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Notícias do Maranhão

January 13, 2009 0:00 , par Inconnu - | No one following this article yet.
Fonte das notícias: site do FBES / Maranhão (www.fbes.org.br/MA)

Violência no campo impera no estado do Maranhão

July 29, 2015 12:49, par Fórum Brasileiro de Economia Solidária (Maranhão) - 0Pas de commentaire

Por Diogo Cabral, advogado CPT/MA (http://www.cptnacional.org.br)

Nos últimos dias, uma onda de violência rural, patrocinada pelo agronegócio, promoveu diversas violações aos direitos de povos originários e de trabalhadores e trabalhadoras rurais no Maranhão. A história de violência e tragédia se repete, com a vigorosa omissão do Estado brasileiro. No artigo, confira alguns casos recentes de conflitos.

1. No dia 16.06.2015, a liderança rural Francisco de Souza dos Santos, do território Campestre, zona rural de Timbiras (MA), sofreu tentativa de homicídio quando retornava para sua casa, localizada no Povoado Canafístula. Francisco vinha sendo ameaçado de morte há algum tempo por conta de sua luta pela emancipação do território tradicional ocupado por mais de 300 famílias. Em que pese referida situação, não se tem notícia de instauração de Inquérito Policial a fim de apurar tal crime, notadamente um crime político. Vale lembrar que em fevereiro de 2014, nesse mesmo território, Raimundo Brechó, também liderança camponesa, foi barbaramente assassinado, em razão do conflito, que perdura há mais de 30 anos, sem que o Estado intervenha para acabar com essa situação.

2. Na comunidade quilombola de Aldeia Velha, localizada em Pirapemas (MA), tratores destruíram o território quilombola, que é ocupado há anos por mais de 150 famílias. Apesar das várias denúncias e solicitações feitas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), em maio de 2015, ao governo do Maranhão e ao governo federal, não foi instaurado inquérito policial para investigar crimes ambientais e milícias rurais comandadas por fazendeiros da região, que ameaçam constantemente os quilombolas, com armas de toda a espécie. Mais recentemente, a própria Promotoria Especializada em Conflitos Agrários do Maranhão encaminhou Ofício de No. 84/2015, datado de 26.06.2015, solicitando ao Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Segurança Pública, que apurasse a responsabilidade criminal, face a existência de indícios de crimes contra os moradores posseiros da mencionada área em que se concentra o conflito, bem como crimes ambientais e possivelmente formação de milícia armada (artigo 288-A do Código Penal). No entanto, até o presente momento, nenhuma viatura policial foi até o local do conflito a fim de realizar as designações do Ministério Público do Maranhão. De janeiro até junho, as lideranças quilombolas já fizeram uma centena de registros de ocorrências, todos sem nenhum tipo de andamento.

3. O Poder Judiciário do Maranhão expediu, em 24 de junho de 2015, por intermédio das Comarcas de Urbano Santos e Coelho Neto, respectivamente, duas ordens de despejo contra as comunidades de Guarimã (zona rural de São Benedito do Rio Preto) e Feitoria (Duque Bacelar), situação esta que culminará com o desalojamento de pelo menos 60 famílias camponesas que trabalham e vivem nessas áreas há mais de 100 anos e que dependem, única e exclusivamente, da Terra para sobreviverem. Os despejos poderão ocorrer a qualquer instante. As áreas são disputadas por produtores de soja (Guarimã) e cana-de-açúcar (Feitoria).

4. Em 26.06.2015, a liderança indígena do povo Kaapor, Kapiti Kaapor, foi perseguido por homens armados que, em ato contínuo, apontaram armas para sua cabeça numa tentativa de intimidação da liderança. O índio tem participado ativamente da luta pela retirada dos madeireiros do interior da Terra Indígena Alto Turiaçu. Em 09.06.2015, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA encaminhou Ofícios ao Ministério Público Federal, Polícia Federal e à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão para que os órgãos tomassem as devidas providências quanto à onda de violência e selvageria realizadas contra o Povo Kaapor, que vitimou, em 26 de abril de 2015, Eusébio Kaapor, crime este que sequer foi esclarecido. No entanto, apesar da escalada de violência, patrocinada por prefeitos e fazendeiros da região de Centro do Guilherme, Maranhãozinho e Centro Novo do Maranhão, o Estado nada fez, restando aos guerreiros Kaapor violência bruta e impunidade.

