Cúpula dos Povos: Declaração do movimento de Economia Social e Solidária à Rio +20
junio 20, 2012 0:00 - no comments yet
A economia que precisamos
A Cúpula dos Povos e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável da Rio +20 acontecem em um momento de crise da civilização que se expressa através de múltiplas crises: alimentar, ecológica, energética, financeira, social e de representação política, e não é com esse mesmo pensamento e o mesmo modelo de sociedade que gerou estas crises que sairemos dela!
A chamada economia verde, tal como é apresentada pelos governos e multinacionais, nada mais é que uma extensão deste modelo através da mercantilização dos bens comuns como nova frente de expansão do capitalismo em crise, enquanto a economia solidária é um caminho para a sua emancipação.
Em todos os continentes, nas comunidades, regiões e países existem iniciativas econômicas e sociais em muitos setores que demonstram a viabilidade concreta e viva de outros modelos de desenvolvimento, de organização da economia e de sociedade, onde a vida, a pluralidade, a autogestão, a justiça ambiental e social definem uma economia solidária diferenciada da economia do capital. A economia solidaria é um movimento social que, com outros, contribui para consolidar uma verdadeira democracia econômica e política.
A criação da Agencia Internacional Ambiental proposta pela PNUMA não poderá resolver os desafios de governança mundial. É imperativo que as ferramentas e instituições de governança sejam transformadas para basear-se estruturalmente em processos contínuos de consulta e de participação de todos os setores da sociedade, a nível local, regional e internacional, e que estas não estejam dominadas pelos maiores contribuintes financeiros nem geridas por “especialistas”. É necessário o respeito e o reconhecimento da soberania dos povos e das comunidades, pois são estes que têm a legitimidades e a capacidade de levar a cabo um desenvolvimento solidário que assegure a preservação dos bens comuns.
A economia solidária constrói modelos de produção e de serviços com e para todas e todos. Estas iniciativas não podem ser consideradas como simples “programas de reparação e de luta contra a pobreza”. Pelo contrário, elas garantem intrinsecamente a justiça em todas as suas dimensões, enquanto desenvolvem atividades econômicas, sem gerar concentração de riquezas materiais ou financeiras, nem criação de pobreza. A economia solidária estabelece sistemas equitativos de comercialização, de finanças e de moedas sociais a serviço das economias reais, circuitos curtos entre produtores e consumidores, soberania alimentar, entre outras alternativas concretas.
O movimento da economia solidária, com outros movimentos de transformação da sociedade, encarna um projeto verdadeiramente democrático, de respeito aos direitos das mulheres e dos homens, do trabalho, cívicos, da diversidade de culturas e da natureza para o bem viver (buen vivir) dos povos.
A Rio +20 só responderá aos desafios impostos se os governos participantes se orientarem a partir do que os movimentos sociais estão construindo como verdadeira alternativa para o futuro da humanidade sobre a Terra.
Rio de Janeiro, junho de 2012
As organizações abaixo manifestaram, entre os dias 16 e 18 de junho de 2012, seu apoio à declaração:
* ABRASCO – Associacao Brasileira de Saude Coletiva (Brasil)
* ACA (brasil)
* ACADEMIA DE LA TIERRA ONG (MÉXICO)
* ADEL-Ixcán (Ixcán, Quiché, Guatemala)
* Adéquations (France)
* Agência de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável – AADS (Brasil)
* Alborada (Argentina)
* ALCONA (México)
* Alliance of Coastal Fishers in the North Atlantic (ACFNA) (North – Atlantic (Newfoundland, Iceland, Faroe Islands, Norway)
* alsur A.C. (México D.F.)
