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Rio+20: Cúpula dos Povos

Maggio 26, 2012 0:00 , by KADIO SERGE ARISTIDE - | No one following this article yet.
Estaço de divulgação das informações sobre a Cúpula dos Povos na Rio+20

Povos indígenas presentes na Marcha dos Povos em defesa dos bens comuns

Giugno 20, 2012 0:00, by Unknown - 0no comments yet

Por Convergência de Comunicação da Cúpula dos Povos – Coorednação Andina de Organizações Indígenas (Caoi)

Centenas de indígenas concentraram-se no centro de Rio de Janeiro para encontrar-se com os diferentes grupos que se mobilizaram ontem (20) na grande marcha dos povos em defesa dos bens comuns e contra a mercantilización da Mãe Terra.

As vozes foram diferentes e diversas: homens, mulheres, jovens, trabalhadores, indígenas uniram-se numa única voz para denunciar o modelo capitalista hegemônico que está mercantilizando os bens comuns, em especial os que se encontram nos territórios indígenas.

Alberto Achito, indígena emberá da Colômbia, dirigente da Organização Nacional Indígena da Colômbia (Onic), integrante da Caoi, manifestou que os presidentes que se encontram em Rio+20 não levam em conta as vozes do povo. “O presidente Santos tem um modelo energético extrativista e fala dos objetivos do milênio. Não lhe interessa o que o povo precisa, só as concessões mineiras, se levar os resguardos indígenas, o água e nos despojar de tudo”, denunciou.

Já Nancy Iza, coordenadora de Mulheres Caoi, disse que a marcha global foi um esforço de todas as vozes diversas que se uniram na Cúpula. “Acredito que não haverá mudanças reais no documento final da Rio+20, os presidentes não mudarão coisas para incluir as propostas de todos os povos”, advertiu.

A marcha concentrou quase 80 mil pessoas de diferentes países ao longo das principais ruas de Rio de Janeiro. Amanhã, no Riocentro a delegação da Caoi participará dos diálogos da Rio+20 oficial.



Via Campesina: Cúpula dos Povos leva 80 mil às ruas por justiça social e ambiental

Giugno 20, 2012 0:00, by Unknown - 0no comments yet

por Rafael Soriano, do MST/Via Campesina


foto: João Zinclar

Mais de 80 mil homens e mulheres formaram um mar de pessoas que, organizadas, cobriram a avenida Rio Branco no Centro do Rio de Janeiro, desde a Candelária até a Cinelândia. A mobilização global convocada pelo Grupo de Articulação da Cúpula dos Povos e engrossada por diversos movimentos e pela população do Rio de Janeiro foi o marco do levantar das vozes dos povos de todo o mundo contra o teatro barato encenado na conferência oficial, a Rio+20, por chefes de Estado e grandes corporações, incapazes de promover justiça social e ambiental.

Num chamado à unidade de toda a classe trabalhadora mundial, o dirigente da Via Campesina, João Pedro Stédile, convocou o grande contingente a um pacto histórico: “propomos o pacto do Rio de Janeiro dos povos em luta, para que voltemos para nossos locais de origem e façamos todos os dias lutas contra os inimigos certos”. Stédile alerta para o mundo que os grandes poluidores, usurpadores dos recursos naturais dos povos, que destroem a vida na Terra, tem “nome e sobrenome, é o capitalismo, as grandes transnacionais, Monsanto, Cargil, os bancos!”

O líder Sem Terra alerta para o momento em que vivemos, de capitalismo em crise, quando os capitalistas ficam mais gananciosos. “Avançam para querer se apoderar dos recursos do mundo, para se protegerem da crise e, em seguida, com a privatização da terra, água e até do ar (com os créditos de carbono), poderem retomar seus ciclos de usurpação”, explicou. No entanto, frente a um contingente jamais visto em lutas nas ruas do país desde 1989, deixou a esperança de que novos tempos podem estar se anunciando, no qual os povos, “cansados das políticas do neoliberalismo, caminham por suas próprias pernas”.

Os gritos de todas as comunidades, movimentos e povos em luta foram ouvidos ao longo da manifestação, que pautou o fim deste sistema de exploração do trabalho e dos recursos naturais até esgotá-los, a construção de novos paradigmas, como a alternativa da Agroecologia na alimentação do planeta, os direitos, culturas e demandas dos povos. Trazendo o que chamou de calor revolucionário dos povos do Caribe, Camille Chalmers, do Haiti, foi enfático ao exigir o fim do colonialismo em países como Curaçao e Porto Rico, do neocolonialismo sofrido pelo Haiti e esbravejou: “as tropas da ONU devem sair do Haiti já!”