5. Em 28.06.2015, por volta das 14 horas, vários homens armados e com coletes balísticos com o emblema da Polícia Militar do Maranhão, invadiram o Assentamento Campo do Bandeira, localizado em Alto Alegre do Maranhão, área ocupada por dezenas de camponeses, e incendiaram casas e depósitos de arroz. Além do incêndio criminoso, os pistoleiros atiraram em vários bens das famílias. A área em conflito decorre de um litígio que envolve a fazenda Caxuxa Agropastoril. Os trabalhadores rurais já foram despejados pelo menos sete vezes. Além disso, já foram registradas pelo menos 32 ocorrências policiais, no entanto não há um inquérito tramitando na delegacia local, apesar da gravidade da coação sofrida pelos lavradores há anos, realizada por organização paramilitar.

Diante deste cenário trágico, que atesta as reais condições de vida do campesinato maranhense, é necessário que o governo do Maranhão determine a constituição de grupo de delegados para investigar as condutas criminosas aqui especificadas, o mais rápido possível, tendo em vista que nas cidades em que ocorreram esses crimes não há estrutura alguma para garantir as devidas investigações. Além disso, é necessário que a Polícia Militar atue preventivamente nos locais de maiores concentrações de conflitos agrários, especificamente em Codó, Timbiras, Alto Alegre do Maranhão, Duque Bacelar, Coelho Neto, Pirapemas, São Benedito do Rio Preto, Centro Novo do Maranhão, Centro do Guilherme, Maranhãozinho.

Todavia, não sendo possível o envio de policiais militares para essas localidades, é necessário que o governador do Maranhão solicite ao Ministro da Justiça agentes da Força Nacional para intervir nos conflitos agrários. Igualmente, que o Ministério Público Estadual instaure procedimentos a fim de verificar os crimes aqui relacionados, tendo em vista a gravidade da situação elencada e, finalmente, que o Poder Judiciário do Maranhão, por meio dos Juízes Cristiano Simas (que responde interinamente pela Comarca de Urbanos Santos) e Raquel Castro Teles de Menezes (titular da 1o. Vara da Comarca de Coelho Neto) suspendam as decisões contra as famílias camponesas, respectivamente de Guarimã (Processo No. 13772014) e Feitoria (Processo No.4522015), visto que as famílias dependem da terra para sobreviverem.



Conferência estadual do Maranhão ocorre nesta semana

June 25, 2014 6:59, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Divulgado por Mariana Nascimento

Acontece nos dias 26 e 27 de junho no Hotel Holliday na Avenida Castelo Branco bairro Sao Francisco a III CONFERÊNCIA ESTADUAL ECONOMIA SOLIDÁRIA, e o Maranhão construindo o plano nacional de economia solidária!



Nota Pública - Conflito no Maranhão, uma lição de realidade

November 1, 2013 11:51, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Fonte: http://www.aatijupa.org/2013/10/nota-publica-conflito-no-maranhao-uma.html

A Comissão Pastoral da Terra quer de público agradecer ao deputado estadual César Pires, do DEM do Maranhão, líder do governo Roseana Sarney na Assembleia Legislativa, pelos esclarecimentos que faz a toda a sociedade, sobre como agem os poderes constituídos em relação a conflitos agrários.

Estes esclarecimentos estão contidos no Ofício 71/2013, que o deputado encaminhou na data de 23.09.2013 ao desembargador Gercino José da Silva Filho, ouvidor agrário nacional e presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo. O ofício se reporta ao conflito envolvendo, de um lado, a comunidade quilombola de Santa Maria dos Moreiras, em Codó - MA, e de outro, o próprio deputado.

A comunidade quilombola de Santa Maria dos Moreiras integra um dos maiores territórios étnicos do estado do Maranhão. Pesquisas acadêmicas identificam sua existência há mais de 200 anos. Em 24.01.2008, a Fundação Cultural Palmares reconheceu e certificou o território de Bom Jesus onde se encrava Santa Maria dos Moreiras. Desde 1992, os quilombolas travam uma luta dura pela preservação do seu território, contra o deputado que se arvora dono da área.

