de uma articulação conjunta dos povos do campo, das florestas, das Águas, dos Andes, dos povos rurais do mundo todo, uma articulação conjunta, um grito conjunto em todos os continentes. E é uma oportunidade pra gente de saber o que esse grito mundial tem a ver com a gente nesse momento? Porque nasce o ano Internacional? E na área da Coordenação das mulheres na Contag, tivemos o privilegio de poder representar a América Latina no comitê mundial da Sociedade Civil, onde as organizações puderam se encontrar e fazer esse debate, sobre a necessidade desse Ano Internacional, e já é uma conquista, uma agenda foi colocada pela primeira vez pela Sociedade Civil dentro da ONU. Os demais anos internacionais, foram anos que a ONU em discussão com os Governos definiram os temas. E  pela primeira vez a Sociedade Civil em articulação conjunta  no mundo inteiro  conseguir colocar na pauta essa temática na ONU, que se abriu para a participação popular neste ano. Foi resultado da articulação de 43 representações da Sociedade Civil  e mais de 360 Organizações no mundo inteiro de trazer essa agenda para os Governos  e no âmbito do Conselho  mundial de Segurança Alimentar nós tivemos pela primeira vez para que a ONU decretasse  o Ano Internacional uma votação por unanimidade de todos os países sem nenhum voto contra.

É Colocar na mesa dos nossos Governos, o que é que estão vivendo os povos do campo, das florestas, das águas, o termo da Agricultura familiar é um guarda-chuva, com várias abordagens no mundo todo, com toda a diversidade que representa. É colocar as nossas necessidades, quais são as questões que estamos vivendo, como é que isso impacta na Soberania alimentar mundial. Porque não adianta estabelecer a meta de se acabar com a fome, sem saber como é que isso acontece em cada país… Quem de fato produz alimentos? O Brasil hoje ocupa o lugar de destaque, porque a nossa capacidade de mobilização é muito grande. Esse movimento organizado está propondo, colocando os problemas, para colocar o debate nas agendas.

Na América Latina já agregou dois outros olhares, não é só o Ano Internacional da Agricultura Familiar, mas é O Ano Internacional da Agricultura Familiar campesina e indígena, é trazer essa força principalmente para a Agroecologia que temos perdido, esse legado camponês e indígena se articula com mais força neste momento.”

 Marciano Silva – Representante da Via Campesina

Para Marciano, o momento agora é de expansão, de levar os desafios para fora do território do campo. “Nesse Encontro dos Povos do Cerrado, fica evidente a diversidade, são Geraizeiros, pescadores, ribeirinhos, agricultores familiares, camponeses, indígenas, é impossível nós pensarmos os nossos desafios a partir do nosso lugar, mas não mais só para o nosso território, nossa região, para o nosso país. Nós precisamos pensar que as soluções para os nossos problemas são globais, eles se expressam localmente, mas são mundiais. Os Governos por maior boa vontade que se tenha, tem enormes dificuldades de fazer acontecer as coisas, porque ele está a mercê de uma força maior, do sistema, do mercado. Mas que ente sobrenatural é esse? Esse ser inanimado. É o Banco Mundial? É o G8? A Bolsa de Valores de NY? Ou a OMC? Quem é que manda? Quem é que serve? São duas perguntas para reflexão aqui.  O que que nós temos de riqueza, além da nossa diversidade cultural, de povos, identidade, mais de 20% de toda agua potável no nosso planeta está localizada aqui no nosso país, mais de 20%  de toda biodiversidade do planeta também está no nosso país, então, propostas para melhor uso e manejo também estão desenvolvidos aqui, a partir do Governo? Não. A partir do Estado? Não. A partir do que nós organizados em movimentos sociais ou não, através do nosso enfrentamento do que viemos propondo, apresentando para o Estado, para o Governo, na interpretação deles do que nós trazemos para as propostas de políticas públicas, o que trazemos de propostas para os Governos, para o Mundo? Poucos são os países aonde a sociedade Civil está organizada. O que realmente acontece aqui? estão sendo discutidas pela ONU, pelos Governos. Temos que comemorar o Ano Internacional da Agricultura familiar? Sim temos, mas é um ano de luta! Quais são os desafios? Muitos. Quais são os nossos deveres? Muitos. Quais são os nossos direitos? Boa oportunidade para discutir isso nesse ano, direitos camponeses, indígenas… Quais são os nossos direitos? O direito de cada um de nós de sermos os titulares desses direitos. Os direitos de nós, agricultores (as) de termos os direitos iguais, o direito de ter uma vida digna e o direito a terra e ao território, as sementes, os saberes e das práticas de fazer agricultura. Direitos de termos os meios de produção agrícola, o direito a informação e a tecnologia agrícola. O Direito a liberdade para determinar os preços e ao mercado para a nossa produção agrícola. O Direito á proteção dos valores na agricultura, ao reconhecimento, á proteção da nossa cultura, de desenvolver e preservar  o conhecimento tradicional agrícola, de rechaçar a intervenção do Estado dessas políticas públicas que vem destruir nosso modo de vida, de fazer  agricultura, o direito a diversidade biológica, o direito de preservar o meio ambiente, o direito á liberdade de associação de ter a nossa própria opinião e de expressar a nossa opinião, o direito ao acesso á justiça, o direito de sermos homens e mulheres, camponeses e camponesas e o exercício desses direitos não é o nosso principal desafio? O que nós temos nas mãos? E o que nós não temos mais nas mãos? Talvez essa seja a nossa principal pergunta. Somos todos visitantes neste templo, deste lugar, estamos só de passagem, nosso objetivo é observar, crescer, amar, e depois vamos para casa. (provérbio dos Aborígenes Australianos) ”.

