<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária</title><link>http://cirandas.org/fbes</link><description>Conteúdo do(a) FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária publicado no CIRANDAS</description><item><title>Intimidade devassada: a vítima também é você</title><description>&lt;p&gt; Por Rafael Evangelista (outraspalavras.net/brasil/intimidade-devassada)&lt;/p&gt;
&lt;img src="http://www.fbes.org.br/images/stories/snowden.jpg" width="300" height="199" align="left" hspace="6" alt="Image" title="Image" border="0"&gt;

&lt;p&gt;Grampo em telefonemas entre Lula e Dilma é ponta de iceberg: vigilância e controle disseminaram-se na sociedade, praticados por polícia e empresas. É hora de banir estes abusos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As escutas telefônicas e a interceptação das comunicações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, conduzidas pela Policia Federal e divulgadas com fins políticos pelo juiz Sérgio Moro em ação legalmente duvidosa, trazem à tona alguns pontos fundamentais para discussão. Ao menos três aspectos, intimamente relacionados, se destacam neste episódio. São eles: a propagação de dispositivos de vigilância; a segurança de dados e suas comunicações; e a democratização dos meios de comunicação.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Num plenário do Senado, manifestantes usam máscaras de Edward Snowden, reindicando democracia na política e nas counicaçõesAssistimos à possibilidade, cada vez mais ampliada e irrestrita, de coleta de dados e da disseminação crescente de dispositivos de vigilância. Redes sociais, smartphones, telefonia celular, navegação na Internet estão sendo utilizadas para a imposição de um Estado policial que monitora, principalmente, populações marginalizadas, ativistas e organizações sociais e que, agora, atingem também membros do próprio Estado. Cabe destacar as ações coordenadas de órgãos policiais e investigativos com empresas especializadas na prestação de serviços de segurança da informação. São inúmeros os relatos recentes de atividades que praticam a vigilância em massa da população, em detrimento de garantias individuais e direitos fundamentais das pessoas. A combinação entre as possibilidades quase irrestritas de monitoramento e uma frágil legislação de proteção de dados pessoais tornam qualquer ator social e o próprio exercício do livre pensar vulneráveis destruindo a fronteira fundamental entre manifestação pública de opinião e liberdade de pensamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda que existam no Brasil leis para interceptação de comunicações e quebra de sigilo de informações, o caso nos parece mais um exemplo de abuso de poder, como tantos que temos acompanhado. Informações têm sido utilizadas sobretudo como elemento incriminador e de barganha, a ser manipulado judicial e midiaticamente, do que como prova efetiva de qualquer crime. No caso em pauta, a culpabilidade de investigados se dá pela espetacularização de supostas evidências, coletadas e manipuladas de forma obscura, que suportam hipóteses judicialmente frágeis, com interesse de promover a desestabilização das instituições democráticas. Preocupa, ainda, nesse caso, a crescente demanda de autonomia por parte de autoridades policiais e judiciárias bem como por parte de instâncias do próprio Ministério Público. Deve-se reiterar que a autonomia operacional não deve, de forma alguma, confundir-se com ausência de transparência, prestação de contas e controle democrático por integrantes não eleitos da Administração Pública, em conformidade à Constituição Federal e ao ordenamento jurídico brasileiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito distante de casos como o de Edward Snowden, que usou do vazamento de informações para a denúncia da infraestrutura estatal e corporativa de vigilância, o caso atual serve à chantagem política que ameaça o Estado de direito. No Brasil, recorrentes casos vitimam a liberdade de expressão e manifestação daqueles que denunciam, entre outros, o abuso policial e a manipulação dos grandes meios de comunicação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há 15 anos no poder, depois de ter sido comprovadamente espionado pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, o governo brasileiro não tomou iniciativas efetivas no sentido de garantir a segurança nem mesmo dos seus próprios dados e comunicações. Soma-se a isso a postura conivente com uma Lei Antiterrorismo sancionada ontem pela Presidente Dilma Rousseff, que afronta ainda mais as liberdades individuais, e ironicamente ameaça os movimentos populares que tentam sustentar os direitos democráticos deste mesmo governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A percepção da Internet enquanto fórum de debate público demorou a aparecer e tem sido pautada pelo acordo com megacorporações. A estas, que fazem uso comercial e político de nossos dados, têm sido confiados o relacionamento com a população e a comunicação oficial. O cenário atual pede - além do pleno respeito ao regime posto de proteção e promoção dos direitos dos usuários da Internet no país - por políticas efetivas no sentido da democratização das comunicações com o incentivo a iniciativas autônomas e independentes. Somente uma comunicação popular e democrática, capaz de superar a extrema concentração da propriedade dos meios de comunicação, poderá fazer frente a episódios de evidente manipulação midiática. Urge a retomada do apoio a projetos de implementação de softwares livres nas esferas públicas; a adoção de padrões tecnológicos abertos e socialmente mais inclusivos na radiotransmissão digital; o fomento à infraestrutura pública para o acesso universal à Internet; o respeito à privacidade e à liberdade de expressão; o reconhecimento do espectro eletromagnético como um bem comum; e o incentivo ao aprendizado da comunicação criptografada e navegação anônima, aprimorando a segurança de máquinas, programas e dados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A turbulência deste momento apenas reforça essas necessidades e evidencia a fragilidade da jovem democracia brasileira. Reiteramos, portanto, o respeito à soberania do voto e às liberdades individuais e coletivas. Esperamos que o momento difícil sirva para a construção de políticas públicas e realizações sociais que fortaleçam esses princípios que são garantias fundamentais para a democracia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adriano Belisário (MediaLab.UFRJ); Bruno Cardoso (LAVITS e NECVU/UFRJ); Bruno Ricardo Bioni (GPoPAI/USP); Diego R. Canabarro (CEGOV/UFRGS); Diego Vicentin (Unicamp); Fernanda Bruno (LAVITS e MediaLab.UFRJ); Henrique Parra (LAVITS e Depart. Ciencias Sociais-Unifesp); Márcio Moretto Ribeiro (GPoPAI/USP); Marta M. Kanashiro (LAVITS e Unicamp); Paulo Lara (LAVITS, Unicamp e Goldsmith College); Pablo Ortellado (GPoPAI/USP); Rafael Evangelista (LAVITS e Unicamp); Rodrigo Firmino (LAVITS e PUCPR); Vinicius W. O. Santos (LAVITS e GEICT/Unicamp) &lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 23 Mar 2016 17:10:52 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/intimidade-devassada-a-vitima-tambem-e-voce</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/intimidade-devassada-a-vitima-tambem-e-voce</guid></item><item><title>A retomada do Conselho e os Desafios para as Juventudes Brasileiras</title><description>&lt;p&gt; Por Isadora Candian dos Santos* e Leonardo Pinho**(&lt;a href="http://www.infojovem.org.br"&gt;http://www.infojovem.org.br&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;img src="http://www.fbes.org.br/images/stories/CDES.jpg" width="300" height="176" align="left" hspace="6" alt="Image" title="Image" border="0"&gt;

&lt;p&gt;A Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários Unisol Brasil esteve presente na reunião de retomada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - chamado informalmente de Conselhão, constituído por 92 conselheiros e conselheiras, dos mais representativos da sociedade brasileira, entidades sindicais, sociais e estudantis, representantes das duas centrais de cooperativas do país, OCB e Unicopas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além, da agenda do Conselhão, a Unisol Brasil esteve presente no Rio de Janeiro, em reunião com o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, nos dias 28 e 29 de janeiro. Em ambas as agendas, a UNISOL Brasil buscou a garantia da Política Nacional de Economia Solidária e a criação de um Fundo de Investimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A discussão e as propostas apresentadas pelo governo no Conselhão eram em torno da superação da crise e da retomada do crescimento. Além, dos representantes do governo, houve intervenções de 08 representações da sociedade civil, entre elas a União Nacional dos Estudantes e a da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A centralidade das propostas do governo foram em torno da recuperação do poder de consumo das famílias brasileiras através da expansão de crédito, totalizando R$ 83 bilhões. As modalidades anunciadas foram rural, habitacional, infraestrutura, capital de juros, bens de capital, exportações e crédito consignado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Presidente da UNE, Carina Vital, em sua intervenção apontou a preocupação com a recuperação do caminho do desenvolvimento, já que as juventudes são as que sofrem duramente com o crescimento do desemprego entre os jovens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Realmente, em cenários de desaleceração econômica as juventudes chegam a ter três vezes mais os índices de desemprego. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) apontou que o desemprego de jovens no Brasil com idade entre 15 e 24 anos atingiu 15% no ano de 2015, superando a taxa média mundial nessa mesma faixa etária é de 13,1%, segundo o estudo Tendências Mundiais do Emprego de Jovens 2015.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os jovens que estão chegando nesse momento ao mercado de trabalho, começam a sentir os impactos da crise econômica. Essa geração ainda não havia sentido o gosto do desemprego e da diminuição dos investimentos em educação, em especial, nos programas de acesso e ampliação do ensino superior. Durante mais de uma década, apesar da maior crise mundial, o Brasil manteve índices de crescimento econômico e ampliação do investimento social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O atual momento tem dificultado as negociações coletivas, um pouco menos de 70% das negociações conquistaram ganhos reais e cerca de 15% delas não conseguiram nem repor a perda salarial nos primeiros seis meses do ano. O desempenho das negociações no primeiro semestre foi o pior da série histórica pesquisada pelo DIEESE desde 2004.