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January 13, 2009 0:00 , by Unknown - | No one following this article yet.

Feira de Agricultura Familiar e Economia Solidária em José de Freitas - PI

July 12, 2014 7:18, by Unknown - 0no comments yet

Fonte: Samara Sampaio

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O Município de José de Freitas, no Piauí, irá realizar a V Feira Municipal da Agricultura Familiar e Economia Solidária, nos dias 25,26 e 27 de Julho de 2014. Para Durval Gomes, um dos idealizadores e organizadores da Feira, "a Feira de José de Freitas é uma referência na região, situada a 46km de Teresina, capital, José de Freitas tem uma atuação muito grande na Agricultura Familiar e em Empreendimentos da Economia Solidária! _Para nós, é uma grande alegria fazer parte desse momento de construção da V Feira Municipal da Agricultura Familiar e Economia Solidária, pois a cada ano, a Feira se fortalece, articulamos novas parcerias, formações e os Empreendimentos tem um momento para divulgar e comercializar os seus produtos de maneira solidária, com preço justo e o cuidado com o meio ambiente_".

Esse ano, a Feira contará com uma Oficina de Gestão Financeira para Empreendimentos Solidários, do grupo CAPFES - Capacitação, Assessoria e Projetos em Economia Solidária, que faz parte da Coordenação do Fórum Estadual do Piauí. "_Entendemos ser extremamente importante a nossa contribuição nessa Feira, uma vez que os empreendimentos tem uma oportunidade de receber uma formação em uma área que é fundamental para a continuidade e gestão dos grupos de economia solidária, que são frágeis nesse ponto"_, diz Solange Nascimento.

A Feira contará com exposições agropecuárias, apresentações culturais, rodas de conversa, cursos e treinamentos, além da comercialização dos produtos. O evento será no Espaço Cultural do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de José de Freitas.



Após evento em Valença, Setre se prepara para a Conferência Estadual de Economia Solidária

July 2, 2014 8:48, by Unknown - 0no comments yet

O Governo do Piauí, através da Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Setre), realizará nos dias 2 e 3 de julho, no Diferencial Buffet, a III Conferência Estadual de Economia Solidária. No evento, serão consolidadas, através de debates e proposições, as propostas do Piauí em relação ao Plano Estadual de Economia Solidária, que devem ser apresentadas na Conferência Nacional de Economia Solidária, a ser realizada em Brasília, em dezembro deste ano.

A conferência estadual visa atender três públicos específicos. O poder público, as entidades de fomento e, principalmente, aos empreendimentos, que estão voltados para a execução da economia solidária no estado. Durval Gomes de Moura, um dos coordenadores do evento, afirma que essa conferência é importante para debater de maneira profunda e de qualidade, os temas a cerca da economia solidária.

"Ressaltamos a importância dessas Conferências para o aprofundamento do debate a cerca da economia solidária como estratégia de desenvolvimento territorial sustentável, como também, para a produção de subsídios para a elaboração do Plano Nacional de Economia Solidária", disse. Durval explicou ainda que a economia solidária é uma das que mais crescem e produzem resultados no país. "A economia solidária é regida por valores, como autogestão, democracia, cooperação e justiça. A economia solidária está se espalhando pelo país inteiro. São diversos empreendimentos vendendo, comprando solidariamente e gerando trabalho e renda", finalizou.

Para a realização da III Conferência Nacional, foram realizadas cinco conferências territoriais nos municípios de Valença, Picos, Floriano, Água Branca e Piripiri a fim de debater as políticas voltadas para a economia solidária e eleger os/as delegados/as que serão os principais responsáveis pela discussão e elaboração do Plano Estadual na Conferência Estadual.

Fonte: Miriam Sousa / http://www.portalgranderede.com

Edição: Ricardo Fontenele



Conferências Territoriais de Economia Solidária do Piauí

June 8, 2014 20:35, by Samara Carvalho Sampaio - 0no comments yet

O Estado do Piauí, através da SETRE - Secretaria de Trabalho e Empreendedorismo, o Conselho Estadual de Economia Solidária e o Fórum Estadual de Economia Popular e Solidária do Piauí, convocou a Conferência Estadual de Economia Solidária do Piauí.

