Artesã alagoana representa a economia solidária em evento internacional
agosto 11, 2012 0:00 - no comments yet
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, por meio do Programa do Artesanato Brasileiro – PAB, divulgou no fim de julho a lista dos artesãos brasileiros que que foram selecionados para representar o Brasil na 3ª edição do “Reconhecimento de Excelência da UNESCO para produtos artesanais do Mercosul”, que ocorreu em Montevidéu (Uruguai), de 30 de julho a 2 de agosto de, no marco da celebração dos 50 anos do Conselho Mundial do Artesanato na América Latina.
Foram inscritas 62 peças para a seleção, de diversas regiões do país, a saber: 03 do Acre; 04 de Alagoas; 07 da Bahia; 03 do Distrito Federal; 03 do Espírito Santo; 02 do Goiás; 20 de Minas Gerais; 05 do Mato Grosso; 01 do Pará; 01 do Rio de Janeiro; 07 do Rio Grande do Sul e 06 de São Paulo. Todas as peças artesanais inscritas foram analisadas pelo Comitê de Seleção Nacional conforme os critérios listados no edital, que reproduz os critérios adotados pela UNESCO no Reconhecimento de Excelência para Produtos Artesanais do Mercosul. Os critérios são a excelência; a autenticidade; a inovação; ecológico e comercializável.
Dentre as peças selecionadas está a “caminho de mesa”, bordada em filé, da artesã Wendy Sherry, da Cooperativa de Artesão da Barra Nova (Cooperarteban), de Alagoas. A cooperativa é um empreendimento da economia solidária e faz parte do Fórum Alagoano de Economia Solidária. A artesão foi surpreendida pelo resultado. “Ao me inscrever, não fazia ideia de quantas peças seriam selecionadas ou com quantas pessoas eu iria competir. Sinto orgulho de estar representando Alagoas em uma competição internacional, essa é a primeira vez que participo de uma”, declarou.
No dia 2 foram divulgados os agraciados com o prêmio, do Brasil apenas seis foram selecionados. Dentre eles não estava a peça da artesã alagoana. Confira abaixo a lista das três peças brasileiras que participaram do evento.
- Colar: Trança da Mata (autora: Rodney Paiva Ramos / AC)
- Colar: Cores da Mata (autora: Rodney Paiva Ramos / AC)
- Caminho de mesa – Bordado filé ( autora: Wendy Sherry Oliveira Barros / AL)
- Penca de Balangandã (autor: Aguilardo de Souza Teixeira / BA)
- Porta Jóias (autor: Associação de Artesãs de Santa Brígida – José dos Santos Braga / BA)
- Caminho de mesa – Fibra de taboa (autor:Cesar Weslley Conti Nunes / ES)
- Carteira – Fibra de taboa (autor: Cesar Weslley Conti Nunes / ES)
- Santa inanimada (autor: Nicodemos Miranda / GO)
- Palma Barroca (autora: Hercília Batista Herculado / MG)
- Búfalo montado (autor: Grupo de Mestres Artesãos de modelagem em balata – Darlindo José de Oliveira Pinto / PA)
- Cesto Tupi (autora: Vera Junqueira / RS)
- Jogo de Xadez: Bichos do mar de dentro (autores: José Carlos Neutzling; Flávia Coelho de Souza; João Gustavo Uberbach / RS)
- Colares de fitas (autora: Sandra Márcia M. Marques / SP)
Informações e foto da Agência Alagoas
DF: Encerrou-se o Fórum das Unidades Sociais da Província
agosto 10, 2012 0:00 - no comments yet
Encerrou-se ontem (08), em Brazlândia (DF) o III Fórum das Unidades Sociais da Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN). Nesta edição, o Fórum teve como tema a pergunta “a quem servimos, quando servirmos aos pobres?”. Na abertura, os gestores, coordenadores e educadores das unidades sociais da Província foram acolhidos pelo Ir. Provincial, Wellington Mousinho e, também, por uma mensagem do Superior Geral do Instituto Marista, Ir. Emili Turú, que parabenizou a iniciativa da Província em aproximar seus atores para este diálogo.
