IMS e IMAS discutem Consumismo Infanto Juvenil na Rede Pública de Ensino do DF
Novembre 24, 2014 12:38 - no comments yet | No one following this article yet.Estudantes do 9º ano do Centro de Ensino Fundamental 18 de Ceilândia/DF se reuniram na tarde dessa quinta-feira (20/11) para participarem do Chá com Prosa: Direitos Humanos em Pauta, que abordou, no mês de novembro, o tema: Consumismo Infanto Juvenil.
Márcia Macedo, psicóloga e coordenadora da Clínica Superação, explicou que o consumo é o uso normal de alguns produtos que atendem as necessidades básicas para a vida dos seres humanos. Já o consumismo revela a busca intensa de aquisição desnecessária, normalmente por modismo: Retrata a aflição em comprar desenfreadamente. Para ela, a mídia e as campanhas publicitárias projetam as pessoas para um mundo ilusório, o do “aparentar ter”. “O status faz muita gente pensar que só serão respeitadas e aceitas se estiverem vestidas com roupas de grife, possuírem carros importados e celulares de última geração, sem pensar nas consequências desses excessos. Cuidado para não gostarem mais do que você tem, do que pela pessoa que você é”, lembrou.
A especialista alertou que, enquanto a publicidade utiliza estratégias de convencimento para a prática do consumismo, a psicologia pede prudência, criticidade e análise das propagandas. “O marketing constrói comerciais que, na maioria das vezes, não corresponde com a nossa realidade. Neste caso é preciso ignorar esse conteúdo para não cair em tentação”, orientou. Na sequencia, a psicóloga apresentou algumas propagandas populares e avaliou, junto com os estudantes, o teor mercadológico de cada uma delas. Marcia chamou a atenção dos jovens sobre as mensagens subliminares disseminadas pela mídia, que entram na mente sem a percepção humana, com forte poder de persuasão e uma única finalidade: leva-los ao consumismo.
Por fim, ela afirmou que a ostentação é passageira. Roupas, celulares e todos os bens materiais acabam, mas, segundo Márcia, os valores humanos são eternos. “Melhor que “ter” é “ser” uma pessoa que não se deixa enganar por propagandas tendenciosas e que não se torna refém da sociedade capitalista”, concluiu a psicóloga.
Por Fernanda Carmo, jornalista da área social PMBCN


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