Estamos realizando Conferências Territoriais, promovendo a integração entre os atores principais que fazem a ecosol no Piauí, os empreendimentos econômicos solidários, nas suas mais diversas peculiaridades, desafios e avanços ao longo dessa trajetória.

O objetivo das Conferências tem sido contribuir na elaboração dos Planos Territoriais e Estadual e com isso fomentar o Plano Nacional de Economia Solidária.

Vamos construindo essa outra economia que nos move!



26ª Festa da Produção e Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária

May 26, 2014 16:15, by Unknown - 0no comments yet

Divulgado por durvalgomes@hotmail.com

Data: 30 de Maio a 01 de Junho de 2014.

Local: Centro de Treinamento da Agricultura Familiar. Monsenhor Gil - Piauí



Sem agência bancária, cidade do Piauí cria banco local e moeda própria

February 24, 2014 11:24, by Unknown - 0no comments yet

Fonte: http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2014/02/sem-agencia-bancaria-cidade-do-piaui-cria-banco-local-e-moeda-propria.html

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Isolada dos maiores centros comerciais do Piauí, a cidade de São João do Arraial, a 253 km de Teresina, criou um banco local para contornar a falta de serviços bancários. Criado em dezembro de 2007, o "Banco dos Cocais" possibilitou o desenvolvimento econômico da região com a circulação de uma moeda própria, o "cocal".

Dados do Banco Central mostram que, dos aproximadamente 5,6 mil municípios brasileiros, 233 (68 deles no Piauí) não contam com dependências bancárias, ou seja, não têm nem mesmo lotéricas, caixas eletrônicos ou postos de atendimento. No caso das agências bancárias, 1.900 municípios do país não oferecem o serviço. O G1 esteve em cidades de três estados para mostrar as dificuldades dos moradores que sofrem com a ausência de serviços bancários. Além de São João do Arraial, repórteres do G1 foram a Lagoa de Velhos (RN) e Oliveira de Fátima (TO).

Emancipado em 1996 de Matias Olímpio, São João do Arraial não possuía agência bancária, o que obrigava os moradores a se deslocar até Esperantina, Região Norte do estado, a 20 km de distância. "Era difícil para se locomover, pagar uma conta e receber o pagamento. Sempre ficávamos dependendo de ir a outra cidade até mesmo para comprar roupa e alimentação, já que o comércio aqui era escasso", diz a moradora Maria Antônia.

Quando assumiu o cargo em 2005, o ex-prefeito Francisco das Chagas Lima disse que viu a necessidade de aumentar a circulação de dinheiro na cidade. Após consultar os moradores, a prefeitura constatou que a maioria das mercadorias consumidas eram compradas e produzidas fora da região, já que não havia bancos no município.

"Nessa pesquisa nós percebemos também que as pessoas necessitavam de pouco capital e isso não era interessante para os grandes bancos. Criamos primeiramente um Fundo Municipal de Apoio a Economia Solidária para arrecadar 40% da receita monetária, gerando em torno de R$ 20 mil. Em seguida, tomei conhecimento do Banco de Palmas (CE), primeira agência comunitária do país. Levei a ideia à população de São João do Arraial e, em dezembro de 2007, inauguramos o Banco dos Cocais e a moeda local", explicou.

O banco é de responsabilidade da sociedade civil, mas a prefeitura e entidades locais fazem parte do Conselho. Além da distribuição da moeda, a instituição funciona para pagar os servidores da região, arrecadar taxas públicas, como de água e energia, e distribuir benefícios como o Bolsa Família. "Ele hoje tem reconhecimento do Banco Central, desde que circule o dinheiro somente naquela cidade. As notas distribuídas vão de C$ 0,50 a C$ 20", comentou Lima.

De acordo com a prefeitura, o crescimento da economia do município coincide com a entrada em circulação do Cocal. Somente nos dois primeiros anos de implantação da nova moeda no mercado, o banco comunitário movimentou R$ 3 milhões em cocais, o que representa 25% dos R$ 12 milhões que foram movimentados em todo o município.

