<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Fundos Solidários </title><link>http://cirandas.org/fundos-solidarios</link><description>Conteúdo do(a) Fundos Solidários  publicado no CIRANDAS</description><item><title>FBES convida para audiência pública pelo avanço da Política Nacional de ES</title><description>&lt;p&gt;O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) promove na próxima quarta (dia 28/9), juntamente com a Frente Parlamentar Federal em Defesa da Economia Solidária e Economia Criativa, a Audiência Pública "Pelo Avanço da Política Nacional de Economia Solidária". A atividade está programada para acontecer no Plenário 2, Anexo II da Câmara dos Deputados, a partir das 10 horas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A participação de todos e todas as militantes do movimento de Economia Solidária é de imensa importância, neste momento de debate sobre as ações necessárias para o avanço da Política Nacional diante das investidas do governo Temer. As mudanças na gestão da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) do Ministério do Trabalho são a face mais evidente da dinâmica que afeta diretamente os movimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A audiência pública foi requerida pelo deputado federal Angelim Vasconcelos (PT/AC) que preside a Frente Parlamentar. Ela será promovida na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O eixo central para a criação da Política Nacional de Economia Solidária e do Sistema Nacional de Economia Solidária é o &lt;a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=559138" target="_blank"&gt;Projeto de Lei 4685/2012&lt;/a&gt;, que tramita no Congresso há quatro (4) anos e hoje está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJC), aguardando parecer da relatora, deputada federal Maria do Rosário (PT/RS).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PLANO NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2014, o governo federal realizou a 3ª Conferência Nacional de Economia Solidária (CONAES) que reuniu representantes da sociedade civil e da gestão pública do campo da Economia Solidária. Fruto deste momento foi a elaboração do I Plano Nacional de Economia Solidária, assinado pelo ex-ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, em junho de 2015. O Plano prevê apoiar e fortalecer 20 mil empreendimentos econômicos e promover a formação de 200 mil pessoas nos próximos cinco (5) anos. O documento serviu de base para as prioridades que foram incluídas no Plano Plurianual do Governo Federal 2016/2019.&lt;br&gt;&lt;br&gt;São 20 mil EES organizados em redes e cadeias de produção, comercialização e consumo, bancos comunitários, fundos rotativos solidários, clubes de troca, centrais e pontos fixos de comercialização, feiras de produtos e serviços, processos educativos baseados na pedagogia da autogestão, entre tantas outras iniciativas, que devem ser apoiados pelos recursos previstos no PPA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outras metas envolvem a participação de 80.000 mulheres em empreendimentos solidários, com o acesso à educação e qualificação profissional; o fomento e o fortalecimento de 300 empreendimentos compostos majoritariamente por jovens e de 1.000 cooperativas e associações de catadores de material reciclado; além de 2.000 iniciativas de finanças solidárias em bancos comunitários, fundos solidários e cooperativas de crédito solidário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas a Senaes precisa ainda estabelecer um marco legal que ofereça segurança jurídica à atuação das cooperativas e associações, além de reconhecimento aos empreendimentos. Por isso a importância da aprovação do PL 4685/2012 no Congresso Nacional e de mais outros três (3) projetos de lei sobre o tema: o PLS 03/2007, que regula e incentiva a criação de sociedades cooperativas; o PL 3723/2008 e o PLP 386/2008, que tratam sobre os tributos aplicáveis às cooperativas. &lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;&lt;strong&gt;[+] SERVIÇO&lt;/strong&gt;&lt;/pre&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Audiência Pública "Pelo Avanço da Política Nacional de Economia Solidária"&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;DIA: 28/9/2016 (quarta), às 10 horas&lt;br&gt;LOCAL: Plenário 2, Anexo II da Câmara dos Deputados.&lt;br&gt;TRANSMISSÃO: O evento será transmitido ao vivo pela internet pelo portal:&lt;br&gt;&lt;a href="http://edemocracia.camara.gov.br/web/eventosinterativos" target="_blank"&gt; edemocracia.camara.leg.