O Ir. Wellington Mousinho abriu o evento fazendo referência a um trecho da Carta do XXI Capítulo Geral: “Sentimo-nos impelidos a agir com urgência para encontrar formas novas e criativas de educar, evangelizar e defender os direitos das crianças e jovens pobres, mostrando-nos solidários com eles.”. De acordo com o Irmão, o atual provincialato possui um forte compromisso com a educação, a evangelização e defesa dos Direitos das crianças e adolescentes pobres “Este encontro nos une e representa o nosso campo de Missão”, disse ele. O provincial lembrou que o último triênio foi marcado por grandes desafios, conquistas e mudanças, mas que as adversidades trouxeram grandes aprendizados. Ele explicou que o processo de transformação da solidariedade na PMBCN, teve como referência os marcos Fundacional e Legal, que intervieram e guiaram diretamente os caminhos da solidariedade, através da implementação do Novo Modelo Organizacional, da Gestão da Área Social e definição dos novos campos de missão.
O objetivo do encontro foi observar os aspectos da conjuntura socioeconômica e política articulada às recentes mudanças no marco legal das entidades que aplicam gratuidades em Educação e Assistência Social; refletir acerca sobre as boas práticas e as novas estratégias de articulação e intervenção junto aos mais diversos públicos atendidos, tomando como referência, a Unidade Social local e, também, construir conjuntamente prioridades para o próximo triênio.
Durante os quatro dias os participantes se envolveram em diversas atividades como o mini fórum Dom Helder Câmara, que contou com a participação de membros do CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social) e, também, do mini fórum Paulo Freire, que trouxe o deputado federal Paulo Rubem (PDT-PE) para falar sobre o PNE (Plano Nacional de Educação – 2001-2020). Também participou desse último mini fórum a Drª Ângela Antunes, do Instituto Paulo Freire, que ministrou a palestra “Projeto educativo a serviço da vida e da garantia de direitos: educação como fonte transformadora social”. Os participantes puderam, também, debater sobre evangelização, vocação e espírito de comunhão, sempre tendo em conta a missão Marista.
A cobertura midiática do evento contou com a participação do grupo de adolescentes e jovens maristas que participam de um projeto de educomunicação, coordenado pelo IMAS (Instituto Marista de Assistência Social).
Lançamento
Na oportunidade, o IMS (Instituto Marista de Solidariedade), por meio da coordenadora Shirlei Silva, realizou, junto com alguns representantes da equipe do IMS, o lançamento da publicação Economia Solidária – Caminhos para a Construção de uma outra Economia Possível: políticas e estratégias pedagógicas. Shirlei afirmou que a Economia Solidária (ECOSOL) exige uma educação solidária que transforme a mentalidade cultural dominante de competição para a construção do espírito de cooperação, além do desenvolvimento de uma matriz científica e tecnológica que esteja comprometida com o desenvolvimento sustentável e solidário.
DF: Lei Distrital de Apoio à Economia Solidária é sancionada em Brasília
agosto 10, 2012 0:00 - no comments yet
Na manhã de ontem (08) o movimento da economia solidária do Distrito Federal reuniu-se no Palácio do Buriti, sede do Governo Distrital, para a sanção da Lei de Apoio à Economia Popular e Solidária do DF (Lei 4.899). Dentre diversas medidas, fica instituída uma Política Distrital de Fomento, criação do Conselho Distrital de Economia Solidária e de um selo certificador para empreendimentos econômicos solidários. O governador Agnelo Queiroz, secretários de governo, deputados distritais e representantes da sociedade civil falaram sobre o processo de criação da Lei e dos incentivos que o setor terá a partir de agora.
A Lei é resultado de uma construção coletiva entre Governo, Assembleia Legislativa e Sociedade Civil. O analista social do IMS (Instituto Marista de Solidariedade), Fabiano Ruas, foi um dos que participou em umas das etapas de construção do projeto que deu origem ao novo código. “As contribuições foram feitas e ficaram de ser incorporadas, porém o processo legislativo é prolongado e nem sempre todas as reivindicações são aceitas e usadas. Apesar dos contratempos, a lei é um marco importante para a economia solidária, frisando que a legislação ainda não atende a todos os anseios do movimento. De fato, outra economia acontece e que ainda não está clara nessa Lei”, afirmou.