 Vicente Eduardo S. – Representante SINPAF

Vicente, que participou da Primeira feira dos Povos do Cerrado, e teve a oportunidade de levar experiências do DF e Entorno vê  14 anos depois o prosseguimento dessa Feira e o avanço desses espaços de reflexão, de diálogo, de conversas, e ao mesmo tempo uma  contradição, estes mesmos  espaços de reflexão se abriram, mas o modelo de desenvolvimento no campo retroagiu. “Eu me lembro de que no primeiro ano do Governo Lula, nós organizamos um grande acampamento nacional da Via Campesina contra o uso dos transgênicos, foi um ano decisivo de enfrentamento.  Conseguimos identificar uma agenda  comum dos movimentos…E esse acampamento chegou a ir em frente ao Ministério da Agricultura, Palácio Planalto e construímos a partir daí um vínculo mais forte com o movimento ambiental, que era um adversário, na década de 90, do movimento da reforma agrária, conseguimos dialogar nesta época. Mas a minha percepção não é de achismo, um trabalho que fizemos na Embrapa e levantamos dados de vendas de produtos de veneno, identificamos que de 2004 a 2008 avançou o consumo de agrotóxico em 45%, mas o avanço da área plantada foi de apenas 4%, ou seja, dez vezes mais o consumo de agrotóxico do que a área plantada, então o que isso que dizer pra mim, é que o risco ambiental, social, com a tecnologia incorporada no sistema agrícola aumentou e que a sociedade brasileira está mais suscetível, mais exposta a um risco para a sua saúde, como para a água, para tudo…“Nós não podemos pensar agricultura se ela não for para promover a vida e nós não podemos pensar em promoção da vida se o povo não estiver sobre o seu controle”.

 Ronaldo Adriano Faria, é Agricultor familiar,  do Município de São José dos 4 marcos e atua na equipe de assistência técnica e extensão rural do Centro de Tecnologias alternativas, em Mato Grosso. Técnico em Agropecuária e agora terminando o curso de Medicina Veterinária:

“Quando falamos de Soberania Alimentar e Segurança Alimentar, temos que deixar clara a diferença entre as duas coisas:

Soberania Alimentar –  é poder escolher o que quer comer, a hora que quer comer e a quantidade que quer comer, é decidir que quer comer um bife de porco ou se quer de um boi. E a Segurança alimentar é você poder ter acesso ao alimento.