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 23 Sep 2016 22:53:51 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fundos-solidarios/noticias/fbes-convida-para-audiencia-publica-pelo-avanco-da-politica-nacional-de-es</link><guid>http://cirandas.org/fundos-solidarios/noticias/fbes-convida-para-audiencia-publica-pelo-avanco-da-politica-nacional-de-es</guid></item><item><title>Carta 2° Seminário Nacional de Fundos Solidários</title><description>&lt;h3 style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;FUNDOS SOLIDÁRIOS&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;A força popular na organização de um país justo e soberano&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h2 style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;CARTA DE PRINCÍPIOS DA REDE NACIONAL DE FUNDOS SOLIDÁRIOS&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;"Os resultados podem ser considerados pequenos, mas são reais, por isso capazes de alimentar a confiança necessária para as pessoas se sentirem sujeitos de suas próprias vidas, fazendo o importantíssimo aprendizado de agir coletivamente."&lt;br&gt; Pe. Manfredo de Oliveira, Agosto de 1991.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nós, homens e mulheres, representantes de organizações, grupos e comunidades urbanas e rurais, que construímos - com o esforço do nosso trabalho - as experiências de Fundos Solidários em todas as regiões deste grande país, reunidos no II Seminário Nacional de Fundos Solidários, em Brasília, DF, no período de 05 a 07 de junho de 2013, que teve como objetivo avaliar e socializar os resultados do trabalho de mapeamento e articulação das experiências de fundos solidários a nível regional e nacional, afirmamos que somos agentes e testemunhas das experiências e manifestações de solidariedade coletivas, para dinamização do trabalho emancipado, para construção do bem-estar individual e coletivo, num sentimento mútuo de cumplicidade e respeito, originários de uma cultura ancestral que se mantém, apesar das desigualdades estruturais que ainda temos que enfrentar, denunciar e superar. Estamos em todo Brasil, dos pampas gaúchos às comunidades e grupos amazônicos, do semiárido ao litoral, gestando um jeito de construir o bem viver e contribuindo para a construção da Economia Solidária e de outro modelo de desenvolvimento, solidário e sustentável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os Fundos Solidários enquanto processos de gestão coletiva de recursos, voltados para a sustentabilidade local e territorial e para a mobilização social, constituem-se como lugar gerador de riquezas e saberes e têm se estabelecido como importante Escola de Libertação e Espaço de Resistências, onde estão sendo vivenciadas relações sociais de alta densidade e provocando a ampliação da democracia para o nível da participação efetiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os anos de 2011 e 2013, foram mapeadas 566 Fundos Solidários, presentes na maioria dos municípios brasileiros e identificadas outras 1.000 experiências em suas mais diversas expressões. O mapeamento revelou a expressiva presença dos Fundos Solidários nos espaços rurais, urbanos, no apoio à agricultura familiar e camponesa e a Empreendimentos Econômicos Solidários. Evidenciou que os Fundos Solidários atendem a população mais excluída e os segmentos mais vulneráveis, com expressiva presença das comunidades remanescentes de quilombo, acampados, catadores, indígenas, faxinalenses e ribeirinhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir dele constatamos a grande diversidade de tipologias de Fundos Solidários, com forte relevo para as casas de sementes crioulas, quintais produtivos, criação de pequenos animais, cisternas de placa para captação e armazenamento da água de chuva, recuperação de fontes e nascentes, serviços de alimentação, artesanatos, melhoramento da infraestrutura produtiva comunitária, cultivo e beneficiamento de frutas nativas, apicultura, entre outras, o que demonstra a grande contribuição para o fortalecimento da soberania e segurança alimentar, hídrica e nutricional, para a agroecologia e para a Economia Solidária. Deste modo, o mapeamento realizado em nível nacional nos permite afirmar que os Fundos Solidários são espaços de fortalecimento da participação e da autonomia, bem como de proteção e cuidado ao meio ambiente, de reforço à capacidade organizativa dos grupos e de proposição e acesso a políticas públicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas iniciativas diversificadas ganharam impulso ao receberam apoio da Cooperação Internacional, de organizações religiosas, movimento sindical, ONG's e entidades de assessoria a agricultura familiar. Com uma relevância no trabalho das Comunidades Eclesiais de Base (CEB's), além de sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. As experiências revelam a capacidade dos Fundos Solidários de chegar até um público que tradicionalmente tem ficado à margem