* Alternatives Développement (SENEGAL)
* AMARTE-Associação Amigos da Arte (Brasil- Pernambuco)
* AMB Articulação de Mulheres Brasileiras (Brasil)
* AMDAE (BOGOTA COLOMBIA)
* APC Assoc Pró Cidadania (Minas Gerais / Brasil)
* APPEND (PHILIPPINES)
* APPLIR (Argentina)
* AQ’AB’AL, Empresa Centroamericana de ESS (Centroamerica)
* AQOCI (Canada)
* ARIADNA (Argentina)
* ARIA-Nord (France)
* Artana e Cia (Brasil)
* ARTE CIMARRON (TUMACO NARIÑO COLOMBIA)
* Arte Sustentável/EES (Brasil)
* Asamblea Permanente de la Sociedad Civil por La Paz (Colombia)
* Asedcohue (Guatemala)
* Asian Public Intellectuals Fellowships (Southeast Asia)
* Asian Social Enterprise Forum (Asia)
* Asociación Civil Bienaventurados los Pobres (Catamarca, Argentina)
* Asociaciòn de Desarrollo Integral Simiatug Samai (Ecuador)
* ASOCIACION DE FOMENTO VECINAL EL PALMAR (ARGENTINA)
* Asociacion de Mujeres Afrocolombianas Kenia Tabia Binta “AMAKETABIN” (COLOMBIA)
* Asociacion para el Desarrollo Rural del Camp d´Elx (españa)
* Asociacion Productores San Cayetano (Argentina)
* Asociatia CRIES-Centrul de Resurse pentru Initiative Etice si Solidare (Romania)
* Associação Dando as Mãos (Brasil)
* Associação de Artesanato Entre Nós. (Brasil)
* Associação de Economia Solidária de Pinheiral (Brasil)
* Associação dos Produtores Agrícolas de Bebida Velha – APABV (Brasil)
* Associação Fibrart (Brasil / nordeste)
* Associação Filosófica ‘Scientiae Studia’ (Brazil)
* Associação In Loco (Portugal)
* associação rede de sonhos (Brasil)
* Associação Regional Mucuri de Cooperação dos pequenos agricultores (Brasil)
* Association Theatre Aquarium (Maroc)
* Banco Pire (Brasil – MS – Dourados)
* Bina Swadaya (Indonesia)
* Bitume (Mexico)
* Bordadeiras da Coroa-RJ (Brazil)
* BREFADE (MALI )
* Brigadas Populares (Brasil)
* cadernos do caos (portugal)
* Caisse d’économie solidaire Desjardins (Québec, Canada)
* CAM (Central America)
* Canadian Community Economic Development Network (CCEDNET) (Canada)
* Canasta a Domicilio S.C de R.L. de C.V. (México)
* Capeltic (México)
* Caritas Arquidiocesana de Fortaleza (Brasil-Fortaleza/CE)
* Caritas Diocesana de Tubarão (Brasil / Região Sul)
* Casa de Taipa- Coletivo Para Promoção de Prática Solidária (Brasil)
* CAV (Brasil)
* CDR Outaouais-Laurentides (Québec, Canada)
* CEDAL-Centro de Derechos y Desarrollo (Perú)
* CEMEAR / SC (Brasil)
* Centre canadien pour le renouveau communautaire – Canadian Centre For Community Renewal (Canada)
* Centre for Social Entrepreneuership (Malaysia)
* Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Pe. Josimo (Brasil)
* Centro de Servicios para Emprendimientos de las Mujeres (Chiqiuimula, Guatemala)
* Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (Brasil)
* Chantier de l’économie sociale (Québec/Canada)
* Coalition SansParti (Canada)
* COLACOT (COLOMBIA)
* Coletivo de pesquisadores em EJA e Economia Solidária – rede (Brasil, sudeste, SP, São CArlos-CAmpinas-São PAulo)
* Coletivo EITA (Brasil)
* Coletivo Leila Diniz (Brasil RN )
* Collège Coopératif PAM (PROVENCE)
* COMERCIO JUSTO URUGUAY (URUGUAY)
* Comité San Carlos (Mexico)
* COMMACT Malaysia (Malaysia)
* Community to Community Development (United States)
* Conciencia Ecologica de Aguascalientes, a.c. (México)
* Conseil régional d’économie sociale Mauricie (Québec, Canada)
* Consejo Consultivo de Mujeres de tenjo (Colombia)
* Consejo de Consumidores para la Economía Solidaria (Costa Rica)
* Consejo E.Solidaria Canelones (uruguay)
* Consejo Mexicano de Empresas de la Economía Solidaria (México)
* Consorzio Città dell’Altraeconomia (Italia )
* Consumo y Comunicación Alternativa, COKOMAL (Costa Rica)