O governador lembrou as desigualdades sociais do Distrito Federal, que segundo os cálculos de Índice de Gini (que mede as desigualdades sociais de uma região ou país) é o pior do Brasil. Salientou, também, os esforços do governo distrital em melhorar o acesso de pessoas menos favorecidas ao mundo do trabalho por meio de formação e outros projetos. “A economia solidária é uma ferramenta poderosa de inclusão e de geração de renda. Por meio dessa lei poderemos gerar mais oportunidades para os artesãos e produtores de nossa cidade”, afirmou.
A deputada Arlete Sampaio (PT-DF), lembrou que um avanço importante para o Distrito Federal foi a criação da Secretaria de Micro e Pequena Empresa e Economia Solidária, juntamente com a Subsecretaria de Economia Solidária. “Estamos hoje lançando um marco legal para que de fato o governo possa fomentar os empreendimentos de economia solidária em Brasília. As experiências da economia solidária devem se multiplicar em Brasília, como uma nova forma de relação econômica entre as pessoas”, disse.
A estimativa é que aproximadamente 45 mil trabalhadores da economia solidária sejam beneficiados pela Lei. A preocupação do Governo é a qualificação para que muitos desses trabalhadores, que são artesãos, possam dar conta da crescente demanda do turismo que Brasília terá nos próximos anos, gerada pelos eventos esportivos. Como medida, foram anunciados alguns programas de formação e a criação de 120 postos de comercialização para a economia solidária em todo o Distrito Federal, além de destinação de recursos para o desenvolvimento de tecnologias sociais e de inovação.
Dentre os principais pontos da Lei é relevante destacar a tipificação dos empreendimentos econômicos solidários; a criação do Conselho Distrital de Economia Solidária; a certificação para empreendimentos que será regida e concedida pelo Conselho; e, por fim, a criação de um Fundo Distrital de Fomento à Economia Popular e Solidária, a ser criado por lei complementar específica.
Para ler a Lei, acesse o Diário Oficial do Distrito Federal clicando aqui.
Lei Nacional de Economia Solidária
Há anos que o movimento da economia solidária luta por um marco regulatório nacional para todos os empreendimentos de economia solidária do País. Em 201i foi lançado pelo FBES (Fórum Brasileiro de Economia Solidária) a Campanha pela Lei de Economia Solidária, que pretende arrecadar 1. 300 mil assinaturas de eleitores brasileiros. A meta é ousada e tem por objetivo conseguir colocar no Congresso a Lei de Economia Solidária como iniciativa popular, a exemplo da Lei da Ficha Limpa. Para saber mais sobre a Campanha e sobre o Projeto de lei acesse: cirandas.org/leidaecosol
GO: Herdeiros de mulheres e homens que lutaram por um País mais justo e solidário
agosto 10, 2012 0:00 - no comments yet
Aproximadamente 40 jovens dos estados de Goiás e Espírito Santo participaram de mais uma etapa se encontraram no último fim de semana na Casa da Juventude Pe. Burnier (CAJU) em Goiânia (GO) para participar dos projetos: “Juventude e Cidadania” e “Juventude e Economia Solidária”. Participaram 36 jovens nessa etapa dos projetos, que se iniciaram em 2010. Os projetos são fruto de uma parceria com Cáritas Brasileira, IMS (Instituto Marista de Solidariedade) e Recid (Rede de Educação Cidadã).
No Projeto Juventude e Cidadania a oficina teve como tema: Poder local e participação política da juventude, tendo como facilitadores: Vanildes Gonçalves (UCB) e Eduardo Mota (CAJU). No Projeto Juventude e Economia Solidária os facilitadores Claudia Lima (IMS) e Vitélio Pasa (Cáritas Brasileira) aprofundaram o tema: Juventude na Sustentabilidade dos Empreendimentos Econômicos Solidários. Durante as oficinas os jovens foram provocados com histórias de luta de mulheres e homens que transformaram a realidade local como o Pe. Gisley Azevedo, Irmã Dorothy Stang, Paulo Freire, Maria Geralda Moraes e Osmarina Cabral.