Temos um Brasileiro coordenando a FAO, Eduardo Galeano, que outorgou um documento com o seguinte: Se uma pessoa consumir um alimento 100 g/por dia de caloria de energia por dia não é mais faminto, eu pergunto a qualquer um de nós aqui presente, se alguém consumir uma colher de óleo por dia não somos mais famintos, eu preciso de mais, eu não consigo matar a minha fome com uma colher de óleo, é uma preocupação que eu tenho sobre isso…

Zingler numa pesquisa recente, de agora em 2013, constata que a cada 1 segundo morre uma pessoa de fome no mundo, e o método da Agricultura implantada no Brasil e no mundo não vai saciar a fome, então são 57 mil mortes por dia de fome no mundo e isso é mascarado, infelizmente é mascarado dentro dos nossos ministérios que coordenam essa situação…”

A grande questão é até que ponto nós vamos ficar debatendo, que bom que recebemos essa carta dos movimentos sociais para ter um ponto de pauta, mas nós devemos nos preocupar, dentro do Plano rural sustentável e solidário que temos bilhões de pessoas no mundo para consumir alimentos, e hoje o que estamos consumindo enche a barriga, mas não é alimento, essa é uma grande preocupação para aumentar o debate.”

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 Agricultura Familiar (AF) no Brasil

A agricultura familiar é hoje responsável por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. De acordo com o Censo Agropecuário de 2006 – o mais recente feito no país -, são fornecidos pela agricultura familiar os principais alimentos consumidos pela população brasileira: 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38,0% do café, 34% do arroz, 58% do leite, possuíam 59% do plantel de suínos, 50% do plantel de aves, 30% dos bovinos, e produziam 21% do trigo.

No Censo Agropecuário de 2006 foram identificados 4,3 milhões de estabelecimentos de agricultores familiares, o que representa 84,4% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. Este segmento produtivo responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB), 38% do Valor Bruto da Produção Agropecuária e 74,4% da ocupação de pessoal no meio rural (12,3 milhões de pessoas).

Pela lei brasileira (11.326/2006) que trata da agricultura familiar, o agricultor familiar está definido como aquele que pratica atividades ou empreendimentos no meio rural, em área de até quatro módulos fiscais, utilizando predominantemente mão-de-obra da própria família em suas atividades econômicas. A lei abrange também silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores.

Fonte: InstitutoKairos.net

Chá com prosa

O Chá com Prosa é uma iniciativa do Instituto Marista de Solidariedade (IMS) e do Instituto Marista de Assistência Social (IMAS), que mensalmente reúnem lideranças sociais para juntos aprofundarem o conhecimento e iluminar melhor as práticas e lutas pelos Direitos Humanos. Uma temática é debatida mensalmente criando uma rede de reflexão, aproximando diversos atores por meio do diálogo. A prosa acontece no formato de roda de conversa, possibilitando diálogos interativos entre os participantes. O objetivo do Chá com Prosa é contribuir para fomentar redes de troca de saberes e fazeres, ajudando a consolidar a cultura dos Direitos Humanos. Nesta edição estaremos abordando o ano Internacional da Agricultura Familiar, trazendo representantes de movimentos sociais e órgãos de governo que atuam junto à este setor.

 Ascom/IMS



FNPETI e OIT Lançam no Rio de Janeiro Campanha Mundial Contra o Trabalho Infantil

June 9, 2014 10:32, par Inconnu - 0Pas de commentaire

cataventoUma grande mobilização e a formação de um mosaico humano marcarão o lançamento da campanha mundial “Todos juntos contra o trabalho infantil”

O lançamento nacional e global da campanha do Dia 12 de Junho será realizado na enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro. No dia 11 de junho, das 10h às 13h, crianças, adolescentes e adultos formarão um grande mosaico simbolizando a luta contra o trabalho infantil. A mobilização será fotografada e divulgada na imprensa e nas redes sociais.
A campanha resgata o cartão vermelho como tema, mantém o cata-vento como símbolo e tem por objetivo mobilizar a opinião pública sobre os prejuízos causados pelo trabalho infantil, particularmente no período da Copa do Mundo.
A mobilização é uma articulação do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT), do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil do Rio de Janeiro e da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Mobilização nas redes sociais
A campanha, coordenada mundialmente pela OIT, terá grande repercussão também nas redes sociais no Brasil e no mundo: a página no Facebook Cartão Vermelho para o Trabalho Infantil já está divulgando informações e convidando a todos para participar. Além disso, quem não puder estar presente na Enseada de Botafogo poderá colaborar utilizando o ThunderClap, uma ferramenta que permite agendar uma publicação nas redes sociais. O objetivo é que, no momento em que for formado o mosaico humano, milhares de pessoas batam palmas virtualmente ao mesmo tempo.
E no dia 12 de junho será lançada a canção “Till everyone can see” (Até que todos possam ver), de Pharrell Williams e Hans Zimmer, com a participação do guitarrista da banda Incubus, do baterista do Blink-182 e da cantora Liz. A música poderá ser baixada pelo link http://thndr.it/1gbAjlQ.