das políticas públicas estruturantes, disponibilizando recursos e outros serviços que impulsionam a estruturação de atividades produtivas e organizativas por parte dessa população. Isso só é possível pela capilaridade e diversidade que os Fundos Solidários possuem e pelo aproveitamento adequado dos recursos disponíveis no local, valorizando as estruturas e sinergias existentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa proximidade e a interação que os Fundos Solidários estabelecem, estimula o desenvolvimento comunitário e territorial. Ademais, é de se ressaltar a importância que têm esses processos dentro de práticas educativas emancipatórias. A população mais pobre possui, mesmo que sua expressão monetária seja diminuta, uma enorme capacidade de mobilizar seus recursos em função de estratégias coletivas. Por sua metodologia, os Fundos Solidários têm contribuído para a ampliação da capacidade organizativa dos grupos e comunidades, na medida em que democratizam a gestão e o acesso aos recursos, promovendo autonomia e assim se constituem em instrumentos concretos do desenvolvimento sustentável e solidário a partir das próprias realidades locais; por isso se constituem em Patrimônio das Comunidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queremos afirmar também que nossa identidade é construída a partir de experiências concretas que iniciaram na década de 80 - com ações significativas que refletiam a necessidade de superação da fome e da pobreza, que era a realidade de grande parte da população brasileira - se fortaleceram com a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, capitaneada pelo Betinho e com a construção de cisternas para a convivência com o semiárido na década de 90, com o mutirão pela superação da fome e da miséria, capitaneado por Dom Mauro Morelli, com a concretização do Fórum Brasileiro e com as Feiras da Economia Solidária nos anos 2000, despertando para o fortalecimento associativo e resgatando ações colaborativas comunitárias, junto a vários grupos, fortalecendo suas experiências. Com a devolução dos recursos recebidos, criaram-se outros apoios a novos grupos, ampliando a solidariedade entre as comunidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde o I Seminário Nacional de Fundos Solidários, realizado no ano de 2007, percebemos que enquanto sociedade civil obtivemos avanços em relação aos objetivos propostos para aquele momento, um deles foi a organização mais coesa da representatividade nacional dos Fundos Solidários na figura do Comitê Gestor e a maior organização das regiões. As ações realizadas ao longo do período de 2011 e 2013 contribuíram positivamente para articulação e fortalecimento dos fundos solidários em todas as regiões do país que contou com o apoio da SENAES (Secretaria Nacional da Economia Solidária).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse cenário queremos reconhecer e divulgar nossos avanços e pautar nossas demandas visando a continuidade do processo de discussão e organização, percebendo nossas demandas internas, que visam garantir a continuidade organizacional dos grupos, e externas, visando reforçar a incidência para a construção e acesso a políticas publicas nas diferentes esferas de governo, em nível Municipal, Estadual e Federal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, reivindicamos a construção de programas e políticas públicas de apoio às Finanças Solidárias, com destaque para os Fundos Solidários, que:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Atendam às demandas de organização da rede, visando a necessidade de organização permanente desde o local até o nível nacional, reforçando a cooperação mútua, o fortalecimento, reconhecimento e a qualificação da concepção, da gestão e da organização dos Fundos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Propiciem a manutenção da organização dos Fundos Solidários enquanto um ator político na construção da relação com o Estado e outras organizações sociais;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Respeitem a diversidade de nossas regiões reconhecendo suas peculiaridades de acesso e comunicação no que tange a elaboração dos editais e das politicas públicas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sejam construídas a partir do acúmulo das experiências e práticas de Fundos Solidários existentes nas suas mais diferentes formas de manifestação e que sejam promotoras do protagonismo e do fortalecimento da cidadania dos sujeitos coletivos, grupos, comunidades e trabalhadores e trabalhadoras, garantindo a participação nos espaços de decisão e controle social;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Possibilitem a integração com as demais políticas e a articulação entre os três níveis de estado: municipal, estadual e federal;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Incorporem a concepção de Desenvolvimento Sustentável e Solidário: econômico, social, cultural, ambiental e político;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Disponibilizem fontes de recursos diversificadas, asseguradas em orçamento e fundos não retornáveis ao financiador.