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse quadro de aumento do desemprego, afetando as juventudes, de diminuição dos investimentos em educação, de aumento de inflação e de diminuição do poder contratual dos sindicatos nas negociações coletivas, assistimos no país uma intensa discussão e debate político acerca de seus rumos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dois caminhos se apontam no horizonte do país, um caminho que quer nesse momento de crise que o Brasil faça reformas, como a da previdência e trabalhista, retirando direitos dos trabalhadores e aprofundamento à política de diminuição de investimentos e de aumento das taxas de juros. Por outro lado, diversos setores da economia apontam que é o momento de ampliar investimentos, públicos e privados, e os direitos sociais e econômicos, como forma de ampliação da confiança do brasileiro e de retomada da produção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"O Conselho não é o lugar correto para debater a Reforma da Previdência, e sim o Fórum de Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social, constituído com as centrais sindicais. Não aceitaremos qualquer medida que reduza direitos dos trabalhadores", assegurou Rafael Marques, Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A retomada do Conselhão reabre o debate do desenvolvimento na sociedade brasileira e de um canal de dialogo e pactuação de propostas e agendas com o governo federal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Diretora da Unisol Brasil e militante da Articulação Nacional Juventudes e Economia Solidária, JUVESOL, Isadora Candian, esteve presente na reunião no BNDES e aponta que nesse momento de crise é necessário manter a atual política nacional de economia solidária, com estrutura e orçamento, e criar um Fundo de Investimento para enfrentar a situação de falências, através da recuperação de empresas com autogestão dos trabalhadores e trabalhadoras e de fomento e incentivo as empresas recuperadas, redes, cooperativas e associações, para manter e ampliar seus postos de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Unisol Brasil irá reforçar o time dos que acreditam que é o momento de o país voltar a combinar crescimento econômico com ampliação dos investimentos sociais, para retomar o ciclo virtuoso de ampliação de oportunidades e de sonhos para as juventudes brasileiras. Em especial, retomar a ampliação e os investimentos em educação e manter políticas e estratégias que garantam e ampliem postos de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Unisol Brasil nessa perspectiva entende que para as Juventudes continuarem a olhar para frente e deixar o passado da insegurança, de desemprego estrutural e de baixo investimento social, para a memória dos mais velhos e para os livros de história é necessário ter Ousadia e apostar no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Isadora Candian dos Santos, diretora-tesoureira da UNISOL Brasil, sócia do empreendimento Ideário - Rede Design Possível, membro da JUVESOL - Articulação Nacional Juventudes Economia Solidária&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;** Leonardo Pinho, Presidente da Unisol Brasil &lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 02 Feb 2016 20:58:20 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/a-retomada-do-conselho-e-os-desafios-para-as-juventudes-brasileiras</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/a-retomada-do-conselho-e-os-desafios-para-as-juventudes-brasileiras</guid></item><item><title>Uma economia para o 1%</title><description>&lt;p&gt; Por Oxfam Novib (&lt;a href="http://www.oxfam.org.br/"&gt;http://www.oxfam.org.br/&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;img src="http://www.fbes.org.br/images/stories/oxfam_relatorio.jpg" width="300" height="179" align="left" hspace="6" alt="Image" title="Image" border="0"&gt; Em relatório global pré-Davos a Confederação Oxfam mostra que a crescente desigualdade criou um mundo onde 62 pessoas possuem tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população.
&lt;p&gt; Download desta publicação em: &lt;a href="http://migre.me/sJMxn"&gt;http://migre.me/sJMxn&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Foto: Favela Tondo em Manila, Filipinas, 2014. Por Dewald Brand, Miran, para a Oxfam. &lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 19 Jan 2016 19:44:45 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/uma-economia-para-o-1</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/uma-economia-para-o-1</guid></item><item><title>As protagonistas de 2015 foram as mulheres | Retrospectiva</title><description>&lt;p&gt; Â &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/silvia-chakian/&lt;/a&gt;"&amp;gt;Silvia Chakian &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br&lt;/a&gt;"&amp;gt;do site&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Promotora do MP-SP, coordena Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/79a26decdcc09862ad4ff72a8fffbd4b1.png&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-849"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/79a26decdcc09862ad4ff72a8fffbd4b1.png?w=300" alt="" width="300" height="125"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Se por um lado 2015 se despede sem deixar saudades,&lt;/strong&gt; seja pelo agravamento da crise política, econômica e fundamentalmente, ética, seja pelos crimes ambientais de proporções inimagináveis, incêndios, aumento do desemprego, da violência e outras tantas notícias que envergonham a humanidade, &lt;strong&gt;por outro, desponta como um ano produtivo e relevante para a luta pela equidade de gênero.&lt;/strong&gt; São esses fenômenos paradoxais, inexplicáveis, que transformam os seres humanos e nos levam à reflexão sobre nossa existência. Tempos de Luz e Trevas, para rememorarmos Charles Dickens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- - -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para as mulheres, o ano começou com a aprovação da &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/news/lei-do-feminicidio/&lt;/a&gt;"&amp;gt;Lei do Feminicídio&lt;/strong&gt;, inegável aprimoramento legislativo que permite a qualificação específica do assassinato de mulheres por razões de gênero, conferindo visibilidade a esse fenômeno crescente no Brasil e que deve proporcionar a adoção de políticas públicas estratégicas de enfrentamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- - -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos meses subsequentes, &lt;strong&gt;nunca se falou tanto sobre feminismo, relações de gênero e todas as formas de violência contra a mulher.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- - -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mídia convencional e principalmente a internet, por meio das redes sociais, estas movimentadas pelo chamado "feminismo jovem", trouxeram para o debate a questão do assédio e abuso sexual contra a mulher, de forma mais persuasiva a partir do episódio da menina participante do programa &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/2015/10/22/masterchef-assedio_n_8361090.html&lt;/a&gt;"&amp;gt;Master Chef Júnior, da Rede Bandeirantes de Televisão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A origem dessa mobilização se deu após os comentários de cunho sexual feitos em redes sociais e direcionados a uma participante de apenas 12 anos. Milhares de mulheres se encorajaram a compartilhar episódios de assédio que sofreram, motivadas pela campanha &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/news/primeiroassedio/&lt;/a&gt;"&amp;gt;#primeiroassédio&lt;/strong&gt; criada pelo &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://thinkolga.com/&lt;/a&gt;"&amp;gt;ThinkOlga).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- - -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No mesmo mês, com a aprovação do &lt;strong&gt;famigerado &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/2015/10/31/mulheres-contra-cunha_n_8443244.html&lt;/a&gt;"&amp;gt;PL 5069 de Eduardo Cunha&lt;/strong&gt;, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, &lt;strong&gt;que dificulta o já sofrido e traumático caminho da vítima de violência sexual que procura o Sistema de Saúde&lt;/strong&gt;, milhares de mulheres ocuparam as ruas contra o retrocesso, gritando palavras de ordem como "meu útero é laico", "meu corpo, minhas regras" e "Cunha sai, a pílula fica!". E a sociedade passou a refletir como nunca antes sobre temas como estupro, autonomia do corpo, direitos sexuais e reprodutivos. - -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- - -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos dias 24 e 25 de outubro mais de sete milhões de alunos do ensino médio que fizeram a prova do &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/2015/10/26/enem-feminista-2015_n_8389038.html&lt;/a&gt;"&amp;gt;Enem&lt;/strong&gt;, tiveram que refletir sobre a célebre frase de Simone de Beauvoir "&lt;strong&gt;Ninguém nasce mulher, torna-se mulher&lt;/strong&gt;" e consequentemente sobre a questão de gênero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também tiveram que dissertar sobre "&lt;strong&gt;A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira&lt;/strong&gt;", o que exigia a análise das causas sociais desse tipo de criminalidade, aspectos do patriarcado e do machismo estruturante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A repercussão do tema sofreu intenso ataque por parte dos conservadores, que trataram de manifestar repúdio à apelidada "imposição da ideologia de gênero", com propagação de boatos permeados pela desonestidade intelectual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mas o tiro saiu pela culatra e todo esse debate acabou despertando ainda mais a sociedade para a importância de tratar das questões de gênero em todas as esferas, sobretudo na educação.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- - -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paralelamente a isso, no cenário mundial, o ano foi de discursos inflamados pela equidade de gênero nas premiações do&lt;strong&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/2015/03/12/patricia-arquette-onu_n_6857088.html&lt;/a&gt;"&amp;gt;Oscar e &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/2015/09/21/viola-davis-discurso-emmy_n_8170162.html&lt;/a&gt;"&amp;gt;Emmy Awards&lt;/strong&gt;, especialmente pelas atrizes Patricia Arquette e Viola Davis, cujas reinvindicações por igualdade de salários e representatividade no cinema, respectivamente, foram replicadas milhares de vezes nas redes sociais. &lt;/p&gt;&lt;table border="1" width="100%"&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;span&gt;Segue abaixo trechos de outros artigos (que me pareceram que faltaram no artigo original que lemos até aqui), também sobre o protagonismo das mulheres em 2015. No final destes trechos, continuamos com o artigo original.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;Transfeminismo&lt;/h3&gt; Mulheres &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ebc.com.br/trans&lt;/a&gt;"&amp;gt;transexuais ganharam mais espaço e visibilidade este ano. A estudante pernambucana Maria Clara Araújo se tornou a primeira garota-propaganda trans do Brasil ao representar uma marca de cosméticos. Já Candy Mel, da Banda Uó, estrelou uma campanha de prevenção sobre o câncer de mama, na mobilização do Outuro Rosa. Também chamou a atenção por aqui a transição da ex-atleta norte-americana Caitlyn Jenner, acompanhada em parte por dois reality shows.