Neste período foram destruídas roças, houve proibições de acesso às fontes de água, restrição de uso dos caminhos de roça e construção de cercas de arame farpado impedindo o acesso das famílias às matas de babaçu e às roças.

Em 3 de novembro de 2012, três policiais militares, acompanhando dois "encarregados" da fazenda, bloquearam a estrada do quilombo impedindo a passagem das pessoas e disparando tiros de armas de fogo. Antes de irem embora, passaram perto das casas dando tiros para cima.

Em 31 de janeiro de 2013, enquanto os quilombolas realizavam Assembleia da comunidade, um jagunço e um tenente da Polícia Militar incendiaram duas casas.

Por conta destas violências, em 22 de agosto de 2013, foi realizada audiência pública nesta comunidade, reunindo também representantes de outras comunidades com representantes do INCRA e da Ouvidoria Agrária Regional. Os quilombolas relataram as inúmeras violências que têm sofrido, principalmente da parte do deputado estadual Cesar Pires, que tem como forte aliado o prefeito do município de Codó, Zito Rolim, do PV. Este figura, desde 2011, na lista suja do Ministério do Trabalho e Emprego, por exploração de mão de obra em condições análogas às de escravo.

Dias depois da audiência, em 02.09.2013, bois do parlamentar invadiram a roça de Gilberto Bezerra de Araújo, destruindo o que estava plantado.

Segundo se depreende do ofício do deputado, os quilombolas reagiram à destruição da roça e mataram um boi. O fato foi prontamente denunciado e o Sr. Antônio Cesar Pereira dos Santos, presidente da Associação Quilombola de Santa Maria dos Moreiras, foi indiciado pela polícia e "o processo será ou já foi encaminhado à justiça". Poucos dias depois, a delegacia local iniciou procedimentos para apurar responsabilidades, pela morte de outro boi. "Para minha surpresa já hoje (26/09/2013) (sic) voltaram a matar outro animal, desta vez um burro", diz o ofício datado de 23/09/2013.

Nele se lê ainda que a Secretaria de Agricultura do município elaborou relatório atestando a inexistência de roças dos quilombolas na área: "as plantações de vazantes são feitas em meu açude sem autorização".

Realmente este ofício é uma peça pedagógica e ganha consistência maior pela pessoa que o enviou. Mostra com clareza meridiana a diferença de tratamento dado a quem tem poder e dinheiro e aos camponeses e pobres. A morte de animais são denunciadas e apuradas com rapidez incomuns, levando ao indiciamento de supostos culpados. Não se tem notícia de que as agressões sofridas pela comunidade tenham merecido atenção das autoridades. Mostra, também, como interagem diversos poderes.

Neste caso a fábula do lobo e do cordeiro encontra aplicação prática: as ações dos pequenos, no caso os quilombolas, têm como único objetivo provocar a quem se julga detentor de direitos para depois se fazerem passar por vítimas: "as cercas são frágeis feitas com um único propósito de provocar-me e tentar justificar as mortes dos animais." "A violência no campo do Maranhão", deixa explícito o deputado: "às vezes chega a ser fantasiada e alardeada numa tentativa de alguém tirar proveito dos fatos".

"Matar animais indefesos com armas de grande calibre, e de grande porte. Bandidagem," registra o ofício. Destruir plantações, impedir o livre trânsito de pessoas, queimar residências, intimidar com armas de fogo, o que será?

Para o deputado, os advogados dos quilombolas, não têm "conhecimento", "nem talento e criatividade", por isso apelam para a "provocação", "para torná-los vítimas, única forma de aparecerem".

Quem, durante 21 anos, intimidou, ameaçou e agrediu, agora declara: "Sinto-me ameaçado de morte e quero registrar isso a nível nacional", cômico, não fosse trágico.

Mais uma vez a Comissão Pastoral da Terra, citada pelo deputado, quer agradecer a lição prática sobre como se dão as relações na sociedade brasileira.

Goiânia, 18 de outubro de 2013.