Sobre o 12 de Junho
O dia 12 de junho foi criado pela OIT como Dia Mundial contra o Trabalho Infantil em 2002, data da apresentação do primeiro relatório global sobre o trabalho infantil. No Brasil, o 12 de junho foi instituído como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil pela Lei Nº 11.542/2007.

O cata-vento
O cata-vento de cinco pontas coloridas (azul, vermelha, verde, amarela e laranja) é o ícone da luta contra o trabalho infantil e da união dos cinco continentes. Representa movimento, sinergia e a realização de ações permanentes para prevenção e erradicação do trabalho infantil. É também um elemento lúdico e de alegria, que deve estar sempre presente na vida das crianças.
A campanha também será realizada nos Estados e Municípios. Para saber mais, acesse a Agenda do FNPETI em: www.fnpeti.org.br/agenda.
Todo o material de divulgação da campanha já está disponível no hotsite www.fnpeti.org.br/12dejunho e pode ser utilizado livremente. O site disponibiliza também informações sobre a legislação, documentos de referência sobre o trabalho infantil e o dia 12 de junho, material para a imprensa e as campanhas anteriores.
Serviço:
O quê: lançamento da campanha “Todos juntos contra o trabalho infantil”
Quando: 11/06/2014
Hora: 10h às 13h
Onde: Enseada de Botafogo, Rio de Janeiro-RJ
Mais informações:
Luana Reis, assessoria de comunicação FNPETI
Contatos: +55 (61) 3349 5660 | 9977 1117 | comunicacao@fnpeti.org.br
Severino Goes, assessoria de comunicação OIT
Contatos: +55 (61) 2106 4625| 9981 2187| infobrasilia@ilo.org
Tamiles Costa, assessoria MPT
Contatos : +55 (91) 3217 7526 | 8411 2290 | tamiles.costa@mpt.gov.br
Karina Miotto
Tel./cel./e-mail: +55 (21) 9 8092 2211



Saiba Como Evitar Danos ao Meio Ambiente

June 5, 2014 15:49, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Nesta quinta-feira, 5, é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, ocasião em que a sociedade deve voltar suas atenções para ações e políticas de preservação ambiental. A data é uma alusão ao dia em que a Organização das Nações Unidas inaugurou, na Suécia, a Conferência de Estolcomo sobre Ambiente Humano, em 1972.

Desde então, os países utilizam a data para promover ações de conscientização ambiental, capacitando as pessoas para que se tornem agentes do desenvolvimento sustentável, garantindo um futuro mais seguro e próspero para o planeta. E você, já sabe como fazer sua parte para ajudar o meio ambiente?

Pequenas mudanças em nossos hábitos podem fazer toda a diferença, desde a separação correta do lixo, até o desligamento de aparelhos da tomada e economia de água durante os afazeres domésticos. Nas empresas, que tal estimular os colaboradores a evitar o consumo exagerado de papel e copos plásticos?

No trânsito, também é possível adotar atitudes mais sustentáveis, evitando o uso de veículos automotores, que emitem poluentes, nos trajetos mais curtos. Em tempos de incertezas sobre a circulação dos ônibus de Fortaleza, é hora de começar a pensar em andar a pé, ou até tirar o mofo da bike esquecida no garagem.

Todos os dias, consumimos em média 40 litros de água, conforme dados da World Wide Fund for Nature (WWF), organização não governamental que atua na conservação e recuperação ambiental. Outro consumo vultuoso é relacionado à energia elétrica. No Brasil, a maior parte da energia é produzida por hidroelétricas, que exigem a construção de barragens, o que, conforme a WFN, implica diretamente na redução de florestas.