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/51a4fdd260b77d51f3d7dbfcbe2fef163.gif&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-905"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/51a4fdd260b77d51f3d7dbfcbe2fef163.gif?w=300" alt="" width="300" height="168"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Â &lt;/p&gt;
&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;Brasileiras brilham na disputa por vaga no Oscar&lt;/h3&gt; Com &lt;em&gt;Que Horas ela Volta?&lt;/em&gt;, Anna Muylaert se tornou a primeira mulher em 30 anos a ser escolhida para representar o país na premiação. Em 1986, o filme escolhido para disputar um lugar entre os candidatos a Melhor Filme Estrangeiro foi A Hora da Estrela, de Suzana Amaral. A relação dos filmes que disputam a próxima edição do prêmio será divulgada no dia 14 de janeiro. A produção de Muylaert também tem duas mulheres como protagonistas: Regina Casé e Camila Márdila, que interpretam mãe e filha e levaram o Prêmio Especial do Júri de melhor atuação no festival de Sundance.
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/e500e1df84d89992d3ce354c4f40d6993.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-906"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/e500e1df84d89992d3ce354c4f40d6993.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="169"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Â &lt;/p&gt;
&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;
&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/d61391bf48305560d196415684f60a513.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-920"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/d61391bf48305560d196415684f60a513.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="163"&gt;
&lt;p&gt;Â &lt;/p&gt;
&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;Casos de racismo contra mulheres&lt;/h3&gt; Em 2015, personalidades como a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, e as atrizes Taís Araújo e Cris Viana foram vítimas de comentários racistas nas redes sociais, muitos permeados por ofensas de cunho machista. As três responderam enfatizando a importância da diversidade e da denúncia às autoridades. Em entrevista ao &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil&lt;/a&gt;"&amp;gt;Repórter Brasil, a consulesa da França em São Paulo, Alexandra Loras, falou também sobre discriminação racial e as barreiras para a ascensão social da mulher negra.&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;Vamos Juntas?&lt;/h3&gt; A ideia é simples: está andando sozinha em uma situação de risco e viu outra mulher no mesmo barco? Continuem o caminho juntas. Criado pela jornalista Babi Souza, o movimento estimula a união de mulheres contra a insegurança nas ruas. A &lt;a href="https://www.facebook.com/movimentovamosjuntas"&gt;página no Facebook&lt;/a&gt; reúne hoje depoimentos de internautas que conseguiram evitar que outras mulheres fossem assaltadas ou estupradas.
&lt;p&gt;Saiba mais no Repórter Brasil: &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://youtu.be/Hr7Gh3MwiXs&lt;/a&gt;"&amp;gt;&lt;a href="http://youtu.be/Hr7Gh3MwiXs"&gt;http://youtu.be/Hr7Gh3MwiXs&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;  &lt;/table&gt; &lt;table border="1" width="100%"&gt;  &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;#AgoraÉQueSãoElas&lt;/h3&gt; A iniciativa sugeriu a homens com destacado espaço na mídia que cedessem espaço para que uma mulher escrevesse. O objetivo foi reconhecer "a urgência da luta feminista por igualdade de gênero e o protagonismo feminino nesta luta", como escreveu em seu perfil no Facebook Manoela Miklos, &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2015-11/mulheres-pedem-igualdade-de-genero-na-acao-agoraequesaoelas&lt;/a&gt;"&amp;gt;criadora da campanha.&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;Viola Davis é a primeira mulher negra a ganhar um Emmy&lt;/h3&gt; A atriz foi premiada em setembro como melhor atriz em série dramática por How to Get Away With Murder e emocionou a plateia com &lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=685jYZGcFh8"&gt;seu discurso&lt;/a&gt;. "A única coisa que separa mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Não se pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem", disse.
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/39fc4b863f4c4cb85490ab350542b4a33.gif&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-912"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/39fc4b863f4c4cb85490ab350542b4a33.gif?w=300" alt="" width="300" height="164"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Â &lt;/p&gt;
&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;Mães em evidência&lt;/h3&gt; A defesa do protagonismo da mulher no parto e da redução de cesarianas desnecessárias ganhou força este ano. A humanização do parto, o fim da violência obstétrica e o incentivo ao parto natural também. Outro aspecto sobre a maternidade que recebeu destaque foi o direito de amamentar em espaços públicos sem passar por constrangimentos. Em abril, os estabelecimentos da capital paulista que proibirem o aleitamento materno passaram a ficar sujeitos a multa. Em novembro, foi a vez do governo do Rio de Janeiro sancionar a meida para todo o estado.
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/0e9f1da73c719f788cca5c139b6c2c963.gif&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-907"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/0e9f1da73c719f788cca5c139b6c2c963.gif?w=300" alt="" width="300" height="144"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Â  &lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;/h3&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;#MeuAmigoSecreto&lt;/h3&gt; Criada pela página &lt;a href="https://www.facebook.com/NaoKahlo/"&gt;Não Me Kahlo&lt;/a&gt; e fazendo uma irônica alusão à tradicional brincadeira de fim de ano, a campanha estimulou a divulgação de casos de machismo vivenciados pelas internautas em seu círculo íntimo. O movimento fez surgir denúncias de crimes como estupro, pedofilia e violência contra a mulher.
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/40fa5316c97525b99bd6f496151d399c3.png&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-908"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/40fa5316c97525b99bd6f496151d399c3.png?w=300" alt="" width="300" height="268"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Â  &lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;/h3&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h3&gt;#OcupaEscola&lt;/h3&gt; Com a proposta de reorganização escolar estadual pelo governo de São Paulo e a previsão de mais de 90 escolas fechadas em 2016, estudantes decidiram protestar com ocupações em unidades de educação e manfestações nas ruas. A participação feminina no movimento é marcante. No dia 4 de dezembro, Geraldo Alckmin recuou, anunciando a &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2015-12/alckmin-suspende-reorganizacao-escolar-em-sao-paulo&lt;/a&gt;"&amp;gt;suspensão da medida, para que seja aberto diálogo com a comunidade escolar.&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt;Abaixo, o mesmo só que a partir do site da SPM (&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.spm.gov.br/restrospectiva-spm-2015&lt;/a&gt;"&amp;gt;&lt;a href="http://www.spm.gov.br/restrospectiva-spm-2015"&gt;http://www.spm.gov.br/restrospectiva-spm-2015&lt;/a&gt;):&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td colspan="1" rowspan="1"&gt; &lt;h1&gt;Retrospectiva SPM 2015&lt;/h1&gt; &lt;h4&gt;Inauguração da Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande/MS&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/6b44ba454d6e1b620159053c8b374b3c3.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-925"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/6b44ba454d6e1b620159053c8b374b3c3.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="150"&gt; &lt;h4&gt;Lançamento da 6a. Edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/2da63e23aec790d815a71020f6f417e13.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-929"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/2da63e23aec790d815a71020f6f417e13.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="150"&gt; &lt;h4&gt;Campanha voltada à saúde de mulheres lésbicas e bissexuais&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/af2d8f3d7796f91160bef16d558188513.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-930"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/af2d8f3d7796f91160bef16d558188513.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="150"&gt; &lt;h4&gt;Sanção da Lei do Feminicídio&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/a0f544584b6acea0ecc5a9493b71ac863.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-923"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/a0f544584b6acea0ecc5a9493b71ac863.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="150"&gt; &lt;h4&gt;NOTA OFICIAL - Sobre a Redação do Enem&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/4f6c3195cc79f796268610e6bdcae4ad3.png&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-924"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/4f6c3195cc79f796268610e6bdcae4ad3.png?w=300" alt="" width="300" height="150"&gt; &lt;h4&gt;4a. Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/7a929b3beaa548b563d861e887601f643.png&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-927"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/7a929b3beaa548b563d861e887601f643.png?w=300" alt="" width="300" height="168"&gt; &lt;h4&gt;Lançamento do Mapa da Violência 2015&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/4c632aadb71e1f994d6ff534d9fef30e3.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-928"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/4c632aadb71e1f994d6ff534d9fef30e3.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="176"&gt; &lt;h4&gt;9 anos da Lei Maria da Penha&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/f00a525bc51a4b081858efb3787fb42f3.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-910"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/f00a525bc51a4b081858efb3787fb42f3.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="188"&gt; &lt;h4&gt;Inauguração da Casa da Mulher Brasileira em Brasília&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/8c7e9d48efffa00d82b8569b93b9121c3.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-909"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/8c7e9d48efffa00d82b8569b93b9121c3.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="196"&gt; &lt;h4&gt;Marcha das Margaridas&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/d897928d2bd3aab8ea477571368789873.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-922"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/d897928d2bd3aab8ea477571368789873.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="200"&gt; &lt;h4&gt;Lançamento do Protocolo de Atendimento CMB&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/831d606fb8a5b4a0822060e041cd60933.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-932"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/831d606fb8a5b4a0822060e041cd60933.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="200"&gt; &lt;h4&gt;Entrega do Selo da 5a. Edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/e9c789b035fd6952d5c444d81fc564b23.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-917"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/e9c789b035fd6952d5c444d81fc564b23.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="200"&gt; &lt;h4&gt;10 anos do Ligue 180&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/be463dbccd2c8bb88ca1b7ef193b8bce3.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-921"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/be463dbccd2c8bb88ca1b7ef193b8bce3.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="150"&gt; &lt;h4&gt;Marcha das Mulheres Negras&lt;/h4&gt; &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/bfc372a5c93f04eed4bde44f3953572b3.jpeg&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-913"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/bfc372a5c93f04eed4bde44f3953572b3.jpeg?w=300" alt="" width="300" height="150"&gt;