Dom Enemésio Lazzaris

Presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

Maiores informações:

Cristiane Passos (assessoria de comunicação CPT Nacional) - (62) 4008-6406 / 8111-2890

Antônio Canuto (assessoria de comunicação CPT Nacional) - (62) 4008-6412



Convite para inauguração da Panificadora Sabor e Vida - MA

October 8, 2013 10:58, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Fonte: Juscilene Conceição Barbosa (juscilenecb@yahoo.com.br)

A Associação de Loreto tem feito um trabalho de mobilização, formação e animação, especialmente com jovens e mulheres. Esse trabalho tem gerado pequenos e bonitos frutos. E é com muita alegria que convidamos para a inauguração da Panificadora Sabor e Vida, um desses frutos resultado de um longo tempo de plantar esperança, de organizar sonhos. A Panificadora está sendo gestada com muitas mãos e se constitui como o segundo núcleo da Cooperativa de Trabalho e Comercialização Solidária Tecendo Sonhos -COOTECSOL. A COTECSOL é uma experiência que, à luz dos valores da economia solidária, reúne mulheres e jovens para trabalhar e sonhar juntos, compondo e ampliando e bonito mosaico das experiências de economia solidária do Estado do Maranhão. Aguardamos todos e todas para dançarem conosco a ciranda da esperança que se fortalece com cada iniciativa de economia solidária.



Feiras de produtos agroecológicos e solidários Babaçu Livre

August 21, 2013 7:08, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Divulgado por Valdener Miranda (valdenerp@hotmail.com)

FEIRAS DE PRODUTOS AGROECOLOGICOS E SOLIDARIOS BABAÇU LIVRE

A Agricultura Familiar do Maranhão enfrenta desafios relacionados à segurança alimentar e de natureza sociocultural, especificamente em função da necessidade de rompimento com o histórico caráter assistencialista e clientelista das politicas publicas. Diante desses desafios a ASSEMA estará propiciando a realização de FEIRAS DE PRODUTOS AGROECOLOGICOS E SOLIDARIOS BABAÇU LIVRE no intuito da criação e manutenção de espaços, culturalmente diversos, para acesso a serviços e comercialização de produtos saudáveis e de qualidade, oriundos de sistemas produtivos limpos e sustentáveis sem exploração de produtores(as) e consumidores(as). Dias: 23 e 24/08/13 na comunidade rural de LUDOVICO em LAGO DO JUNCO-MA; dias 12 e 13/09/13 na comunidade rural de PALMEIRAL em ESPERANTINOPOLIS-MA.



I Seminário de Políticas Públicas de Economia Solidária - Timon - MA

May 26, 2013 0:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Por Samara Sampaio

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Aconteceu nos dias 22,23 e 24 de Maio no Município de Timon - Maranhão, o I Seminário de Políticas Públicas de Economia Solidária, com o objetivo construir indicadores de planejamento e diretrizes para a Política Pública Municipal em Economia Solidária de Timon. Estiveram presentes Gestores e Agentes Públicos representando as Secretárias da Educação, Ação Social, Administração, Casa Civil, Juventude, Mulher, Turismo, Ciência e Tecnologia, Agricultura, Habitação, Núcleo Estratégico de Projetos, entre outras.

A abertura do Seminário contou com a participação do Coordenador Estadual do Fórum de Economia Popular Solidária do Piauí, Rubervam do Nascimento, que faz parte do NES - Núcleo de Economia Solidária da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Piauí - SRTE/PI, trazendo o resgate histórico da Economia Solidária no Estado do Piauí, com seus avanços e desafios.

Prof. Dr. Solimar Lima foi o responsável por conduzir a Oficina de Políticas Públicas em Economia Solidária, juntamente com as professoras Iara Braga e Samara Sampaio, que abordaram conceitos de economia solidária, políticas públicas, evolução, o papel do movimento social e do Estado para a implementação das políticas públicas e a fontes de recursos públicos da União.

A atividade foi realizada em um clima de bastante interesse e participação, possibilitando a troca de experiências realizadas entre as Secretarias presentes, as possibilidades de ações que podem ser implementadas,de maneira séria e com o compromisso de que uma outra economia é possível.