No Projeto Juventude e Economia Solidária os facilitadores Claudia Lima e Vitélio Pasa trabalharam a temática na perspectiva do desenvolvimento local sustentável, apresentando experiências de economia solidária que produzem e comercializam coletivamente, com os princípios da autogestão, da solidariedade e garantindo a geração de renda para os trabalhadores envolvidos. Os jovens conheceram a experiência do Projeto Planta e Vida, da cidade de Rio Verde (GO), onde mulheres e homens lutam desde 1991 para que a comunidade tenha garantido o direito à saúde, e encontraram, por meio do resgate da sabedoria popular e o uso das plantas medicinais, uma maneira de transformar esta realidade.
Na programação da oficina, os jovens aprofundaram sobre dois temas:
- 1. Elaboração de Projetos Sociais como forma de ação social planejada coletivamente, que os projetos não devem ser voltados apenas um documento formal enviado a potenciais financiadores, pelo contrário um projeto precisa ser o “encantamento” da comunidade para que todos/as transformem a realidade onde vivem.
- Fundos Rotativos Solidários que “são mecanismos de mobilização e valorização social da poupança comunitária, assumem a forma de gestão compartilhada de recursos coletivos. Têm sido, na verdade, um exercício fundamental na busca da sustentabilidade dos sistemas familiares, na perspectiva da convivência com a região semiárida e na transição agroecológica”.
Inspirados na frase de Paulo Freire: “educar para transformar” os jovens iniciaram a elaboração de projetos de intervenção, que potencializam o desenvolvimento local, assim como a pedagogia freireana que é buscar soluções a partir da realidade concreta e construir o novo. Os projetos serão nos seguintes eixos: I Formação; II – Renda e Trabalho; III Mobilização e Conquista de Direitos e serão acompanhados/as pela equipe de assessores da Área Sociopolítica da Casa da Juventude.
Na noite de sábado o Momento Cultural, coordenado pelos próprios jovens, que apresentou o vídeo “Anos 90”, destacando o olhar da juventude para os acontecimentos vivenciados na década em que nasceram. Durante este momento foi construído um painel utilizando a técnica do grafite do qual o resultado foi um retrato de Paulo Freire, sendo o símbolo marcante nos dois projetos.
Finalizando as oficinas os jovens apresentaram os vídeos preparados como instrumentos de aprofundamento da oficina, destacando a economia do município onde atuam. A juventude de Goiânia apresentou a realidade da Ocupação Pedro Nascimento, onde cerca de 500 famílias vivem sem direitos básicos. A realidade do município de Marataízes (ES), trazida pela juventude, foi a produção de abacaxi, sendo a maior do Brasil, e que afeta diretamente a juventude gerando péssimas condições de trabalho. Outra experiência apresentada foi Cooperativa de Agricultura Familiar de Itapuranga (GO). O coletivo cultural de Brasília apresentou em vídeo destacando a diversidade na produção musical e artística dos jovens envolvidos no projeto.
As práticas apresentadas tanto pelos facilitadores quanto pelos jovens contrapõem-se ao padrão dominante de desenvolvimento, e reafirmam que esta juventude é herdeira da luta de mulheres e homens que fizeram história de transformação neste Brasil, mas que é preciso avançar em um desenvolvimento socioeconômico sustentável.
Texto: Claudia Lima Fotos: CAJU
GO: Herdeiros e Herdeiras de Mulheres e Homens que lutaram por um País mais justo e solidário
agosto 10, 2012 0:00 - no comments yet
Aproximadamente 40 jovens dos estados de Goiás e Espírito Santo participaram de mais uma etapa se encontraram no último fim de semana na Casa da Juventude Pe. Burnier (CAJU) em Goiânia (GO) para participar dos projetos: “Juventude e Cidadania” e “Juventude e Economia Solidária”. Participaram 36 jovens nessa etapa dos projetos, que se iniciaram em 2010. Os projetos são fruto de uma parceria com Cáritas Brasileira, IMS (Instituto Marista de Solidariedade) e Recid (Rede de Educação Cidadã).