&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;  &lt;/table&gt; &lt;span&gt;Voltando ao artigo original:&lt;/span&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As protagonistas de 2015 foram as &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/news/mulheres&lt;/a&gt;"&amp;gt;mulheres, acho que disso ninguém duvida.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- - -&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas que mulheres?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O grande destaque do filme &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.brasilpost.com.br/2015/12/28/sufragistas-vida-real_n_8886032.html&lt;/a&gt;"&amp;gt;&lt;em&gt;As Sufragistas&lt;/em&gt; que passou a ser exibido no Brasil este mês (não vou me aprofundar nas críticas, mas desde já concordo com aquelas relacionadas à falta de representatividade da mulher negra e imigrante) é ter contado a história da luta pelo direito do voto feminino sob a perspectiva das mulheres anônimas, que aderiram ao movimento e efetivamente fizeram toda a diferença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da mesma forma, ao final de um ano de muito trabalho pelos direitos das mulheres e tendo acompanhado diversas iniciativas anônimas, que tiveram a importância de mudar a vida de milhares de meninas e mulheres, dando-lhes a oportunidade de escolha por uma vida livre de discriminação e violência, me parece justo dizer que em 2015, foram elas, &lt;strong&gt;essas mulheres desconhecidas&lt;/strong&gt;, que não têm acesso à mídia e não estão na mira de holofotes, que protagonizaram grandes transformações na busca por uma sociedade mais igualitária. E a elas direciono toda minha admiração.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Minhas eleitas são as ativistas que trabalham diariamente nas periferias mais esquecidas deste País, sem qualquer estrutura, com o objetivo de orientar meninas e mulheres sobre seus direitos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As educadoras que reconhecem desde sempre a importância de trabalhar as relações de gênero nas escolas e universidades, como forma de respeito à diversidade e prevenção da violência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As promotoras de justiça, juízas, delegadas, defensoras públicas e advogadas de todo o País, que muitas vezes precisam enfrentar o machismo dentro de suas próprias instituições, para lutar pelos direitos humanos de mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As assistentes sociais, psicólogas e outras técnicas, agentes comunitárias e profissionais da área da saúde, que trabalham diariamente nos serviços de atendimento à mulher, quase sempre precarizados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As guardas civis do &lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/politicas_para_as_mulheres/noticias/?p=198238&lt;/a&gt;"&amp;gt;Projeto Guardiã Maria da Penha, que diariamente visitam casas de mulheres que sofreram violência por parte de seus parceiros ou ex-parceiros, proporcionando acolhimento, orientação e fiscalização do cumprimento de medidas protetivas concedidas judicialmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As meninas dos coletivos feministas das universidades que enfrentam todo tipo de preconceito para lutar pelo fim dos atos de discriminação contra a mulher no ambiente universitário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As muitas ativistas digitais e blogueiras que são responsáveis por mobilizar milhares de mulheres em torno de temas feministas e campanhas de conscientização.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As publicitárias que começam a provocar uma nova forma de fazer propaganda, que não objetifica, idiotiza ou sexualiza a mulher.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, por fim, todas as mulheres que sofreram qualquer ato de discriminação e violência e conseguiram romper com o silêncio, buscar ajuda, denunciar e, com isso, motivar outras tantas mulheres, assim como impulsionar as políticas públicas de enfrentamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ano de 2015 é delas e todos os méritos das conquistas que tivemos também.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Então que venha 2016. E sem paradoxos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Menos caótico, turbulento, cruel no cenário político, econômico, ambiental, social e ético, para erradicarmos os rompantes de Trevas, ao mesmo tempo em que amplie os espectros de Luz para novos avanços rumo à equidade de gênero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a esperança de que as sementes plantadas no ano que se vai se revertam em resultados efetivos para todas as mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Também no HuffPost Brasil:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Close î€‡ Por que o feminismo é importante (em imagens) 1 de 18î€€ î€&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/966dbf5791f5539af753cecae7f207f73.png&lt;/a&gt;" rel="attachment wp-att-919"&amp;gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/966dbf5791f5539af753cecae7f207f73.png?w=217" alt="" width="217" height="300"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Divulgação/Carol Rossetti &lt;/p&gt;&lt;ul&gt; 	&lt;li&gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/6372fb0ca6a098d8fd6121d9c23c6c493.png?w=50" alt="" width="50" height="50"&gt;&lt;/li&gt; 	&lt;li&gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/e855384d51d766dfc039d18424a1bfe43.png?w=50" alt="" width="50" height="50"&gt;&lt;/li&gt; 	&lt;li&gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/3fda1e4cd13b919b8c78716cb0bc247d3.png?w=50" alt="" width="50" height="50"&gt;&lt;/li&gt; 	&lt;li&gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/1ca193f4044cbe5dcb9c7f1103705cf83.png?w=50" alt="" width="50" height="50"&gt;&lt;/li&gt; 	&lt;li&gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/6a1fbfbec60f1d26097884f5c016e9743.png?w=50" alt="" width="50" height="50"&gt;&lt;/li&gt; 	&lt;li&gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/f1a176a6c30b5dac4ce048dcd0164b7f3.png?w=50" alt="" width="50" height="50"&gt;&lt;/li&gt; 	&lt;li&gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/5d55b35493e0a3abbd72e40a06d5aa623.png?w=50" alt="" width="50" height="50"&gt;&lt;/li&gt; 	&lt;li&gt;&lt;img src="https://ecosolfeministafbes.files.wordpress.com/2016/01/97fc68790f2a2bc3f1a1f9b3124a3b313.png?w=50" alt="" width="50" height="50"&gt;&lt;/li&gt; 	&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt; 	&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Próxima&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt; &lt;ul&gt; 	&lt;li&gt;
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&lt;img src="http://www.fbes.org.br/images/stories/internet_subversiva.jpg" width="300" height="169" align="left" hspace="6" alt="Image" title="Image" border="0"&gt;

&lt;p&gt;Fevereiro de 2014: manifestantes saem às ruas na Turquia contra restrições à internet, aprovadas pelo Parlamento. Para autores do novo manifesto, é preciso enfrentar, além do autoritarismo, mercantilização da rede.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em resposta ao Facebook, Google e plataformas precarizantes como Uber, pesquisadores e ativistas mobilizam-se para criar redes pós-capitalistas, onde se compartilhe propriedade e trabalho&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Se você acha que o potencial democratizador e descentralizador da internet está se perdendo em banalidades (como as timelines do Facebook), ferramentas de controle (como o Google, capaz de vigiar todos os seus passos) ou plataformas que, embora favoreçam o compartilhamento, beneficiam essencialmente seus proprietários (como Uber e AirBnB), não sinta-se sozinho. Está se espalhando rapidamente pela rede o Projeto Novo Sistema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lançado por dois jovens pesquisadores norte-americanos (Nathan Schneider e Trebor Sholz, apresentado num manifesto que tem, entre outros endossos, o de Noam Chomsky, ele sustenta que as sociedades articuladas em redes estão maduras para um novo sistema social, claramente pós-capitalista. Questiona pilares centrais da ordem atual - como a propriedade privada e o trabalho assalariado. Pede esforços para desenvolvimento de sistemas de internet realmente libertadoras (visando um Cooperativismo de Plataforma). Acredita que é possível começar a construí-lo desde já. Mas reconhece: a tecnologia não promove as grandes mudanças sociais - para elas, é necessário consciência e mobilização de massas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já na abertura de seu manifesto, Schneider e Scholz relembram: as grandes tecnologias de Comunicação - rádio, TV, internet - nasceram com intenção libertadora (Bertolt Brecht acreditava nas possibilidades revolucionárias de uma radiofonia horizontal). No entanto, estas inovações são aos poucos absorvidas pela ordem social vigente. A internet vive sob intensa pressão monopolística e desfiguradora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não se trata apenas da espionagem onipresente, descrita por Ignacio Ramonet e praticada por agências de vigilância como a NSA. A criação de novos sistemas tornou-se complexa e cara. Esta tarefa está relegada, nas condições atuais, ao mercado: não há esforço público comparável ao necessário para criar e desenvolver algo como o Google ou mesmo o Uber. Mas o trabalho é sugado, então, pela lógica do lucro. As empresas e indivíduos endinheirados, que investem na criação de plataformas, não estão interessados no bem comum ou na emancipação do ser humano. Querem retorno, na forma de lucro rápido. Surgem sistemas ambíguos (como o Uber e o AirBnB) ou socialmente desagregadores (como o TaskRabbit, cuja finalidade essencial é contratar trabalhadores sem proteção laboral).