Plenária do Maranhão destaca orientações políticas para a V Plenária Nacional de Economia Solidária

August 10, 2012 0:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Por Secretaria Executiva do FBES

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Durante os debates da primeira plenária estadual, entre 23 e 25 de julho em São Luiz do Maranhão, os participantes destacaram a necessidade da valorização das questões formativas, do bem viver e da comunicação, e na parte da organicidade os debates apontaram a afirmação do FBES como movimento social da economia solidária.

Estiveram presentes na plenária trabalhadores/as urbanos e rurais da economia solidária, além de trabalhadores/as e militantes de outro movimentos sociais, como da Marcha das Margaridas, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Movimento das Quebradeiras de Coco Babaçu e do Movimento de Moradia.

Dentre as orientações destacadas durante a plenária maranhense foram:

* Diálogo com o poder público numa relação de parceria e horizontalidade;

* Favorecer a produção e o consumo dentro do próprio movimento;

* Desenvolvimento de novas tecnologias sociais que considere a realidade e os princípios da economia solidaria;

* Defesa da democratização da terra, regularização fundiária e o fortalecimento da luta pela revogação da lei que impede a desapropriação das terras ocupadas;

* Fortalecimento das convergências estratégicas com os outros movimentos sociais mistos e específicos, com o compromisso pelas bandeiras de lutas comuns.

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Para Valdener Miranda, da Coordenação Nacional pelo Maranhão, "a plenária foi muito boa, e participativa. O desafio está em avançar um movimento em que se somam pessoas e militantes novos, temos que fazer um resgate histórico e avançar com nossas bandeiras de luta. Um tema destacado foi sobre a questão da formação e do marco legal, o primeiro porque tem um grupo de trabalho ativo no estado, e o segundo tema porque ainda permanecemos com lacunas, precisamos aprofundar, são poucos os que tem domínio no assunto".

Contribuindo sobre o debate político da V Plenária, Diogo Rego, da Comissão Nacional Organizadora da V Plenária, que acompanhou e contribuiu na plenária, colocou que "a ideia de desenvolvimento de economia solidária passa pela prática da autogestão, ou seja, a (re)apropriação do conhecimento e domínio de todas as técnicas de produção, comercialização exercidas nos empreendimentos de economia solidária, baseados em práticas de cooperação, solidariedade respeito, na cooperação e valorização da pessoa humana. E com isso é excluído a forma e figura do empregado e do patrão".

Segundo os participantes, um ponto polêmico da plenária foi sobre a participação dos gestores e da atuação da Rede de Gestores, sendo encaminhado dos gestores tirados como representantes estaduais realizem uma maior aproximação com a Rede de Gestores Públicos em Economia Solidária. Segundo Maria Luiza, da Coordenação Nacional pelo Maranhão, ocorre certa confusão no papel do militante que é gestor público, "pois sabemos que muitos deles estão temporariamente no governo, e ora se colocam como militante, ora como braço do governo".

Ao final da plenária foram aprovadas duas cartas, uma moção para a SBPC (Sociedade Brasileiro para o Progresso da Ciência) apontando a necessidade de mais extensão, incubação e reconhecimento da economia solidária, e outra carta da Plenária Estadual na linha das orientações para a V Plenária, que em breve será publicada.

Saiba mais da V Plenária no site: http://cirandas.org/v-plenaria-nacional-de-economia-solidaria



Maranhão realiza a primeira plenária estadual rumo à V Plenária Nacional de Economia Solidária

July 23, 2012 0:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Por Secretaria Executiva do FBES

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São Luiz do Maranhão é a sede da primeira Plenária Estadual rumo à V Plenária Nacional de Economia Solidária, que se inicia hoje (23) até quarta-feira (25).

A plenária estadual foi antecedida pela realização de cinco plenárias territoriais no Maranhão, quando foram escolhidos os representantes e realizado o balanço da economia solidária a partir das experiências locais. Agora, o foco dos debates é a orientação política e aspectos sobre a organicidade, além da retirada de representantes para a Plenária Nacional.

A partir de uma articulação do Fórum Estadual Maranhense, a plenária estadual ocorre junto com o evento "Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para enfrentar a pobreza" da SBPC (Sociedade Brasileiro para o Progresso da Ciência). Durante os eventos também ocorrerá uma Feira de Economia Solidária.