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Ressaltamos que as ações de governo voltadas para o financiamento da Economia Popular e Solidária baseadas na expansão do atual sistema financeiro são insuficientes para propiciar a promoção da cidadania para aqueles que se situam fora da dinâmica convencional de mercado. Que, em face das limitações e entraves impostos pela legislação que rege a transferência e repasse de recursos orçamentários, faz-se necessário a revisão/construção de um marco legal/regulatório que verdadeiramente atenda aos pressupostos, objetivos e perspectivas das Finanças Solidárias no âmbito da Economia Solidária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entendemos também que o diálogo e a incidência junto ao poder público nos municípios e estados do Brasil, e com atores nacionais como o BNDES, Bancos Regionais de Desenvolvimento como BNB, BASA, BRDE e demais bancos oficiais, com a SENAES, MDA e MDS é fundamental para a perspectiva da construção, ampliação e fortalecimento das ações e programas de apoio às Finanças Solidárias em todas as regiões do Brasil. Reconhecemos como estratégicos para articulação de força política os Fóruns Nacional e Estaduais de Economia Solidária, que devem ser ampliados e fortalecidos, constituindo-se em espaço de articulação com outros movimentos que estão no campo da luta por outro modelo de desenvolvimento, como o da segurança alimentar e a luta pela terra. Os Conselhos Nacional e Estaduais de Economia Solidária devem expressar na sua composição a força e a expressão dos diferentes agentes que promovem a Economia Solidária no Brasil, constituindo-se assim em privilegiados espaços de incidência política.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para dar continuidade ao diálogo e à luta em favor do fortalecimento dos Fundos Solidários e ampliar a capacidade de incidência política, assumimos o compromisso de constituição e articulação de redes de Fundos Solidários nos territórios, nos estados e no nível nacional. Diante da diversidade de experiências e tipologias de Fundos Solidários no Brasil, à Rede Nacional caberá proporcionar um espaço de intercâmbio de concepções de metodologias de gestão, de modo a fortalecer as práticas e experiências locais e visibilizá-las, garantindo assim o fluxo de informações e saberes. Ao qualificar o debate, ao possibilitar um espaço organizativo para os atores envolvidos, a Rede deverá ser capaz de fortalecer as ações destes atores, de modo que, articulados, possam incidir para a construção de políticas públicas voltadas para o financiamento da Economia Popular e Solidária, focadas nas práticas de Finanças Solidárias, com atenção especial aos Fundos Solidários, propiciando assim a promoção da cidadania.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Rede Nacional se constituirá como uma referência formativa, organizativa e política para os Fundos Solidários em sintonia com os Fóruns de Economia Solidária e com as outras expressões de Finanças Solidárias, com as quais devemos reforçar o diálogo e a articulação na perspectiva da construção e gestão e controle de políticas públicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, por fim, reiteramos a proeminência dos Fundos Solidários enquanto expressão da força popular na organização de um país justo e soberano.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;Brasília/DF, 07 de junho de 2013.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 21 Sep 2016 12:23:41 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fundos-solidarios/noticias/carta-2-seminario-nacional-de-fundos-solidarios</link><guid>http://cirandas.org/fundos-solidarios/noticias/carta-2-seminario-nacional-de-fundos-solidarios</guid></item><item><title>Texto Referencial - Preparação para o 3o Seminário Nacional de Fundos Solidários</title><description>&lt;h3 style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;UMA HISTÓRIA DE LUTAS PELO RECONHECIMENTO&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os esforços de articulação entre as entidades que recebiam recursos das organizações internacionais para alimentar seus fundos de apoio a pequenos projetos comunitários, associativos, datam da década de 90, portanto no século passado. Foram muito conhecidos pelos nomes de PACS (Projetos Alternativos Comunitários), Mini-Projetos e articulavam cerca de 15 entidades nacionais, regionais, estaduais que dialogavam coletivamente com as organizações internacionais e definiam ações conjuntas, intercâmbio de metodologias, base de informações comuns.