* Controvento (Italy)
* Cooperativa Atahualpa (Argentina)
* Cooperativa Bem Me Quero (Brasil)
* COOPERATIVA DE AGRICULTORES FAMILIARES E PESCADORES ARTESANAIS DA ECONOMIA SOLIDARIA DA REGIAO DO MATO GRANDE-RN – COOAFES (Brasil)
* Cooperativa de Costureiras e Artesãos de Parnamirim (BRASIL)
* cooperativa de trabajo encuentro (argentina)
* Cooperativa de Trabajo Juanito Contreras LTDA (Argentina)
* Cooperativa de trabajo mixta de Enseñanza. Atahualpa Limitada (argentina )
* Cooperativa Financiera COOFINEP (Colombia)
* Cooperativa La Vaca (Argentina)
* Coordinadora Nacional de Economía Solidaria (Uruguay)
* Coordinadora Nacional de Economía Solidaria Uruguay (América del Sur)
* Corporación RELACC (Ecuador – América latina)
* COSPE-Sede Nicaragua (Nicaragua)
* CRESAÇOR – Rede de Economia Solidária dos Açores (Açores -Portugal)
* CRESS CENTRE (FRANCE)
* CSEM/ ADED VALLE, Centro De Servicios Para El Emprendedurismo De La Mujer (CSEM) Fundacion Agencia De Desarrollo Economico Departamental De Valle (ADED VALLE) (Honduras, Región Golfo De Fonseca)
* CSEM/ADED VALLE Centro de Servico Para El Emprendedurismo De La Mujer (Honduras, Region Golfo de Fonseca )
* CTA-ZM – Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (Minas Gerais – Brasil)
* CTC (BRASIL)
* Das Lanhas Assessoria e Consultoria (Brasil)
* Departamento de Justicia y Solidaridad – CELAM (America Latina)
* Día Mundial de Oración – Comité Alemán /Sección Proyectos (Alemania)
* DULZURA DEL MAR (TUMACO NARIÑO COLOMBIA)
* Eartheal (USA)
* ECAM (Bolivia)
* Eidé Ensayo Fotográfico y Audiovisual (Argentina)
* EL ANDAMIO SOCIAL (ARGENTINA)
* ELO (Brasil)
* Empreendimento solidário de costureiras e artesãos de parnamirim,RN (BRASIL)
* En Transition T.S.R. (Québec Canada)
* équiterre (Canada )
* ERUUF Earth Justice (United States of America)
* Escola Municipal Professora Anita M. Dourado (Brasil)
* Espacio de Economía Solidaria y Comercio Justo (Paraguay)
* Espacio Nacional de Economía Social y Solidaria (Argentina)
* EYES (EUROPE)
* Fair (Italy)
* FBES – Fórum Brasileiro de Economia Solidária (Brasil)
* FBSSAN – Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Brasil)
* FENACOOP, R.L (NICARAGUA)
* Fondation rivières (Canada)
* Fora do Eixo (Brasil)
* Fórum de Economia Solidaria de São José dos Pinhais (Brasil)
* Fórum de Economia Solidária do Distrito Federal e Entorno (Brasil)
* Fórum Municipal de Economia Solidária de Balneário Camboriú (Santa Catarina, Brasil)
* FORUM PERMANENTE DE CIDADANIA DE COLINAS (BRASIL – MARANHÃO )
* Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária (Minas Gerais / Brasil)
* Fruta Comida Semilla Sembrada (Ecuador)
* Fundación Ahora, A.C. (Méxicao/Centro-Occidente/Aguascalientes)
* FUNDACION ARTE Y CULTURA DEL PACIFICO (BOGOTA COLOMBIA)
* Fundacion Pueblo Joven (Salta, Argentina)
* Fundacion Sagrada Familia (Argentina, Buenos Aires)
* Fundación Síntesis (Argentina)
* Fundacion TPH Concepcion (Chile)
* FUNDACION TRABAJO PARA UN HERMANO DE CONCEPCION (CONCEPCION, CHILE)
* fundacion utopia (ecuador)
* Greenpeace (Montréal, Québec)
* GRESP (Perú)
* Groupe d’économie solidaire du Québec (Québec)
* Groupe ÉCOSPHÈRE (Canada)
* Grupo Cooperativo Jade (México)
* Grupo de promocion de la Agricultura Ecologica (GPAE) (Nicaragua)
* Grupo Red de Economía Solidaria del Perú (GRESP) (Perú)
* GUAMINA (Mali )
* Haida Gwaii Community Futures (Canada)
* HUJ (Arménie)
* ICATMI (MEXICO)
* IMS (Brasil)
* Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares Universidade do Estado da Bahia (Brasil)
* Institute for Integrated Rural Development (IIRD) (India)
