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Rio+20: Cúpula dos Povos

26 de Maio de 2012, 0:00 , por KADIO SERGE ARISTIDE - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Estaço de divulgação das informações sobre a Cúpula dos Povos na Rio+20

Além do mito das barragens como “energia limpa”

5 de Junho de 2012, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

por Brent Millikan, da International Rivers

Barragem do Sobradinho (DF): a ideia de que usinas hidrelétricas são energia limpa ignoram uma série de consequências sociais e ambientais (foto: F. Laranjeira/CC BY-NC-SA 2.0)

Atualmente, existe uma tendência de aceleração da construção de grandes barragens para projetos hidrelétricos, especialmente nos chamados países em desenvolvimento da América Latina, sudeste da Ásia e África. No caso do Brasil, a polêmica usina de Belo Monte é apenas a ponta do iceberg na Amazônia, principal frente de expansão da indústria barrageira, onde o governo Dilma pretende promover a construção de mais de sessenta grandes barragens (UHEs) e mais de 170 hidrelétricas menores (PCHs) nos próximos anos.

No Brasil, o forte viés da construção de novas hidrelétricas na região amazônica, em detrimento de outras opções de investimento, como a eficiência energética  (na geração, transmissão e usos industriais, comerciais e domésticos de energia elétrica) e fontes renováveis (eólica, solar, biomassa) reflete a persistência do planejamento centralizado dentro do Ministério de Minas e Energia, como demonstra a falta de nomeação de representantes da sociedade civil e da universidade brasileira no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), contrariando o Decreto número 5.793 de 29 de maio de 2006.  Alem disso, reflete a proximidade – ou, como dizem alguns, as “relações promíscuas” – entre o setor elétrico do governo comandado pelo grupo Sarney (PMDB), e grandes empreiteiras que se classificam entre os primeiros lugares do ranking de grandes doadores para campanhas eleitorais da base governista.

Uma tendência crescente é a caracterização de hidrelétricas por seus protagonistas como fonte de “energia limpa” para mitigar mudanças climáticas globais e estimular o chamado “crescimento econômico sustentável”. Essas tentativas de “esverdeamento” de hidrelétricas  ignoram uma série de graves consequências sociais e ambientais.  O represamento de rios, especialmente nos trópicos de baixa altitude, interrompe fluxos ambientais como inundações sazonais das zonas úmidas, provocando perdas significativas de habitats e da biodiversidade (incluindo espécies endêmicas e ameaçadas). As consequências da construção de barragens para populações indígenas e outras comunidades locais incluem o deslocamento compulsório, a intensificação de conflitos pela terra, a perda de recursos pesqueiros, a perda de agricultura de várzea, diminuição da qualidade e da quantidade da água, aumentos de doenças de veiculação hídrica (como a malária), a poluição por mercúrio, a interrupção do transporte de pequenas embarcações, a desintegração das comunidades e a perda de sítios de insubstituível valor cultural, religioso e histórico.

As consequências desastrosas
Em contraste com a propaganda de hidrelétricas como “energia limpa”, as barragens nos trópicos tipicamente envolvem significativas emissões de metano e gás carbônico (CO2) a partir de reservatórios e vertedouros, enquanto o desmatamento e as queimadas – associados à migração e especulação de terras estimulada pela construção de barragens – contribuem ainda mais para a sua ‘pegada de carbono’.

A lógica de maximização do lucro na indústria de barragens tem sido associada à  capacidade de seus protagonistas de essencialmente privatizar rios (apesar do seu status legal como bens públicos) e externalizar custos sociais e ambientais.  A tripla aliança da indústria barrageira, conforme descrito acima, tem conseguido empregar táticas como a subordinação de agências governamentais responsáveis pelo licenciamento ambiental, a falta de processos de consulta livre, prévia e informada junto os povos indígenas (contrariando o artigo 231 da Constituição Federal e acordos intenacionais, como a Convenção 169 da OIT) e a intervenção no judiciário para inviabilizar ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público e entidades da sociedade civil sobre graves violações dos direitos humanos e da legislação ambiental.

Outro grande atrativo econômico para a indústria de barragens tem sido os mega-empréstimos subsidiados do BNDES, assim como a facilidade de acesso a fundos de pensão de estatais – Petros, FUNCEF e Previ – e outros incentivos fiscais.  Nesse contexto, destaca-se a ausência, por parte do  BNDES e de outros financiadores, de prioridades estratégicas salvaguardas socio-ambientais capazes de evitar o financiamento de projetos como Belo Monte, associadas a mecanismos de transparência e responsabilização perante a sociedade brasileira.

A caracterização de hidrelétricas como “energia limpa”, reforçada por meio de campanhas publicitárias caríssimas, tem uma dupla finalidade: por um lado, facilitar o acesso a créditos de carbono e outros incentivos econômicos, e por outro, confundir a opinião pública, como contraponto às críticas sobre conseqüências sociais e ambientais de barragens destrutivas, incluindo violações dos direitos humanos, com insinuações sobre a falta de legitimidade de movimentos de atingidos e outros críticos.

Barragens e Rio+20
Nos preparativos para a Rio+20, houve praticamente nenhuma discussão sobre a pegada social e ambiental dos projetos de barragens existentes e as possíveis implicações de uma onda sem precedentes de construção de barragens em todo o mundo.  Ademais, a caracterização de barragens como “energia limpa” para uma economia verde que parece fazer parte de uma tendência para “soluções de mercado” definido pelos interesses dos principais atores do setor privado, onde a relevância dos direitos humanos, políticas públicas e das instituições democráticas tem sido cada vez mais menosprezada.