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para romper este círculo de ferro, dizem Shneider e Sholz, é preciso mobilização social. Antes de tudo, é hora de mostrar que as potencialidades da rede exigem uma nova economia. Que, num mundo conectado, o próprio conceito de propriedade privada está se tornando obsoleto. Que é possível, de fato, estabelecer formas muito mais flexíveis de trabalho (em período parcial, intermitente, em horários alternativos) - porém, que esta mudança pode ser feita distribuindo a riqueza e assegurando a todos uma vida digna (lembre-se da ideia de uma Renda da Cidadania para todos).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O manifesto frisa que não partimos do zero: estas ideias estavam presentes no início da internet - e sistemas baseados em lógicas pós capitalistas existem e avançam. A Wikipedia - o mais conhecido - tornou possível um compartilhamento de saberes jamais imaginado antes da rede. As comunidades de software livre, baseadas no princípio da colaboração, estão vivas. Além disso, há iniciativas frescas, como o Stocksy, um banco de imagens gerido autonomamente por fotógrafos; o Resonate, em que músicos disponibilizam sua produção online; o Loconomics (em construção) que permite compartilhar trabalho em lógica não-capitalista; o &lt;a href="http://www.timesfree.co/,"&gt;http://www.timesfree.co/,&lt;/a&gt; por meio do qual famílias revezam-se no cuidado das crianças pequenas. Surgem inclusive, em todo o mundo, cooperativas especializadas em desenvolver tais sistemas - como Backfeed, Swarm, Consensys ou, no Brasil, Noosfero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porém, como fortalecer e difundir estas iniciativas - como evitar que fiquem à margem, numa internet dominada por mastodontes e submetida à vigilância? O manifesto lembra, felizmente, que o decisivo é a mobilização social. Recursos públicos são necessários para reunir grandes grupos de programadores e produzir plataformas robustas, eficazes, atraentes. A luta para assegurá-los será sempre política. Um dos documentos no site criado por Schneider e Sholz sustenta: mudança de sistema exige organização das sociedades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 13 e 14 de novembro, nos EUA, uma série de diálogos debateu caminhos para a mobilização por uma nova internet. Teve caráter amplo. Participaram desde criadores de novas plataformas até trabalhadores (como os do Walmart) que estão empenhados na constituição de um novo sindicalismo, em rede (e têm alcançado vitórias).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quais caminhos concretos para livrar a internet do que parece ser hoje a tendência predominante, e resgatar seu caráter rebelde de compartilhamento, decentralização , possível democracia radical? O esforço de Schneider e Sholz não se desenvolveu a ponto de oferecer uma resposta. Construí-la exigirá, certamente, esforço de mais gente - inclusive o seu… Mas a convocatória do encontro de novembro poderia servir de estímulo para uma das tarefas centrais que enfrentaremos, nos anos turbulentos que virão, os que lutamos por outro mundo possível. "Queremos ampliar o coro crescente que pede controle real das sociedades sobre os sistemas que determinam a forma de nossas vidas. É hora de colocar na rede uma nova Economia da Solidariedade"… &lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 05 Jan 2016 16:59:35 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/por-uma-internet-mais-subversiva</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/por-uma-internet-mais-subversiva</guid></item><item><title>A consolidação da Economia Solidária</title><description>&lt;p&gt; Por Diário de Pernambuco (&lt;a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/"&gt;http://www.diariodepernambuco.com.br/&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um pequeno produtor é um pequeno produtor. Dois pequenos artesãos dois pequenos artesãos. Três pequenos pescadores são três pequenos pescadores. Mas quando são muitos e estão reunidos, eles viram outra coisa ­ tornam­-se protagonistas da Economia Solidária, uma vertente da economia que deixou para trás o estigma de "ação de desempregados" e hoje é cada vez mais uma alternativa relevante de ocupação e renda. Em todo o país há cerca de 1,5 milhão de trabalhadores associados a empreendimentos solidários, movimentando recursos que chegam a 1% do PIB nacional ­ o que parece pouco percentualmente falando, mas que atinge a significativa soma de R$ 50,5 bilhões.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O destaque da Economia Solidária, porém, não se deve apenas ao montante de dinheiro que faz circular. É importante também porque atua de forma coletiva e associativa (tornando fortes os que isolados são fracos), compartilhando os recursos do que produz e funcionando em modelo de autogestão (sem "donos" nem "empregados"). E também pela variedade das áreas em que atua: agricultura familiar, pesca artesanal, artesanato, agroecologia, catadores...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Diario de hoje traz uma ilustrativa matéria sobre a Economia Solidária em Pernambuco. Em nosso estado existem 1.503 empreendimentos solidários. O município que lidera o quantitativo é Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, com 89 projetos, correspondente a 6% do total. Já o município com mais projetos no interior do estado é Garanhuns (Agreste), com 43. Merece destaque também o fato de que um em cada dois dos sócios pernambucanos almejam ter o próprio negócio com a Economia Solidária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A reportagem conta histórias de empreendimentos solidários como o do grupo Troque por Arte, de Jaboatão, que recolhe como doações material que iria para o lixo e o transforma em produtos de artesanato. E o de Catende (Zona da Mata), em que existem 39 projetos solidários com características rurais, com a participação de muitos trabalhadores egressos da Usina Catende, criada em 1890 e que teve falência decretada em 1995. No seu período de maior prosperidade, foi a maior usina da América Latina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Economia Solidária tem se mostrado uma alternativa valiosa de combate à pobreza no Brasil. Em uma economia incapaz de absorver a todos, é importante a existência de modelos alternativos que garantam produção e renda. Mas não se trata de uma forma de organização do trabalho destinada a funcionar apenas em países com problemas de desenvolvimento. Está presente também em nações com economia pujante, como a Alemanha. Em comparações com os participantes dos projetos nesses países, há diferenças significativas. Na Alemanha, por exemplo, os empreendedores solidários têm um alto nível de instrução e fazem parte dos projetos não para sair da pobreza, e sim em busca de um modelo alternativo de vida, conforme mostrou o filósofo alemão Bastian Ronge, que participou de evento sobre o tema no Recife, em outubro passado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os primeiros empreendimentos solidários surgiram aqui nos anos 1980, no rastro de grave econômica vivida então pelo país, e ganharam solidez a partir dos anos 1990. Como fenômeno recente, ainda há muito que se discutir sobre ele. Mas não há dúvidas que é algo que já mostrou que veio para ficar. &lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 04 Jan 2016 20:57:31 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/a-consolidacao-da-economia-solidaria</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/a-consolidacao-da-economia-solidaria</guid></item><item><title>Retrospectiva 2015: A luta das mulheres (Revista Fórum)</title><description>&lt;p&gt;"As mobilizações em torno da luta pelos direitos das mulheres vêm se intensificando tanto nas redes, quanto nas ruas. Entre campanhas como a do #PrimeiroAssédio e contra a aprovação do PL 5069/13, uma série de eventos contribuiu para que o grito feminino de "basta" fosse ouvido com mais força. Como de costume, a reação machista não demorou a vir."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://cirandas.org/thumbnails/0030/2881/SAM_2950_display.JPG"/&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Esses e outros assuntos de relevância nacional e internacional foram acompanhados pela Fórum ao longo do ano e, nessa edição especial de retrospectiva, pode-se relembrar as reportagens já publicadas sobre os temas. A análise a respeito do que passou funciona principalmente - como toda boa resolução de Ano Novo - para uma reflexão aprofundada sobre o tipo de futuro que queremos e o que é possível fazer para transformá-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Boa leitura." &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;h1&gt;A luta das mulheres mais forte do que nunca&lt;/h1&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt; 	&lt;div&gt; 		&lt;div&gt; 			 	&lt;div&gt; 		&lt;div&gt; 			&lt;p&gt;São Paulo acordou no último final de semana ainda na ressaca do ato organizado por coletivos feministas contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na sexta-feira (30), &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/mulherescontracunha-o-ato-em-imagens/&lt;/a&gt;"&amp;gt;cerca de 15 mil mulheres marcharam por mais de três horas da Avenida Paulista à Praça da Sé, no centro, contra a retirada de direitos conquistados a duras penas. Dois dias se passaram, mas o grito feminino e feminista não arrefeceu: já na segunda-feira (2), a campanha #AgoraÉQueSãoElas bombou nas redes e pipocaram textos e depoimentos de mulheres de diferentes áreas do saber em blogues, portais, jornais, revistas e canais do Youtube, entre outros meios e veículos de comunicação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Nas palavras da professora e doutora em Relações Internacionais Manoela Miklos, sua idealizadora, a ação consiste em "uma semana de mulheres ocupando os espaços masculinos de fala. Homens convidam mulheres para escrever no seu lugar e se colocam nesse lugar do ouvinte. Dando voz e vez a uma mulher. Reconhecendo a urgência da luta feminista por igualdade de gênero e o protagonismo feminino nesta luta".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Desde o início do projeto, já participaram nomes como a editora da Companhia das Letras, &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://m.folha.uol.com.br/colunas/alexandrevidalporto/2015/11/1701399-mulheres-tem-pouca-voz-na-literatura-e-na-grande-imprensa.shtml?mobile&lt;/a&gt;"&amp;gt;Sofia Mariutti, na coluna de Alexandre Vidal Porto; as jornalistas e escritoras &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://negrobelchior.cartacapital.com.br/elas-sao-muitas-nao-so-em-numero-%e2%80%8eagoraequesaoelas/&lt;/a&gt;"&amp;gt;Bianca SantanaÂ e &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/wp-admin/&lt;/a&gt;(&lt;a href="http://negrobelchior.cartacapital.com.br/por-uma-consciencia-negra-e-feminista/"&gt;http://negrobelchior.cartacapital.com.br/por-uma-consciencia-negra-e-feminista/&lt;/a&gt;"&amp;gt;Jarid Arraes, no Blog do Negro Belchior; &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/11/02/a-internet-odeia-as-mulheres-e-ninguem-ve-problema-nisso/&lt;/a&gt;"&amp;gt;Juliana de Farias e Luíse Bello, do coletivo feminista Think Olga, e a filósofa &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/11/04/o-corpo-da-mulher-negra-como-pedaco-de-carne-barata/&lt;/a&gt;"&amp;gt;Djamila Ribeiro, no Blog do Sakamoto; a psicanalista &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/11/1702176-abortemos-o-projeto-de-cunha.shtml&lt;/a&gt;"&amp;gt;Maria Rita Kehl, na coluna de Contardo Calligaris; entre outras.