No Projeto Juventude e Cidadania a oficina teve como tema: Poder local e participação política da juventude, tendo como facilitadores: Vanildes Gonçalves (UCB) e Eduardo Mota (CAJU). No Projeto Juventude e Economia Solidária os facilitadores Claudia Lima (IMS) e Vitélio Pasa (Cáritas Brasileira) aprofundaram o tema: Juventude na Sustentabilidade dos Empreendimentos Econômicos Solidários. Durante as oficinas os jovens foram provocados com histórias de luta de mulheres e homens que transformaram a realidade local como o Pe. Gisley Azevedo, Irmã Dorothy Stang, Paulo Freire, Maria Geralda Moraes e Osmarina Cabral.
No Projeto Juventude e Economia Solidária os facilitadores Claudia Lima e Vitélio Pasa trabalharam a temática na perspectiva do desenvolvimento local sustentável, apresentando experiências de economia solidária que produzem e comercializam coletivamente, com os princípios da autogestão, da solidariedade e garantindo a geração de renda para os trabalhadores envolvidos. Os jovens conheceram a experiência do Projeto Planta e Vida, da cidade de Rio Verde (GO), onde mulheres e homens lutam desde 1991 para que a comunidade tenha garantido o direito à saúde, e encontraram, por meio do resgate da sabedoria popular e o uso das plantas medicinais, uma maneira de transformar esta realidade.
Na programação da oficina, os jovens aprofundaram sobre dois temas:
- 1. Elaboração de Projetos Sociais como forma de ação social planejada coletivamente, que os projetos não devem ser voltados apenas um documento formal enviado a potenciais financiadores, pelo contrário um projeto precisa ser o “encantamento” da comunidade para que todos/as transformem a realidade onde vivem.
- Fundos Rotativos Solidários que “são mecanismos de mobilização e valorização social da poupança comunitária, assumem a forma de gestão compartilhada de recursos coletivos. Têm sido, na verdade, um exercício fundamental na busca da sustentabilidade dos sistemas familiares, na perspectiva da convivência com a região semiárida e na transição agroecológica”.
Inspirados na frase de Paulo Freire: “educar para transformar” os jovens iniciaram a elaboração de projetos de intervenção, que potencializam o desenvolvimento local, assim como a pedagogia freireana que é buscar soluções a partir da realidade concreta e construir o novo. Os projetos serão nos seguintes eixos: I Formação; II – Renda e Trabalho; III Mobilização e Conquista de Direitos e serão acompanhados/as pela equipe de assessores da Área Sociopolítica da Casa da Juventude.
Na noite de sábado o Momento Cultural, coordenado pelos próprios jovens, que apresentou o vídeo “Anos 90”, destacando o olhar da juventude para os acontecimentos vivenciados na década em que nasceram. Durante este momento foi construído um painel utilizando a técnica do grafite do qual o resultado foi um retrato de Paulo Freire, sendo o símbolo marcante nos dois projetos.
Finalizando as oficinas os jovens apresentaram os vídeos preparados como instrumentos de aprofundamento da oficina, destacando a economia do município onde atuam. A juventude de Goiânia apresentou a realidade da Ocupação Pedro Nascimento, onde cerca de 500 famílias vivem sem direitos básicos. A realidade do município de Marataízes (ES), trazida pela juventude, foi a produção de abacaxi, sendo a maior do Brasil, e que afeta diretamente a juventude gerando péssimas condições de trabalho. Outra experiência apresentada foi Cooperativa de Agricultura Familiar de Itapuranga (GO). O coletivo cultural de Brasília apresentou em vídeo destacando a diversidade na produção musical e artística dos jovens envolvidos no projeto.
As práticas apresentadas tanto pelos facilitadores quanto pelos jovens contrapõem-se ao padrão dominante de desenvolvimento, e reafirmam que esta juventude é herdeira da luta de mulheres e homens que fizeram história de transformação neste Brasil, mas que é preciso avançar em um desenvolvimento socioeconômico sustentável.
Texto: Claudia Lima Fotos: CAJU