Sem dúvida, reverter esse quadro e democratizar o debate sobre barragens e a política energética, sob uma ótica de justiça ambiental e da convicção de que outro modelo de desenvolvimento que ainda é possível, merece destaque na atuação da sociedade civil na Rio+20.



Venha fazer parte da nossa Vigília!

5 de Junho de 2012, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Ao final da tarde de 17 de junho, o território da Cúpula vai abrigar uma vigília na tenda principal do Espaço Religiões por Direitos (RbD). A proposta do encontro é promover os direitos humanos – uma das bandeiras da Cúpula – por meio das simbologias e expressões das diferentes tradições religiosas envolvidas na articulação RpD.

É importante não confundir a Vigília com um ato religioso, apesar de ser organizada por religiosos. O momento é de comunhão de ideias e sentimentos para o mundo que nós queremos para as próximas gerações.

Os principais elementos serão a terra, a água, o ar e o fogo. A partir do acolhimento destes elementos, haverá momentos de reflexão, celebração e de defesa dos direitos fundamentais das pessoas e da natureza.

Como vai funcionara Vigília
Serão escolhidas cerca de cinco lideranças das principais redes que compõem a Cúpula dos Povos para que apresentem aos participantes seus desejos por um mundo melhor e toquem o sino da paz.

Outro momento importante será a leitura de sete direitos que a RpD defende. Durante a leitura de cada direito, um grupo acenderá velas e, ao final da leitura, um enorme candelabro se formará entre o público. Os sete direitos propostos pela RpD são os direitos das Comunidades Tradicionais; à Água e pela proteção do meio ambiente; à Alimentação; Direitos Sociais; Direitos Humanos, Sexuais e Reprodutivos; à Educação e Cultura; à comunicação.

Os organizadores
A RdP é uma coalizão ecumênica e inter-religiosa que reúne mais de 100 redes nas quais atuam organizações ligadas a igrejas cristãs, entidades de ajuda humanitária e de apoio a projetos de desenvolvimento, além das mais diversas expressões religiosas do Rio que aderiram à proposta.

Assista aqui a chamada para a Vigília da Cúpula dos Povos:



O Dia Mundial do Meio Ambiente pelo mundo: confira o que vai rolar em outros países

4 de Junho de 2012, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Dia 5 de junho: dia Mundial do Meio Ambiente

Amanhã é o dia Mundial do Meio Ambiente e a gente deu a volta ao mundo para compilar algumas das mobilizações mais importantes que pretendem marcar esse dia tão importante, cujos apelos são tão atuais.

Brasil
Rio de Janeiro
7º Encontro de Povos Tradicionais de Terreiro, rumo a Cúpula dos Povos Rio + 20

Contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns (Centro do Rio)

São Paulo
Tenda Contra a Mercantilização da Vida – rumo à Cúpula dos Povos

Argentina
Buenos Aires
Jornada Hacia la Cumbre de los Pueblos por Justicia Social y Ambiental – Río+20 . “EN DEFENSA DEL AGUA PURA, ARGENTINA LIBRE DE MEGAMINERIA, Y SIN INCINERACION DE BASURA”

Peatonal de San Miguel de Tucumán, Muñecas y Mendoza
“Jornada Hacia la Cumbre de los Pueblos por Justicia Social y Ambiental – Río+20 “EN DEFENSA DEL AGUA PURA, ARGENTINA LIBRE DE MEGAMINERIA SECANTE, SAQUEANTE Y CONTAMINANTE”.

Província de Chaco
“EN DEFENSA DE NUESTRA SOBERANIA Y LOS RECURSOS NATURALES. No a la Base del Comando Sur en Chaco”.

Mar del Plata
Jornada de Acción Global: “POR UNA  AGENDA AMBIENTAL DE LOS PUEBLOS EN RIO +20”

República Dominicana
Santo Domingo
“Vigilia por un Planeta Verde”

Estados Unidos (U.S.A)
“U.S. to Rio+20 National Day of Action: Nature and People Over Profit”

Espanha (España)
“40 Día Mundial del Medio Ambiente”

Bruxelas (Brussels)
Passage Room
“Is the EU’s pursuit of the green economy a solution for Rio+20?”

Suíça (Suisse)
“Lettre ouverte aux officiels suisses pour Rio”

Suécia (Sverige)
Helsingborg
“There is no plan(et) B”

Eskilstuna
“World environment day”

Gothenburg
“Världsmiljödagen (world environment day) – do not commodify nature”

Kalmar
“Happening to save Mother Earth”

Malmö
“Day of action – Do not commodify nature!”

Stockholm
“There is no plan(et) B – Transform!”

Umeå
“Festival for a just transition”

Uppsala
“Open Forum – transform Uppsala!”



Quilombolas convocam para a Cúpula dos Povos!

4 de Junho de 2012, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Damião Braga, remanescente do Quilombo da Pedra do Sal, no Rio de Janeiro, convoca a sua participação e fala sobre a importância da participação da sociedade civil e da Cúpula dos Povos na defesa do bem comum. A produção é da equipe da TV Cúpula e também fará parte da programação a ser exibida no Aterro do Flamengo, de 15 a 23 de junho.

Assista e divulgue!



No Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, vamos mostrar que a natureza não se vende

4 de Junho de 2012, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Para marcar o Dia do Meio Ambiente amanhã (5/6), organizações da Cúpula dos Povos farão manifestações contra a mercantilização da vida, em defesa dos bens comuns em diferentes pontos do Centro do Rio de Janeiro.

Às 13h, em frente ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na av. Venezuela, 110, ao lado da Praça Mauá; e às 16h30, em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na av. Mal. Câmara, 210. Intervenções também estão previstas para o período das 13h30 às 15h30, na Cinelândia.

Vamos participar! Compartilhe e divulgue o convite.