DF: Oficina marca o encerramento do Projeto Nacional de Comercialização Solidária
diciembre 10, 2013 17:09 - no comments yet | No one following this article yet.
Ontem (09) iniciou-se em Brasília a Oficina Nacional de Avaliação e Sistematização do Projeto Nacional de Comercialização Solidária (PNCS) no auditório do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Cerca de 100 pessoas estão reunidas na capital federal para participar da atividade que marca o encerramento do projeto que por cinco anos fomentou a comercialização solidária em todo o País. No primeiro dia também estiveram presentes os membros do Conselho Nacional de Economia Solidária bem como seu presidente e secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, do MTE. Os convidados para a oficina foram participantes ou beneficiários do projeto e são oriundos dos 26 estados e do Distrito Federal.
O PNCS é fruto de convênio entre a União Brasileira de Educação e Ensino, mantenedora do Instituto Marista de Solidariedade (IMS), e da Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), ligada ao MTE. Desde 2009 promoveu ações de formação e fomento à comercialização solidária, envolvendo milhares de mulheres e homens membros de empreendimentos da economia solidária e da agricultura familiar.
“Todo projeto tem um período de duração: ele começa, tem um desenvolvimento e se encerra. Entretanto, algumas novas demandas surgem no decorrer do caminho e reunir o movimento da economia solidária, juntamente com o Conselho Nacional de Economia Solidária e gestores da política de economia solidária do Ministério do Trabalho e Emprego é dar encaminhamento a estas novas demandas que continuarão a necessitar de empenho de todos os sujeitos envolvidos”, afirmou a analista social do IMS, Rizoneide Souza Amorim.
Desde a concepção do Projeto até o seu término uma grande equipe de técnicos esteve envolvidas. Profissionais de diversas áreas do conhecimento que contribuíram com sua experiência para animar o processo de desenvolvimento de metas que estavam relacionadas a temas como o Comércio Justo e Solidário, formação para comercialização, promoção de feiras de economia solidária, viabilização para acesso a mercados públicos e privados, intercâmbios e produção de conhecimento agregado no processo.
“A forma como foi feito o projeto envolveu diversos parceiros, empreendimentos e os fóruns de economia solidária, fazendo com que a caminhada do projeto fosse um processo formativo. Além disso, os próprios resultados do Projeto foram significativos e importantes para o Movimento da Economia Solidária. Ele conseguiu promover o acesso ao mercado para muitos empreendimentos, demanda que é histórica; sistematizou conhecimento e os socializou de maneira acessível a quem realmente precisa ter acesso a este tipo de informação; promoveu intercâmbios
“Este projeto além de nos capacitar ainda mais na sabedoria que já possuíamos, nos fortaleceu como mulheres e nos ensinou a valorizar o nosso trabalho, praticando preço justo e respeitando o meio-ambiente, onde todos ganham e ninguém é explorado. A gente tem que ter alguma coisa da qual tenhamos orgulho, este Projeto nos trouxe isso, orgulho do que fazemos. Hoje eu posso dizer: eu tenho valor e alguém reconhece isso.”, afirmou a empreendedora Maria Regina Fontes do grupo Creative Ecoarte do Rio de Janeiro.
As atividades do projeto ocorreram em ais de 230 municípios e envolveram mais de 13 mil empreendimentos da economia solidária. Foram realizados mais de 70 seminários nas modalidades locais, estaduais, regionais e nacionais. Ao todo, 108 feiras em diferentes modalidades também foram apoiadas, propiciando a comercialização de mais de 9 mil empreendimentos com um público visitante que ultrapassou a marca de 1 milhão de pessoas. Além disso, o conhecimento gerado proporcionou a publicação de um livro contendo informações sobre a comercialização solidária no Brasil, 12 catálogos com empreendimentos que praticam o comércio justo e solidária, cartilhas sobre temas importantes para o desenrolar do projeto e dois filmes, sendo um usado como material pedagógico.
“O projeto propiciou avançar no apoio efetivo da organização das feiras de economia solidária e construiu, também, uma identidade visual e um conteúdo que caracteriza esse tipo de feira que chamamos de Feira de Economia Solidária, contribuindo, ainda, para a própria identidade da Economia Solidária no Brasil”, afirmou Haroldo Mendonça, coordenador de Comércio Justo e Crédito da Senaes.
Durante o primeiro dia, os participantes também expuseram e comercializaram seus produtos no saguão do prédio anexo do MTE. Os convidados da atividade seguem reunidos em Brasília até amanhã, dia 11.
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