O coordenador do Banco Comunitário dos Cocais, Mauro Rodrigues, destaca que, além do aumento na renda da cidade, a implantação da moeda ajudou na geração de trabalho e facilitou a vida dos moradores.

"Hoje percebemos a movimentação de dinheiro na cidade e isso faz diferença para o comércio local, para a população. Outro fator importante é investimento feito pela instituição nos setores produtivos, especialmente com a liberação de microcrédito para a promoção de pequenos negócios. Hoje temos a certeza de pelo menos C$ 25 milhões circulando em São João do Arraial", explicou o coordenador.

Mauro Rodrigues lembra que, além de implantar o banco e a nova moeda, a Câmara de Vereadores aprovou na época uma lei estabelecendo que 25% dos servidores públicos do município recebessem seus salários em cocais. A medida foi proposta para evitar que servidores concursados, que vieram de outros municípios, gastassem seus vencimentos fora da cidade. Quem quiser trocar o cocal por real basta direciona-se ao banco.

Segundo o atual prefeito, Adriano Ramos, atualmente 25 milhões em cocais circulam em São João do Arraial, o que equivale a mesma quantia em real. Mesmo com instalação de uma Lotérica, de outros correspondentes bancários e surgimentos de pontos comerciais que aceitam cartão de crédito, o cocal continua sendo a moeda mais utilizada na cidade, e todos os estabelecimento o aceitam.

"O Banco de Cocais estimula a economia solidária e segura o dinheiro no município. Por conta dessas e outras vantagens vamos continuar utilizando o cocal, é um benefício que atinge a todos. Além disso, a instituição ajuda a arrecadar dinheiro da receita da prefeitura para o Fundo Municipal de Apoio a Economia Solidária, que é usado como microcrédito", declarou o prefeito.

A comerciante Giseia Maria dos Santos, proprietária de uma padaria local, contou que no início a moeda chegou a ser rejeitada por receio, mas, com o passar do tempo, percebeu a melhoria no comércio. "Muitos desconfiavam da ideia, mas, após insistência e ver que era para o desenvolvimento da cidade, acabaram aceitando. É bom trabalhar com o cocal, saber que isso movimenta a renda local e beneficiou todo mundo, especialmente nós comerciantes", lembrou.

Outro que comemora a circulação da moeda é Jean Santana. Dono de um pequeno armarinho, ele destacou não ter diferença entre real e cocal, e que prefere receber o dinheiro local por questão de segurança. "Como só tem valor aqui em São João do Arraial, o número de assaltos aos estabelecimentos é quase escasso", destacou.

O crescimento econômico contribuiu também para a abertura de novos pontos comerciais, como a instalação da loja de uma das maiores redes de departamento do Nordeste. O gerente Antônio Carlos conta que o cocal nunca gerou problema nas vendas e que a empresa já sabia do uso da moeda quando decidiu implantar o empreendimento na cidade.

O cocal

A moeda tem o mesmo valor do real, mas com maior poder de compra graças aos descontos oferecidos em todos os estabelecimentos comerciais do município. Se um produto custa R$ 10, pagando com a moeda social, custará C$ 9. O desconto é possível porque, para cada cocal emitido, há um lastro de um real garantido pela organização financeira comunitária.

As cédulas são estampadas com ícones da cultura e economia local, além possuir um selo que dificulta a sua falsificação. De acordo com o coordenador Mauro Rodrigues, o banco tem o custo de R$ 0,15 por moeda fabricada, além de arcar com o transporte desde Fortaleza, onde está a gráfica de confiança do Instituto Palmas, gestor e certificador de bancos comunitários no Brasil, e responsável pela impressão das notas.

"Hoje, para emitir dez mil cédulas, o custo chega a ser de R$ 5 mil. É um recurso bastante caro. Se a moeda fosse fabricada pela Casa da Moeda, nós teríamos redução dos custos, o material seria de maior qualidade. Caso tivéssemos este apoio, teríamos um avanço gigantesco tanto do ponto de vista institucional como financeiro", acrescentou Mauro.