* Instituto de Desarrollo de la economía Asociativa (IDEAC) (Rep. Dominicana)
* Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (Brasil)
* Instituto para el Desarrollo y la Paz Amazonica (San Martin – Peru)
* Intecoop/Unifei – Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal de Itajubá (Brasil)
* INTER-ACTION DEVELOPPEMENT DURABLE (FRANCE)
* ITCP/UNEB (Brasil)
* ITCP USP (Brasil)
* Juntos (Brasil)
* Katosi Women Development trust (Uganda)
* KIFESZ (Hungary)
* Kolping México (México)
* Kooperi – Coletivo para a promoção de práticas solidárias e autogestionárias (Brasil, sudeste, SP, São CArlos)
* latindadd (Perú)
* lavaca.org (Argentina)
* L’Égrégore (Canada)
* Maestria en Entidades de la Economía Social U.N.R (Argentina)
* MAIS Consultoria Social (Brasil)
* Marco Polo Echanger Autrement (France)
* MD (Québec)
* Mesa de Coordinación Latinoamericana de Comercio Justo – RIPESS LAC (América Latina y el Caribe, Perú)
* Mesa Nacional de Trabajo Cooperativo y Solidario (Colombia)
* MES (France)
* Migrations et Développement (Maroc)
* MIJARC (AFRICA,AISA, EUROPE AND LATIN AMERICA)
* MINISTERIO DE AGRICULTURA Y GANADERÍA (COSTA RICA)
* Mó de Vida Cooperativa de Consumo, CRL (Portugal)
* Movimiento Ambiental de Aguascalientes (México)
* Movimiento de Trabajadores Campesinos (Guatemala)
* Mujeres afros de Salahonda (Colombia, Dpto de Nariño)
* National Association of Small Boat Owners, NASBO (Iceland)
* Nonante inc (Canada)
* Núcleo de Formação em ECOSOL Ceará (Brasil)
* Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ (Soltec/UFRJ) (Brasil)
* Nuestras Huellas (Argentina)
* NUEVA CIVILIZACION (URUGUAY)
* Objectif Plein Emploi (Luxembourg)
* ONG. JUVENTUDE SEM FRONTEIRAS (BRASIL)
* ONG Programas Sociales Comunitarios (Salta, Argentina)
* P’ACTES (Europe)
* Pastoral social (La Ceiba – Honduras)
* PECOSOL| (Centroamérica)
* Plateforme des Organisation de la Société Civile sur les Droits Economiques, sociaux et Culturels au Cameroun (Cameroun)
* Plumes & Jardins (Quebec, Canada)
* PODER, A.C. (MEXICO)
* PROCOSOL (Panama)
* Production de L’Amarante (Québec)
* Productions à deux têtes (Québec)
* Prof contre la hausse (Montreal/ Québec / Canada)
* Projeto Ramá (Brasil)
* Promoción del Desarrollo Popular, A.C. (México.) * Raid (Tunisie)
* REAS BALEARS (ESPAÑA)
* REAS – Red de Redes de Economía Alternativa y Solidaria (España)
* Red COMAL – Red de Comercialización Comunitaria Alternativa (Honduras) * REDCOOP (MÉXICO)
* Red Cuna (Argentina)
* Red de Coordinación en Biodiversidad (Costa Rica, Centroamérica)
* Red de Fundaciones y Asociaciones de Economía Social Solidaria (Centramerica y Caribe)
* RED DE LA ESPERANZA (MÉXICO)
* Red de Mujeres para el Desarrollo (América Latina y Caribe)
* Red de Organizaciones de Economía Solidaria (REDESOL) (Rep. Dominicana)
* Rede de educadores/as de economia solidária PE (NE do Brasil)
* Rede de Educadores em Economia Solidária (Brasil)
* Rede Dicção (Brasil)
* Rede Nacional das Incubadoras Tecnológicas de cooperativas Populares/ITCP-Unochapeco (Brasil)
* Red micro creditos no podemos fracasar (Argentina)
* Red Nacional de Investigadores y Educadores en Cooperativismo y Economía Solidaria (REDCOOP) (México)
* Red Uniendo Manos contra la Pobreza (Perú)
* REMECC A.C. (Mexico)
* RENAPESS MALI (MALI)
* RENICC (Nicaragua)
* Reorient Onlus (Italia )
* Retos al Sur (Uruguay)
* RIPESS-Asia/Asian Solidarity Economy Coalition (ASEC) (Asia)
* Rizosfera (Chile)
* RTES (France)
* RUPTURA (ECUADOR)
* Scop Energies Alternatives 06 (France)
* Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (Brasil)
* Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Brasil)