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A mobilização em torno do #AgoraÉQueSãoElas é parte de um processo que se iniciou há pouco mais de duas semanas, com a estreia do programa MasterChef Júnior na noite do dia 20 de outubro. Durante a transmissão do primeiro episódio, como de costume, o Twitter foi inundado por mensagens relativas à atração da TV Bandeirantes. Dentre a avalanche de tuítes e memes, alguns não puderam ser ignorados: seu alvo era uma das participantes, de apenas doze anos. Com teor sexual, faziam menção à aparência física da menina e a colocavam em situações que uma criança como ela sequer compreende.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A jornalista Carol Patrocinio, diante da situação, escreveu um &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/a-polemica-do-masterchef-junior-e-a-afirmacao-da-cultura-do-estupro/&lt;/a&gt;"&amp;gt;texto sobre a íntima relação entre o assédio à "chef júnior" e a cultura do estupro, ao mesmo tempo tão comum e negligenciada em nossa sociedade. A revolta diante dos comentários motivou, logo em seguida, a campanha &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/em-campanha-no-twitter-mulheres-relatam-primeiros-casos-de-assedio-que-sofreram/&lt;/a&gt;)"&amp;gt;#PrimeiroAssédio, criada pelo Think Olga,Â que incentivou as mulheres a compartilharem nas redes os primeiros casos de assédio de que foram vítimas. Em cinco dias de mobilização, a &lt;em&gt;hashtag&lt;/em&gt; foi replicada 82 mil vezes, entre tuítes e retuítes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Os fortes relatos publicizados por aquelas que decidiram quebrar o silêncio impressionaram os internautas e provocaram acalorados debates. Ao avaliar os dados, mais um choque: o Think Olga descobriu que, num grupo de 3.111 tuítes analisados, a idade média em que o primeiro assédio ocorreu era de 9,7 anos. Na nuvem construída a partir das mesmas postagens, palavras como "casa", "escola", "pai" e "vizinho" apareceram em grandes proporções, indicando que foram frequentemente citadas (leia mais ).&lt;/p&gt; &lt;div&gt;
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&lt;img alt="Protesto contra Eduardo Cunha e o PL 5069/13 no Rio de Janeiro (Foto: Mídia NINJA)" name="5afd6b41-c6ad-463f-877e-4542862d75d1" src="https://www.evernote.com/shard/s428/sh/af18c9c0-a1e6-4fad-800c-7ae3c0ff86d5/c0449fcf2b694a30d40b385bc8da4ba2/res/5afd6b41-c6ad-463f-877e-4542862d75d1.png?resizeSmall&amp;amp;width=832"&gt;&lt;div&gt;
&lt;a title="Download" href="http://www.fbes.org.br/#"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Galeria de imagens" href="http://www.fbes.org.br/#"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;p&gt;Protesto contra Eduardo Cunha e o PL 5069/13 no Rio de Janeiro (Foto: Mídia NINJA)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Com tudo isso, coincidiu a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, do &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=565882&lt;/a&gt;"&amp;gt;projeto de lei 5069/13, de autoria de vários deputados; entre eles, Eduardo Cunha. O PL, além de tornar crime o anúncio de meios ou métodos abortivos e determinar punição a quem induz, instiga ou auxilia num aborto, dificulta o acesso de mulheres vítimas de violência sexual aos procedimentos de interrupção da gravidez fornecidos pelo Estado. Se agora a palavra da mulher é soberana, após um estupro, caso aprovada a matéria, ela terá de registrar boletim de ocorrência e se submeter a exame de corpo de delito para poder exercer o direito ao aborto, garantido por lei desde 1940 (leia mais ).&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Outro evento importante sucedeu esses episódios: o Exame Nacional do Ensino Médio. No sábado (25), primeiro dia de provas, uma &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/com-simone-de-beauvoir-enem-teve-questao-sobre-feminismo/&lt;/a&gt;"&amp;gt;questão sobre a filósofa francesa Simone de Beauvoir causou alvoroço. No domingo (26), os concorrentes conheceram a proposta de redação, que caiu como uma luva após uma semana marcada por denúncias de assédio e abuso sexual: "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". Fervilharam nas redes comentários contrários ao Enem - figuras reacionárias como &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/bolsonaro-feliciano-e-constantino-criticam-questao-sobre-beauvoir-no-enem/&lt;/a&gt;"&amp;gt;Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP) comandaram o coro. Houve até vereadores subindo à tribuna da Câmara em Campinas, no interior de São Paulo, para aprovar uma &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/nao-e-sensacionalista-vereadores-de-campinas-sp-aprovam-mocao-de-repudio-a-simone-de-beauvoir/&lt;/a&gt;"&amp;gt;moção de repúdio contra Beauvoir. Teve também promotor de Justiça chamando a pensadora de &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/promotor-chama-simone-de-beauvoir-de-baranga-francesa/&lt;/a&gt;"&amp;gt;"baranga francesa".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na semana seguinte, a resposta das mulheres brasileiras à reação conservadora veio em forma de protesto. Começou pelo Rio de Janeiro na quarta-feira (28), passando por São Paulo na sexta (30) e Porto Alegre, na última terça (3). Novos atos estão sendo marcados e a expectativa é de que sejam ainda maiores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Embora o movimento feminista, em suas diversas correntes, venha há algum tempo ocupando as redes - e se fortalecendo por isso -, é inegável que as mobilizações das últimas semanas atingiram magnitude inédita e conseguiram se transportar para as ruas com força semelhante à que mostraram no Twitter e no Facebook. Em &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2015/11/04/vao-morrer-mais-mulheres-negras-e-pobres-e-a-culpa-sera-do-congresso/&lt;/a&gt;"&amp;gt;texto publicado no Blog do Sakamoto para a campanha #AgoraÉQueSãoElas, a jornalista e escritora Laura Capriglione considera que a luta pelo direito das mulheres vem ganhando mais espaço e projeção por conta de um "novo tipo de feminismo".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Trata-se de um feminismo que tem como ponto de partida o compartilhamento generalizado de experiências individuais dolorosas. Milhares de testemunhos agora públicos sobre o #PrimeiroAssédio permitiram a cada menina/jovem/mulher entender que pertence a uma parte da humanidade tratada como presa de outra parte, dos caçadores. E, de repente, houve uma coagulação de solidões em um 'nós' comum - uma menina juntando-se a outra e mais a outra", argumenta. "Essas mulheres não tolerariam que mais um boçal como Eduardo Cunha viesse tocar em seus corpos, como tantas outras vezes ocorreu", destaca.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Para Vanessa Rodrigues, uma das fundadoras e diretora executiva da ONG feminista Casa de Lua, as recentes manifestações significam um sinal de "basta" vindo das mulheres. "Acho que tudo isso subiu a fervura de nossa profunda exaustão. Quando a gente pensa que estão querendo mexer em direitos que já tínhamos garantidos, piorando mais ainda o atendimento a mulheres estupradas, já tão falho, nos damos conta do quão pouco valemos nesse jogo político", explica. "Já sabíamos que não avançaríamos no debate da legalização do aborto. Mas o risco de retroceder é muito assustador. Isso foi muito mobilizador. Até mesmo o 'Enem Feminista' pode ter influenciado na disposição em ir pras ruas." (Leia o texto de Vanessa para a campanha #AgoraÉQueSãoElas).&lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;		&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt; 	&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;	&lt;/p&gt;&lt;div&gt; 		&lt;div&gt; 			 	&lt;div&gt; 		&lt;div&gt; 			&lt;p&gt;A definição de um inimigo nítido, expressa na figura de Eduardo Cunha, também contribuiu para instigar a movimentação das mulheres, avalia a antropóloga Caroline Freitas, professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). "É mais fácil lutar e resistir quando há um inimigo evidente. Lutar contra o patriarcado e o machismo é algo difuso. Temos feministas e coletivos feministas históricos e importantíssimos no Brasil, mas essa mobilização teve a ver com uma pauta bem objetiva: há essa pessoa bem identificável que é o autor do projeto de lei, e há o projeto de lei específico."&lt;/p&gt; &lt;div&gt;
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&lt;img alt="As mobilizações das últimas semanas conseguiram se transportar para as ruas com força semelhante à que mostraram no Twitter e no Facebook (Foto: Caio Santos/Jornalistas Livres)" name="685d406b-ec49-494b-bafd-aaf2e15f7303" src="https://www.evernote.com/shard/s428/sh/af18c9c0-a1e6-4fad-800c-7ae3c0ff86d5/c0449fcf2b694a30d40b385bc8da4ba2/res/685d406b-ec49-494b-bafd-aaf2e15f7303.png?resizeSmall&amp;amp;width=832"&gt;&lt;div&gt;
&lt;a title="Download" href="http://www.fbes.org.br/#"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Galeria de imagens" href="http://www.fbes.org.br/#"&gt;&lt;/a&gt;
