<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Fantasia da Silva Gomes</title><link>http://cirandas.org/fantasia</link><description>Conteúdo do(a) Fantasia da Silva Gomes publicado no CIRANDAS</description><item><title>III Encontro Regional de Agroecologia (3 ERA)</title><description>#&lt;Proc:0x00006551d47c3338@/app/app/models/event.rb:110&gt;</description><pubDate>Tue, 08 Mar 2011 18:39:37 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fantasia/blog/iii-encontro-regional-de-agroecologia-3-era</link><guid>http://cirandas.org/fantasia/blog/iii-encontro-regional-de-agroecologia-3-era</guid></item><item><title>Parabéns às mulheres de todo o mundo!</title><description>&lt;p&gt;Hoje é dia 8 de março, e temos que sempre nos lembrar das lutas das mulheres! Por isso, partilho o texto abaixo:&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Por uma sociedade sem violência; pelo respeito aos direitos das mulheres&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;Apesar das inúmeras conquistas dos movimentos feministas nas últimas  décadas, a igualdade efetiva entre homens e mulheres no Brasil continua  sendo uma realidade distante. Persistem graves problemas, como a  reduzida representação política, os salários desiguais, a  responsabilidade quase exclusiva em relação ao trabalho doméstico e ao  cuidado de filhas e filhos, a mercantilização do corpo feminino, e um  dos mais graves e preocupantes, a violência de gênero. Esse tipo de  violência se manifesta de diversas maneiras – como a violência  doméstica, o assédio sexual, o estupro, o tráfico de mulheres, a  criminalização do aborto – e atinge mulheres de todas as classes  sociais, raças e idades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img title="Image" src="http://www.fbes.org.br/images/stories/dia_da_mulher.jpg" border="0" height="269" align="left" hspace="6" alt="Image" width="380" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse contexto, a violência doméstica contra as mulheres apresenta  índices alarmantes e constitui uma das maiores preocupações das  brasileiras. Cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos no Brasil,  de acordo com o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços  público e privado", da Fundação Perseu Abramo e do SESC, divulgado em  fevereiro deste ano. Aproximadamente uma em cada cinco mulheres  considera já ter sofrido algum tipo de violência de parte de um homem.  E, segundo o Mapa da Violência 2010, do Instituto Sangari, a cada duas  horas uma mulher é assassinada no Brasil. Os principais responsáveis por  esses crimes são parceiros, ex-parceiros ou homens que foram rejeitados  por essas mulheres. A violência machista tem consequências perversas  para a saúde física e mental dessas mulheres, resulta em sentimento de  culpa, isolamento, baixa auto-estima, dificuldade de participar da vida  pública, entre outros desdobramentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, neste 8 de março, a ABONG reafirma a necessidade de se  tomar medidas urgentes para combater esse problema, entre elas a efetiva  implementação da Lei Maria da Penha (11.340/06), que prevê a criação de  mecanismos com o objetivo de coibir a violência doméstica e familiar  contra a mulher, estabelecendo ações para a prevenção, assistência e  proteção às mulheres em situação de violência e medidas de punição dos  agressores. Neste mês, diversas associadas da ABONG realizarão  atividades e mobilizações contra a violência machista, entre outros  problemas enfrentados pela população feminina, e defendendo a Lei Maria  da Penha (leia matéria sobre isso neste Informes).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Elaborada a partir de uma proposta apresentada por um conjunto de  entidades dos movimentos feministas, a Lei Maria da Penha, sancionada  pelo presidente Lula em 2006, é considerada uma conquista histórica na  afirmação dos direitos humanos das mulheres. A legislação engloba, além  da violência física, a psicológica, sexual, patrimonial e moral, e  apresenta diretrizes de políticas e ações integradas do poder público  para diversas áreas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A nova legislação trouxe inegáveis avanços, que vêm beneficiando  milhares de pessoas. Um dos pontos de destaque são os instrumentos  criados para combater a impunidade, que antes atingia 90% dos casos que  chegavam à Justiça brasileira, e para demonstrar que essa violência não  pode ser tolerada na nossa sociedade. Com a nova legislação, foi  proibida a aplicação de penas de cesta básica ou multa a esses casos,  que deixaram de poder ser caracterizados como crimes de menor potencial  ofensivo. Estão sendo criados nos estados Juizados de Violência  Doméstica e Familiar contra a Mulher, e está em curso a descentralização  e interiorização das delegacias e centros de referências de mulheres,  entre outras mudanças.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Lei Maria da Penha, no entanto, provocou fortes reações de setores  conservadores que tentam invalidá-la de diferentes formas, inclusive com  uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). O  Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), uma das associadas da  ABONG, atualmente acompanha 23 projetos de lei para modificá-la que  tramitam no Congresso Nacional, alguns deles propondo retrocessos. Há  também uma enorme resistência na aplicação da lei, por conta do machismo  arraigado nas instituições públicas brasileiras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Central de Atendimento à Mulher (180) registrou nos últimos anos um  aumento expressivo no número de denúncias, provavelmente provocado pela  redução da impunidade nesses casos. Ainda assim, a pesquisa realizada  pela Fundação Perseu Abramo mostra que as denúncias a alguma autoridade  policial ou judicial não ultrapassam um terço dos casos. Isso quer dizer  que ainda existe um enorme contingente de mulheres silenciadas, presas  no ciclo da violência, que vivenciam a violência machista sem conseguir  denunciá-la, muitas vezes dependentes emocional e financeiramente do  agressor, que procuram preservar o núcleo familiar ou temem por suas  vidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Provavelmente a Lei Maria da Penha não será suficiente para reverter  esse problema, já que a violência contra a mulher é fruto de uma  sociedade patriarcal e, dessa forma, depende de mudanças sociais e  culturais muito mais profundas. No entanto, a concretização integral da  Lei Maria da Penha constitui um passo importante para erradicar a  violência doméstica e familiar; é necessário resistir coletivamente  àqueles que a questionam e a desqualificam e impulsionar para que seja  dada prioridade política e orçamentária à implementação desse  instrumento.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 08 Mar 2011 18:33:56 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/fantasia/blog/parabens-as-mulheres-de-todo-o-mundo</link><guid>http://cirandas.org/fantasia/blog/parabens-as-mulheres-de-todo-o-mundo</guid></item></channel></rss>