<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Feed RSS do(a) Daniela Rueda</title><link>http://cirandas.org/danielarueda</link><description>Conteúdo do(a) Daniela Rueda publicado no CIRANDAS</description><item><title>Sobre crianças e mentes colonizadas</title><description>&lt;p&gt;&lt;span class="caps"&gt;POR&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;LAIS&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;FONTENELLE&lt;/span&gt; &lt;span class="caps"&gt;PEREIRA&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;17/03/2014&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao formar consumidores precoces, publicidade infantil inibe outras maneiras de socialização e sugere: relações humanas precisam ser validadas por mercadorias…&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por Lais Fontenelle&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 15 de março comemorou-se o Dia Internacional dos Direitos do Consumidor. Nessa mesma data, em 1962, o então presidente dos &lt;span class="caps"&gt;EUA&lt;/span&gt;, John F. Kennedy, enviou uma mensagem ao congresso norte-americano chamando atenção da sociedade para garantias básicas, até então pouco conhecidas e negligenciadas como o direito de proteção contra propagandas e embalagens fraudulentas, o direito de escolha e informação frente aos produtos e o direito de ser ouvido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mensagem deixava evidente a urgência da questão. Porém, a primeira comemoração da data se deu em 1983, e foi somente dois anos depois que a &lt;span class="caps"&gt;ONU&lt;/span&gt; reconheceu os direitos dos consumidores, legitimando internacionalmente a causa. Já no Brasil, o Código de Defesa do Consumidor, um dos mais completos e ousados do mundo, entrou em vigência em 1990, dois anos após a promulgação da atual Constituição Federal, e pode ser visto como resposta do poder público aos anseios da sociedade civil em relação aos avanços desgovernados da sociedade de consumo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Curiosamente, é também dos anos 90 que muitos autores datam a crise conceitual da infância, pois foi quando as crianças, historicamente vistas e tratadas como um vir a ser que precisavam ser preparadas para o mundo adulto, foram elevadas pelo mercado ao status de consumidoras – antes mesmo de poderem exercer plenamente sua cidadania. Tidas até então como filhas de cliente, as crianças passaram a ser consideradas como consumidoras finais, tornando-se um alvo importante do mercado de consumo de produtos e serviços – um potencial nicho comercial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi nesse contexto que a publicidade dirigida às crianças entrou em cena com grande força. Passou a endereçar ao público infantil mensagens de apelo ao consumo, que se aproveitam da vulnerabilidade infantil para vender. Tornou-se, segundo pesquisa da Intersciense, de 2003, a principal influência de compras dos produtos infantis com embalagens e personagens famosos. Hoje, contudo, a publicidade não endereça às crianças somente mensagens de produtos infantis, mas também de objetos adultos. Isso deve-se ao fato deste público estar sendo encarado pelo mercado como porta de entrada para a influência nos hábitos de consumo de toda a família.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;topo-posts-margem
Dados mundiais a esse respeito apontam que a influência das crianças nas compras realizadas pela família chega a 80% em relação a tudo o que é consumido, inclusive em relação a bens e serviços de interesse exclusivo dos adultos, como, por exemplo, marcas de automóvel, imóveis, produtos de limpeza etc. No Brasil, só a moda infanto-juvenil movimenta a soma anual de R$10 bilhões, o que corresponde a um terço de toda a roupa consumida no país.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir desses dados podemos dizer que o mercado enxergou nas crianças uma rentável fonte de lucros, já que quanto mais cedo você fideliza a criança a uma marca, mais chances tem dela ser fiel à mesma do berço ao túmulo, como dizem os publicitários. Assim, aproveitando-se da fragilidade e vulnerabilidade infantil, o mercado passou, então, não somente a atrair os olhares das crianças, como a dirigir-se diretamente a elas com peças publicitárias feitas “sob medida”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não foi à toa, portanto, que o Código de Defesa do Consumidor Brasileiro previu proteger as crianças de apelos de consumo, instituindo no Art. 37: “É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva (…)”, e explicando no seu parágrafo§2º que “É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeite valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. (…)”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As crianças são convidadas pela publicidade – que lhes é ilegalmente dirigida – a ingressar cada vez mais cedo no complexo mundo adulto do consumo. A lógica do consumo domina as relações infantis e acaba restringindo a criatividade e as trocas afetivas das crianças, além de queimar etapas importantíssimas do seu desenvolvimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A criança será, em função do tempo em que vivemos, uma consumidora no futuro. Logo, além de protegê-la legalmente da comunicação mercadológica, como já fizeram 28 países do mundo, incluindo os dez com melhor qualidade de vida –,precisamos prepará-la para que seja uma cidadã e consumidora consciente e responsável. Isso é feito com Educação, principal ferramenta no processo de transformação social. Lembre-se: educar, assim como consumir, é um ato político.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Precisamos começar a educar nossas crianças para que tenham responsabilidade ao comprar. O direito à educação para um consumo consciente é não só um desafio, como também a solução para os problemas morais e ambientais de nossos tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O principal direito das crianças é o direito à infância. Pensemos no direito de escolha e de proteção de nossas crianças frente ao bombardeio publicitário que as convida a tornar-se adultas antes do tempo. Elas são o prefácio para um mundo mais ético e sustentável, e têm nas mãos o poder de reinventar as relações de consumo. Tudo depende de vontade política e atuação conjunta em duas frentes: regulação e educação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fonte: http://outraspalavras.net/destaques/sobre-criancas-e-mentes-colonizadas/&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Mar 2014 10:48:00 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/danielarueda/blog/sobre-criancas-e-mentes-colonizadas</link><guid>http://cirandas.org/danielarueda/blog/sobre-criancas-e-mentes-colonizadas</guid></item><item><title>Adolescentes e jovens de todo o mundo se preparam para integrar a maior equipe de cobertura da Rio+20</title><description>&lt;p&gt;Por: Viração Educomunicação&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Equipe com mais de 100 pessoas compõe a Agência Jovem de Notícias Internacional na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e na Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental na capital carioca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adolescentes e jovens de 11 Estados brasileiros, do Distrito Federal e de mais 18 países da América Latina, Europa, África e América do Norte se preparam para a maior agência de notícias presente na Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável e a Cúpula dos Povos por Justiça Social e ambiental, que acontecem na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 15 e 23 de junho.
