Chá com Prosa discutiu trabalho infantil
July 4, 2012 0:00 - Pas de commentaire | No one following this article yet.
Aconteceu no dia 28 de junho mais uma edição do Chá com Prosa: Direitos Humanos em pauta, evento realizado mensalmente pelo Instituto Marista de Assistência Social (IMAS) e o Instituto Marista de Solidariedade (IMS). No cardápio temático do mês, o Trabalho Infantil foi abordado e Milda Moraes, coordenadora do IMAS, conduziu a prosa, substituindo a convidada, a secretária de Estado da Secretaria da Criança do DF, Rejane Pitanga, que teve uma reunião na tarde do dia 28, relativo às eleições dos novos conselheiros tutelares.
Na abertura do evento Milda exibiu um vídeo (assista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=0PaPcQhsNhw) mostrando imagens de crianças e adolescentes inseridas em diversos tipos de trabalhos precoces. Para fomentar os debates, a coordenadora do IMAS pediu para que os participantes expressassem seus sentimentos e impressões sobre as imagens assistidas. Na sequencia, Milda explicou que a Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou o Brasil, em 1990, em defesa às crianças e adolescentes que outrora trabalhavam nas carvoarias do Mato Grosso do Sul e de lá pra cá o país adotou uma postura de proteção ao público infanto-juvenil, desenvolvendo projetos canalizados à erradicação do trabalho infantil.
Durante a prosa, alguns participantes destacaram a pobreza como a principal forma de inserção da criança e do adolescente em atividades de trabalho na tentativa de ajudar no orçamento familiar. O trabalho infantil artístico, cultural e esportivo também foi citado, mas, segundo Milda, independente do segmento, todas as formas de trabalho são inaceitáveis, pois todas elas expõem a criança. “A exploração está presente em todas as formas de trabalho infantil”, pontuou Milda.
“Cadê as políticas públicas? Onde estão as creches?”, questionou a coordenadora do IMS, Shirlei Silva. Para ela, é necessária a criação de espaços qualificados para desenvolver as potencialidades da criança e assim travar uma luta no combater a exploração do trabalho infantil. “É preciso que existam políticas de promoção do indivíduo e de suas famílias, oferecendo oportunidade real de aprendizado às crianças e adolescentes, favorecendo seu desenvolvimento, para no momento adequado, prepará-los para o mercado de trabalho”, destacou Shirlei.
Milda disse ainda que, para erradicar o trabalho infantil, é preciso sensibilizar a sociedade para que haja a conscientização. Por isso, são importantes todas as formas de mobilização para promover o despertar social sobre os danos que o trabalho infantil pode causar a saúde e o desenvolvimento das crianças e adolescentes.
Por Fernanda Carmo – jornalista da Área Social PMBCN
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