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, foi a partir de 2003 que essa articulação voltou-se para buscar alternativas de apoio a seus Fundos dentro da Política Pública Governamental. Foi reduzida boa parte do apoio vindo das organizações internacionais, pois entendiam que tais recursos deveriam vir de governos comprometidos com as causas populares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Naquele momento a articulação nacional da economia solidária (Fórum Brasileiro de Economia Solidária) já era uma realidade e os Fundos Solidários já integravam uma de suas principais bandeiras: crédito e financiamento. Também as iniciativas autônomas de Fundos Rotativos Solidários, administrados pelos próprios grupos, associações e comunidades começaram a ser melhor conhecidos, sobretudo a partir do semiárido, mas não somente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desafio colocado: para que os Fundos Solidários fossem reconhecidos no campo da Política Pública, era fundamental que os grupos, associações, comunidades e entidades que praticam as ações solidárias desse tipo de financiamento se ORGANIZASSEM para poder falar em seu próprio nome!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma longa história de lutas, negociações, diálogos em busca desse reconhecimento foi acontecendo. A antiga articulação dos "Fundos de Apoio a Pequenos Projetos" dá origem ao Comitê Nacional de Fundos Solidários, que amplia a participação de organizações, entidades, associações e redes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto momentos marcantes dessa história destacam-se os dois seminários nacionais sobre Fundos Solidários:&lt;/p&gt;
&lt;ul style=""&gt;
&lt;li&gt;Em 2007, cerca de 300 participantes discutiram conjuntamente com bancos comunitários, cooperativas de crédito solidário e, em diálogo com autoridades ministeriais, apresentaram uma CARTA de proposições acordadas em mesa de negociação final. Tais propostas serviram de orientação para a articulação manter algumas estratégias de ação, incluindo as incidências políticas em algumas regiões ou estados. O movimento de Economia Solidária ali presente elaborou a "Carta do Seminário Nacional dos Fundos Solidários às Autoridades do Governo Federal", onde foi apresentada a demanda por criação de um Programa/Política Nacional de Apoio a Fundos Solidários com as características que foram debatidas naquela ocasião. O grupo de trabalho que foi constituído avançou no debate para a criação do Programa Nacional de Finanças Solidárias (SENAES/MTE), que contemplou Fundos Solidários e Bancos Comunitários de Desenvolvimento. Foram lançados pelo governo federal, até o momento, dois (2) editais. Destaca-se ainda que em governos estaduais, como o caso da Bahia e de Minas Gerais, foi possível investimento direto no trabalho junto aos Fundos Solidários.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O 2º Seminário Nacional dos Fundos Solidários ocorreu em 2013, ao término do primeiro Projeto Nacional de Apoio aos Fundos Solidários, chamado carinhosamente de "projeto de fundos sem fundos" por não ter recursos para investimento direto nas experiências. Parte da primeira chamada pública de apoio às Finanças Solidárias da SENAES/MTE, este Projeto identificou cerca de 1.000 Fundos Solidários ativos no país. O evento reuniu agentes e lideranças participantes das cinco (5) regiões, animadas pelo Comitê Nacional, que após eventos regionais, entre outros temas, discutiram a criação de uma REDE NACIONAL. Nesse evento, foi aprovada uma CARTA DE PRINCÍPIOS e orientações para a construção, a partir das bases, de uma REDE NACIONAL. Essa Carta de Princípios serviu de orientação para a elaboração dos projetos de Fundos Solidários da segunda chamada pública do Programa Nacional de Finanças Solidárias da SENAES/MTE (2013-2016) em busca de conjugar o desafio para construir redes territoriais e estaduais e vislumbrar a REDE NACIONAL.