BNDES lança Edital de Prêmio de Boas Práticas em Economia Solidária
enero 28, 2015 18:42 - no comments yetO Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária pretende reconhecer e divulgar as iniciativas consideradas “boas práticas” de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e suas Redes. A inciativa é uma ação conjunta do BNDES, da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).
O Prêmio homenageia a Economista Sandra Magalhães, que liderou diversos movimentos em busca da evolução da Economia Solidária no Brasil.
Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) são empreendimentos que possuem, concomitantemente, as seguintes características:
- Ser uma organização coletiva e democrática, singular ou complexa, cujos participantes ou sócios sejam trabalhadores do meio urbano ou rural;
- exercer atividades de natureza econômica com geração de trabalho e renda, como razão primordial de sua existência;
- ser uma organização autogestionária, cujos participantes ou associados exerçam coletivamente a gestão das atividades econômicas, por meio de administração transparente e democrática, soberania assemblear e singularidade de voto dos sócios, conforme dispuser o seu estatuto ou regimento interno;
- ter seus associados direta ou preponderantemente envolvidos na consecução de seu objetivo social; e
- distribuir os resultados financeiros da atividade econômica de acordo com a deliberação de seus associados, considerando as operações econômicas realizadas pelo coletivo.
Quem pode concorrer
Os Empreendimentos Econômicos Solidários devem ter, no mínimo, dois anos de existência e poderão participar nas seguintes categorias: EES formalizados; EES ainda não formalizados, representados por Entidade de Apoio e Fomento (EAF); e Redes de EES.
As Redes de EES devem possuir, no mínimo, três empreendimentos do mesmo campo de atuação, desde que haja pelo menos um EES constituído formalmente e que represente a Rede no processo seletivo.
Quanto ao campo de atuação, poderão participar: Empreendimentos de Finanças Solidárias; Empreendimentos de Produção, Comercialização ou Consumo Solidários; e Empreendimentos Formativos, Educativos ou Culturais.
Premiação
Serão até 96 premiações, com valor de R$ 20 mil para EES formalmente constituídos ou ainda não formalizados e de R$ 50 mil para Redes de EES, distribuídos da seguinte maneira:
- até dois prêmios para EES formalizados, por estado;
- até um prêmio para EES ainda não formalizados; por estado; e
- até três prêmios para Redes de EES, por região do Brasil.
Período de inscrições
De 28.01.2015 a 27.03.2015.
Acesse o Site do BNDES para saber mais informações sobre como se inscrever: http://www.bndes.gov.br
Veja aqui o Edital do Prêmio!
fonte: BNDES
BNDES lança Edital do Prêmio de Boas Práticas em Economia Solidária
enero 28, 2015 18:42 - no comments yetO Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária pretende reconhecer e divulgar as iniciativas consideradas “boas práticas” de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e suas Redes. A inciativa é uma ação conjunta do BNDES, da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).
O Prêmio homenageia a Economista Sandra Magalhães, que liderou diversos movimentos em busca da evolução da Economia Solidária no Brasil.
Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) são empreendimentos que possuem, concomitantemente, as seguintes características:
- Ser uma organização coletiva e democrática, singular ou complexa, cujos participantes ou sócios sejam trabalhadores do meio urbano ou rural;
- exercer atividades de natureza econômica com geração de trabalho e renda, como razão primordial de sua existência;
- ser uma organização autogestionária, cujos participantes ou associados exerçam coletivamente a gestão das atividades econômicas, por meio de administração transparente e democrática, soberania assemblear e singularidade de voto dos sócios, conforme dispuser o seu estatuto ou regimento interno;
- ter seus associados direta ou preponderantemente envolvidos na consecução de seu objetivo social; e
- distribuir os resultados financeiros da atividade econômica de acordo com a deliberação de seus associados, considerando as operações econômicas realizadas pelo coletivo.
Quem pode concorrer
Os Empreendimentos Econômicos Solidários devem ter, no mínimo, dois anos de existência e poderão participar nas seguintes categorias: EES formalizados; EES ainda não formalizados, representados por Entidade de Apoio e Fomento (EAF); e Redes de EES.
As Redes de EES devem possuir, no mínimo, três empreendimentos do mesmo campo de atuação, desde que haja pelo menos um EES constituído formalmente e que represente a Rede no processo seletivo.
Quanto ao campo de atuação, poderão participar: Empreendimentos de Finanças Solidárias; Empreendimentos de Produção, Comercialização ou Consumo Solidários; e Empreendimentos Formativos, Educativos ou Culturais.
Premiação
Serão até 96 premiações, com valor de R$ 20 mil para EES formalmente constituídos ou ainda não formalizados e de R$ 50 mil para Redes de EES, distribuídos da seguinte maneira:
- até dois prêmios para EES formalizados, por estado;
- até um prêmio para EES ainda não formalizados; por estado; e
- até três prêmios para Redes de EES, por região do Brasil.