Os milhares de homens e mulheres, camponeses, urbanos, de todos os confins do planeta faziam coro contra a “economia verde”, proposta dos bancos e chefes de Estado para o planeta: o capitalismo travestido de sustentabilidade. Iniciativas como os REDD ou mesmo a farsa dos créditos de carbono, que financeirizam a própria vida e o meio ambiente, foram rechaçadas pelas populações que ora convergem para uma plataforma mundial de soluções apresentadas e já praticadas pelos próprios povos do mundo para “esfriar o planeta” a partir da agricultura camponesa e um novo marco econômico.

Para Elizabeth Mpofu, que veio do Zimbábue na delegação da Via Campesina Internacional, “a Rio +20 deveria se chamar Rio -20! A economia Verde não é solução, pois somente serve às transnacionais, não respeita os Direitos Humanos, não respeita as gentes. Cria, por sua vez, uma agenda de destruição. Nós vamos destruir esta agenda”. A militante exemplificou como a concentração de terras é um dos problemas mais sérios do mundo, citando o caso recente do Paraguai em que, assim como outros semelhantes, viu tombar lideranças camponesas que contrariam o latifúndio devastador.

Durante o grande ato, o evento oficial da ONU foi lembrado, destacando-se o desprestígio das principais economias dos países do Norte para com os “governos puxa-sacos do Imperialismo”, que se encontram na Rio +20. Foi questionada a cessão por parte do governo brasileiro de um aporte de US$ 10 bilhões (dez bilhões de dólares) ao fundo de resgate dos bancos europeus em crise. No total, somando as colaborações de todos os países do G-20, serão desprendidos US$ 456 bi dos cofres públicos para a crise do capitalismo.

Enquanto os diplomatas e chefes de Estado de uma centena de países se encontraram para redigir um único documento (que não prevê punições e metas para os poluidores), um sem número de organizações da sociedade promovem a Cúpula dos Povos, por Justiça Social e Ambiental e em Defesa dos Bens Comuns. Além de grandes mobilizações de rua, acontece uma série de debates e momentos de convergência nos eixos que englobam as denúncias das reais causas da crise, as soluções já praticadas pelos povos e as agendas e unidades para a luta nos próximos períodos.



Presidente peruano reforça modelo extrativista como forma de desenvolvimento

Giugno 20, 2012 0:00, by Unknown - 0no comments yet

Por Coordenação Andina de Organizações Indígenas (Caoi)

Enquanto o Peru é sacudido por múltiplos conflitos sociais provocados pela imposição da mineração em territórios indígenas, o presidente do país, Ollanta Humala, ratificou-se no extrativismo como modelo de desenvolvimento durante sua intervenção na Conferência de Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O Presidente Humala, eleito com a promessa de que, em seu governo, a água valeria mais que o ouro, disse na Rio+20 que o Peru trabalha para melhorar a atividade extrativa, conseguindo a harmonia com o meio ambiente por meio dos marcos normativos para melhorar os padrões ambientais e a saúde da população, segundo informou o jornal A República de Lima. Humala também anunciou  o fortalecimento do Ministério do Ambiente e uma institucionalidade ambiental com o compromisso de um modelo de desenvolvimento sustentável, inclusivo e coletivo.

Discurso e realidade
Desde que a ditadura de Alberto Fujimori mudou a Constituição e as leis, os sucessivos governos, formalmente democráticos, não têm mudado o modelo. Ao contrário, aprofundaram-no, emitindo diversas normas de criminalização da luta social. Centenas de líderes indígenas processados por defender os direitos de suas comunidades são o resultado dessas políticas. Ollanta Humala não é a exceção: durante os onze meses que está no governo, os conflitos socioambientais se multiplicaram e a repressão às comunidades indígenas tem custado novos mortos, feridos e processados.

Fazer questão do desenvolvimento extrativista não só aumenta os conflitos sociais, aprofunda as brechas econômicas e sociais, torna vulneráveis os direitos fundamentais e saqueia e maltrata à Mãe Terra. A Coordenadora Andina de Organizações Indígenas reafirma que a mineração é incompatível com o desenvolvimento sustentável. Não há “mineração boa” e “mineração má”, menos ainda nos países pobres, onde os governos se submetem ao mandato das corporações multinacionais.



Movimentos sociais fazem ato contra a Vale e demais grandes corporações

Giugno 20, 2012 0:00, by Unknown - 0no comments yet

No final da tarde de ontem, os movimentos socais participantes da Cúpula dos Povos realizaram um ato contra a transnacional Vale, em frente à sede da empresa, entre as ruas Santa Luzia e Graça Aranha, no Rio de Janeiro.

Participaram do ato por volta de 3 mil pessoas dos movimentos sociais da Via Campesina, Marcha Mundial das Mulheres, entre outros. A ação foi coordenada pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale. A Vale foi escolhida como alvo simbólico para representar as grandes corporações internacionais, cujas práticas desrespeitam os trabalhadores, degradam o meio ambiente e roubam dos povos o controle sobre seus territórios.