Dia da Trabalhadora e do Trabalhador Rural: documentário mostra conflito na base de Alcântara

July 25, 2011 0:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Fonte: Comissão Pastoral da Terra (CPT)

"Tecnologia? Eles estão desenvolvendo para eles. Minha casa é de barro e a gente vive da roça."

A frase é de uma moradora da comunidade quilombola de Alcântara, a 50 km de São Luís, no Maranhão, no documentário Céu sem Limites (2011). O filme, que será lançado hoje, é um ensaio antropológico sobre o conflito que dura mais de 30 anos entre os quilombolas e o Programa Espacial Brasileiro, feito em parceria com a Ucrânia.

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O enredo, real, é o seguinte: cerca de 3.000 famílias de remanescentes de quilombos vivem na área que é considerada a melhor do mundo para o lançamento de foguetes. Lá está sendo construído o CLA (Centro de Lançamento de Alcântara). Por causa da proximidade com a linha do Equador, os lançamentos de lá economizam combustível. Parte das famílias quilombolas foi deslocada para áreas vizinhas apesar de a terra quilombola ser garantida pela Constituição de 1988. Quem fica convive com a rotina militar dos testes no CLA.

Criação coletiva

O documentário percorre hábitos e crenças dos moradores. Os 70 minutos do filme foram construídos com a comunidade e tiveram participação de alunos de comunicação da UFMA (Universidade Federal do Maranhão). "O importante foi garantir no filme o processo de criação coletiva", diz a diretora Eliane Caffe. Ela passou três meses gravando na região.

Para o antropólogo da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Dagoberto José Fonseca, coordenador do Cladin (Centro de Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra), o deslocamento das famílias para outras áreas é prejudicial. "No novo território, a comunidade se quebra", diz.

O principal problema é que os quilombolas vivem da pesca. Mas as terras para onde parte deles foi levada são agricultáveis (e pouco férteis, reclamam os quilombolas). "Isso faz com que muitos acabem migrando para São Luís. Como não estão preparados para a vida urbana, entram para a criminalidade." Por conta das dificuldades na região, a AEB (Agência Espacial Brasileira) já cogitou sair do Maranhão.

Em nota à Folha, a AEB reconhece que as comunidades deslocadas tiveram "seus hábitos e costumes afetados". "Os impactos positivos e o progresso esperados pela implantação do CLA não aconteceram, gerando insatisfação na população local." A agência disse ainda que o orçamento de 2012 prevê R$ 5 milhões em ações voltadas para as comunidades.

Além dos quilombolas, o CLA enfrenta outros obstáculos. Recentemente, a torre de lançamento do VLS-1 (foguete lançador de satélites nacional) foi reconstruída, após um acidente que destruiu a plataforma e matou 21 técnicos e engenheiros, em 2003.

Nas próximas semanas, os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Nelson Jobim (Defesa) visitarão o local para bater o martelo no calendário das obras



Relato da Audiência Pública do Maranhão sobre a Política de Economia Solidária e o PL 865

June 8, 2011 0:00, par Inconnu - 0Pas de commentaire

Por Fórum Maranhense de Economia Solidária

115 pessoas participaram da atividade

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A Assembléia Legislativa do Maranhão e o Fórum Estadual de Economia Solidária (FEESMA) realizaram, na manhã da segunda-feira (30), a Audiência Pública: "O PL 865 e os rumos da economia solidária no Brasil e no Maranhão".

O evento, realizado no plenarinho da Assembléia Legislativa, foi presidido pelo deputado Bira do Pindaré (PT), autor do requerimento que solicitou o debate.

Fizeram parte da mesa da audiência, Valdener Miranda (Fórum Brasileiro de Economia Solidária), José Antônio Heluy (Secretário de Trabalho e Economia Solidária), Mariana Nascimento (representante da economia solidária na Secretaria de Trabalho), Maria Luiza Mendes (Fórum Estadual de Economia Solidária), Said Zaidan (representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário), Luciene Martins (Ministério do Trabalho e Emprego).

Em seguida o deputado esclareceu os presentes sobre a metodologia da Audiência.