Período de inscrições
De 28.01.2015 a 27.03.2015.
Acesse o Site do BNDES para saber mais informações sobre como se inscrever: http://www.bndes.gov.br
Veja aqui o Edital do Prêmio!
fonte: BNDES
IMS é notícia no Piauí com o Projeto da Rede ComSol
enero 28, 2015 16:29 - no comments yetInstituto Marista em expedição no nordeste veio até Piripiri
A Cooperativa Cooafrut de Piripiri, recebeu nesta quinta-feira o representante do Instituto Marista Anderson Barcellos, que veio direto de Brasilia em uma expedição no nordeste.
O Presidente da Cooperativa Tibério César recebeu o Anderson Barcellos na sede da Cooafrut, e logo em seguida realizaram uma visita técnica na sede da Cooperativa que fica a 8 KM da cidade. Na reunião estiveram presentes a vice-prefeita Socorro Mesquita, presidente do STTRs Totonho Soares e demais cooperados.
O Instituto Marista (Rede brasileira de comercialização solidária) é um Programa do governo Federal, que tem como objetivos agilizar programas de recursos para o incentivo a produção de produtos orgânicos, preservação dos produtos, realizar palestras, treinamentos, para todas Cooperativas e Cooperados do Brasil entre outros.





Fonte: Tiago Mendes
Portal: www.planetabrasil.com
Em 20 anos, fiscais resgataram quase 50 mil pessoas do trabalho escravo
enero 28, 2015 15:41 - no comments yetAs operações de fiscalização para combater o trabalho escravo ou análogo à escravidão resgataram, em duas décadas, mais de 47 mil trabalhadores submetidos a condições degradantes e a jornadas exaustivas em propriedade rurais e em empresas localizadas nos centros urbanos.
De acordo com dados da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo, obtidos pela Agência Brasil com exclusividade, desde 1995, quando o país reformulou seu sistema de combate ao trabalho escravo contemporâneo, foram realizadas 1.724 operações em 3.995 propriedades e aplicadas multas indenizatórias cujo valor supera os R$ 92 milhões.
Em 1995, o Brasil reconheceu a existência e a gravidade do trabalho análogo à escravidão e implantou medidas estruturais de combate ao problema, como a criação do Grupo de Fiscalização Móvel e a adoção de punições administrativas e criminais a empresas e proprietários de terra flagrados cometendo esse crime.
A política também criou restrições econômicas a cadeias produtivas que desrespeitam o direito de ir e vir e submetem trabalhadores a condições de trabalho desumanas.
Passados 20 anos da adoção de medidas que intensificaram o combate ao trabalho escravo, o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho, Alexandre Lyra, disse à Agência Brasil que houve uma migração do ambiente onde se pratica esse tipo de crime, das zonas rurais para as cidades.
“No ano passado, por exemplo, fizemos resgate em navio de cruzeiro de 11 tripulantes submetidos à jornada exaustiva. Temos agora a construção civil que, em 2013, foi o que mais apresentou resultado, temos o setor têxtil, em São Paulo. Então, temos uma mudança no ambiente em que está ocorrendo esse trabalho, mas a fiscalização, após 20 anos, está preparada para atuar”, disse Lyra.
Para ele, a aprovação da Emenda Constitucional do Trabalho Escravo pelo Congresso foi mais um avanço. Lyra, contudo, alertou para a importância da regulamentação da emenda e para a possibilidade de mudança no atual conceito de trabalho análogo à escravidão. Com a migração da prática do trabalho escravo do campo para as cidades, caracterizar esse crime apenas pela restrição de liberdade, como querem alguns setores no Congresso, em especial a bancada ruralista, seria um “retrocesso”.
“O que a bancada ruralista quer, agora com o apoio de outros setores, como o da construção civil, é que o trabalho escravo fique tão somente caracterizado quando houver a supressão de liberdade, que é uma ideia antiga, que perdurou até 2003, quando houve uma inovação legislativa na qual foram ampliadas as hipóteses de trabalho análogo ao de escravo no Código Penal”, alertou Lyra.
“Essa ideia de que trabalho escravo é apenas supressão de liberdade, vigilância armada e impossibilidade de ir e vir não encontra mais respaldo nas caracterizações atuais. Esvaziando do conceito do trabalho análogo ao escravo a condição degradante e jornada exaustiva, pouco sobrará.”
Para o procurador-geral do Trabalho, Luís Antônio Camargo, o país ainda deve lamentar a existência do trabalho escravo, mas também reconhecer que houve avanços no enfrentamento do problema.
“Não podemos dizer que a situação está resolvida, mas avançamos muito desde 1994, 1995. Hoje, estamos muito mais organizados, muito mais articulados, mas ainda temos um caminho muito longo. Temos que lamentar o fato de um país rico como o nosso ainda ter uma chaga desse tamanho, que é o trabalho escravo contemporâneo, mas comemora-se [o combate ao crime].”