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Estamos às vésperas do 3º Seminário Nacional dos Fundos Solidários, nove (9) anos após o 1º Seminário Nacional, para definir alguns caminhos para avançar na ORGANIZAÇÃO NACIONAL DA LUTA PELA DEFESA E RECONHECIMENTO DOS FUNDOS SOLIDÁRIOS A PARTIR DE SEUS PROTAGONISTAS EM REDE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O DESAFIO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde antes de 2012 estamos dialogando sobre a necessidade de constituir, formalmente, a Rede Nacional de Fundos Solidários como organização coletiva e legítima para defender a causa dos fundos solidários em espaços de incidência sobre as políticas públicas e para promover a identidade, visibilidade e intercâmbio metodológico entre os fundos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No 2º Seminário Nacional de Fundos Solidários em 2013 os presentes elaboraram uma carta afirmando a importância da criação da Rede Nacional, que avançou de forma processual e diferente em cada território, estado e grande região do Brasil, em especial devido à diversidade de experiências existentes. Na ausência formal de uma Rede Nacional, o Comitê Nacional dos Fundos Solidários, composto pelas entidades conveniadas no 2º edital de Finanças Solidárias da SENAES - Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), Cáritas Brasileira, Centro de Estudos e Assessoria (CEA), Fundação Grupo Esquel e Instituto Vitória Régia - somadas à Rede Estadual do Fundos Solidários do Rio de Janeiro, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Rede Unidos Vivendo em Ação (UVA), Fundação Luterana de Diaconia (FLD), Rede Estadual de Fundos Solidários de Minas Gerais, vêm exercendo o papel de formulação conceitual sobre as práticas de Fundos Solidários, atuando como interlocutor junto ao governo federal e vem realizando reflexões e debates sobre a continuidade dos processos até então construídos. Os recursos para as reuniões do Comitê vieram dos convênios com a SENAES/MTE e de recursos do Fundo Nacional de Solidariedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos temas bastante debatidos por este coletivo é a ampliação da participação da representatividade dos Fundos Solidários no espaço nacional, incorporando redes já existentes, mas também pensar em como seguir fortalecendo a construção e a organização de novos Fundos Solidários e redes nos territórios, de modo a avançar na autonomia e autogestão de grupos, comunidades e coletivos da Economia Solidária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o encerramento dos convênios, no final de 2016, o Comitê Nacional deixa de ter recursos para se reunir e encerra seu papel na gestão dos convênios. Por outro lado, permanece a necessidade de seguir com as articulações garantindo continuidade nos processos políticos e organizativos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Destaca-se que os demais segmentos das finanças solidárias têm suas redes ou organizações constituídas, de modo a continuar a incidência junto ao governo federal. Os Bancos Comunitários de Desenvolvimento possuem a Rede Nacional de Bancos Comunitários e o Banco Nacional das Comunidades. Já as Cooperativas de Crédito Solidário atuam de forma articulada em seus sistemas e na União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (UNICOPAS). Por isso, entende-se a importância dos Fundos Solidários também terem sua representação nacional, de modo a fortalecer a construção das políticas para a Economia Solidária, implantação do Plano Nacional de Economia Solidária e o Sistema Nacional de Finanças Solidárias, negociando, construindo pautas e políticas públicas, dando ainda maior visibilidade aos Fundos Solidários no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante dessa perspectiva, o 3º Seminário Nacional de Fundos Solidários apresenta uma oportunidade para retomar a questão da construção da Rede Nacional de Fundos Solidários. Com o presente documento, o Comitê Nacional de Fundos Solidários pretende subsidiar o debate sobre este tema, circulando elementos de uma proposta a ser debatida e dialogada durante a atividade. A intenção é que as organizações, redes e fundos solidários possam avaliar a proposta, de modo que as pessoas que participarão do Seminário tenham condições de dialogar sobre a construção ou não da Rede Nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;DIFICULDADES ENFRENTADAS NA CRIAÇÃO DE REDES DOS FUNDOS SOLIDÁRIOS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Brasil, a partir do mapeamento realizado entre 2010 e 2012, foram identificadas mais de 1.000 experiências de Fundos Solidários, que segundo a forma de gestão são identificados como Fundos de Fomento, Fundos Rotativos Solidários Comunitários/de Base, Fundos de Apoio a Atividades Produtivas Específicas e Fundos Mistos. Deste modo, a grande diversidade de experiências, que torna este segmento das finanças solidárias em algo transformador e altamente rico em diversidade, também pode se tornar um desafio, na medida em que torna complexa a consolidação da identidade e há múltiplas formas de atuação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos estados, a constituição de redes estaduais dos Fundos Solidários também está enfrentando dificuldades. Por exemplo, apesar dos Fundos Solidários de cinco (5) estados do Nordeste terem afirmado a intenção de criar redes estaduais de FS nas cartas dos seminários