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Projeto Tecnologias da Informação Multiplicando Cidadania - TIMC

Gennaio 29, 2011 0:00 , by Luiz Arthur Silva de Faria - 0no comments yet | No one following this article yet.
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Descrição

As oficinas objetivam fornecer a integrantes de organizações-alvo do TIMC ferramentas de tecnologias de informação e discutir com eles formas de comunicação entre as organizações.

Em linhas gerais, os seguintes temas deverão ser abordados nas oficinas:

· introdução a informática e telecomunicações;

· noções básicas de programas de edição de texto e planilhas;

· mensagem eletrônica / listas de discussão: funcionamento e programas;

· acesso a páginas (na internet): funcionamento e programas;

· documentação de atividades (vídeo-documentários, CDs, scanner etc.).

· apresentação de estudos de caso e sugestões relativas à comunicação interna, externa e entre as organizações-alvo do TIMC, e discussão de outras formas de comunicação, aproveitando as experiências que cada aluno traz da organização de que faz parte.

O projeto já foi executado na Universidade Federal Fluminense (UFF) por duas vezes (Escola de Engenharia e Matemática), e na ONG CCDIA.

Formas de participação

· participar das oficinas, como público alvo, professor ou monitor

· realizar pesquisas na internet

· elaborar planos de aula e/ou exercícios para as oficinas

Documentos

Unknowncomite-timc2-Projeto_07-12-01.rtf

Unknowncomite-timc-Projeto_de_Extensao.doc

Unknowngrao-timc2-oficinas-projeto.doc

Unknowngrao-timc2-oficinas-projeto-recisaojurujuba.doc

Unknowngrao-timc2-timccomunidades.doc

Unknownoficinas_timc.doc


 

Motivação e Público Alvo

Reconhecemos a importância social da atuação de entidades que no dia a dia de suas ações repensam a sociedade, trabalhando questões coletivas. Algumas ONGs, associações de moradores, agremiações estudantis (grêmios, DCEs e DAs) e sindicatos são exemplos destas entidades, que consideramos “organizações-alvo“ do TIMC.

Entendemos portanto ser fundamental para a sociedade melhorar a comunicação entre tais organizações, divulgando e fortalecendo assim iniciativas e valores coletivos. Acreditamos também que esta iniciativa passa pelo uso crescente das tecnologias da informação (TI). Estas, que são constituídas por elementos de informática e telecomunicações, por sua própria natureza podem servir a inúmeras aplicações sociais não diretamente lucrativas, como saúde, segurança e educação públicas, assim como para interação dos cidadãos com o meio político etc., dependendo para isso que pesquisadores, intelectuais, lideranças políticas e educadores, por exemplo, não estejam alheios a esta discussão.

A idéia de utilizar TI como indutor desse conceito não é nova, sendo bem relatada em ”A Lógica do Capital Informação”, de Marcos Dantas. O autor lembra que o dramaturgo alemão Bertold Brecht formulou, no inicio da “era do rádio” (décadas de 1910 e 1920), a " 'teoria do rádio' que propunha dotar todas as residências com aparelhos emissores-receptores, através dos quais os indivíduos (cidadãos) poderiam manter relações políticas e culturais entre si, constituindo uma espécie de assembléia popular permanente.

Brecht vislumbrou aí a possibilidade de se instaurar uma 'esfera pública cidadã' (...). Seria um espaço, sustentado numa infra-estrutura técnica, no qual os indivíduos-cidadãos poderiam intervir na condição de produtores diretos e autônomos de cultura. Seria o alargamento e a consumação do ideal iluminista da esfera publica burguesa, agora expandida para toda a sociedade democrática. Seria, pois a radicalização da democracia".

Meio século depois do início da era do rádio, raciocínio semelhante ao de Bretch pode ser observado na “ágora informacional”, conceito introduzido por Simon Nora e Alain Minc (década de 1970), que perceberam que a interligação de computadores (as redes de computadores, estas hoje interligadas, formando a internet) poderiam articular comunidades sem a mediação de aparelhos sociais.

Outra análise importante do autor é feita observando-se os países subdesenvolvidos sob o enfoque de sociedades subinformadas: “A distinção que podemos fazer entre sociedades bem e mal dotadas de informação pode ser maior que qualquer distinção baseada em indicadores de renda”. E afirma, “subinformação: eis o novo nome para subdesenvolvimento nesta nova etapa histórica”.

Atualmente essa discussão ganha espaço por causa da crescente "popularização” da internet, que se constitui em uma nova possibilidade das pessoas terem mais acesso “democrático” à informação, participarem dos processos de decisão, enfim, algo parecido com o pensamento de Brecht.

Alguns exemplos práticos de aspectos em que as TI podem ajudar às organizações-alvo:

· no estímulo à troca de idéias sobre causas e soluções de diferentes problemas da sociedade atual;

· na troca de experiências em assuntos específicos;

· na obtenção de financiamentos p/ projetos específicos;

· na maior articulação em negociações com o poder público e universidades.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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