* SEDYS – Trujillo- Servicio Educativo para el Desarrollo y la Solidaridad (PERU)
* Seminario Permanente para la Gobernabilidad mediante el Desarrollo Sustentable. Con base en una metodología de investigación interdisciplinaria. (Mexico City)
* Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Bento Fernandes (Brasil)
* société civile (Canada)
* SODEV MAROC (MAROC)
* Soltec/UFRJ (Brasil)
* Soutenable.net (France)
* Support for Women in Agriculture and Environment (SWAGEN) (Uganda, East Africa)
* SURJA EDUCACION CIUDADANA (MEXICO)
* Syndicat Unique des Travailleurs de la Santé et de l’Action Sociale (SENEGAL)
* Tierra Luna (México)
* Transition movement (Canada)
* UDELAR (URUGUAY)
* UFRPE (Brasil)
* UNCPM Union Nationale des Coopératives des Planteurs et Maîchers du Mali (Mali)
* UNEMAT/REMSOL/FEES-MT/NECOMT/IOCAS (BRASIL)
* UNIVERSIDAD AUSTRAL (ARGENTINA)
* UNIVERSIDAD DE BUENOS AIRES (ARGENTINA)
* Universidad de Castilla-La Mancha (España)
* Universidade Federal Rural de Pernambuco/FBES (Brasil)
* Universidad Nacional de Rosario (Argentina)
* Universitas Nueva Civilización (Chile)
* University of Valencia (Spain)
* UQAM, Institut des sciences de l’environnement (Québec-Canada)
* Urgenci International Network for Community Supported Agriculture (Global)
* USP (Brasil)
* US Solidarity Economy Network (United States of America)
* Visão Mundial (Brasil)
* VQP (Argentina)
* WESPAC Foundation (USA)
* World Forum of Fish Harvesters and Fish Workers (WFF) (International organization)
* Xarxa Economia Solidaria (Cataluña, España)
Formulário para adicionar a assinatura de sua organização, rede ou movimento:
http://www.ripess.org/ripess-declaracao-rio20/?lang=pt-br
Cúpula dos Povos: Boaventura e Singer discutem economia solidária
junio 20, 2012 0:00 - no comments yet
Na manhã dessa terça-feira (19) a tenda 14 da Cúpula dos Povos foi movimentada pela discussão promovida pela economia solidária. O tema do debate foi “Desenvolvimento Sustentável e Solidário nos Territórios: Estratégia de outra Economia” e foi ministrado pelo professor Paul Singer, secretário Nacional de Economia Solidária, e pelo sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, professor da Universidade de Coimbra. Aproximadamente 800 pessoas compareceram para prestigiar o debate entre os dois pesquisadores, a maioria composta por jovens que já conhecem a economia solidária e suas práticas.
O objetivo da atividade autogestionada foi promover um espaço de reflexão colocando a economia solidária como protagonista no momento econômico atual. Em outras palavras, foi para apresentar a economia solidária como alternativa para um modelo de desenvolvimento justo, solidário e sustentável para a América Latina e, ainda, debater pautas e agendas comuns nesta construção. A condução da atividade foi feita por Luis Eduardo Salcedo, representante da Ripess Lac (Rede Intercontinental de Promoção da Economia Social e solidária na América Latina e Caribe) e Diogo Rego, representando o FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária).
Ambos convidados se mostraram céticos com relação aos compromissos que serão firmados pelos chefes de estado que participarão da Rio + 20, enfatizaram que somente as iniciativas populares, ressaltando a economia solidária, serão modelos para alternativas reais de enfretamento do modelo capitalista de desenvolvimento. “Neste espaço observamos diversas diferenças entre todos, mas temos que aproveitar as diferenças para aprender mais. A economia solidária é isso: uma prática de democracia e ela que nos une nas diferenças”, afirmou Singer no início de sua fala.