Confira as dicas para se ter uma vida mais sustentável, logo abaixo:

Fonte: WWF

Consumo
- Evite substituir aparelhos que agregam alta tecnologia desnecessariamente;

- Reduza o consumo de produtos descartáveis;

- Procure adquirir produtos “verdes”, de empresas que estejam envolvidas em programas de responsabilidade socioambiental e certificação ambiental;

- Verifique na embalagem dos produtos orgânicos se há registro do IBAMA ;

- Quando comprar palmito em conserva, verifique no rótulo o número de registro no IBAMA;

- Não compre orquídeas e bromélias à beira das estradas, pois podem ter sido retiradas da floresta, de forma predatória;

- Prefira plantas vendidas em lojas e supermercados, cultivadas por produtores legalizados;

- Dê preferência aos móveis e madeiras que são feitos de pinho e verifique se o comerciante possui documentos de que a madeira é certificada com o selo FSC (www.fsc.org.br)

- Nunca compre animais silvestres. Caso queira adquiri-los, procure certificação do IBAMA.
Alimentação

- Prefira alimentos de agricultura orgânica, como frutas, verduras, legumes e cereais ;

- Evite o alto consumo diário de proteínas (carne animal), de produtos industrializados e de fast food. Além de uma dieta mais saudável, você irá evitar a produção de muitas embalagens, que logo viram lixo;

Hábitos
- Procure conhecer as chamadas “viagens sustentáveis”, com estadia e transportes coletivos;

- Comece a separar o lixo corretamente, entregando depois Pontos de Entrega Voluntária (PEV) ou aos catadores e às cooperativas de reciclagem. Comece separando o lixo entre seco (reciclável) e o úmido (orgânico). Parte do lixo seco pode ser encaminhado para a reciclagem e o lixo orgânico, por sua vez, pode ser destinado à compostagem;

- Otimize o uso de equipamentos eletrodomésticos como geladeira, televisão e outros, evitando ter um equipamento por pessoa;

- Adote equipamentos e tecnologias que reduzem o consumo de água e energia;

- Procure identificar vazamentos em sua casa ou no seu bairro;

- Evite o uso da mangueira para limpar calçadas ou lavar o carro e junte roupas para lavar e passar;

- Verifique na conta de água o total de metros cúbicos mensais e divida este número por 30 dias e pela quantidade de pessoas que moram em sua casa, estabelecendo uma meta de redução;

- Poupe energia e água com isolamentos térmicos, utilização de lâmpadas fluorescentes e aparelhos elétricos e eletrônicos com o selo PROCEL (que consomem menos energia);

- Desligue aparelhos, inclusive da tomada, quando não estiverem sendo utilizados;

- Reduza o uso do ar condicionado, privilegie sempre a iluminação de ambientes com luz natural e procure utilizar as escadas em vez do elevador

Transporte
- Evite andar de carro sozinho;

- Amplie suas formas de locomoção, utilizando bicicletas, percorrendo pequenos trechos a pé, privilegiando o uso de transporte coletivo ou organizando caronas;

- Faça a revisão de seu veículo particular, abastecendo ele com combustíveis alternativos (álcool, gás natural, biocombustível) e dirigindo com pneus calibrados;

- Repense o uso do avião, que despeja grande quantidade de carbono muito superior a de um carro

- Promova reuniões de trabalho via teleconferência, evitando grandes deslocamentos.

Fonte: opovo.com.br



A Agricultura Familiar e o IMS

June 4, 2014 14:10, par Inconnu - 0Pas de commentaire

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Hoje (3/6/2014) em um ato solene no Congresso Nacional, organizado pela Coordenadora da Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica, Deputada Luci Choinacki, o Deputado Padre João e a Senadora Ângela Portela, o Brasil e a ONU homenagearam 2014, como o Ano Internacional da Agricultura familiar, camponesa e indígena. Foi também lançado o Selo alusivo ao ano, em parceria entre o MDA, FAO e os Correios. Que Beleza!!!!

O sentimento de gratidão que me envolve é indescritível, ver reconhecido, pelo Congresso Nacional e pela ONU, o trabalho da nossa gente, agricultoras e agricultores que de maneira coletiva, cooperativada e familiar, no Brasil e na América Latina, tem sido os guardiões da biodiversidade, os protetores das águas e das sementes… Este Resultado é fruto do suor, da inteligência e sabedoria, destes ditos “pequenos agricultoras/as”, mas que na verdade, são quem gloriosamente vêm alimentando as suas famílias na roça e hoje 80% das famílias na cidade.