“A Vale usa a mesma estratégia em todos os países do mundo. Em Moçambique, são 1365 famílias sofrendo repressão desde 2004; a Vale viola os direitos dos trabalhadores, não dando condições de segurança e higiene e já controla todo o território centro-norte de Moçambique, através da construção de uma linha férrea”, denunciou Jeremias Vunjanhe, militante da ONG Justiça Ambiental, que havia sido impedido de entrar no Brasil na semana passada.

Além dos problemas sociais, os manifestantes focaram os impactos ambientais da empresa. “Estamos aqui, também, com um relatório de insustentabilidade, fruto de um ano de pesquisa e trabalho de aprofundamento, para desmontar as declarações que a própria empresa faz no relatório de sustentabilidade dela”, afirmou o padre Dário Bossi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Bossi citou como exemplos desse impacto a construção da usina siderúrgica TKCSA, cuja poluição foi demonstrada por estudos, e que está sob intervenção do Ministério Público, e a duplicação da ferrovia de Carajás, no norte do país, que ameaça dobrar os impactos já existentes da mineração na Amazônia.

Scott, do sindicato USW (United Steelworkers), do Canadá, denunciou as péssimas condições enfrentadas pelos trabalhadores da Vale em seu país. A empresa provocou a maior greve da história do Canadá, que durou 11 meses entre 2009 e 2010, porque usou a recente crise mundial como justificativa para realizar demissões em massa, diminuir salários e aumentar jornadas, entre outros retrocessos nos direitos dos trabalhadores. “Isso é uma vergonha”, afirmou. Naquele país, só nesse ano já foram contabilizadas 16 mortes de trabalhadores em operações da Vale.

Adelaide, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, relatou o processo de privatização da Amazônia impulsionada pela construção da usina de Belo Monte, cujo consórcio construtor conta com a presença da Vale. Larissa, da Marcha Mundial das Mulheres, denunciou como as obras de empresas como a Vale afetam em especial as mulheres, com o aumento da prostituição e da violência. Moisés, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), denunciou o processo de criminalização do povo que luta contra as grandes empresas.

Durante o ato, foi projetado um vídeo na parede do prédio da empresa, com imagens de denúncia dos problemas causados pelas transnacionais. Os manifestantes também atiraram tinta vermelha contra o prédio, para simbolizar o rastro de sangue deixado pela Vale, e por todas as grandes corporações, nos territórios que atingem.

“As transnacionais são culpadas pelo atraso dos povos. Não podemos permitir que os ricos sigam sendo ricos e os pobres sigam sendo pobres”, afirmou Jairo Rubio, da Via Campesina na Colômbia.

A Vale, que está presente em 38 países na América, África e Ásia, foi eleita a pior empresa do mundo, por voto popular, no prêmio Public Eye Award.

“O protesto culminou no lançamento do Relatório de Insustentabilidade da Vale“.

Equipe de convergência



Río+20: Povos Indígenas em defesa dos bens comuns presentes na marcha global

Giugno 20, 2012 0:00, by Unknown - 0no comments yet

 

Convergência de Comunicação da Cúpula dos Povos – CAOI

Centos de indígenas concentraram-se no centro de Rio de Janeiro para encontrar-se com os diferentes grupos que se mobilizaram hoje na grande marcha dos povos em defesa dos bens comuns e contra a mercantilización da Mãe Terra.

As vozes foram diferentes e diversas: homens, mulheres, jovens, trabalhadores, indígenas uniram-se numa sozinha voz para denunciar o modelo capitalista hegemónico que está mercantilizando os bens comuns, em especial os que se encontram nos territórios indígenas.

Alberto Achito, indígena emberá de Colômbia, dirigente da ONIC, organização integrante da CAOI, manifestou que os presidentes que se encontram em Rio+20 não tomam em conta as vozes do povo. “O presidente Santos tem um modelo energético extractivista e vem a falar dos objetivos do milénio. Não lhe interessa o que o povo precisa, só lhe interessa as concessões mineiras, se levar os resguardos indígenas, o água e nos despojar de tudo”, denunciou.

Enquanto Nancy Iza, Coordenadora de Mulheres CAOI disse que a marcha global tem sido um esforço de todas as vozes diversas que se uniram na cúpula. “Acredito que não terá mudanças reais no documento final de Rio+20, os presidentes não mudarão coisas para incluir as propostas de todos os povos”, advertiu.

A marcha concentrou para perto de 80,000 pessoas de diferentes países ao longo das ruas principais de Rio de Janeiro. Amanhã em Riocentro a delegação de CAOI participará dos diálogos no Riocentro.