Singer agradeceu o convite para participar da atividade e se disse feliz com a oportunidade de estar entre os jovens, sempre entusiasmado. Em seguida, Boaventura deu continuidade a pequena palestra tratando da crise do capitalismo e ressaltado a economia solidária como estratégia de saída do modelo predominante. “A economia solidária não pode mais ser o apêndice do capitalismo e sim o futuro. Ela chega onde o capitalismo não quer entrar e não nenhuma razão para ela não ser uma estratégia e aplicada em escala, basta apenas uma decisão política. A economia solidária vai ser a economia de transição, pois sabe muito bem fazer o deslocamento entre produção e consumo”, afirmou o sociólogo.
Para o professor Singer, na Rio+20, os governantes não vão mudar seus sistemas econômicos pautados pelo neoliberalismo. “Quando esse encontro acabar, vamos continuar essa rede pela internet , uma dádiva divina, não de Deus, que nos foi dada pelos jovens que estão promovendo uma revolução pacífica que não almeja ao poder e, sim, a igualdade e democracia para todos”, disse. Finalizando, Boaventura fez réplicas a perguntas e colocações apresentadas pela plateia. “A economia solidária trabalha com a escala humana e tem outra relação com o meio ambiente, com a sociedade. Mas os movimentos de Economia Solidária têm dificuldade de se articular com outros movimentos sociais brasileiros. Por isso, para ser um movimento vitorioso, a articulação com todos os movimentos sociais é fundamental”, finalizou Boaventura.
A atividade foi organizada pelo FBES, Ripess Lac e Secretariado da Cáritas Latino Americano e Caribe (Sellac).
Cúpula dos Povos: Maristas e Economia Solidária na Marcha das Mulheres
junio 19, 2012 0:00 - no comments yet
A segunda-feira (18) amanheceu lilás no Rio de Janeiro. Aproximadamente 5 mil pessoas, na maioria mulheres, marcharam pelas ruas da capital fluminense por direitos femininos. Diversas organizações feministas e outros movimentos que apoiam a causa saíram do Aterro do Flamengo, onde está ocorrendo a Cúpula dos Povos e marchou em direção ao centro, no Largo da Carioca. Nem mesmo o calor e o sol escaldante foram obstáculos para as militantes. Cantando e gritando palavras de ordem a marcha parou o trânsito de algumas ruas para que o lilás feminino pudesse mostrar a cara e mobilizar.
Com o slogan “Mulheres contra a mercantilização de nossos copos, nossas vidas e a natureza”, a manifestação protestou contra as saídas capitalistas da atual crise econômica mundial, denunciando a “economia verde”, bancada por diversas grandes corporações e que está sendo discutida por autoridades políticas na Rio + 20. Outras reivindicações da marcha foram o fim da mercantilização do corpo feminino, o fim da violência contra as mulheres e pela valorização da mulher e contra o racismo e homofobia.
A economia solidária, representada pelo Grupo de trabalho de Mulheres do FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária), também marchou pelas mesmas lutas de todos os movimentos concentrados na manifestação. A bandeira da economia solidária seguia, estendida, o trajeto aberto pelo trio-elétrico que conclamava as e os manifestantes. Um grupo de leigos Maristas se juntou às militantes da economia solidária e marchou até o Largo da Carioca, onde a multidão de espalhou pela praça.
Vestidas de lilás, com uma camiseta produzida por grupo de mulheres de Pernambuco que trazia as frases: “ Sou mulher e não mercadoria” e “Mulheres organizadas por uma economia feminista, solidária e agroecológica”, providas de apitos, bandeiras e cartazes as mulheres da economia solidária se destacaram no trajeto da marcha.
Presença Marista na Cúpula dos Povos
junio 19, 2012 0:00 - no comments yet
A Cúpula dos Povos, organizado pelos movimentos sociais paralelamente à Conferência Oficial das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), iniciou-se oficialmente na última sexta-feira no Rio de Janeiro (RJ), porém, as articulações, passeatas e debates ganharam força apenas nessa segunda-feira. Ajudando a impulsionar a força dos movimentos e participando dos debates está uma delegação de leigos Marista da Província Brasil Centro Norte além de um grupo de irmãos que também acompanham as diálogos oficiais da Rio + 20 e da Cúpula.