No total, 100 adolescentes e jovens com idades entre 15 e 30 anos, acompanhados por uma equipe de educadores, vão compor o time da Agência Jovens de Notícia Internacional, liderada pela &lt;span class="caps"&gt;ONG&lt;/span&gt; Viração Educomunicação, pela Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores e Comunicadoras – &lt;span class="caps"&gt;RENAJOC&lt;/span&gt; e pela campanha Rio+Você. A iniciativa conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (&lt;span class="caps"&gt;UNICEF&lt;/span&gt;) e da Província Autônoma de Trento (Itália) e será desenvolvida em parceria com diversas organizações brasileiras e da América Latina, como a BemTV e Catavento Comunicação e Educação, e as argentinas Fundación Tierravida e Ecomania. 
Alguns participantes já desembarcam no Rio na próxima semana para a Youth Blast, encontro preparatório de jovens para a Rio+20 organizado pelo Major Group de Crianças e Jovens da &lt;span class="caps"&gt;ONU&lt;/span&gt;. No dia 11 o grupo fica completo e no dia seguinte começam suas atividades de formação e preparação para a cobertura educomunicativa e colaborativa de um dos maiores eventos da história da &lt;span class="caps"&gt;ONU&lt;/span&gt;.
Os adolescentes e jovens serão divididos em equipes de texto, foto, vídeo, áudio, jornal mural e fanzine. Com o apoio do Laboratório de Ativismo um grupo de jovens ainda vai criar ações ativistas para incorporarem a cobertura. Todo o material produzido será veiculado no site da Agência Jovem de Notícias (www.agenciajovem.org) e no site da campanha Rio+Você (www.riomaisvoce.org), bem como nas páginas e redes sociais das organizações parceiras dessa iniciativa.
Um dos participantes da Agência Jovem de Notícias Internacional na Rio+20 é Reynaldo de Azevedo, de 16 anos, morador de Lavras, interior de Minas Gerais. Ele entende que fazer a cobertura colaborativa desse grande evento é uma maneira de promover espaços de reflexão, debates e trocas de experiências sobre sustentabilidade e a participação da juventude na construção de melhores lugares parta se viver. 
Já Maria do Socorro da Costa, de 29 anos, moradora de São Luís, no Maranhão, a cobertura feita por adolescentes e jovens ajuda a colocar o jovem na pauta das discussões, uma vez que eles se sentem pouco representados nas coberturas feitas pela grande mídia. “Nesse modelo de cobertura produzimos informações de qualidade para os jovens e também troca de conhecimentos”, diz. O mexicano Eduardo Salinas, de 25 anos, concorda com Maria do Socorro e completa: “Participar da Agência Jovem de Notícias é uma importante oportunidade para levar a outros jovens de todo o mundo os acordos e as negociações a que se chegarão a Rio &lt;ins&gt;20, a partir do nosso ponto de vista&amp;quot;.
A argentina Luisina Garro, de 23 anos, está ansiosa para chegar ao Rio. Ela acredita que a cobertura feita pelos jovens é uma maneira de participar da transição para um novo modelo de sociedade. Do outro lado do continente está a italiana Giovana Sartori, de 26 anos, que vai participar da cobertura da Agência Jovem para fazer pressão nos governantes. “Acredito no poder da informação e da comunicação para levar a sempre mais pessoas o conhecimento dos problemas ambientais e sociais”, defende Giovana.
Todos esses jovens já têm histórico em organizações e projetos de educomunicação e comunicação comunitária para adolescentes e jovens. Desde o ano passado a maioria deles já desenvolve produtos de comunicação com temáticas ambientais. Tudo para se preparar para a Rio&lt;/ins&gt;20 e mobilizar ainda mais adolescentes e jovens a participar.