Para ele, a articulação entre os diversos órgãos públicos e organizações da sociedade civil possibilitou ao país o reconhecimento e o respeito mundial no que se refere ao combate a esse crime. A criação do grupo móvel de fiscalização e o lançamento do plano de erradicação do trabalho escravo foram “fundamentais” e “contribuem para um avanço significativo” no enfrentamento do problema.
Hoje (28), Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, Lyra lembrou que qualquer pessoa pode denunciar situações em que um trabalhador esteja submetido a situações degradantes usando o Disque 100.
“Esse é o meio mais democrático, mas temos também a Comissão Pastoral da Terra, o Ministério Público do Trabalho ou os próprios postos do Ministério do Trabalho nos Estados, basta discar 100 que um atendente especializado vai atender à denúncia.”
Fonte:Ivan Richard
Da Agência Brasil, em Brasília
Foto:18.jun.2013 – Victor Moriyama/Folhapress
Paul Singer Fala Sobre o Reconhecimento da Economia Solidária
enero 15, 2015 13:12 - no comments yetO Brasil poderia ter muito mais empresas salvas por seus trabalhadores. Uma legislação como a da França seria um ótimo instrumento
Para combater a grave crise de desemprego que assola a França, o governo socialista de François Hollande está apostando, entre outras medidas, no incremento da economia social e solidária (ESS). Desde 2000, o volume de emprego na ESS francesa cresceu 24%, enquanto o aumento de vagas na economia capitalista foi de apenas 4,5%.
Em 31 de julho deste ano, o Parlamento francês aprovou uma lei que não apenas reconhece a economia social e solidária, como também cria dispositivos para estimulá-la. Na economia social e solidária, a propriedade das empresas é dos trabalhadores, que criam empregos sem depender imediatamente do crescimento das vendas de bens e serviços, como ocorre nos empreendimentos capitalistas.
A economia solidária nasceu há 170 anos com tecelões ingleses desempregados que, no afã de sobreviver, criaram a Cooperativa dos Probos Pioneiros de Rochdale. Desde então, o movimento cooperativista se espalhou pelo mundo.
O Brasil tem hoje 1,5 milhão de trabalhadores associados a cooperativas que praticam a autogestão, em todos os Estados da Federação.
Apesar da força crescente da economia solidária no Brasil, não existe ainda uma lei que reconheça esse tipo de empreendimento, o que seria muito importante, pois facilitaria o acesso de tais empresas a financiamentos, já que deixaria os investidores melhor informados e mais confiantes nessa modalidade empresarial.
A nova lei francesa faz esse reconhecimento legislativo da economia social e solidária, do mesmo modo que Espanha, Portugal, México e Cuba fizeram recentemente.
Outro pulo do gato da lei francesa é criar a possibilidade de os trabalhadores assumirem a fábrica ou a empresa em que estão empregados e que esteja à venda ou em risco de ir à falência.
A lei torna obrigatório que os empregados sejam informados pelos empregadores a cada triênio sobre as condições jurídicas de uma possível retomada de uma empresa, sobre as suas vantagens, sobre as dificuldades que poderiam ser encontradas e os dispositivos de ajuda.
Com essas informações, se os empregadores estiverem cogitando se desfazer da empresa ou encerrar as atividades por algum motivo, os empregados terão a oportunidade de deliberar se desejam formar uma cooperativa para assumir o negócio no lugar dos atuais donos.
Em muitos países, empresas de médio tamanho que dão lucro fecham quando seu fundador envelhece, adoece ou se aposenta e os herdeiros têm outras profissões que não pretendem abandonar.
O fim das atividades dessas empresas acarreta prejuízos aos trabalhadores –que ficam sem trabalho–, aos clientes, aos fornecedores e aos governos, que deixam de receber os impostos.
No Brasil, uma pesquisa recente feita por dez universidades revelou a existência de 67 empresas cooperativas que sucederam a empresas que faliram, foram recuperadas por ex-empregados e estão em pleno funcionamento.
Boa parte dessas cooperativas, que empregam cerca de 12 mil trabalhadores, está no ABC paulista. Uma das maiores é a Uniforja, que surgiu em 1997 da iminente falência de uma fábrica metalúrgica de Diadema, e hoje fatura R$ 160 milhões por ano.
Com certeza, o Brasil poderia ter muito mais empresas salvas por seus ex-trabalhadores. Uma legislação como a francesa seria importante instrumento nesse sentido.
O projeto de lei que cria o Sistema Nacional de Economia Solidária tramita no Congresso desde 2012. Espera-se que a nova legislatura aprove-o e ajude a difundir os princípios do cooperativismo no país.
PAUL SINGER, 82, economista, é secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi secretário municipal do Planejamento de São Paulo (gestão Luiza Erundina)
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br