Não é atoa este resultado, são mais de 400 anos de muita luta no Brasil e na América Latina que levou ao reconhecimento da ONU a importância da Agricultura camponesa, a agricultura em pequenas áreas, a permacultura, a agricultura agroecológica, a resistência indígena no nosso continente.

Para o IMS este é um compromisso que vem na trilha do seu fundador, Marcelino Champagnat que era ele também, filho de uma família camponesa.

Fico cheia de emoção, em um silêncio ruidoso por dentro, rememoro os vários projetos que o IMS apoiou ao longo dos seus quase 20 anos (2005-2014), passam na minha memória o rosto de mulheres, homens e suas famílias que tivemos o privilégio de encontrar, apoiar e assessorar.

Hoje ao retornar nas cidades por onde atuamos, somos recebidos com alegria por jovens que eram crianças, quando apoiamos projetos na sua região, alguns trabalhadores  vêm nos dizer que agora é o filho que assumiu a coordenação dos trabalhos, outros que a filha esta estudando para poder ajudar na lida, no campo, esta fazendo Engenharia de Alimentos, Veterinária, Direito, Pedagogia e tantas outras.

O significado de apoiar projetos de agricultoras e agricultoras mostra a opção por fortalecer as famílias, garantir a segurança alimentar e nutricional, principalmente das crianças, adolescentes e jovens, as mais empobrecidas, pois o campo, a roça, como é comumente chamada foi por muito tempo largado ao “Deus dará”. Mas, o Deus capital, não dá, ele tira. Tira a dignidade, tira a vida e a esperança de trabalhadores/as pobres que tiram da terra o seu sustento e das suas famílias.

É necessária uma crença forte no Deus da Vida, um compromisso com o Reino para apoiar, incentivar e valorizar a agricultura em pequenas áreas, dar crédito, acreditar em mulheres e homens despossuídos de bens materiais, mas que trazem no olhar e nas mãos calejadas o significado da riqueza da vida.

Vêm-me na memoria as solicitações que recebíamos no IMS, quando atuávamos como um fundo de pequenos projetos. Era uma bola de arame para cercar um roçado.  Um plantel de cabras para iniciar um fundo rotativo…

Agora, além destas, chegam também solicitações de investimentos maiores, que carecem de politicas públicas, articulações e parcerias, são demandas por estradas, centrais de comercialização, tecnologia de alimentos, softwares, tratores, irrigação e outras tantas. O campo se valorizou, temos as conquistas como o PRONAF, PAA e PNAE, o decreto que cria o Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário, tudo isto são conquistas importantes, resultado da luta, da persistência e determinação destes que trabalham em pequenas áreas, mas que fazem a grandeza deste continente chamado Brasil. Mas muito ainda precisa ser feito, até conseguirmos assegurar direitos de cidadania tanto para a cidade quanto para o campo. Ter aqui e agora o Reino que não terá fim.

Shirlei Silva

Diretora do Instituto Marista de Solidariedade – IMS



Êxitos brasileiros no campo marcam a celebração do Ano Internacional da Agricultura Familiar

June 3, 2014 17:19, par Inconnu - 0Pas de commentaire

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Teresa Cardoso e Iara Guimarães Altafin

Sob a presidência da senadora Ângela Portela (PT-RR), o Congresso Nacional celebrou, na manhã desta terça-feira (3), o Ano Internacional da Agricultura Familiar, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um reconhecimento do mundo à contribuição dessa atividade para a segurança alimentar e para a erradicação da pobreza no planeta. A sessão foi marcada pela exibição de números que mostram o avanço do Brasil nessa área.

Baseada em relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Ângela Portella afirmou que o número de brasileiros que passa fome apresentou uma queda, entre 1992 e 2013, de 40%. Ou seja, caiu de 22,8 milhões para 13,6 milhões. Ela disse que não há como comemorar o fato de o Brasil ainda ter 13,6 milhões de pessoas passando fome, mas destacou o fato de 9,2 milhões de pessoas terem saído da situação de vulnerabilidade social.