O processo de preparação desses participantes foi tão significativo que influenciou, inclusive, o dia-a-dia deles na busca por hábitos de vida mais sustentáveis. Tanto é que muitos participantes vão usar bicicletas para se deslocarem no Rio de Janeiro durante a cobertura. Uma parceria com a secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, a Super Via e a Transporte Ativo viabilizou 25 bicicletas para o grupo e 80 Rio Card’s para o uso do transporte público. A &lt;span class="caps"&gt;ONG&lt;/span&gt; Projetos de Inovação ainda disponibilizou oito Recicletas &amp;#8211;  bicicletas fitas com restos de bicicletas que iriam para o lixo – para ajudar nos deslocamentos dos jovens na capital carioca.
Além das atividades de cobertura da Rio+20, o que inclui atividades como a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, o Fórum de Mídias Livres e o Fórum de Empreendedorismo Social na Nova Economia, os jovens também vão dedicar parte do seu tempo para o turismo sustentável, conhecendo outros projetos de comunicação comunitária e ambientais em comunidades cariocas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre a Rio+Você
A Campanha Rio+Você/ Rio Mas Vos/ Rio Plus You é uma mobilização internacional que tem a Viração Educomunicação como ponto focal no Brasil e congrega mais de 70 entidades parceiras, como a Rede Nossa São Paulo, Vitae Civilis, Rejuma e Equações Sustentáveis. O objetivo principal da Rio Mais Você é mobilizar movimentos, grupos e organizações juvenis para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho de 2012.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 06 Jun 2012 12:20:40 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/danielarueda/blog/adolescentes-e-jovens-de-todo-o-mundo-se-preparam-para-integrar-a-maior-equipe-de-cobertura-da-rio-20</link><guid>http://cirandas.org/danielarueda/blog/adolescentes-e-jovens-de-todo-o-mundo-se-preparam-para-integrar-a-maior-equipe-de-cobertura-da-rio-20</guid></item><item><title>Inscrições Abertas para o Projeto Células de Transformação</title><description>&lt;p&gt;Conheça o projeto de desenvolvimento sustentável premiado pela &lt;span class="caps"&gt;ONU&lt;/span&gt; em 2007. Uma possibilidade concreta de realizar processos de desenvolvimento local participativo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projeto Células de Transformação, projeto de extensão universitária da &lt;span class="caps"&gt;USP&lt;/span&gt;, é uma proposta inovadora que foca no sonho e não nos problemas, na abundância e não no deficit. Nao é assistencialista e busca trabalhar mobilização social e empoderamento comunitário, incitar nas pessoas o desejo e a força para transformar suas próprias realidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Percurso de Protagonismo Social é uma experiência em desenvolvimento local, liderança e mobilização social,  um processo de capacitação gratuito que propiciará aos participantes tornarem-se criadores e protagonistas de projetos dedesenvolvimento local comunitário. Por meio do &amp;#8220;aprender fazendo&amp;#8221; e da troca de conhecimentos e talentos entre os próprios participantes e da contribuição de profissionais convidados, possibilitará uma formação transdisciplinar dos participantes a partir da valorização e expressão de seus talentos, conhecimentos e potenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É uma possibilidade de se engajar de maneira prática e inspiradora, adquirindo novas habilidades e ferramentas, com pessoas de diversas áreas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Participe da terceira edição do Percurso de Protagonismo Social que acontecerá entre de maio a agosto de 2012.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inscrições abertas de 20 de março a 20 de abril de 2012.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais informações:
www.celulasdetransformacao.org
cdt@moverjuntos.org&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apoio do Fundo de Fomento às iniciativas de
Cultura e Extensão Universitária da Universidade de São Paulo (&lt;span class="caps"&gt;USP&lt;/span&gt;)&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 23 Mar 2012 10:45:47 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/danielarueda/blog/inscricoes-abertas-para-o-projeto-celulas-de-transformacao</link><guid>http://cirandas.org/danielarueda/blog/inscricoes-abertas-para-o-projeto-celulas-de-transformacao</guid></item><item><title>Projeto Células de Transformação aborda Bancos Comunitários e Economia Solidária no Jardim Pery Alto</title><description>&lt;p&gt;No dia 17/03/2012 tivemos a palestra de Hilda Pires, gerente do Banco Comunitário Apuanã para falar sobre o desenvolvimento local e moeda social no bairro. A atividade ocorreu na Escola Estadual Assis José Ambrósio. A Hilda contou um pouco sobre a origem da organização comunitária, que foi através do movimento de moradia, até a criação do Banco Apuanã na comunidade. Ela desmistificou com bastante propriedade a questão do &amp;#8220;dinheiro&amp;#8221;, e colocou que o objetivo da moeda social é fazê-la circular. Também falou das ações atuais do Banco Apuanã, da comunidade e os desafios atuais. Sua atividade foi uma grande inspiração para continuarmos nossas propostas de desenvolvimento local na comunidade.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 22 Mar 2012 17:48:04 +0000</pubDate><link>http://cirandas.org/danielarueda/blog/projeto-celulas-de-transformacao-aborda-bancos-comunitarios-e-economia-solidaria-no-jardim-pery-alto</link><guid>http://cirandas.org/danielarueda/blog/projeto-celulas-de-transformacao-aborda-bancos-comunitarios-e-economia-solidaria-no-jardim-pery-alto</guid></item></channel></rss>