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&lt;p&gt;As mobilizações das últimas semanas conseguiram se transportar para as ruas com força semelhante à que mostraram no Twitter e no Facebook (Foto: Caio Santos/Jornalistas Livres)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Para além de conferir visibilidade à luta das mulheres, as articulações das últimas semanas podem provocar avanços na sociedade, ou ao menos ajudar a frear retrocessos? Rodrigues acredita que há essa possibilidade. "A adesão às marchas do 'Fora, Cunha' em algumas cidades éÂ um bom exemplo disso. É parte, é causa e consequência, se alimenta e alimenta a onda. Precisamos ocupar as ruas, a política, a mídia. Precisamos fortalecer o ativismo, para que cheguemos a todas, incluindo a quem e onde as &lt;em&gt;hashtags&lt;/em&gt; não chegam. Vejo mulheres cada vez mais jovens se identificando como feministas, se organizando em coletivos na escola. Então, quero muito acreditar que apesar da contra-ofensiva conservadora, há um fortalecimento no ativismo. Que pode ser um outro feminismo no qual muitas de nós vínhamos militando, mas, que está inserido, é dialético", considera.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na concepção de Freitas, as mais recentes ações protagonizadas por mulheres têm o potencial de ao menos gerar reflexões. "O texto da Djamila Ribeiro, no Blog do Sakamoto, por exemplo: penso que se ele servir para as pessoas entenderem o que é o feminismo interseccional já foi um baita gol de placa, porque mesmo as feministas brancas têm dificuldade de compreender a importância da interseccionalidade", coloca.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;A reação&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"Sempre que há um avanço feminista, vem uma forte reação antifeminista misógina". A ponderação é da professora universitária Lola Aronovich, que conversou com a &lt;b&gt;Fórum &lt;/b&gt;sobre os ataques que vem sofrendo há cerca de quatro anos por causa do conteúdo de seu blog, o &lt;i&gt;Escreva Lola Escreva&lt;/i&gt;, que se tornou referência nas discussões sobre igualdade de gênero no país.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;São diversas ameaças de morte e de estupro, além de calúnias publicadas sobre ela na internet. A atitude mais recente de um grupo especializado na disseminação de ódio nas redes foi a criação de um &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/11/site-que-prega-discurso-de-odio-e-criado-em-nome-de-lola-aronovovich/&lt;/a&gt;"&amp;gt;site falso em seu nome&lt;b&gt;,&lt;/b&gt; que pregava o infanticídio de meninos, a queima de bíblias e a venda de remédios para a realização de abortos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A página chegou a ser divulgada por pessoas como o filósofo Olavo de Carvalho e o roqueiro Roger, o que ajudou a espalhar as mentiras inventadas pelos criminosos. Para a blogueira, as ações de intolerância que vêm surgindo nos últimos tempos podem ser uma resposta aos avanços da luta feminista e precisam ser avaliados com todo o cuidado.Â "Misóginos continuam com o mesmo discurso de sempre e têm amplo espaço nos meios de comunicação, muito mais do que ativistas que lutam contra esse discurso", afirma.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Um exemplo dessa cultura discriminatória foi o &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/11/no-facebook-as-paginas-feminismo-sem-demagogia-e-jout-jout-prazer-sao-derrubadas/&lt;/a&gt;"&amp;gt;ataque a outras &lt;i&gt;fanpages&lt;/i&gt; com propostas similares à dela&lt;b&gt;,Â &lt;/b&gt;como a "Feminismo sem Demagogia" e a "Jout Jout Prazer". A primeira foi derrubada e replicada com posts de deboche às mulheres. Já a segunda permaneceu fora do ar por aproximadamente dois dias, após chamar a atenção para o debate em torno do assédio sexual com o vídeo "&lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/10/nao-sabe-o-que-e-assedio-sexual-veja-este-video/&lt;/a&gt;"&amp;gt;Vamos fazer um escândalo".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A ação teria sido orquestrada por retaliação pela retirada da página "Orgulho de ser hétero" do Facebook, que contava com dois milhões de seguidores e se tornou conhecida por compartilhar mensagens machistas e homofóbicas. Apesar das denúncias, ela não demorou para estar de volta. "Renascemos das cinzas, livres das cicatrizes, mais fortes e renovados" foi o recado deixado pelos administradores, já acostumados com a impunidade.&lt;/p&gt; &lt;div&gt;
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&lt;img alt="" name="0167fe26-89f6-4098-bebf-9e6b8c21404e" src="https://www.evernote.com/shard/s428/sh/af18c9c0-a1e6-4fad-800c-7ae3c0ff86d5/c0449fcf2b694a30d40b385bc8da4ba2/res/0167fe26-89f6-4098-bebf-9e6b8c21404e.png?resizeSmall&amp;amp;width=832"&gt;&lt;div&gt;
&lt;a title="Download" href="http://www.fbes.org.br/#"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Galeria de imagens" href="http://www.fbes.org.br/#"&gt;&lt;/a&gt;
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&lt;p&gt;"Vejo mulheres cada vez mais jovens se identificando como feministas", afirma diretora executiva da ONG Casa de Lua (Foto: Ian Maenfeld/Jornalistas Livres)&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt; &lt;p&gt;Outro caso de reações violentas contra ativistas aconteceu no Rio Grande do Sul na noite de domingo (1), &lt;a target="_blank" href="http://www.fbes.org.br/&amp;lt;a%20href="&gt;http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/11/em-porto-alegre-mulheres-protestam-contra-violencia-policial-na-feira-feminista/&lt;/a&gt;"&amp;gt;quando um grupo de mulheres foi atacado por policiais militares durante a Feira do Livro Feminista e Autônoma de Porto Alegre (Flifea). De acordo com o relato das participantes, nove mulheres saíram feridas, vítimas de chutes e cassetetes usados na intervenção da PM.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ainda segundo o relato, a polícia teria sido chamada pelos vizinhos, incomodados com o barulho do evento, onde acontecia um ensaio de teatro. Logo depois que a primeira viatura foi embora teriam voltado seis, com cerca de quatro policiais em cada uma, decididos a dispersar à base de agressões as cerca de trinta mulheres presentes, incluindo uma grávida. As que tentavam fugir foram perseguidas e derrubadas pelos agentes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Assim como outras militantes, Lola Aronovich acredita que boa parte das atitudes extremas vistas recentemente tem a ver com o tratamento dado pelo Exame Nacional do Ensino Médio às discussões de gênero, considerado um marco. "Esses últimos ataques contra mim e outras feministas podem ter relação com o que é visto como uma vitória recente do feminismo, que foi a prova do Enem, que fez 7 milhões de jovens refletirem sobre Simone de Beauvoir e sobre a violência contra mulher", observa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;E ela ressalta que ainda há um longo caminho pela frente. "Esses ataques só reforçam o que todas já sabíamos: que o feminismo ainda tem muito o que combater", conclui. Mas, enquanto houver esse tipo de reação opressora e punitiva à busca pela igualdade de direitos, as mulheres continuarão em marcha. A luta, apesar de antiga, parece se renovar a cada geração disposta a dar fim às chagasÂ herdadas de uma sociedade moldada pelas imposições do patriarcado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Foto de capa:Â Lina Marinelli/Jornalistas Livres&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;/div&gt;</description><pubDate>Sat, 19 Dec 2015 15:14:28 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/retrospectiva-2015-a-luta-das-mulheres-revista-forum</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/retrospectiva-2015-a-luta-das-mulheres-revista-forum</guid></item><item><title>Economia solidária, princípios e mística da militância (15 de dezembro)</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste dia 15 de dezembro comemoramos o Dia da Economia Solidária, data em homenagem ao Chico Mendes, por sua luta em defesa da floresta e dos povos da Amazônia. Para nós, a construção do bem-viver é um ideal de desenvolvimento sustentável, social, econômico e ambientalmente justo, através da promoção e defesa do trabalho associado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Abaixo listamos nossos principais princípios. Conjuntamente com a mística da nossa própria militância, vamos fortalecê-los e comemorá-los! E você, no seu estado, como vai comememorar este dia? &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/WgXMySBQFSs" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;"Mas a mística é muito mais. Ela é a motivação que nos faz viver a causa até o fim. É aquela energia que temos e que não nos deixa dizer não, quando nos solicitam ajuda. É a vontade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, de querer ajudar e realizar coisas que façam a luta ser vitoriosa.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas então, aquela apresentação que fazemos no início dos encontros, não é mística? É também. As pessoas que se envolvem na preparação querem expressar, através de uma mensagem, as razões pelas quais lutamos, criando, de forma imaginária, o mundo que queremos alcançar, para que os presentes vejam e se animem a ajudar a construir aquela ideia, aquele sonho.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Por isto a mística é fundamental para a vida e para a luta. Sem mística na vida cotidiana, perdemos a alegria, a vibração, o interesse e a motivação de viver. Sem mística na luta, perdemos a vontade, a combatividade, a criatividade e o amor pela causa." (&lt;a href="http://base.d-p-h.info/pt/fiches/dph/fiche-dph-8237.html"&gt;http://base.d-p-h.info/pt/fiches/dph/fiche-dph-8237.html&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;O que é a Economia Solidária&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;h3&gt;Princípios gerais&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apesar dessa diversidade de origem e de dinâmica cultural, são pontos de convergência:&lt;/p&gt; &lt;ol&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;li&gt; a valorização social do trabalho humano,&lt;/li&gt; &lt;li&gt;a satisfação plena das necessidades de todos como eixo da criatividade tecnológica e da atividade econômica, &lt;/li&gt; &lt;li&gt;o reconhecimento do lugar fundamental da mulher e do feminino numa economia fundada na solidariedade, &lt;/li&gt; &lt;li&gt;a busca de uma relação de intercâmbio respeitoso com a natureza, e &lt;/li&gt; &lt;li&gt;os valores da cooperação e da solidariedade.&lt;/li&gt; &lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A Economia Solidária constitui o fundamento de uma globalização humanizadora, de um desenvolvimento sustentável, socialmente justo e voltado para a satisfação racional das necessidades de cada um e de todos os cidadãos da Terra seguindo um caminho intergeracional de desenvolvimento sustentável na qualidade de sua vida.&lt;/p&gt; &lt;ol&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;li&gt;O valor central da economia solidária é o trabalho, o saber e a criatividade humanos e não o capital-dinheiro e sua propriedade sob quaisquer de suas formas.&lt;/li&gt; &lt;li&gt;A Economia Solidária representa práticas fundadas em relações de colaboração solidária, inspiradas por valores culturais que colocam o ser humano como sujeito e finalidade da atividade econômica, em vez da acumulação privada de riqueza em geral e de capital em particular. &lt;/li&gt; &lt;li&gt;A Economia Solidária busca a unidade entre produção e reprodução, evitando a contradição fundamental do sistema capitalista, que desenvolve a produtividade mas exclui crescentes setores de trabalhadores do acesso aos seus benefícios.&lt;/li&gt; &lt;li&gt;A Economia Solidária busca outra qualidade de vida e de consumo, e isto requer a solidariedade entre os cidadãos do centro e os da periferia do sistema mundial. &lt;/li&gt; &lt;li&gt;Para a Economia Solidária, a eficiência não pode limitar-se aos benefícios materiais de um empreendimento, mas se define também como eficiência social, em função da qualidade de vida e da felicidade de seus membros e, ao mesmo tempo, de todo o ecossistema.&lt;/li&gt; &lt;li&gt;A Economia Solidária é um poderoso instrumento de combate à exclusão social, pois apresenta alternativa viável para a geração de trabalho e renda e para a satisfação direta das necessidades de todos, provando que é possível organizar a produção e a reprodução da sociedade de modo a eliminar as desigualdades materiais e difundir os valores da solidariedade humana.