Olá, companheiras da Economia Solidária,
Queremos conversar um pouco com vocês sobre nossa proposta de trabalho para daqui em diante, dentro deste que é uma das nossas ações em comum. Conquistado pela iniciativa e militância das companheiras do GT!
A ideia é que a gente conheça bem todo o projeto, incluindo a construção do curso, para que cada vez mais, mais mulheres se empoderem e construam juntas esta e muitas outras ações juntas!
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Em primeiro lugar, estamos atualizando nossa comunidade no Cirandas.
Mas o que é o Cirandas? O Cirandas é a Rede Social da Economia Solidária, em que militantes, produtoras e produtores se reúnem, expõem seus produtos e se articulam para se fortalecer e engrossar as fileiras do movimento da Economia Solidária.
Noosfero é o nome da plataforma web utilizada para manter o Cirandas, é o que permite que ele funcione. Uma plataforma/programa web é uma ferramenta tecnológica desenvolvida para um fim específico – no caso, prover recursos para a articulação de redes de Economia Solidária. Como ela usa a internet para facilitar o acesso, diz-se que é uma plataforma web. Foi desenvolvida por uma cooperativa de tecnologia e é software livre!
Software livre prega o uso crítico da tecnologia em nossas casas, escolas e instituições onde trabalhamos, para que o uso dos computadores contribua para o benefício individual e coletivo, e não para empresas que vendem software proprietário (a cujo código não se tem acesso) ou para governos que podem nos monitorar e restringir nossas liberdades (http://www.fsfla.org/ikiwiki/index.pt.html). O software livre é feito de forma colaborativa, seu código é aberto a quem se interessar, e por isso, é muito mais seguro, além de mais justo. .Assim, além de ter um espaço com a nossa cara, a tecnologia que escolhemos para conversar virtualmente está em conformidade com os princípios da Economia Solidária!
Agora que já falamos o que o Cirandas tem a ver com a gente, vamos falar sobre o que faremos nesse ambiente.
Nossa comunidade foi criada para que nos falemos a distância, num lugar em que podem ser compartilhados materiais e onde podemos fazer nossas discussões sobre os gts de mulheres estaduais; sobre os conteúdos do projeto e do nosso curso, como ele vai se organizar e qual aparência terá, por exemplo. Para isso, é importante participar dos fóruns!
Como todas sabemos/praticamos de forma intrínsica a economia solidária, adotamos a abordagem da educação popular freireana para trabalharmos a distância e presencialmente. Para nós, toda ação educativa deve se dar na perspectiva da natureza social da Educação, ou seja, educar é transformar.
Educa-se para transformar as pessoas, educadores e educandos, em busca do "Ser Mais", que Paulo Freire define como ter consciência de que homem e mulher são seres inconclusos, em contínua procura pela liberdade e pelo aprendizado - uma vocação natural de homens e mulheres.
A rede mundial de computadores oferece enorme potencial de democratização do conhecimento e aprendizagem em rede, que estamos usando agora. As tecnologias devem ser usadas para fortalecer redes sociais de construção colaborativa do conhecimento como forma de ampliação da cidadania e melhoria de condições de vida para a população.
Vamos, então, construir e compartilhar conhecimentos, força de luta e afetos!
Quando o curso começar, trabalharemos em outra plataforma que conheceremos mais tarde, diferente do Noosfero. Depois que ele terminar, passaremos a nos comunicar por aqui novamente.
E vamos usar nossa comunidade para tirar nossas dúvidas, pensar juntas e criar! Qualquer coisa, falem, perguntem! Vamos conversando!
Abraços fraternos.
Cris Brites, mobilizadora do projeto - Com o fundamental apoio das mulheres do GT, que lutam e apoiam este projeto, e da excepcional colaboração também das voluntárias Cris Moreira e Gabi Pudenzi.
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