estaduais, realizados em 2012, somente a Paraíba criou uma Rede estadual. A Bahia avançou nessa direção, mas a Rede não chegou a ser formalmente constituída. Nas demais regiões do país, somente Minas Gerais e Rio de Janeiro constituíram Redes Estaduais de Fundos Solidários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, grande parte dos Fundos Solidários já está inserida em outras Redes, seja nos Fóruns Territoriais e Estaduais de Economia Solidária, seja em Redes temáticas ou por cadeia produtiva (agroecologia, Rede Sementes, Rede Mandioca, Rede Abelha, ASA), seja em redes vinculadas à entidades ou Programa que fomentou os fundos (Rede Cáritas ou Rede Vencer Juntos), ou ainda, em articulações de Movimentos Sociais. Portanto, a construção de mais uma Rede pode estar encontrando resistência, pois poderia implicar mais reuniões e mais trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resistência na construção de uma Rede de Fundos Solidários é compreensível porque o Fundo Solidário se constrói como uma ferramenta de organização do coletivo, que fomenta a autonomia e o exercício da autogestão e do empoderamento do coletivo, onde se avança da lógica individual e passa a se pensar no/a outro/a e no desenvolvimento do coletivo. No entanto, também se organiza para alcançar um outro objetivo, seja construir cisternas, seja fomentar empreendimentos produtivos, seja para disponibilizar e multiplicar sementes ou animais ou ainda, atender necessidades individuais. Deste modo, a lógica de organização dos Fundos Solidários se constrói na participação de redes vinculadas ao objetivo final do Fundo, não de uma Rede específica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por conta dos fatores acima citados, a construção de Redes Estaduais de Fundos Solidários somente avançou em estados onde os coletivos gestores de fundos perceberam uma perspectiva real de constituição de política pública de apoio e fomento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, uma Rede Nacional de Fundos Solidários, construída em 2016, seria materializada com os fundos solidários existentes e não por redes estaduais, conforme havia se pensado em momentos anteriores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PROPOSTA DE CONSTRUÇÃO DE UMA REDE NACIONAL DE FUNDOS SOLIDÁRIOS - ASSUMINDO E CELEBRANDO NOSSA DIVERSIDADE&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Comitê Nacional de Fundos Solidários tem compreendido que hoje não temos um cenário que nos permita a continuidade das discussões e práticas de Fundos Solidários. Além disto, realizar as discussões de forma pontual, isolada ou dispersa não ajuda no desenvolvimento das experiências. Por isso, remete para a reflexão da importância e necessidade de se construir e consolidar o espaço nacional de articulação por meio da Rede Nacional de Fundos Solidários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deste modo, nossa proposta é que possamos dialogar, de forma intensa, sobre a materialidade da construção desta Rede durante o 3º Seminário Nacional. Na nossa compreensão, tem legitimidade de estar nela as diversas modalidades de Fundos Solidários, sejam eles de Fomento, Mistos, Rotativos Solidários Comunitários, de Apoio a Atividades Produtivas Específicas, bem como, as Redes Estaduais já existentes e as entidades de apoio e fomento às experiências de Fundos Solidários.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para exemplificar, poderiam fazer parte da Rede Nacional de Fundos Solidários a Rede UVA, Rede Mandioca, Rede Estadual dos FS do RJ, Rede Estadual dos FS da PB, Rede Estadual dos FS de MG, Rede dos FS da Cáritas, Rede Vencer Juntos, CESE, MST, MOC, COGEFUR, Rede Bodega, Rede Bragantina, Rede Berço das Águas, FASE, CAMP, CEA, Fundo Solidário das Mulheres Camponesas, Fundo Solidário Ubuntu, Fundo Rotativo Solidário Integridade da RESVI, Fundo Rotativo Solidário Bom Viver, Fundo Solidário AMME e tantos outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sendo assim, a partir desta proposta faremos o debate nas regiões durante o 3º Seminário Nacional de Fundos Solidários. Neste momento, cada região indicará três pessoas para compor a primeira coordenação nacional desta grande Rede, celebrando e consolidando um processo de discussão, num momento bastante adverso para a garantia de direitos historicamente conquistados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com relação à sustentabilidade, dado o contexto político que estamos enfrentando, torna-se importante e estratégico exercitar o que historicamente vivenciamos, constituindo uma poupança coletiva, onde cada grupo que virá a compor a Rede, possa contribuir com um pouco (valor ou percentagem a ser definido coletivamente) e cuja finalidade é garantir