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Dec 2015 18:47:43 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/economia-solidaria-principios-e-mistica-da-militancia-15-de-dezembro</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/economia-solidaria-principios-e-mistica-da-militancia-15-de-dezembro</guid></item><item><title>Economia solidária: estratégia de desenvolvimento socioeconômico para a gestão pública municipal</title><description>&lt;p&gt; Por Nyelle Josino Bergamo e Josiane Brunetti Cani&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O movimento de economia solidária pode representar o processo de criação de um elemento novo e de suma importância para o enfrentamento da individualização intensificada na sociedade contemporânea, como um tipo de resposta aos problemas gerados pelo capital global. Para compreender a relevância da abordagem da economia solidária como estratégia para o desenvolvimento socioeconômico se fez um levantamento bibliográfico, de modo que foi necessário identificar as origens que levaram ao surgimento da economia solidária no Brasil juntamente com o contexto político, social e econômico vigente no período histórico, trazendo as discussões para a relação da autogestão frente às desigualdades sociais, bem como ressaltando seus princípios e valores na perspectiva de promover a transformação e emancipação social, evidenciando os indivíduos como sujeitos transformadores da sua realidade. O trabalho objetiva discutir o tema, à luz da teoria marxista, analisando sob esse prisma, dados recentes sobre a economia solidária no contexto brasileiro e no cenário capixaba de forma quanti-qualitativa, através dos procedimentos metodológicos de pesquisa documental, com coleta de dados do Segundo Mapeamento da Economia Solidária no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Leia o texto completo em: &lt;a href="http://zip.net/bcsq0V"&gt;http://zip.net/bcsq0V&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 24 Nov 2015 14:44:42 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/economia-solidaria-estrategia-de-desenvolvimento-socioeconomico-para-a-gestao-publica-municipal</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/economia-solidaria-estrategia-de-desenvolvimento-socioeconomico-para-a-gestao-publica-municipal</guid></item><item><title>A economia solidária como saída para a juventude</title><description>&lt;p&gt; Por Maria Luiza Freitas*&lt;/p&gt;
&lt;img src="http://www.fbes.org.br/images/stories/foruns_estaduais/sp/MariaLuizaFreitas_204.jpg" width="220" height="250" align="left" hspace="6" alt="Image" title="Image" border="0"&gt;

&lt;p&gt;Muito mais que teoria, a economia solidária é um movimento que se espalha de forma organizada e em redes por todo o Brasil. Transforma a vida de famílias e jovens com uma alternativa não só de geração de renda e trabalho, mas de ressignificação do próprio estilo de vida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mês passado aconteceu a primeira etapa do Encontro Paulista de Formação "Juventude e Economia e Solidária" no Vale do Ribeira, Estado de São Paulo. O encontro foi organizado pela Rede Paulista de Educadoras e Educadores em Economia Solidária que, desde 2009, com o apoio do CFES (Centro de Formação em Economia Solidária), vem construindo redes estaduais de formadores que executam atividades pedagógicas em diversas regiões do Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entender a juventude como motor de transformação e agente de mudança do modelo econômico atual é o primeiro importante passo para potencializar a organização do movimento de economia solidária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando olhamos para o cenário econômico e político, a juventude é a primeira a sofrer em tempos de crise. No relatório "Tendências globais de emprego para a juventude 2015", a OIT (Organização Internacional do Trabalho) aponta que a realidade do jovem trabalhador é bastante pessimista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A OIT anunciou em 8 de outubro desse ano que a taxa de desemprego entre jovens de 15 a 24 anos no país irá superar a mundial, atingindo números altos de 15,5%, e a tendência é aumentar em 2016.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao pensarmos o mundo do trabalho, as alternativas que os jovens encontram não respondem às suas necessidades, os coloca num beco sem saída, da exploração e da desvalorização, matando aos poucos sua energia e capacidade de inovação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A economia mundial baseia-se no modo de produção capitalista, que não atende às necessidades sociais, mas à satisfação dos proprietários e patrões por meio do lucro. Assim, surge no Brasil, a partir da década de 1980, a economia solidária como um movimento social. O cenário era de grande desemprego, privatizações de serviços públicos e desvalorização do trabalho humano (MASCARENHAS, 2010).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi nesse contexto que as experiências de cooperativas, autogestão e conceituação de economia solidária surgem. O termo economia solidária é ainda bastante polêmico. Porém, entendemos melhor o que é essa saída econômica quando identificamos o contrário do seu significado: as relações travadas no mercado capitalista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paul Singer define, em Economia Socialista (2000): "A economia solidária casa com o princípio da unidade entre posse e uso dos meios de produção e distribuição […] com o princípio da socialização dos meios […]". No caderno 5 do projeto Casa Brasil , a economia solidária surge como alternativa, não só na geração de renda e trabalho, mas de ressignificação das próprias vivências dos jovens e de seus estilos de vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito mais que teoria, a economia solidária é um movimento que se espalha de forma organizada e em redes por todo o Brasil. E, mais bonito, transforma a vida de famílias e jovens. Essa é a proposta da Rede Paulista de Educadores e Educadoras em Economia solidária com o Encontro Paulista de Formação de tema "Juventude".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Participaram da primeira etapa jovens de diversos movimentos, como o Levante Popular da juventude, movimento nacional de catadores de resíduos sólidos, artesãos, movimentos de cultura, de agroecologia, de mulheres etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aconteceu entre os dias 1 e 4 de outubro no Quilombo Ivaporunduva, no Vale do Ribeira, lugar de resistência, educação ambiental e de economia solidária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O espaço proporcionou a vivência no quilombo, diálogo sobre a conjuntura nacional da juventude brasileira, e o fortalecimento da Rede JuveSol (Articulação Nacional da Juventude de Luta e Solidariedade, por uma outra Economia e Formas de Trabalho para o Campo e para Cidade).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda para acontecer, a segunda etapa do curso continuará a discutir a economia solidária no Estado de São Paulo, propondo capilarizá-la, fortalecendo-a nos nossos territórios de atuação de modo a influenciar nossas ações.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Reforma ministerial&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Apesar disso, a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), criada em 2003, conquistada pela reivindicação dos movimentos sociais organizados em torno da economia solidária, corre risco de sofrer grandes mudanças na equipe, estrutura e orientação estratégica com a reforma ministerial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Anunciadas no portal do governo no dia 02 de outubro, pela presidenta Dilma Rousseff, as mudanças foram: a extinção de 8 ministérios, 30 secretarias e 3 mil cargos em comissão, entre outras providências. Também foi redesenhada a atuação das pastas que foram mantidas, com a incorporação de funções consideradas importantes e que serão mantidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não somente a Senaes pode submeter-se com tal reforma, mas outras secretarias também, como a Secretaria Nacional de Juventude, da Previdência e Secretarias de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos que foram integradas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em meio à atual crise política, o governo optou por reduzir a grande quantidade - necessária e fundamental - de ministérios, para cortar gastos e recuperar o apoio do PMDB. Mas a reforma ministerial foi um tiro no pé, pois muitas secretarias são resultado de reivindicações dos movimentos e da enxuta base do PT, que está incrédula com os cortes - os quais só dificultam os avanços na conquista de direitos da classe trabalhadora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em nota, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) divulga: "Acreditamos que teremos de fato uma economia que esteja na mão de todas as pessoas e não de uma minoria, uma economia que gere vida em qualidade para todos e não somente para alguns, uma economia que garanta um meio ambiente saudável e alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos para a população de nosso país".&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Constituinte&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;Em meio a atual crise política, a saída é uma Constituinte Soberana do Sistema Político. A Campanha da Constituinte pede a realização de uma assembleia de deputados eleitos pelo povo para modificar a economia e a política do País.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa é uma bandeira concreta de luta que dá a possibilidade de mudarmos "as regras do jogo". Assim, a saída é somar as forças dos movimentos, partidos, coletivos e cooperativas nessa campanha para que o povo consiga pautar uma nova representação, um novo jeito de fazer economia, uma economia mais justa e solidária.&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Referências&lt;/h3&gt;

&lt;p&gt;MASCARENHAS, T.O caráter educativo da economia solidária: o caminho do desenvolvimento como liberdade a partir da experiência da Cooperafis. São Paulo, 2010.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Singer, Paul. Economia Socialista, Editora Fundação Perseu Abramo. São Paulo, 2000. - See more at: &lt;a href="http://brasildebate.com.br/a-economia-solidaria-como-saida-para-a-juventude/#sthash.yHH48PDU.nI2yIikp.dpuf"&gt;http://brasildebate.com.br/a-economia-solidaria-como-saida-para-a-juventude/#sthash.yHH48PDU.nI2yIikp.dpuf&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Maria Luiza Freitas é estudante de Gestão Ambiental pela USP e militante do Levante Popular da Juventude Piracicaba.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: Brasil Debate &lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 18 Nov 2015 22:12:49 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/a-economia-solidaria-como-saida-para-a-juventude</link><guid>http://cirandas.org/fbes/artigos-e-reflexoes/a-economia-solidaria-como-saida-para-a-juventude</guid></item></channel></rss>