Das falas:

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Antonio Heluy - ressaltou a importância do combate à pobreza por parte do governo federal. Destacou, também, que na audiência se encontravam as cabeças pensantes da economia solidária no Maranhão e que a SETRES tem contribuído na construção da economia solidária.

Valdener - O Fórum Brasileiro de Economia Solidária tem enfatizado o debate acerca dessa forma de desenvolvimento de trabalho no Brasil. "É muito importante discutirmos políticas públicas para a economia solidária. A economia solidária contribui para o fim da miséria, para o desenvolvimento sustentável e a educação cidadã para o consumo responsável". É preciso garantir o atendimento da economia solidária na construção do PPA estadual e federal. É necessário fortalecer a SENAES COM uma política de centralidade para a economia solidária numa SECRETARIA ESPECIAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA ligada à presidência da República.

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A representante do Ministério do Trabalho, Luciene Martins, apresentou o PL 865/11, que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa e transfere a economia solidária para esta nova pasta. Luciene criticou a saída da economia solidária do Ministério do Trabalho e deixou claro que todo este trabalho não pode ser reduzido a cooperativas e artesanato. "O PL 865 não deixa espaço para a economia solidária"..

No Maranhão existem mais de 20 mil trabalhadores que vivem da economia solidária. De acordo com Mariana Nascimento, a Secretaria de Trabalho sempre procurou exercer políticas públicas para a economia solidária. "A economia solidária tem como seus maiores conceitos o associativismo, o cooperativismo e o respeito ao meio-ambiente. Não podemos ser reduzidos a alguns poucos postos de trabalho, vivemos em comunidades e não temos a lógica individualista da das micro e pequenas empresas", destacou ainda que sessenta por cento dos grupos está no meio rural e o Pl865/11 não contempla esses trabalhadores (as). È preciso que se amplie o recurso orçamentário para a economia solidária.

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O Ministério de Desenvolvimento Agrário compartilha da linha objetiva do Fórum Nacional de Economia Solidária. Said Zaidan, afirmou que o PL 865 é prejudicial e desmobiliza os trabalhadores, indo contra o que o Ministério pensa e cometendo uma série de equívocos. O MDA tem, se pautado no desenvolvimento das cooperações de trabalho, nas bases do cooperativismo. O PL 865/11 provoca uma desmobilização dos avanços conseguidos na política agrária, já que a concepção de economia solidária tem sido fundamental para o avanço dessas políticas.

Plenário

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As falas do plenário, entre grupos e assessorias de apoio num total de 14, enfatizaram o descaso do governo federal com o movimento de economia solidária, em função do projeto de desenvolvimento priorizado.

Para que a economia solidária se constitua numa política de relevância é necessário que seja criado o Fundo Nacional de Economia Solidária e criada a Secretaria Especial de Economia Solidária com status de ministério.

O Fórum Estadual de Economia Solidária posicionou-se contrário ao Projeto de Lei e reafirmou a importância estratégica para o desenvolvimento do Brasil da economia solidária. Segundo Maria Luiza esse projeto de lei surge como um casamento arranjado e suprime a visibilidade dos trabalhadores.

O deputado Bira do Pindaré retirou da audiência alguns encaminhamentos como indicações a Presidente Dilma Roussef pela criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária e a retirada do PL de pauta.

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No âmbito estadual o parlamentar comprometeu-se em trabalhar na Assembleia Legislativa pelos trabalhadores do Maranhão. "Vou encaminhar à Mesa Diretora da Assembleia a criação da Frente Parlamentar pela Defesa da Economia Popular e Solidária, não podemos deixar os trabalhadores sozinhos nesta luta. Solidarizo-me e garanto a discussão dos PPA´s na Assembleia. O Estado tem obrigação de apoiar a economia solidária. É uma honra ter sido o primeiro deputado a participar desse debate, seguiremos na luta pela igualdade social e pelos direitos dos trabalhadores".

Palavras de ordem que ecoaram dentro e fora Assembleia Legislativa:

* "TODO RESPEITO AOS MICRO E PEQUENOS EMPRESÁRIOS, MAS NÓS NÃO SOMOS E NÃO QUEREMOS SER PATRÕES NEM EMPREGADOS!"

* "ECONOMIA É TODO DIA; A NOSSA VIDA NÃO É MERCADORIA!"

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