O grupo Marista foi recebido pela equipe da Casa da Acolhida do Rio de Janeiro, no Bairro da Tijuca que também acolhe um grupo de militantes da Economia Solidária do Brasil e de outros países. O grupo da economia solidária participou, anteriormente, do V Encontro Latino Americano e Caribenho de Economia Solidária e Comércio Justo que também ocorreu no Rio de Janeiro e encerrou-se no dia 13.
Entre os convidados da Casa da Acolhida há um grupo mais que especial: adolescentes e jovens trazidos pelo IMAS (Instituto Marista de Assistência Social) que estão participante de uma experiência de educomunicação, produzindo materiais informativos sobre a Cúpula e Conferência e postando em um blogue criado para a atividade.
Até o dia 23 os colaboradores Maristas e o grupo da educomunicação estarão em diversas atividades que ocorrem na Cúpula dos Povos e na Conferência oficial. Acompanhem nossas atividades: Maristas por um mundo melhor.
RJ: Encerramento do V Encontro Latino Americano e Caribenho de Economia Solidária e Comércio Justo
junio 14, 2012 0:00 - no comments yet
Encerrou-se ontem o V Encontro Latino Americano e Caribenho de Economia Solidária e Comércio Justo. Os 260 participantes de mais de 20 países participaram de um momento de partilha, no qual a bandeira da Economia Solidária do Brasil foi estendida sobre eles no salão no qual se encontravam, selando os três dias de encontro com uma breve cerimônia de envio. Após esse momento foi instituída a mesa oficial de encerramento, constituindo, uma vez mais, os momentos de falas dos representantes das organizações que compõem a Ripess Lac (Rede Intercontinental de Promoção da Economia Social e Solidária da América Latina e Caribe) e, também, dos patrocinadores do Encontro.
O objetivo do encontro, contribuir para o fortalecimento das redes de economia solidária e comércio justo na América Latina e Caribe, por meio do diálogo de experiências e novas práticas econômicas orientadas que visam a convergência em prol da justiça social e ambiental e da democracia participativa, foi alcançada segundo a coordenação de Ripess Lac e FBES que convocaram o Encontro.
Shirlei Silva, que faz parte da Coordenação executiva, facilitou o momento de envio relembrando aos participantes da importância de manter-se unidos como continente e como povos latinos. O presidente da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit, salientou a atuação da Fundação, que nos últimos anos tem apoiado diversas organizações e movimentos sociais que lutam por um mundo mais justo e sustentável. “Ficamos honrados em poder contribuir para que esse Encontro tenha ocorrido. A Fundação acredita nesse modelo de desenvolvimento e esperamos poder continuar contribuindo”, afirmou.
O Encontro ocorreu, propositalmente, às vésperas do início da Rio + 20, de modo que propicie a inclusão da Economia Solidária nas discussões que estarão contornando o tema principal da Conferência: o capitalismo verde. “Pretendemos contribuir e problematizar as discussões neste contexto, trazendo as propostas alternativas da economia solidária e do comércio justo e solidário”, explicou Rizoneide Amorim, do Instituto Marista de Solidariedade e membro da coordenação executiva do FBES.
Ao término foi lida a Carta do V Encontro à Rio +20, reafirmando, mais uma vez, a Economia solidária como modelo de inclusão produtiva e econômica frente ao capitalismo. A consonância dessa carta está de acordo com a metodologia do Encontro que durante os três dias dividiu os participantes em plenárias e oficinas temáticas (Estratégias populares e políticas públicas para a promoção da economia solidária; Cultura, construção e desenvolvimento do pensamento solidário; Comércio e consumo justo e solidário; Crise sistêmica e modelos de desenvolvimento; e Desenvolvimento local e territorial). Também foram realizadas reflexões sobre o significado destas práticas e de convergências, além de painéis sobre análise de conjuntura.
Também compuseram a mesa uma representante do FBES, da Pecosol e América Central, da Ripess Ásia, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Trabalho e Emprego e Fundação Banco do Brasil.
Participaram do encontro representantes de organizações nacionais e internacionais, gestores públicos e empreendimentos econômicos solidários do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, México, Guatemala, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Panamá, Colômbia, Equador, Peru, República Dominicana, Bolívia, França, Espanha e Bélgica. O Encontro foi patrocinado pela Fundação Banco do Brasil, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Trabalho e Emprego, Ceci (Canadá), CC-FD (França), RioTur Turismo (Prefeitura do Rio de Janeiro) e Instituto Morro da Cutia de Agroecologia.