Ao louvar a iniciativa da ONU, Ângela Portella disse que, além de garantir a segurança alimentar, a agricultura familiar vem preservando os alimentos tradicionais, promovendo a proteção da biodiversidade, o uso sustentável de recursos naturais, impulsionando as economias locais e ajudando a promover o bem-estar social das comunidades.

Também num discurso de louvor ao progresso da agricultura familiar, a deputada Luci Choinacki (PT-SC), autora do requerimento dessa sessão solene na Câmara dos Deputados, elogiou o fato de o atual governo ter garantido a renda para todos os agricultores familiares, observando que essa atividade não pode ficar à mercê do mercado, mas sim de políticas públicas.

Ela se disse emocionada por ter participado da obliteração do selo lançado pela Empresa Brasileira de Correios para homenagear a agricultura familiar, dizendo que existindo o serviço postal há 300 anos no Brasil, é a primeira vez que se coloca a agricultura familiar num selo.

- Isso é inédito no país. Vocês não tem ideia do que isso significa para uma mulher do campo que sonhava, com medo, com vergonha de dizer que era agricultora. Porque eu era isso, tinha vergonha de dizer que era agricultora, ou dizia com medo, porque tinha que ficar no último lugar na fila, porque eu era mulher e era agricultora.

Na mesma sessão, a senadora Ana Amélia (PP-RS) destacou a importância da produção agrícola familiar para o país e, em especial, para o Rio Grande do Sul. Ela disse que a produção familiar de alimentos no seu estado já representa quase um quarto de todos os financiamentos do crédito destinado à agricultura familiar. “Não é pouca coisa, tem um significado realmente muito importante”, disse Ana Amélia.

Além do acesso ao crédito rural, Ana Amélia recomendou a capacitação das famílias rurais e a ampliação da extensão rural como fundamentais para levar aos agricultores o conhecimento gerado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Também Gleisi Hoffmann (PT-PR) ressaltou o papel da produção familiar na economia do Paraná, destacando a contribuição das unidades familiares de produção para a geração de empregos.

– No Brasil, a agricultura familiar gera mais de 80% da ocupação no setor rural e responde por sete de cada dez empregos no campo, respondendo também por cerca de 40% da produção agrícola. No Paraná, das 374 mil propriedades rurais do estado, 320 mil pertencem a agricultores familiares. Quase 90% dos trabalhadores estão vinculados à agricultura familiar – frisou Hoffmann.

A relação da produção agrícola nas pequenas propriedades com o meio ambiente foi destacada pelo deputado Padre João (PT-MG). Ele disse que a agricultura familiar produz um alimento diferenciado, “porque respeita as águas, respeita as matas e trata a terra como nossa mãe, que nos alimenta e que nos sustenta”.

Assim como Gleisi Hoffman, o senador Wellington Dias (PT-PI) lembrou os avanços na condição de vida no campo, resultado de políticas públicas para os pequenos agricultores, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa de Aquisição de Alimentos e o programa Luz para Todos.

– Ao fazer essa reflexão, não podemos deixar de dizer que ainda temos muito a avançar e vamos prosseguir nessa direção. É preciso investir em educação, é um caminho que vamos trilhar a passos largos – disse o senador.

No mesmo sentido, o deputado Anselmo de Jesus (PT-RO) citou melhorias na condição de vida das famílias que vivem no meio rural em seu estado.

– Nós tiramos o carvão da lamparina do nariz de 92% das famílias que moram no campo – disse, ao apontar o avanço do programa Luz Para Todos em Rondônia.

Anselmo de Jesus citou ainda incentivos que levaram ao crescimento da produção agrícola, como as compras institucionais de alimentos produzidos pelos pequenos produtores, para enriquecer a merenda escolar.

A importância da representação política dos pequenos produtores foi lembrada pelo deputado Assis do Couto (PT-PR), também um agricultor familiar e líder do segmento em seu estado. Ele lembrou que os recursos disponibilizados pelo Pronaf cresceram dez vezes nos últimos, com juros menores. Mas, como vários dos oradores, apontou a necessidade de ampliar o acesso à terra e ao conhecimento, para garantir o futuro da agricultura familiar.

 

Fonte: Agencia Senado



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