a mobilidade e as reuniões da coordenação da Rede, uma vez que estão cada vez mais escassos os recursos oriundos das políticas públicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recurso público é direito! Assim, podemos pensar também, se e quando, um novo Edital de Finanças Solidárias sair, uma das entidades indicadas pela Rede inclui, em seu projeto, uma meta para a manutenção das atividades da Rede Nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;QUESTÕES A SEREM DISCUTIDAS:&lt;br&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;A identidade de uma rede de fundos solidários está no seu princípio de autogestão coletiva de recursos (monetários ou não) que venham a ser dinamizadores das atividades sócio-produtivas. Quais seriam os princípios a serem assegurados e quais os ganhos que cada Fundo Solidário teria ao participar da REDE?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Hoje temos organizações de Fundo de Fomento (de entidades de apoio ou de redes de empreendimentos), organizações de Fundo Solidário Comunitário (GOLDEN, Nascentes) e Fundos de Apoio a Atividades Produtivas Específicas (um empreendimento, um circuito de comercialização, sementes, etc.). Qual o papel de cada uma dessas formas dentro de uma articulação em REDES?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Hoje há relativa clareza que os Fundos Solidários antecipam de forma qualitativa a ação dos demais segmentos das finanças solidárias, atuando de forma articulada e complementar aos Bancos Comunitários, às cooperativas de Crédito e outras formas de financiamento da economia solidária. Como as Redes de Fundos Solidários estariam fortalecendo essa articulação e complementação?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Nossa capacidade de INCIDIR sobre as políticas públicas ou recursos de governo (do estado) dependem de estarmos melhor organizados. Como pode se organizar a Rede Nacional de Fundos Solidários e para cumprir com esse papel, diante do atual contexto político brasileiro?&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Como garantir a sustentabilidade e a autonomia de uma Rede Nacional de Fundos Solidários? Há formas e possibilidades de recursos e projetos de atuação em REDES, sejam a partir do MROSC (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil) recentemente aprovado, sejam de projetos de organizações internacionais. Como uma REDE NACIONAL poderia habilitar-se para obter recursos via apresentação de projetos? Ou ainda, que tal organizarmos um Fundo Nacional para cumprir com este objetivo?&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ENCAMINHAMENTO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Solicitamos que este documento seja divulgado mais amplamente possível nas redes e para nossas bases para um debate no breve intervalo que nos resta antes do Seminário Nacional. Que possam pensar nas perguntas acima e no "desenho" de estruturação da REDE. Quem já quiser enviar observações, opiniões e comentários por escrito, favor de encaminhar para &lt;a href="mailto:barbara@esquel.org.br" target="_blank"&gt;barbara@esquel.org.br&lt;/a&gt;. Bárbara vai juntar as respostas recebidas e apresentar durante o Seminário Nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos vivendo um momento político grave, cheio de incertezas e ameaças para a Economia Solidária e para as Finanças Solidárias. Mais do que nunca as experiências históricas de Fundos Solidários são importantes para garantir sustentabilidade e autonomia dos grupos e coletivos. No entanto, precisamos nos unir, organizar e atuar com determinação, coragem e ousadia para seguir defendendo nossos direitos, convicções e sonhos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;Brasília, 13 de setembro de 2016&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Comitê Gestor Nacional de Fundos Solidários&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 20 Sep 2016 21:03:47 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fundos-solidarios/noticias/texto-referencial-preparacao-para-o-3o-seminario-nacional-de-fundos-solidarios</link><guid>http://cirandas.org/fundos-solidarios/noticias/texto-referencial-preparacao-para-o-3o-seminario-nacional-de-fundos-solidarios</guid></item><item><title>3º Seminário Nacional de Fundos Solidários</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="/fundos-solidarios/3-seminario-final.jpg" alt="" width="3512" height="4964"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 19 Sep 2016 19:29:16 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fundos-solidarios/noticias/3o-seminario-nacional-de-fundos-solidarios</link><guid>http://cirandas.org/fundos-solidarios/noticias/3o-seminario-nacional-de-fundos-solidarios</guid></item></channel></rss>